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Resposta bioquímica-fisiológica de videiras em produção cultivadas em solos com altos teores de cobre e uso da calagem e de fungos micorrizicos arbusculares como alternativa para mitigar a sua toxidez



Coordenador – prof. Gustavo Brunetto

 

Resumo

O Rio Grande do Sul (RS) possui a maior área cultivada com videira do Brasil e a uva produzida e os seus derivados, como o suco e o vinho, geram renda à vitivinicultores familiares e à grupos empresariais vitivinícolas. Os vinhedos anualmente são submetidos à aplicação foliar de fungicidas cúpricos para o controle preventivo de doenças fúngicas foliares, o que provoca o acúmulo de formas de Cu no solo, inclusive aquelas mais biodisponíveis, potencialmente absorvidas pelas plantas. Porém, no RS não é conhecida a real quantidade e distribuição do Cu em videiras em produção, nem tampouco o seu impacto em parâmetros bioquímicos e fisiológicos, determinantes da produção e composição da uva. Além disso, caso os altos teores de Cu no solo sejam tóxicos para as videiras em produção, videiras jovens transplantadas em solos de vinhedos antigos erradicados e com histórico de aplicação de fungicidas cúpricos ou mesmo espécies de plantas de cobertura, não é suficientemente conhecida à eficiência de estratégias, como a calagem ou mesmo o uso de fungos micorrizicos arbusculares (FMAs), para diminuir a toxidez para as plantas. O objetivo principal do projeto é avaliar a resposta bioquímica-fisiológica de videiras em produção cultivadas em solos contaminados com Cu e o efeito da calagem e de FMAs como alternativa para mitigar a sua toxidez. O Projeto contará com a participação de professores-pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), de Santa Maria (RS); da Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves (RS); do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Ibirubá (RS); do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos e Vegetais (PPGRGV) e do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PGA), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de Florianópolis (SC); do Programa de Pós-Graduação em Biologia (PPGB) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), de Uberlândia (MG) e do Dipartimento di Scienze Agrarie , da Università di Bologna , de Bologna, Itália. Além disso, o Projeto será composto por 3 Estudos. O estudo 1, tratará do acúmulo de Cu e modificações bioquímicas e fisiológicas em videiras em produção cultivadas em solos com altos teores de Cu. O Estudo 2 abordará o Cu no solo, em raízes e alterações mofofisiológicas em videiras e plantas de cobertura jovens cultivadas em solos contaminados e submetidos a calagem. O Estudo 3 tratará da fitoproteção de FMAs em videiras jovens cultivadas em solos contaminados com Cu. Espera-se conhecer, em condição de campo, a real quantidade acumulada e compartimentalização de Cu em videiras em produção e qual o seu impacto sobre parâmetros bioquímicos e fisiológicos, que são determinantes da produção e composição da uva, por consequência, do seu suco e vinho. Além disso, espera-se conhecer melhor, para posteriormente recomendar aos vitivinicultores, a eficiência de estratégias, como a calagem e o uso de FMAs, na redução da toxidez do Cu para videiras jovens transplantadas em solos com altos teores do elemento-traço, bem como para espécies de plantas de cobertura normalmente cultivadas nas linhas e entrelinhas de vinhedos. 


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