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Colégio Politécnico da UFSM recebe visita da Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha



No dia 30 de junho de 2026, o Colégio Politécnico da UFSM recebeu a visita da Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (EFASERRA). A atividade reuniu 74 participantes, entre estudantes de duas turmas do 3º ano e professores da instituição, proporcionando um momento de integração e troca de conhecimentos sobre ensino, pesquisa, extensão e inovação desenvolvidos no Colégio Politécnico.

A programação iniciou com a recepção institucional realizada pelo vice-diretor Prof. Moacir Bolzan, que apresentou o Colégio Politécnico da UFSM e destacou o papel da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no contexto da universidade, evidenciando sua contribuição para a formação de profissionais qualificados e comprometidos com o desenvolvimento regional.

Na sequência, os visitantes conheceram a Polifeira do Agricultor, apresentada pelo Prof. Gustavo Pinto. Durante a atividade, foi destacado que a Polifeira nasceu para ser mais do que um ponto de venda, constituindo-se em um espaço onde universidade e agricultura familiar se encontram para construir experiências em torno da produção e da alimentação. O professor explicou que a comercialização representa a etapa final de um trabalho permanente de ensino, pesquisa, extensão e assistência técnica realizado ao longo de todo o ano. Também apresentou os resultados alcançados pela iniciativa, que, em quase dez anos de funcionamento, movimentou mais de R$ 6,7 milhões diretamente para agricultores familiares. Outro aspecto enfatizado foi o monitoramento semanal da presença de agrotóxicos nos alimentos comercializados. Das quase 600 amostras analisadas, apenas 2% apresentaram alguma irregularidade, demonstrando o compromisso com a segurança alimentar. Além disso, ressaltou que a Polifeira é um ambiente de formação prática, onde estudantes vivenciam o trabalho junto à agricultura familiar e compreendem, na prática, a construção da soberania alimentar. 

No Laboratório de Olericultura, a Prof.ª Tatiana Fiorin conduziu o grupo pelas diferentes estruturas da horta didática. Os visitantes conheceram a estufa de produção de mudas de hortaliças destinadas às atividades práticas de ensino, bem como às ações de extensão, incluindo doações para escolas e hortas comunitárias. Durante a visita, foram apresentadas as mudas de plantas medicinais destinadas ao novo matrizeiro, a produção de tomate e os principais desafios do cultivo. O grupo também visitou outra estufa destinada à produção de mudas de plantas medicinais para comercialização e a estufa de hidroponia, onde conheceu o cultivo de alface, rúcula, couve-folha e tempero-verde, além do funcionamento do sistema hidropônico e do manejo da solução nutritiva. A visita foi encerrada com a apresentação do novo matrizeiro de plantas medicinais, atualmente em processo de renovação para ampliar as atividades de ensino, pesquisa e extensão no laboratório.

No Laboratório de Espécies Nativas e Práticas Ambientais (LENPA), o Prof. Renato Trevisan apresentou o trabalho desenvolvido com a produção de mudas de frutíferas nativas e destacou sua importância para a recuperação de áreas degradadas e para o fortalecimento da fauna local. Também foi enfatizado o potencial econômico dessas espécies, incentivando os produtores rurais a diversificarem suas propriedades por meio da produção e comercialização de mudas regularizadas e do processamento das frutas nativas, demonstrando que conservação ambiental e geração de renda podem caminhar de forma integrada.

Durante a visita ao Laboratório de Fruticultura, conduzida por Raviel Dickel, os estudantes conheceram os trabalhos relacionados à implantação de novos pomares utilizando sistemas diferenciados de condução de copa, ao manejo integrado de pragas e doenças voltado à agricultura orgânica e à destinação dos resíduos orgânicos provenientes das podas e das frutas para o Laboratório de Compostagem, onde são transformados em substrato que retorna às atividades da fruticultura. Também foram apresentadas frutas da estação, como a bergamota Ponkan, proporcionando um momento de degustação, além das ações integradas com o Laboratório de Apicultura e Meliponicultura na criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para a polinização das frutíferas e para a melhoria da qualidade ambiental das áreas de cultivo.

No Laboratório de Panificação, Frutas e Hortaliças, a Prof.ª Magda Monego apresentou as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação desenvolvidas na área de processamento de alimentos.Durante a atividade, destacou a parceria com os Laboratórios de Apicultura e Meliponicultura, Fruticultura, Espécies Nativas e Práticas Ambientais (LENPA), Olericultura e com a Usina de Etanol, que fornecem matérias-primas utilizadas no desenvolvimento de produtos, demonstrando diferentes possibilidades de agregação de valor às matérias-primas, bem como destacando a importante integração entre laboratórios de ensino do Colégio. Os estudantes conheceram a Bike Fruti, equipamento doado pela 4ª turma do Curso Técnico em Fruticultura, e tiveram a oportunidade de pedalar para extrair o próprio suco de laranjas produzidas no Laboratório de Fruticultura, tornando a experiência ainda mais dinâmica e interativa. Ao final da visita, participaram de uma degustação de produtos elaborados no laboratório, conhecendo, na prática, diferentes formas de processamento de frutas e hortaliças e as possibilidades de agregação de valor às matérias-primas. 

A visita foi concluída no Laboratório de Floricultura e Paisagismo, onde a Prof.ª Marília Milani apresentou os diferentes ambientes de produção de flores e plantas ornamentais, incluindo telados, estufas e estufa climatizada. Os estudantes também conheceram a Floresce, única Floricultura Escola vinculada ao ensino público e gratuito no Brasil, inaugurada em 2015, que possibilita aos estudantes participar de todas as etapas da produção, desde a transformação da matéria-prima em arte floral até a comercialização dos produtos. Como lembrança da visita, cada participante recebeu uma suculenta produzida no próprio laboratório.

Durante o roteiro, os visitantes também conheceram o papel da Cooperativa-Escola dos Estudantes do Colégio Politécnico da UFSM (CESPOL), responsável pela comercialização dos produtos desenvolvidos nos diferentes laboratórios do Colégio. Por meio da cooperativa, são comercializadas mudas de espécies nativas, produtos da olericultura, frutas, geleias, conservas vegetais, flores e outros itens produzidos nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Todo o recurso arrecadado é gerido pela cooperativa e investido em diversas áreas que beneficiam aos estudantes, tais como: pagamento parcial de hospedagem de associados em viagens técnicas, venda de produtos e prestação de serviços a preços reduzidos na loja da Cespol,  apoio nos recursos de infraestrutura – quando necessário, suporte em atividades emergenciais e não previstas nos diversos projetos do Colégio Politécnico.

A visita da EFASERRA reforçou a importância da aproximação entre instituições de ensino comprometidas com a formação de profissionais para o meio rural, promovendo a integração, a troca de saberes e o compartilhamento de experiências nas áreas da produção vegetal, processamento de alimentos, sustentabilidade, agricultura familiar e inovação. Momentos como esse fortalecem as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelo Colégio Politécnico da UFSM e contribuem para a formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável da agricultura.

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Texto e fotos: Magda Monego

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