
O Colégio Politécnico da UFSM celebra mais uma marca histórica no esporte internacional. Júnior Lizzi, estudante do curso de Geoprocessamento do Colégio, foi oficialmente convocado para representar o Brasil no Campeonato Mundial Universitário de Orientação 2026, que ocorrerá na cidade de Vila Real, em Portugal. Organizada pela Federação Internacional do Esporte Universitário (FISU), a competição acontece entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, reunindo a elite dos atletas-estudantes em provas que exigem resistência física e navegação ágil com mapa e bússola.
Júnior, que atualmente ocupa o posto de quarto melhor brasileiro no ranking mundial da modalidade, não é um estreante em pistas internacionais: em 2024, ele já havia defendido as cores do Brasil na Bulgária. Agora, prestes a atingir a idade limite da categoria, ele encara o desafio em solo português como o auge de sua trajetória acadêmica e esportiva.
Preparação de Excelência
Para viabilizar a participação em um evento deste porte, Júnior conta com uma importante rede de apoio que destaca o compromisso da UFSM com seus talentos. O estudante atleta recebe apoio do Colégio Politécnico e da UFSM via projetos e editais. Essa união de esforços entre a direção, a cooperativa estudantil e os programas de incentivo da UFSM é fundamental para garantir que o atleta foque em seu desempenho nas pistas, ao passo em que dá sequência a seus estudos.
Para o atleta, vestir a camiseta do Politécnico e da UFSM em um Mundial é a realização de um sonho. “Representar o Colégio representa uma grande conquista. Eu sempre tive o objetivo de representar a instituição e a minha universidade”, afirmou Júnior.
Além do suporte do Colégio, o sucesso de Júnior é fruto de um trabalho multidisciplinar. O atleta é membro do Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), vinculado ao Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM.

O desafio de ser um estudante-atleta
Conciliar os estudos em Geoprocessamento com o treinamento de elite exige disciplina. Júnior descreve uma rotina intensa, que inclui o trabalho para custear despesas do esporte e os estudos.
Nesse cenário, o suporte do corpo docente tem sido um diferencial. “Meus professores estão sempre de parabéns por estarem me dando o suporte e o apoio”, destaca o estudante. Além do apoio pedagógico para conciliar estudos e treinamento, o atleta conta com o auxílio financeiro da instituição para viabilizar sua participação em Portugal.
Com um currículo marcado por importantes conquistas, Júnior Lizzi consolida-se como uma das maiores promessas da Orientação. Confira o histórico de conquistas que pavimentou seu caminho até o Mundial de 2026:
- 2025
- 571ª posição geral – Ranking Mundial
- 4º melhor brasileiro no ranking da modalidade – Ranking Mundial (Brasil)
- 14ª posição no ranking brasileiro (após o Campeonato de Fortaleza) – Ranking Nacional
- 2024
- 2º lugar – Sprint (Copa Sul de Orientação)
- 3º lugar – Floresta (Copa Sul de Orientação)
- 2023
- 1º lugar – Geral (Campeonato Gaúcho Sprint)
- 1º lugar – Percurso Floresta (Copa Sul de Orientação)
- 2º lugar – Sprint (Copa Sul de Orientação)
- 3º lugar – Geral (Campeonato Municipal de Santa Maria)
- 3º lugar – Geral (Campeonato Gaúcho)
- 3º lugar – Sprint (Troféu Sudeste de Orientação)
Inspiração e Futuro
Com a preparação intensificada, Júnior Lizzi já projeta o futuro. Após o Mundial, ele pretende atuar como treinador, compartilhando sua experiência com novos alunos que desejam ingressar na Orientação. Deixando uma mensagem de resiliência para a comunidade acadêmica, ele ressalta: “Não desistam, porque, por mais que seja difícil, não é impossível. É um esforço muito grande, mas é gratificante.”
A delegação gaúcha para o Mundial contará com quatro representantes, sendo três deles estudantes da UFSM em Santa Maria. O Colégio Politécnico segue na torcida por Júnior Lizzi em mais esse passo brilhante em sua carreira.
Entenda o Esporte: O que é a Orientação?
Embora muito difundida no meio militar, sendo disciplina obrigatória na Escola de Educação Física do Exército desde 1974, a Corrida de Orientação conquista cada vez mais espaço no meio civil e universitário.
O esporte une a resistência física da corrida com a precisão da localização. Sem auxílio tecnológico, o atleta utiliza apenas mapa e bússola para encontrar pontos de controle em sequência, no menor tempo possível. A modalidade pode ser disputada em áreas urbanas, na categoria Sprint, ou em terrenos naturais, na categoria Floresta. Vence quem demonstrar a melhor combinação de velocidade e estratégia de navegação.
Texto: Ana Beatriz Magolo, acadêmica do 7º semestre de Relações Públicas/UFSM; bolsista da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM.
Revisão: Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM.
Fotos: Acervo do Júnior Lizzi