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PPGEPT da Universidade Federal de Santa Maria mantém conceito 5 e projeta avanços para 2026

Reconhecimento nacional reflete trajetória coletiva, consolidação acadêmica e perspectivas de expansão.



O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGEPT) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reafirma sua excelência acadêmica ao manter o conceito 5 na avaliação da CAPES. O resultado evidencia a qualidade do programa e o compromisso com uma formação interdisciplinar voltada à pesquisa e ao impacto social. De acordo com a secretária do programa, a servidora Gladis Borim, a conquista representa um avanço significativo desde a criação do curso. Inicialmente avaliado com nota 4, o PPGEPT alcançou um novo patamar por meio do esforço coletivo. “É o resultado do empenho de docentes e discentes na busca por pesquisas cada vez mais qualificadas e interdisciplinares, com impacto na vida das pessoas”, destaca.

Figura 1 – Reunião do Colegiado do Programa
Fonte: Arquivo da Coordenação do PPGEPT (2026)

A trajetória do programa, no entanto, começou antes mesmo de sua aprovação oficial. Segundo a professora Leila Maria Araujo Santos, fundadora do PPGEPT, a iniciativa surgiu em 2012 a partir da demanda de docentes recém-ingressos na Universidade Federal de Santa Maria que buscavam inserção na pós-graduação. “Não havia espaço nos programas existentes, então surgiu a ideia de criar um mestrado voltado à Educação Profissional e Tecnológica”, explica.

O projeto foi estruturado no Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), escolhido por sua tradição na formação de profissionais para a área. Encaminhado à CAPES em 2013, o curso foi aprovado em 2015, já com conceito 4 — marco inicial de uma trajetória em ascensão. Nos primeiros anos, os desafios foram significativos. Entre eles, a consolidação de uma identidade própria para a área de Educação Profissional e Tecnológica e a construção de uma cultura interdisciplinar entre os docentes. “Era necessário diferenciar a EPT da área da Educação e compreender sua especificidade como campo de formação voltado ao mundo do trabalho”, ressalta a professora.

Figura 2 – Defesa Emanuel de Franceschi Vieira
Fonte: Arquivo da Coordenação do PPGEPT (2026)

Com o amadurecimento do programa, avanços importantes foram alcançados. A ampliação de projetos interdisciplinares, o aumento da produção científica e a maior visibilidade em eventos acadêmicos contribuíram para a consolidação do curso. A internacionalização também se tornou um eixo estratégico, com parcerias estabelecidas com instituições da Itália, Uruguai, Portugal e Estados Unidos.  Esses avanços se somam a iniciativas mais recentes destacadas pela servidora Gladis Borim, como o credenciamento de novos docentes, o compartilhamento de disciplinas entre diferentes áreas e a criação de um grupo de trabalho para a implementação do doutorado. A expansão das estratégias de divulgação também ampliou a procura pelo mestrado, atraindo estudantes de diversas áreas do conhecimento.

Essa procura crescente também se reflete na diversidade de estudantes que escolhem o programa. É o caso do aluno Manoel Ferreira, natural da Paraíba, que se mudou para Santa Maria para cursar o mestrado. Segundo ele, a escolha pelo PPGEPT esteve diretamente ligada à qualidade do curso. “O fato de ter conceito 5 na CAPES mostra que é um curso de excelência”, afirma.  A mudança, no entanto, não foi simples. Longe da família, Manoel precisou se adaptar rapidamente à nova realidade. “Entrei em contato com um hotel e fiz um contrato de aluguel por um mês, mas aconselho ficar pelo menos três meses, até conseguir moradia estudantil ou um lugar mais acessível”, relata. 

Figura 3 – Turma de Ingresso 2026
Fonte: Arquivo da Coordenação do PPGEPT (2026)

Apesar dos desafios iniciais, o estudante destaca o alto nível do programa como um diferencial importante em sua formação. “O nível de excelência do curso vai me ajudar na vida profissional”, diz. Com planos de seguir na carreira acadêmica, ele vê o mestrado como um passo essencial para o futuro. “O mercado está cada vez mais concorrido, e quem tem mestrado e doutorado tem mais chances nos concursos públicos”, completa.

Para os próximos anos, o programa projeta crescimento contínuo e fortalecimento de suas ações. A proposta de criação do curso de doutorado aparece como um dos principais objetivos. “Nós temos crescido em produção, em grupos de pesquisa e na procura pelas vagas. Isso nos leva, a curto prazo, à possibilidade de ofertar o doutorado”, projeta a professora Leila. A expectativa é que a nova etapa amplie ainda mais as oportunidades de formação e atuação acadêmica, consolidando o PPGEPT como referência na área. “A meta é crescer sempre mais”, reforça Gladis, destacando a importância do trabalho coletivo na manutenção do conceito 5.

Com uma trajetória marcada pela construção colaborativa, inovação e compromisso social, o programa segue contribuindo para o fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil.

Texto: Thaíse Dalcol Denardi, bolsista do setor de comunicação do PPGEPT.

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