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Global Risks Report 2026 alerta para fragmentação estrutural e colapso da cooperação global



O Global Risks Report 2026, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) nesta semana, alerta que o planeta entra em uma “era de competição” marcada pela erosão do multilateralismo, tensões geoeconômicas e crescente desconfiança entre governos, empresas e cidadãos. A pesquisa, que reúne mais de 1.300 especialistas e 11.000 líderes empresariais de 116 países, indica que 57% dos entrevistados projetam um cenário “turbulento ou tempestuoso” para os próximos dez anos.

O documento identifica o confronto geoeconômico como o risco mais crítico até 2028, refletindo a intensificação de políticas protecionistas, sanções e disputas por influência tecnológica. Essa multipolaridade sem multilateralismo está desafiando a ordem internacional e minando as bases da cooperação global. A desinformação e a polarização social completam o topo dos riscos de curto prazo, seguidas por eventos climáticos extremos e ciberinsegurança.

Em uma perspectiva de dez anos, o centro de gravidade das ameaças desloca-se para o meio ambiente: eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e mudanças críticas nos sistemas da Terra são apontados como os maiores riscos globais. Paralelamente, a inteligência artificial desponta como um risco emergente de rápida ascensão, com potenciais impactos sobre empregos, segurança informacional e desigualdade digital.

O relatório também alerta para uma crise de confiança global. A desigualdade é destacada por interligar riscos econômicos, tecnológicos e sociais, gerando um ponto de fratura que ameaça a coesão social e alimenta a propagação de desinformação e extremismos digitais.

Do ponto de vista da comunicação de risco e crise, o WEF chama atenção para o papel decisivo da informação confiável. A desinformação e a manipulação informacional, segundo o relatório, estão se tornando riscos estruturais, capazes de amplificar crises econômicas, políticas e ambientais. O documento observa que a comunicação pública ineficaz pode acelerar o colapso da confiança institucional, tornando governos e empresas mais vulneráveis a pânicos, boatos e narrativas polarizadoras.

Os alertas impõem novas estratégias de transparência, coordenação e verificação de dados, especialmente em situações de crise climática, tecnológica ou social. O Relatório recomenda fortalecer a educação midiática, desenvolver protocolos de resposta comunicacional integrados e promover cooperação entre atores públicos, privados e da sociedade civil para conter a escalada de desinformação e restaurar a credibilidade nas mensagens oficiais.

Também entre as recomendações, o Global Risks Report 2026 propõe fortalecer a cooperação regional e global, investir em infraestrutura resiliente, desenvolver uma governança ética da Inteligência Artificial e aprimorar a educação midiática. Também defende o reequilíbrio entre crescimento econômico e inclusão social, ressaltando que reconstruir a confiança é essencial para evitar uma década de fragmentação e instabilidade estrutural.

relatório completo está disponível no site oficial do Fórum Econômico Mundial.

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