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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Egressa da UFSM é a única pesquisadora da América Latina entre as 12 vencedoras de prêmio internacional de Química</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/egressa-ufsm-vencedora-de-premio-internacional-de-quimica</link>
				<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 11:06:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[Mestre e doutora em Química Analítica pela Universidade Federal de Santa Maria, Márcia Mesko é a terceira brasileira a receber honraria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Entre as&nbsp;<a href="https://iupac.org/iupac-2023-distinguished-women/">12 mulheres premiadas por sua atuação na Química pela União Internacional de Química Pura e Aplicada</a>&nbsp;(IUPAC), a única representante da América Latina é brasileira e ex-aluna da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestre e doutora em Química analítica pela Instituição, Márcia Mesko recebeu o&nbsp;<i>IUPAC 2023 distinguished Women in Chemistry or Chemical Engineering</i>, uma premiação criada em 2011 com o objetivo dar visibilidade e reconhecimento ao trabalho de mulheres no meio científico. A solenidade de entrega da honraria será realizada em agosto, na Holanda.&nbsp;</p>
<figure>
										<img width="768" height="592" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/04/card-Marcia-Mesko-768x592.jpeg" alt="" loading="lazy"><figcaption>Márcia conta que foi durante a sua pós-graduação na UFSM que definiu linha de pesquisa que a levou a ser reconhecida internacionalmente</figcaption></figure>
<p></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
</p>
[caption id="attachment_9694" align="alignleft" width="600"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/04/Marcia-tabela-periodica.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/04/Marcia-tabela-periodica.jpg" alt="" width="600" height="302" /></a> Na tabela periódica, Marcia representa o elemento Bromo[/caption]
<p>Criada há 104 anos, a IUPAC regula os padrões para a denominação dos compostos e elementos químicos. Um exemplo que todos têm contato nas aulas de Química é a tabela periódica, que foi padronizada pelo órgão. Para comemorar o centenário da entidade, em 2019, a IUPAC criou uma tabela periódica especial com o rosto de 108 jovens cientistas. Márcia também teve destaque nessa ação, e foi escolhida para <a href="https://iupac.org/100/pt-of-chemist/">representar o elemento Bromo</a>, 35º elemento da tabela.</p>
<p>Antes disso, a docente já figurava como referência em sua área. Em 2012, a pesquisadora venceu o prêmio L’Oréal-Unesco- Academia Brasileira de Ciência para Mulheres na Ciência, além de outras distinções. Ela também foi a primeira latino-americana a receber o prêmio de Pesquisador Emergente concedido pela Real Sociedade de Química Britânica e pelo Jornal de Espectrometria Atômica Analítica, em 2018. Em 2019, ela apareceu na lista <a href="https://pubs.rsc.org/en/journals/articlecollectionlanding?sercode=mh&amp;themeid=ba1666f0-eaa2-4fcd-b56b-4568f71993aa"><i>Celebrating Excellence in Research: 100 Women of Chemistry</i></a>, também realizada pela Real Sociedade de Química. No âmbito acadêmico, ela já publicou mais de 120 artigos em revistas de renome nacional e internacional.</p>
<p>A docente também integra associações como a Sociedade Brasileira de Química, a Academia Brasileira de Ciências e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), da qual é coordenadora do Comitê Interdisciplinar. Sua trajetória na Química teve início aos treze anos em sua cidade natal, Pelotas, quando iniciou o curso técnico em Química. Mais tarde, se graduou em Química pela Universidade Federal de Pelotas (UFPeL), onde, agora, atua profissionalmente como docente.</p>
<p>Em entrevista à Revista Arco, Márcia conta sobre a sua carreira dedicada à pesquisa e o ensino da Química e a importância da UFSM em sua trajetória. Ela também fala a respeito das dificuldades que as mulheres enfrentam no meio acadêmico e os desafios de fazer ciência fora dos grandes centros.</p>
<p><b>Arco: Poderia explicar para os leitores o que é a IUPAC e a importância desse prêmio? </b></p>
<p><b>Márcia Mesko:</b> A IUPAC é uma organização não governamental internacional que, desde 1919, reúne pesquisadores em prol do desenvolvimento da Química mundial. Ela é bastante conhecida por ter padronizado a tabela periódica e normatizações de nomenclaturas das fórmulas Químicas. Então, todos que já passaram pelo ensino médio tiveram contato com o trabalho da IUPAC. </p>
<p>Sobre a premiação, toda vez que a gente tem um trabalho reconhecido por uma instituição com a relevância da IUPAC, nos lembramos de toda a nossa história, de tudo que fizemos e o que ainda podemos fazer, além de mostrar que é possível produzir ciência de qualidade fora dos grandes centros, basta incentivar os pesquisadores, principalmente os que estão em início de carreira.</p>
<p>Quando eu vejo alguém da minha cidade, do meu estado, da minha universidade conquistando alguma coisa, parece que a gente conquista junto, então espero que a premiação possa motivar os futuros pesquisadores a não desistirem da ciência. Sabemos que já passamos por momentos muito difíceis, mas também sabemos da importância da ciência, por isso não podemos desanimar. Mas precisamos que os nossos governantes entendam o quão importante é a formação de profissionais qualificados em todas as áreas. Esse é o caminho  que leva ao desenvolvimento do país.</p>
<p><b>Arco: Qual é a importância dessa premiação para o reconhecimento do trabalho das mulheres na ciência e o incentivo para que essa participação feminina aumente? Como é a presença feminina na Química, chega perto da equidade?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>Segundo estudos de revistas internacionais, as mulheres correspondem a 33% dos cientistas em cargos de liderança. Mas, quando olhamos para a sala de aula, por vezes, as mulheres são maioria. O meu grupo de pesquisa é composto quase que totalmente por mulheres e não há vagas reservadas especialmente para elas. Mas quando vamos para congressos, percebemos que os espaços de discussão e de fala ainda são muito restritos para as mulheres. Através da luta pela equidade de gênero, as coisas têm melhorado, já é possível ver maior presença das mulheres em posições de destaque nesses eventos, mas não é o mais comum. </p>
<p>As premiações internacionais ajudam a mostrar que no mundo todo há muitas pesquisadoras realizando ações relevantes. Além disso, elas trazem credibilidade, pois parece que as pessoas não acreditam na capacidade das mulheres em liderar projetos, eu mesma enfrentei resistência para seguir com a minha linha de pesquisa. Então às vezes tu não és reconhecida na tua própria instituição, mas um comitê internacional reconhece a tua competência, e são pessoas que a gente não conhece, então elas enxergam apenas o nosso trabalho.</p>
<p><b>Arco: Conte um pouco sobre a sua área de atuação e linha de pesquisa?</b></p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/04/marcia-laboratorio.jpg" alt="" width="580" height="374" />A minha área é a Química analítica e ela está muito presente no nosso dia a dia. Todos os produtos que nós utilizamos passam por um processo de análise Química antes de serem comercializados. O que eu faço é desenvolver métodos de análise para medicamentos, cosméticos e alimentos que sejam mais rápidos, precisos e amigáveis, tanto para o meio ambiente quanto para os pesquisadores, ao gerar menos resíduos químicos. Nós também desenvolvemos métodos para transformar as amostras em soluções a serem analisadas. Para determinar a presença de elementos tóxicos no batom, por exemplo, é preciso transformá-lo em uma solução líquida. </p>
<p>Com o uso de equipamentos de microondas e ultrassom, que são novas tecnologias, a precisão e velocidade de análise aumentaram muito. Enquanto métodos antigos levam horas de preparo para determinar um elemento por vez, o equipamento de microondas faz a mesma análise em 30 minutos e consegue determinar 10, 15 elementos. Hoje nós recebemos solicitações de grupos de pesquisa da Europa para realizar análises em parceria porque eles não conseguem realizar o trabalho que nós fazemos aqui. </p>
<p><b>Arco: Quando começou o seu interesse nesta temática?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>Foi durante a minha pós-graduação na UFSM que os meus horizontes começaram a se ampliar. Eu sabia que queria seguir na área de Química analítica, mas foi quando eu conheci o grupo do <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-erico-flores-primeiro-pesquisador-latino-americano-a-receber-a-medalha-ioannes-marcus-marci">professor Érico Flores</a>, que já era referência na área, e começamos a fazer análises de medicamentos e outros elementos que eu fui gostando cada vez mais e defini minha linha de pesquisa. Durante o doutorado, eu migrei da determinação de metais para determinação de halogênios [grupo de elementos que formam sais - flúor, cloro, bromo, iodo, astato e tenesso]. A minha tese de doutorado foi a primeira do grupo a trabalhar com halogênios e foi <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/ac8000836">publicada em uma revista muito conceituada de Química Analítica</a> e premiada na Áustria. Então eu passei a me especializar cada vez mais nesse grupo da tabela periódica.</p>
<p>A pós-graduação tem esse papel de ampliar os nossos horizontes, então me envolvi em todas as oportunidades que tive. Trabalhei com alimentos, medicamentos, petróleo, liga metálica para o setor industrial e, assim, entendia, cada vez mais, a importância da determinação de elementos, porque a presença de 0,001 % de contaminante pode impactar muito a qualidade dos produtos.</p>
<p><b>Arco: Como a UFSM contribuiu com a trajetória que te levou até essa premiação?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>É uma contribuição difícil de dimensionar porque a minha formação profissional foi totalmente lapidada pela UFSM. Foi ela que me proporcionou a oportunidade de participar de projetos junto à Petrobras e à Anvisa e isso me trouxe muitos aprendizados. A UFSM não só foi, como é importante até hoje para mim, já que tenho muitos projetos em conjunto com o grupo de pesquisa no qual eu atuava. Vários dos trabalhos que desenvolvo com meus alunos aqui, têm as análises realizadas na UFSM, porque o <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/laqia">LAQIA</a> e <a href="https://www.ufsm.br/2012/05/11/cepetro-consolidando-a-parceria-entre-a-ufsm-e-a-petrobras">Cepetro</a> são  um dos laboratórios mais bem equipados da América Latina na área, então temos uma troca muito grande.</p>
<p>Além disso, a UFSM é uma universidade muito acolhedora. Quando eu vim morar aqui, a única pessoa que eu conhecia em Santa Maria era a minha tia, que foi quem me motivou a fazer a seleção para o mestrado. Ela fazia propaganda da Universidade, mas também não conhecia ninguém (risos). Cheguei totalmente perdida e o grupo me acolheu muito bem, me entrosei em pouco tempo. Então ela teve esse papel de me receber muito bem e proporcionar as oportunidades que eu sonhava, não só no meu curso, mas também no aspecto cultural. Vivi a UFSM intensamente nos anos que estive aí e acho que ela sempre vai fazer parte de mim, assim como a UFPeL.</p>
<p><b>A</b><b>rco: Atualmente, percebemos que as mulheres têm grande presença nos cursos de Química da UFSM. Go</b><b>staria de saber se era assim na tua época de estudante e se essa presença (ou ausência) feminina teve alguma influência durante a sua formação?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>Na minha época não era assim, havia muito mais homens do que mulheres, principalmente no doutorado. Nunca tivemos atritos por isso e mantenho convívio com os meus colegas até hoje, mas acho que a representatividade é muito importante porque ajuda a quebrar certos paradigmas, pois, quando há mais mulheres, nós nos sentimos mais confortáveis, apoiamos umas às outras, identificamos potenciais e saímos daquele lugar de fragilidade, sentimento de incapacidade, em que fomos criadas para estar e que nos faz naturalizar muitas dificuldades que enfrentamos para nos impor.</p>
<p>Esse panorama já mudou um pouco e tenho certeza que isso vai fazer diferença na carreira das novas cientistas, porque elas já naturalizam a presença de mulheres nesse espaço. Mas é preciso mudar ainda mais. Por mais que eu me sinta confortável na sala de aula, no laboratório, quando eu olho para quem ocupa as posições de prestígio no meio científico, me sinto minoria novamente.</p>
<p><b>Arco: Você foi a única pesquisadora latino-americana a ser premiada este ano e a terceira brasileira na história. Qual é a sensação de representar não só um país, mas uma região de tamanho continental que recebe pouca visibilidade?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>O primeiro sentimento é de distinção. As outras brasileiras que receberam o prêmio, as professoras Vanderlan Bolzani e Ivone Mascarenhas, são referências para mim, para as mulheres e também para os homens, por conta dos seus trabalhos. Fico feliz por ajudar a mostrar que a América Latina tem potencial, produz ciência de qualidade e mulheres que se destacam na carreira científica. O outro sentimento é o desejo de que mais pesquisadoras latinas sejam reconhecidas. Entre as doze nomeadas, há mais de uma europeia, mais de uma norte-americana, então vemos que ainda temos que conquistar espaço.</p>
<p>Eu venho de uma instituição [UFPel] que não fica dentro dos grandes centros de pesquisa do país, não fica em uma capital e onde a Química não é uma área tradicional. Isso mostra que não se trata de uma questão de capacidade ou disposição, mas sim de investimento na ciência, porque muitas outras pesquisadoras poderiam estar comigo ou no meu lugar. Imagino que elas, ao me verem nesse local, fiquem felizes porque se sentem representadas e capazes de estar lá também.</p>
<p><b>Arco: E você tem a UFSM como inspiração para tornar a Química cada vez mais reconhecida na sua universidade?</b></p>
<p><b>Márcia Mesko: </b>Com certeza. Tenho a Química da UFSM como exemplo de excelência, competência e dedicação profissional. Uma das coisas que aprendi em Santa Maria foi que ninguém cresce por sorte, é preciso muita dedicação. Quando os alunos iam trabalhar nos finais de semana, os professores também estavam lá. Acompanhar hoje os grupos de pesquisa da UFSM alcançarem prestígio nacional e internacional reforça essa referência. Na UFPeL, nós temos muitos professores formados na UFSM e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e percebemos que a região necessita se desenvolver na área da Química. Meu sonho é que, com o tempo, a Química daqui atinja os mesmos patamares da UFSM.</p>
<p> </p>
<p><em><b>Expediente<br /></b><b>Entrevista:</b> Bernardo Silva, acadêmico de jornalismo<br /><b>Fotos:</b> Arquivo Pessoal de Márcia Mesko<br /><strong>Arte:</strong> Daniel Michelon de Carli, design <br /><b>Edição:</b> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>
<p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>HQ Fernanda Flôres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/hq-fernanda-flores</link>
				<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 17:40:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Expediente: Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ilustração: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Edição geral: Luciane Treulieb, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/HQ_FFlores_01-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy">
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<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Ilustração:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista;</em>

<em><strong>Editor convidado:</strong> Augusto Paim, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Bustos da UFSM: 7 personalidades homenageadas pela instituição</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/bustos-da-ufsm-7-personalidades-homenageadas-pela-instituicao</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 13:58:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[santos dumont]]></category>

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						<description><![CDATA[Conheça o patrimônio histórico da Universidade em forma de bustos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é repleto de espaços verdes, prédios, esculturas e monumentos. Entre eles, há alguns bustos de personalidades históricas que, em algum momento, fizeram-se essenciais para o desenvolvimento da instituição.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/Capa1-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e em preto e tons de cinza de sete bustos, de homens brancos, dispostos em formato de círculo. Todos tem expressões sérias, e cor verde acinzentada. O fundo é preto." loading="lazy" />														
		<p>De acordo com o Dicionário Michaelis, os bustos são representações artísticas, desenhos, esculturas ou pinturas que apresentam a parte do corpo humano da cintura para cima. Essas obras de arte têm a finalidade de eternizar a lembrança de um rosto e exaltar a vida e as ações históricas de pessoas importantes para o local onde foram instaladas. No campus sede da UFSM, é possível encontrar três bustos de personalidades que contribuíram para a ciência e para a estruturação da Universidade. São eles:</p>		
			<h3>Alberto Santos Dumont</h3>		
									<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG-20230109-WA0008.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia vertical e colorida do busto de Alberto Santos Dumont, que tem a cor de chumbo e está instalado em um bloco de concreto. No fundo, detalhe do Planetário da UFSM, prédios do CCSH, árvores e o céu azul." loading="lazy" />											<figcaption>Busto de Santos Dumont. Fotografia: Luciane Treulieb.</figcaption>
										</figure>
		<p>De acordo com o professor e ex-diretor do Planetário da UFSM, Francisco José Mariano da Rocha, o busto de Alberto Santos Dumont foi doado pela Base Aérea de Santa Maria (BASM) para a Universidade. Ele foi inaugurado no dia 16 de outubro de 1972 e sua autoria é indefinida, apesar de ter,  na parte posterior da cabeça, uma assinatura na qual se lê “AZANI”.</p>		
									<figure>
										<img width="473" height="479" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/image8.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e em preto e branco de 12 homens e duas mulheres, em pé, em formato de meia lua, estão em torno de um bloco pequeno de concreto, que está sobre o gramado. No fundo, detalhe da cúpula do Planetário da UFSM." loading="lazy" />											<figcaption>Inauguração do Busto de Dumont. Arquivo: DAG/UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p>Conforme informações da <b><u><a href="https://www.fab.mil.br/noticias/mostra/39478/ANIVERS%C3%81RIO%20-%20Santos-Dumont:%20149%20anos%20do%20Pai%20da%20Avia%C3%A7%C3%A3o%20e%20Patrono%20da%20Aeron%C3%A1utica%20Brasileira" target="_blank" rel="noopener">Força Aérea Brasileira (FAB)</a></u></b>, Alberto Santos Dumont foi o primeiro homem a voar em um aparelho mais pesado que o ar. A partir de 1897, o brasileiro deu início aos testes no âmbito da aeronáutica. De sua autoria, os  aviões 14-Bis e Demoiselle serviram de base para a construção de outros aviões. Dumont é conhecido como o “pai da aviação” e é homenageado em diversas exposições e museus. Na UFSM, seu busto fica em frente ao Planetário da Universidade.</p>		
			<h3>Marechal Rondon</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="769" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/MGM42591-1-1024x769.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida do busto de Marechal Rondon, na cor chumbo e instalado sobre bloco de concreto. A fotografia está em contra-ploungée. No fundo, copa de árvore em verde escuro e céu iluminado." loading="lazy" />											<figcaption>Busto de Marechal Rondon. Fotografia: Gabriel Escobar.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon foi engenheiro militar e sertanista (explorador do interior brasileiro). Segundo o <u><b><a href="http://www3.seduc.mt.gov.br/-/historiadora-faz-relato-sobre-a-vida-de-marechal-rondon" target="_blank" rel="noopener">Arquivo Público mato-grossense</a></b></u>, Rondon foi responsável por construir uma linha telegráfica que liga Mato Grosso a Goiás, o que permitiu o contato da capital, Cuiabá, com um dos estados mais isolados do país na época. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 1910, ele passou a dirigir o Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Em suas expedições, Rondon ficou conhecido por defender os direitos dos indígenas e batalhar para que a demarcação de zonas de proteção fosse assegurada. Ele atuou na integração do oeste e norte do Brasil, por isso hoje é homenageado com o nome de um estado: Rondônia. Além disso, o <u><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/a-sala-de-aula-e-o-brasil/" target="_blank" rel="noopener">Projeto Rondon</a></b></u>, uma parceria entre o Governo Federal e as universidades brasileiras, e que inclui a UFSM, também leva sua memória no nome.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Conforme a mestre em Patrimônio Cultural pela UFSM, Daiane Tonato Spiazzi, por meio da UFSM, o Rio Grande do Sul se fez presente na primeira Operação oficial do Projeto Rondon em 1968. Na época, foi criado um campus avançado da UFSM na cidade de Boa Vista, em Roraima, que hoje é a Universidade Federal de Roraima (UFRR). </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Eugenia Barichello, a instalação do busto de Marechal Rondon no campus é uma forma de a Universidade homenagear a figura importante que ele foi para a valorização do interior do país e em reverência ao Projeto Rondon, que possibilitou a integração da UFSM com a Amazônia. O busto, inaugurado no dia 13 de setembro de 1973, está localizado em frente ao Centro de Tecnologia (CT) e em sua placa está escrito “Homenagem da UFSM ao patrono das comunicações”.</p>		
			<h3>Professor Francisco da Rocha</h3>		
									<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/MGM4352-1-2-768x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida do busto de Francisco da Rocha, que tem cor chumbo sobre bloco de mármore cinza. O fundoé um ambiente de hall, com paredes e pilares brancos, cadeiras pretas e detalhe de planta folhagem em vaso de barro." loading="lazy" />											<figcaption>Busto de Francisco da Rocha. Fotografia: Isadora Pellegrini</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-f2490d41-7fff-17a1-9025-bb6a830a828b" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Eugenia conta que Francisco Mariano da Rocha, que é tio de José Mariano da Rocha Filho (fundador e primeiro reitor da UFSM), foi um dos fundadores da Sociedade de Medicina de Santa Maria, em 1930. Posteriormente, com a oficialização da profissão  de farmacêutico, em 1931, foi registrado o documento que criava a Faculdade de Farmácia e Odontologia, que deu origem ao primeiro curso da UFSM, fundado por Francisco e seus irmãos.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 1945, Rocha assumiu a direção do curso de Farmácia, que contava com apenas cinco alunos. “Até então, os professores viviam em uma sede emprestada e trabalhavam de graça para fomentar o núcleo de ensino superior em Santa Maria”, conta Eugênia sobre  os primeiros anos do curso pioneiro da UFSM. O busto de Francisco, inaugurado em março de 1963, está no Hall do Centro de Ciências da Saúde e tem a intenção de homenagear o primeiro diretor da faculdade. Não se tem informações de quem foi o autor da escultura. Em sua placa constam apenas os dizeres: “Homenagem das faculdades federais, dos seus professores e da Reitoria da UFSM por iniciativa da Faculdade de Farmácia.”</p>		
									<figure>
										<img width="474" height="480" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/image1.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e em preto e branco de um grupo de cerca de 50 pessoas, formada em sua maioria por homens, em um círculo amplo. Também há presença de mulheres, entre elas, duas freiras, e também uma criança. Todas as pessoas estão voltadas para o fundo central da imagem, onde está um busto sobre uma base retangular. O fundo da imagem é composto pelo teto e pelas paredes, ambos claros." loading="lazy" />											<figcaption>Inauguração do busto Francisco da Rocha. Arquivo: DAG</figcaption>
										</figure>
			<h3>Bustos do Museu Gama D’Eça</h3>		
		<p>O <b><u><a href="https://www.ufsm.br/museu-gama-deca/" target="_blank" rel="noopener">Museu Educativo Gama D’Eça</a></u></b>, vinculado à UFSM, foi criado em 23 de julho de 1968, na gestão do reitor José Mariano da Rocha Filho. Nele estão localizados os bustos de Gaspar Silveira Martins, Assis Brasil e de José Maria. Os três bustos foram doados pelo Museu Victor Bersani, da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes (SUCV). Confira:</p>		
			<h3>Gaspar Silveira Martins</h3>		
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										<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/elementor/thumbs/Copia-de-IMG_6562-1-2-q0ett3dc51keed4exsphm04f0bvhte8y7vdip0ec42.jpg" title="Cópia-de-IMG_6562-1" alt="Descrição da imagem: Fotografia vertical e colorida do busto de Gaspar Silveira Martins, em tom de chumbo, sobre base branca. O fundo é uma parede de tijolos a vista." />											<figcaption>Busto Gaspar Silveira Martins. Fotografia: Gabriel Escobar</figcaption>
										</figure>
		<p>Gaspar Silveira Martins foi advogado e atuou como político no Rio Grande do Sul. Era liberal e monarquista e foi um dos criadores do Partido Liberal Histórico (PLH). Segundo o <u><b><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/835-gaspar-da-silveira-martins" target="_blank" rel="noopener">Arquivo Nacional do Governo</a></b></u>, ele foi fundador do jornal “A Reforma” (1892), veículo que divulgava os ideais federalistas gaúchos. Martins também teve importante papel na liderança da Revolução Federalista (1893-1895), que defendia o sistema de governo parlamentarista e opunha-se ao presidente do estado do Rio Grande do Sul, <u><b><a href="http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes2/70-biografias/996-julio-prates-de-castilhos" target="_blank" rel="noopener">Júlio Prates de Castilhos</a></b></u>.</p>		
			<h3>Assis Brasil</h3>		
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										<img width="769" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/Copia-de-IMG_6570-1-2-769x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia vertical e colorida do busto de Assis Brasil, que tem cor marrom sobre uma base branca. No fundo, parede de tijolos a vista." loading="lazy" />											<figcaption>Busto Gaspar Silveira Martins. Fotografia: Gabriel Escobar</figcaption>
										</figure>
		<p>De acordo com a <u><b><a href="https://www18.fgv.br//cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/joaquim-francisco-de-assis-brasil" target="_blank" rel="noopener">Fundação Getúlio Vargas (FGV)</a></b></u>, Assis Brasil foi o advogado responsável por fundar o partido Libertador, além de ter sido deputado e  Ministro Plenipotenciário - chefe de missão diplomática e relações exteriores - do Brasil em Buenos Aires. Era um grande defensor da Revolução Farroupilha e foi responsável por lançar e dirigir a Revista Federal. Além disso, ficou conhecido como Patrono da agricultura gaúcha, por ter trazido ao Brasil as primeiras raças de gado matrizes para o estado: Devon e Jersey. Ainda, <a href="https://www.ipatrimonio.org/pedras-altas-granja-de-pedras-altas/#!/map=38329&amp;loc=-31.718667075826975,-53.643847703933716,13">a Granja de Pedras Altas</a> foi o grande projeto pessoal de Assis Brasil. Em 1999, ela foi tombada, por razões históricas, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). </p>		
			<h3>José Maria</h3>		
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										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/Copia-de-IMG_6567-11-768x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia vertical e colorida do busto de José Maria, na cor marrom escuro, sobre base turquesa. O fundo é uma parede de tijolos a vista." loading="lazy" />											<figcaption>Busto de José Maria. Fotografia: Gabriel Escobar.</figcaption>
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		<p>José Maria da Silva Paranhos Junior foi advogado, político, jornalista e diplomata. Foi responsável pela consolidação das atuais fronteiras do Brasil por meio da diplomacia. De acordo com a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), ele escreveu na imprensa em seu nome e sob vários pseudônimos, dos quais são conhecidos: Nemo, Kent, Ferdinand Hex/(F.H.), Bernardo de Faria, J. Penn, Brasilicus, J. Reporter.</p>		
			<h3>José Mariano da Rocha Filho</h3>		
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										<img width="1024" height="769" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/MGM4434-1024x769.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida do busto de José Mariano da Rocha Filho, na cor prata, sobre base de mármore em marrom escuro. Atrás, tronco de árvore grossa, que se divide em uma forquilha e tem várias raízes." loading="lazy" />											<figcaption>Busto de José Mariano da Rocha Filho. Fotografia: Gabriel Escobar</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-81e299c1-7fff-9993-5082-6e3010cb2814" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O médico e professor José Mariano da Rocha Filho foi o fundador da UFSM. Mariano da Rocha, que sempre esteve presente na luta pelos estudantes e pela educação superior, enfrentou diversas barreiras para que pudesse ser criada a primeira Universidade Federal no interior do país. Ele  também foi um dos fundadores da Sociedade de Medicina de Santa Maria. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para a filha dele, Eugenia Barichello, o pai foi o responsável por criar as condições para emancipar a Universidade, que teve sua oficialização em 1960.  Previamente, alguns cursos, como o de Medicina e de Farmácia, eram anexados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), antiga Universidade de Porto Alegre, e outros eram financiados pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição (FIC), hoje conhecida como Universidade Franciscana (UFN).</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Eugenia relatou que a família de Mariano da Rocha realizou um grande projeto para o Memorial do fundador, que fica hoje ao lado da Reitoria da UFSM. Apesar de sua estrutura ter sido implementada de acordo com o planejamento, o interior do memorial segue vazio. Segundo a filha do professor, a ideia era que o busto de José Mariano ficasse dentro do espaço. Ela contou ainda que houve um projeto, realizado pelo professor já aposentado do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, Juan Amoretti, de elaborar um monumento de corpo inteiro do primeiro reitor. Eugênia lamenta que muitos planos de homenagear José Mariano não tenham sido executados com sucesso. O busto do reitor fundador encontra-se na praça Saldanha Marinho, no centro de Santa Maria, e não há informações sobre a autoria e quando a escultura foi feita. Para suas filhas, Eugênia e Maria Izabel, o busto deveria estar no campus da Universidade.</p>		
			<h2>A importância do patrimônio histórico do campus</h2>		
		<p id="docs-internal-guid-0a4ed499-7fff-d3c9-f523-96a9895ff2a6" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na correria do dia a dia, os bustos existentes no campus podem passar despercebidos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Eugenia acredita que a valorização de personalidades, em especial o fundador, é essencial. “Numa instituição, a questão do fundador é muito importante, o pessoal da administração diz que é o DNA, ele deixa marcas, tanto no setor público quanto no privado”, pontua a docente. Para ela, iniciativas de arquivistas da Universidade, como o projeto “<u><b><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/projeto-retalhos-de-memoria-de-santa-maria/" target="_blank" rel="noopener">Retalhos de Memória de Santa Maria</a></b></u>”, do Departamento de Arquivo Geral (DAG), devem ser enaltecidas. A atividade busca difundir imagens do acervo da cidade e atua com acadêmicos dos Cursos de Arquivologia, Jornalismo, História e Desenho Industrial. “Resgatar a memória é reconhecer pessoas que trabalharam muito, para que elas sejam um exemplo e um estímulo para a juventude. A narrativa proporcionada pelos monumentos reforça a identidade, ela também traz um legado, uma história, dá exemplos e forma todo um laço para a aceitação e união da comunidade com a Universidade. Essas pessoas nos ligam a outras comunidades como seres humanos”, acrescenta Eugenia, sobre a relevância da comunicação institucional pelo patrimônio histórico em forma de bustos na UFSM, que tem a grande capacidade de legitimar as instituições.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>Para a pesquisadora, o envolvimento dos estudantes para manter a imagem e a trajetória dessas pessoas é fundamental, afinal a Universidade é para eles. “Sem a memória, a gente não só perde a história, a gente perde a raíz, reconhecimento e identidade”, comenta a filha do primeiro reitor.</p>		
			<h3>Raízes de uma sociedade colonial</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Existe uma problemática que se faz presente não só nas representações em forma de monumentos na UFSM, mas de forma geral no Brasil: a maioria das pessoas homenageadas por bustos são homens brancos de classe média alta. Isso ocorre pois o ensino universitário teve seu início em um meio elitizado, branco e composto majoritariamente por homens. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A historiadora gaúcha Giovanna Jung Luvizetto realizou <u><b><a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/243121/001145247.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank" rel="noopener">uma pesquisa</a></b></u> em relação à monumentalização da branquitude em formato de estátuas na cidade de Porto Alegre. “Torna-se inegável que os monumentos foram instrumentos ideológicos preciosos e largamente utilizados por essas elites no intuito de perenizar seus valores, bem como silenciar os que com eles não condizem", pontua a autora sobre a hegemonia de homens brancos ricos no patrimônio histórico porto-alegrense, o que pode ser aplicado concomitantemente para os bustos de Santa Maria.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sobre os monumentos na UFSM, a professora Eugênia Barichello expressa a expectativa de que a memória da Universidade possa ser representada de forma mais plural: “Espero ver, no futuro, bustos que homenageiam seus alunos e os esforços que eles fizeram para entrar e permanecer na Universidade”.</p><p> </p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Isadora Pellegrini e Gabriel Escobar, acadêmicos de Jornalismo e bolsistas;</em></p>
<p><em><strong>Fotografias:</strong> Isadora Pellegrini, Gabriel Escobar, Luciane Treulieb e Departamento de Arquivo Geral (DAG/UFSM);</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes e Gabriel Escobar, acadêmicos de Jornalismo e bolsistas; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p>
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>11 projetos de cooperação do Programa Institucional de Internacionalização da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/11-projetos-de-cooperacao-do-programa-institucional-de-internacionalizacao-da-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 12:21:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[Capes PrInt]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[excelência institucional]]></category>
		<category><![CDATA[materiais do amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[saúde única]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade informacinal]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade informacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias limpas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9522</guid>
						<description><![CDATA[Capes-PrInt/UFSM contempla áreas e programas de pós-graduação de excelência institucional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2018, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apresentou seu Plano Institucional de Internacionalização à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e foi uma das <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=98031-1-10-18-capes-edital-print-resultado-final41-1&amp;category_slug=outubro-2018-pdf-1&amp;Itemid=30192" target="_blank" rel="noopener"><b><u>36</u></b> </a>instituições de pesquisa aprovadas do país no <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/10112017Edital412017InternacionalizacaoPrInt2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b><u>Edital Nº 41/2017</u></b> </a>referente ao Capes-PrInt. Para atender aos pré-requisitos do edital, a Universidade precisou definir temas estratégicos a serem apoiados e mostrar, por meio de políticas e ações inovadoras, como iria ganhar maior protagonismo internacional nos próximos anos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o Coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Luiz Felipe Valandro, o projeto institucional da UFSM foi estruturado ao redor de linhas temáticas, que eram os focos potenciais para uma proposta sólida e competitiva. “Esse processo decorreu de discussões amplas da comunidade de pós-graduação da UFSM, a fim de tornar o processo mais inclusivo e com maior capilaridade possível”, afirma o docente.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/3-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida com quatro círculos. No círculo superior esquerdo, na cor azul, desenho do planeta Terra e colagem da palavra &#039;sustentabilidade&#039;. Ao lado, o círculo superior direito, na cor rosa, tem o desenho de uma galinha, uma planta e uma cabeça de pessoa, e a palavra &#039;saúde&#039;. O círculo inferior esquerdo é laranja, tem desenho de quatro turbinas de energia eólica e as palavras &quot;Tecnologias limpas&quot;. Ao lado, o círculo inferior direito é amarelo mostarda, tem a colagem de uma rua com casas e construções antigas com filtro preto e branco, e a palavra &#039;Memória&#039;. O fundo é amarelo em textura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p>Diante disso, o comitê gestor do PrInt/UFSM definiu quatro temas estratégicos, nos quais 26 programas de pós-graduação foram agrupados em atividades multidisciplinares. As linhas temáticas (humanidades, tecnologia, inovação, agricultura e sustentabilidade) são organizadas em 11 subprojetos de cooperação internacional. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Tema Estratégico |&nbsp; Materiais do Amanhã e Tecnologias Limpas — busca a resolução de problemáticas baseadas nos objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM).</h3>		
		<ol><li dir="ltr" style="line-height: 1.8" role="presentation"> Materiais Inteligentes </li></ol><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">São aqueles manipulados para responder a estímulos externos e modificar suas propriedades, e apresentam diferentes comportamentos em cada cenário que são utilizados. Por terem ampla aplicação em diferentes áreas e segmentos da sociedade, os novos materiais são essenciais para o desenvolvimento da humanidade e das tecnologias do futuro. O subprojeto Materiais Inteligentes tem como enfoque a consolidação do Núcleo de Desenvolvimento de Materiais Avançados (NUDEMA) na UFSM e busca desenvolver materiais magnéticos, nanoestruturas ferromagnéticas, novas cerâmicas com aplicação em odontologia, nanopartículas poliméricas com aplicações em nanomedicina, entre outros insumos com potencial na geração de produtos. </p><p dir="ltr"> </p><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="2"><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">Nanomateriais</p></li></ol><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aplicados em áreas como medicina, eletrônica, ciências e engenharia, os Nanomateriais são diferentes materiais que contém partículas com comprimento entre 1 a 100 nanômetros (escala microscópica que equivale a um bilionésimo de metro). O projeto procura responder questões da área da Química de Sistemas Supramoleculares, que estuda conjuntos e agregados de moléculas para além da molécula individual, tais como: Quais são as etapas e processos que levam da molécula individual ao material? Como e porque a matéria se torna complexa? Ou, qual o caminho percorrido pela molécula até chegar a entidades da mais alta complexidade? Com foco nestas questões, o projeto realiza estudos que visam a compreensão de dados geométricos, topológicos e energéticos das interações que mantém as moléculas agregadas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="3"><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Tecnologias Limpas</p></li></ol><p dir="ltr">O projeto Tecnologias Limpas (também conhecidas como tecnologias “verdes” ou “sustentáveis”) tem como enfoque o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para o aprimoramento de processos, produtos, serviços e procedimentos organizacionais com o objetivo de redução ou eliminação do impacto ambiental. Nesse sentido, busca-se soluções técnicas e programas que promovam a melhoria do desempenho ambiental das instituições com a adoção de tecnologias limpas. O projeto visa atuar em linhas com enfoque na redução de operações unitárias, consumo de água, energia e geração de efluentes; emprego de tecnologias alternativas como ultrassom, micro-ondas e ultravioleta; e garantia da confiabilidade dos métodos de análise para o controle de qualidade de produtos e processos.</p>		
			<h3>Tema Estratégico | Saúde Única — visa a união entre a saúde animal e a saúde humana na busca por novas soluções.</h3>		
		<p dir="ltr" role="presentation"><strong>4. Estratégias Farmacológicas e Nutricionais para a Promoção da Saúde</strong></p><p dir="ltr">Este projeto tem enfoque em duas linhas temáticas, uma relacionada à promoção da saúde, que aborda as doenças crônicas de elevada prevalência na população, e outra relacionada à segurança toxicológica. A partir de uma abordagem transdisciplinar, o projeto busca compreender os mecanismos envolvidos nas patologias, bem como a descoberta de novos fármacos e formulações farmacêuticas. Além disso, inclui também pesquisas de aspectos relacionados à alimentação, bem estar e qualidade de vida, que são apontados como fatores determinantes na redução do risco de doenças e no sucesso de tratamentos. Os pesquisadores envolvidos atuam na área de compostos bioativos aplicados como estratégia nutricional na redução do risco de doenças crônicas que afetam a população. </p><p dir="ltr" role="presentation"><strong>5. Sanidade e Bem-estar Animal</strong></p><p dir="ltr">Esse projeto reflete o conceito de saúde única, que caracteriza a relação indissociável existente entre a saúde animal, humana e ambiental. Por meio de duas linhas de pesquisa principais (sanidade e biotecnologia aplicada à reprodução e ao bem estar animal), o projeto foca na construção e teste de vetores vacinais, uma vez que vacinas eficazes e seguras para doenças de interesse sanitário têm impacto na sanidade animal e também na saúde humana. Além disso, realiza estudos reprodutivos em animais, como a edição genômica, em que se altera o DNA de organismos que incluem atributos produtivos, sanitários, ambientais e de bem-estar animal. </p>		
			<h3>Tema Estratégico | Sociedade Informacional: Memória e Tecnologias: estudar a sociedade contemporânea, com foco na dimensão dinâmica da identidade das sociedades informacionais.</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">6. Informação e Tecnologias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">O projeto Informação e Tecnologias parte do pressuposto de que a sociedade informacional precisa pensar os seus meios de produção, circulação e consumo de informação, com o objetivo de ter uma sociedade mais justa. Para melhorar as relações entre o campo e a cidade, uma das preocupações do projeto consiste em examinar criticamente os meios de informação de sistemas agroalimentares (soma de operações de disponibilização de insumos, de produção nas unidades agrícolas, de armazenamento e distribuição de alimentos). Ainda busca refletir sobre as tecnologias de reprodução da imagem e codependência entre arte e tecnologias de informação. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">7. Memória e Tecnologias </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A memória (pessoal, cultural, social, laboral e ecológica) é um conceito que se manifesta sob diferentes formas: sob o aspecto visível das paisagens urbanas e rurais; na memória de agricultores; e sob a forma de Centro de Documentação e Memória e do tratamento de arquivos físicos e digitais que os compõem. O projeto pesquisa questões relativas à memória no âmbito da Sociedade Informacional e das diferentes tecnologias empregadas para sua coleta, armazenamento, recuperação e difusão. Uma preocupação central é o exame de tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável, além de visar questões como a natureza e o papel da memória na aquisição e na transmissão do conhecimento.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Tema Estratégico | Sustentabilidade e Atitudes Inteligentes: desenvolver estratégias e tecnologias de conservação do meio ambiente e dos ecossistemas.</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">8. Agricultura - Inovadora, intensiva e sustentável<b id="docs-internal-guid-b6a68db0-7fff-68d6-439a-64f08f692a81" style="font-weight: normal"></b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com o objetivo principal de intensificar e qualificar a produção de alimentos mais saudáveis, com redução do impacto ambiental, este projeto pesquisa o desenvolvimento de soluções inovadoras a partir da biodiversidade, biologia molecular, genômica, bioinformática, modelagem e microbiologia. Para isso, busca a substituição de tecnologias caras e poluidoras por biotecnologias baseadas na expressão diferencial de genes, na proteção de plantas por bioprodutos e microrganismos, no uso da modelagem do crescimento vegetal, na conservação pós-colheita, na redução de perdas de alimentos e na previsão de cenários climáticos e seu impacto na biologia de microrganismos, plantas e animais. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">9. Ecossistemas Sustentáveis</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ecossistemas são conjuntos formados pelas interações entre componentes bióticos, como organismos vivos, e componentes abióticos, como o ar, a água, o solo e minerais. Eles são ciclos de vida naturalmente sustentáveis, uma vez que reciclam todos os seus elementos, e o que poderia ser descartado volta ao meio ambiente como parte do ciclo vital. A proposta do projeto “Ecossistemas Sustentáveis” está organizada em três linhas de pesquisa: a primeira visa o uso racional de ecossistemas e sua inserção no processo produtivo e de proteção ambiental; a segunda pesquisa processos biológicos, funções e valores dos ecossistemas pastoris; e a última se concentra na ecologia evolutiva e conservação da biota brasileira. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">10. Recursos Energéticos</p><p dir="ltr">Este projeto visa a implantação de um laboratório multiusuário de referência internacional em recursos energéticos, a formação de recursos humanos qualificados e a disseminação do conhecimento sobre recursos energéticos na sociedade. E ainda, promove estudos que envolvem os aspectos de tempo e clima relacionados a recursos energéticos e ambientais, principalmente quanto à geração de energia elétrica por fontes renováveis.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" role="presentation"><strong>11. Solos - Produção e Preservação do Ambiente</strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">O solo é fundamental para o planeta, pois participa de muitos processos de importância global, como o ciclo hidrológico, a emissão ou captura dos gases de efeito estufa, a manutenção da maior fração da biodiversidade do planeta, dentre outros. Além disso, é no solo que ocorre a produção da maioria dos alimentos de origem vegetal e animal, dos biocombustíveis e das fibras usadas no vestuário, por exemplo. O projeto “Solos” busca o desenvolvimento de novas tecnologias e recursos para sustentar a produção desses consumíveis e conservação de recursos naturais (solo, água e biodiversidade).</p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem:</i></b><i> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p><p><b><i>Design gráfico:</i></b><i> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</i></p><p><b><i>Mídia social:</i></b><i> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista;</i></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco Entrevista Alencar Zanon, um dos autores de estudo sobre produção de soja e redução de desmatamento no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-alencar-zanon-um-dos-autores-de-estudo-sobre-producao-de-soja-e-reducao-de-desmatamento-no-brasil</link>
				<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 14:24:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Alencar Zanon]]></category>
		<category><![CDATA[aumento de produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[nature]]></category>
		<category><![CDATA[nature sustainability]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[preservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[produção de soja]]></category>
		<category><![CDATA[redução de desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9520</guid>
						<description><![CDATA[Estudo publicado na Nature Sustainability alia aumento de produção agrícola à preservação ambiental]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Maximizar o lucro do produtor rural com o mínimo impacto ambiental é um dos objetivos da Equipe FieldCrops e de seu coordenador, o professor Alencar Zanon, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Desde 2017, dada a sua experiência na área, o docente aliou-se a uma rede de pesquisa interuniversidades, o projeto <b><i><u><a href="http://www.yieldgap.org">Global Yield Gap and Water Productivity Atlas</a> </u></i></b>. Em 10 de outubro, a parceria resultou na publicação do artigo <a href="https://www.nature.com/articles/s41893-022-00968-8" target="_blank" rel="noopener"><b><u>“Protecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification"</u></b></a> (Protegendo a floresta amazônica e reduzindo o aquecimento global por meio da intensificação agrícola, em português) na renomada revista Nature Sustainability. </p><p><br />O feito é oriundo do trabalho de universidades e instituições de pesquisa brasileiras (UFSM, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Goiás, Embrapa Arroz e Feijão), argentinas (Universidad de Buenos Aires e Conicet) e norte-americana (University of Nebraska).</p>		
												<img width="1024" height="712" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/Capa_soja-1024x712.png" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida em tons de verde. No centro, um homem de pele branca está agachado em meio a uma plantação de soja. Ele usa boné branco com aba verde, veste camiseta verde clara e calça jeans azul escura. As plantas de soja estão em tamanho médio, e tem cor verde claro. A plantação se estende até o horizonte, onde encontra algumas árvores verde escuras e o céu azul claro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O estudo aponta uma alternativa para a questão, outrora antagônica, entre produção agrícola e preservação ambiental: a intensificação. Isto é, por meio de pesquisas e políticas públicas, pode-se aumentar a produtividade de uma lavoura, sem precisar avançar em novos territórios. Assim, os pesquisadores detém-se à soja, principal nome da exportação brasileira, e ao bioma Cerrado. Com isso, o Brasil poderia aumentar a produção anual do grão em 36% até 2035 e, ainda, reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 58%. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, o artigo lembra que a expansão da soja na Amazônia equivale a um terço das terras convertidas para tal finalidade no Brasil entre 2015 e 2019. Dessa forma, os autores das universidades e institutos em pesquisa presentes na publicação querem evitar que se cumpra a previsão de que o Brasil usará 57 milhões de hectares para a produção de soja nos próximos 15 anos, com um quarto da produção em terras ambientalmente frágeis. A Revista Arco conversou com o professor Alencar Zanon para entender mais sobre o assunto:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: O estudo afirma que o Brasil fez progressos notáveis no fomento da produção agrícola nos últimos 50 anos, tornando-se um grande país exportador de soja, milho e carne bovina. No entanto, grande parte do aumento da produção agrícola ocorreu devido à expansão das terras agrícolas e não à produtividade delas. O que fez com que esta última não fosse realizada?  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alencar: O que acontece no Brasil, como um país em desenvolvimento, é que temos muitas áreas que são aptas para a agricultura. Por conta  dessa aptidão agrícola do nosso país, é natural que os produtores busquem expandir novas fronteiras. Em virtude do espírito empreendedor, da coragem que o produtor tem em semear em novas áreas, e também pela aptidão do nosso solo e clima, é que nós tivemos essa expansão, transformando o Brasil de um produtor incipiente de soja ao maior produtor mundial. Então, eu resumo em: solos aptos para a agricultura e um bom clima, os quais permitem que cultivemos hoje mais de 40 milhões de hectares de soja com sustentabilidade.  </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: Nesses 50 anos de avanços, não foi investido em produtividade de terras? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alencar: Na verdade, foi. Nós tivemos grandes revoluções que permitiram o aumento de produtividade nas áreas, só que a área cultivada era pequena. Sendo assim, quando comparamos o aumento de produtividade com o aumento da área cultivada, isso faz com que os maiores aumentos na produção total venham de novas áreas. Se formos analisar, quando a soja ganhou um espaço grande como cultura agrícola no Brasil, a produtividade era de 1,5 mil quilos de soja por hectare. Hoje, a produtividade é de 3 mil quilos de soja por hectare. A produtividade aumentou em 100%. Mas, se olharmos no cenário geral, como houve expansão de 20 milhões de hectares, nos anos 2000, para 42,5 milhões de hectares em 2022, a maior parte da produção vem dessas áreas novas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: O que o artigo sugere, então, é que, mesmo com a grande produtividade que temos até agora, é preciso aumentá-la nas terras já existentes, em vez de avançar para novas áreas?<br />Alencar: No artigo, dissemos que há uma oportunidade de aumentar a produtividade na atual área agricultável sem precisar adentrar novas áreas. Em outras palavras, comparando o Brasil com outros dos maiores produtores de soja no mundo - Estados Unidos e Argentina - somos o país que mais pode aumentar sua produtividade por hectare. Esse é o grande lance do Brasil, diferente dos países mencionados, que têm uma margem muito pequena para aumentar a produtividade, nós temos uma margem considerável para produzir mais na mesma área, sem a necessidade de expandir para novos espaços. Por mais que nossa produtividade seja boa, podemos melhorar. É isso que o artigo cita como Rendimento Explorável. Nos biomas Pampa e Mata Atlântica, essa oportunidade é pequena. Já no Cerrado, há uma margem grande. Para aumentar a produtividade da soja no Brasil, com sustentabilidade, devemos focar no Cerrado.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: Como é possível analisar o cenário da produção agrícola no Brasil?</p><p>Alencar: Chamamos de BAU ou business-as-usual, (tendência atual, em português) o cenário do que aconteceu nos últimos 15 anos e projeta para o futuro a mesma tendência. É como se continuássemos fazendo o que estamos fazendo agora. Isto é, produtividade e expansão de áreas. Então, ele é muito perigoso, porque vai acarretar em um desmatamento muito grande. Não queremos esse cenário. Já no cenário no cropland expansion (sem expansão de terras agrícolas, em português) ou NCE somente o mesmo ganho de produtividade é mantido, porém, não há expansão às novas áreas. Nesta perspectiva, há pouco ganho econômico, comparado com a tendência de produção atual de soja.<br /> Por fim, nós propomos o terceiro, o cenário intensification , INT, (intensificação, em português) de melhores práticas de manejo nas lavouras de soja. Nele, reduz-se o impacto negativo da conversão de novas áreas para a produção desse grão. Assim, assume-se que os produtores aumentarão sua produtividade, ficando próximos de produzir os valores da máxima lucratividade. Esse cenário seria o ideal. Mas, para isso acontecer, precisa haver um investimento muito grande em pesquisa, desenvolvimento e políticas públicas. Isso seria espetacular se ocorresse, porque continuaríamos a produzir grandes quantidades de soja, cuja produção cresceria até 2035, porém, reduzindo drasticamente o impacto ambiental. Ou seja, produziríamos com sustentabilidade. Para que isso seja possível, dependemos de investimentos altos oriundos dos setores público e privado em pesquisa e desenvolvimento, principalmente a nível de lavouras de produtores. <br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: Você afirma que, para ser eficaz, a intensificação exigiria políticas e fiscalização adequadas. Quais políticas e práticas são essas?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alencar: Seriam editais em que haveria um investimento muito grande de recursos financeiros. Também deve ser onde nós, universidades, e os demais institutos de pesquisa, pudéssemos aplicar e usar esses recursos para mostrar para os produtores como aumentar a produtividade da soja por meio da intensificação diretamente em suas lavouras.  É isso que precisamos: focar recursos para que instituições públicas e privadas se habilitem a ir nas lavouras mostrar ao produtor como ele deve proceder para produzir na mesma área, sendo sustentável. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: Aplicando as práticas que são propostas pelo artigo, em quanto tempo os resultados poderão ser vistos?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alencar: Em 15 anos, os resultados serão fantásticos, se conseguirmos aplicar as práticas. Isso significa que produziremos 162 milhões de toneladas de soja, sem desflorestar e reduzindo o aquecimento global em 58%.<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: É possível citar exemplos de ações que já ocorrem nesta perspectiva?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alencar: Devemos intensificar as ações que são feitas em lavouras de produtores. Aqui na UFSM, há a Equipe FieldCrops, que faz justamente isso, pesquisa On Farm e On Demand. Isto é, fazemos pesquisas de acordo com a necessidade do produtor dentro de sua própria lavoura. Logo, isso é um exemplo prático de como podemos aumentar a produção de forma sustentável. Além disso, são práticas muito simples de serem implementadas, inclusive por quem já tem um negócio consolidado, pois estamos falando da melhoria da época de semeadura, colocar a quantidade correta de adubação, colocar a cultivar certa. Então são práticas relativamente simples e que podem ser utilizadas em todos os tipos de lavouras. Temos trabalhos em lavouras desde Nova Palma, onde o produtor tem 15 hectares, até produtores grandes de 8 mil hectares no Maranhão.  </p><p>ARCO: O artigo destaca a preocupação com a preservação ambiental ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de utilizar os commodities como respaldo econômico. De que forma é possível equilibrar essas duas perspectivas?</p><p>Alencar: É preciso intensificar a quantidade de pesquisas realizadas dentro da lavoura e permitir que os produtores tomem decisões de práticas de manejo com base nos dados gerados dentro de suas lavouras. <br />Há um outro estudo que demonstra isso, o artigo “<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X22000701?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener"><i><u><b>Field validation of a farmer supplied data approach to close soybean yield gaps in the US North Central region</b></u></i></a><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X22000701?via%3Dihub">”</a> (Validação em lavouras com base em uma abordagem de dados de produtores para diminuir a lacuna de produtividade na região Centro-Norte dos Estados Unidos, em português), realizado nos Estados Unidos. Foi usada a mesma metodologia do nosso trabalho e provou-se que, fazendo pesquisa On Farm e gerando dados, em 80% das vezes foi possível aumentar a produtividade e a lucratividade das lavouras. Essa é a forma como conseguimos conciliar o aumento da produtividade, do ganho econômico, com a redução do impacto ambiental. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">ARCO: Como funciona a rede de pesquisadores que está envolvida na pesquisa e como se chegou à proposta do artigo e seu olhar ao Brasil?</p><p>Alencar:  Fazemos parte de um projeto global que já está presente em 75 países. É o Global Yield Gap Atlas (Gyga). Trata-se do maior projeto da atualidade de segurança alimentar a nível global. Ele engloba 15 culturas agrícolas. É um projeto liderado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, e a Universidade de Nebraska, nos EUA, com a participação de diferentes universidades no mundo inteiro, como a UFSM. Nós já tínhamos essa hipótese, de que o Brasil consegue manter o desenvolvimento econômico preservando os recursos naturais. Com a pesquisa, pudemos demonstrar isso através do estudo publicado. Isso se pode fazer através da intensificação dos cultivos.<br /></p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O teatro pode auxiliar no tratamento da gagueira?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-teatro-pode-auxiliar-no-tratamento-da-gagueira</link>
				<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 14:26:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[disfluência gaga]]></category>
		<category><![CDATA[fonoaudiologia]]></category>
		<category><![CDATA[gagueira]]></category>
		<category><![CDATA[pics]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro gagueira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9516</guid>
						<description><![CDATA[A partir das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, o teatro é utilizado como uma das ferramentas da fonoaudiologia no tratamento da disfluência gaga da fala]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Você sabia que o ator <a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/04/01/murilo-benicio-gagueira.htm" target="_blank" rel="noopener"><u><b>Murilo Benício</b></u></a> tem um transtorno de disfluência da fala, popularmente conhecido como gagueira? Apesar disso, ele consegue atuar de forma fluida, sem gaguejar. Como isso é possível? Para responder a questão, é necessário compreender que existem dois tipos de disfluências da fala: as disfluências comuns e as disfluências gagas.

Disfluências são interrupções do fluxo de comunicação oral. As comuns são interjeições, hesitações e repetições como “Ãhn”, “Uhm”, “Tá”, “Tipo”, “Né”. Elas não têm um significado e podem desviar um pouco a comunicação, mas não a interrompem totalmente. As disfluências gagas, por outro lado, são caracterizadas pela alteração no ritmo da fala, pela interrupção da mesma no meio da palavra, por pausas, bloqueios, repetição de sílabas, sons ou da palavra inteira e até mesmo por movimentos físicos ao pronunciar palavras específicas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a disfluência gaga da fala caracteriza uma dificuldade do cérebro em terminar um som ou sílaba e integra a Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Esse tipo de disfluência pode impor diversos desafios na vida das pessoas que gaguejam, como bullying, isolamento e desenvolvimento de outros problemas psicossociais.

<img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/materia_gagueira_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma pessoa em pé, de perfil, que segura uma caveira em frente ao rosto. Ela tem pele amarela, cabelos channel laranjas; veste macacão roxo com detalhes em amarelo e vermelho e mangas em laranja. Está com a perna esquerda levemente dobrada e a mão direita na cintura. Ao lado direito, balão de fala cinza falhado. O fundo é composto por uma cortina vermelha bordô." width="1024" height="667" />

No áudio a seguir, você pode ouvir a professora Carolina Lisboa Mezzomo, do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), exemplificando os dois tipos de disfluência da fala:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/Tipos-de-disfluencias-da-fala-1.mp3"][/audio]
<h3>O que causa a gagueira?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2013, a Associação Psiquiátrica Americana (APA) propôs a troca da nomenclatura “gagueira” (stuttering) para Distúrbio Desenvolvimental da Fluência da Fala. A alteração está presente no CID-11, que entrou em vigor em fevereiro de 2022. Na área da fonoaudiologia, o objetivo é usar cada vez menos “gagueira” para categorizar o diagnóstico e, na nova edição da Classificação Internacional de Doenças, esta disfluência passa a ser considerada um distúrbio do neurodesenvolvimento iniciado na infância. A professora Márcia Keske-Soares, também do Departamento de Fonoaudiologia da UFSM, explica que a maior relação dos diagnósticos está ligada à predisposição genética aliada a fatores externos, como o ambiente no qual o indivíduo está inserido, questões de desenvolvimento e gatilhos emocionais: “O trauma é gatilho para a pessoa que já tem predisposição”, ressalta Márcia.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dessa forma, a gagueira pode se desenvolver com mais intensidade em diferentes fases da vida se não for tratada na infância, tornando-se permanente. Consequentemente, algumas faixas etárias possuem maior propensão ao aparecimento dos sintomas deste distúrbio da fala, e estão relacionadas aos períodos de desenvolvimento das pessoas: dos dois aos três anos, dos seis aos sete, e dos 12 aos 13 anos. No caso das crianças, acontece o que se chama de gagueira desenvolvimental, que envolve justamente a fase de construção da linguagem, em que podem aparecer sintomas iniciais. Carolina Mezzomo explica que existem fatores de risco para o surgimento da disfluência gaga: ter casos de gagueira na família, ser homem (segundo a Associação Brasileira de Gagueira, esta disfluência atinge aproximadamente três homens para cada mulher), dentre outros.</p>

<h3>Formas de tratamento: a arteterapia pode ser uma aliada?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao notar sintomas de disfluência da fala, recomenda-se procurar um fonoaudiólogo e, juntamente ao profissional, analisar a predisposição, os fatores de risco e fazer um acompanhamento para a construção do tratamento: “Cada caso é um caso”, afirma Carolina. É importante compreender que a disfluência gaga não é necessariamente crônica e as alterações no ritmo da fala podem ser apenas sintomas de gagueira transitórios que, ao serem tratados corretamente, podem vir a ter remissão total. Cerca de 5% das crianças são acometidas pela gagueira transitória, conforme o IBF. No entanto, alguns fatores, como a demora na busca por tratamento e até mesmo o bullying, podem vir a cronificar o sintoma e fazer com que a gagueira persista ao longo da vida. A consciência da própria gagueira, potencializada a partir do bullying, também faz parte dos fatores de risco a serem considerados pelo fonoaudiólogo, conforme consta no artigo “<a href="https://www.scielo.br/j/rcefac/a/8zyTwMRVjbHS9sbtpGbKxZp/?format=pdf&amp;lang=pt#:~:text=Dentre%20estes%20fatores%20est%C3%A3o%20a,ocorreram%20pr%C3%B3ximo%20ao%20surgimento%20do" target="_blank" rel="noopener"><b><u>Fatores de risco na gagueira desenvolvimental familial e isolada</u></b></a>”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Márcia Keske-Soares explica que o processo junto ao fonoaudiólogo visa compreender como se dá a disfluência de cada indivíduo, identificar em quais situações a pessoa tem maior dificuldade e tratar não apenas a situação de fala, mas também auxiliar o paciente a lidar com as situações que desencadeiam a gagueira. A partir daí, pode-se aliar terapia psicológica, acompanhamento psiquiátrico e as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que trazem recursos terapêuticos para que os pacientes melhorem sua qualidade de vida.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Carolina Mezzomo conta que a arteterapia faz parte das PICS, institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre as práticas incluídas na arteterapia está o teatro, que é utilizado como aliado ao tratamento fonoaudiológico em alguns casos de gagueira e permite que os pacientes desenvolvam a respiração, a entonação e trabalhem com a criatividade. “O teatro faz esse sujeito falar de um outro lugar e isso ajuda muito ele a se expressar melhor. É possível ser uma pessoa que gagueja e exercer atividades como atuar e cantar sem gaguejar”, explica Carolina.</p>
<p dir="ltr"></p>

<h3>Linguagem teatral no tratamento fonoaudiológico</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, um trabalho de conclusão de curso em fonoaudiologia explorou o uso da linguagem teatral no tratamento de disfluências gagas integrada à terapia fonoaudiológica tradicional. Cíntia Filippi, orientanda da professora Carolina Mezzomo, apresentou em 2020 a monografia intitulada “Terapia Fonoaudiológica: Utilizando Arteterapia Para Indivíduos Com Gagueira”. A pesquisa consistiu no processo terapêutico de quatro pessoas, com idades entre oito e 34 anos, todos homens. Os atendimentos aconteceram no Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF) da UFSM.<b id="docs-internal-guid-5cfa9b7b-7fff-bc06-f5f4-c42de37af84d" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cíntia confeccionou um jogo teatral intitulado “Quem? Onde? O quê?”, a partir do qual os participantes da pesquisa selecionavam uma carta de cada uma das três categorias, sendo “Quem?” (personagens), “Onde?” (lugares) e “O quê?” (ações). A partir das cartas, os indivíduos realizavam cenas/improvisos teatrais junto à pesquisadora. A quantidade de sessões de terapia variou para cada sujeito de acordo com a necessidade e o grau de disfluência da fala. Ao final do período de tratamento, os quatro participantes  apresentaram melhora em todos os níveis de avaliação da fluência, tanto na comum quanto na gaga, e adequação ao que se considera normal para a fluência da fala.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A partir da sua pesquisa, Cíntia salienta a importância de observar o contexto geral das pessoas que gaguejam para construir um tratamento que atenda às suas necessidades. Foram aplicados testes de qualidade de vida e avaliações específicas de gagueira antes e após o período de terapia com linguagem teatral realizada com os pacientes. O que se concluiu foi que aliar o teatro às práticas tradicionais da fonoaudiologia potencializou o tratamento dos participantes. A autoavaliação realizada pelos indivíduos após o encerramento dos atendimentos apontou melhora nos âmbitos físicos, emocionais, sociais e de fala. A pesquisa de Cíntia será publicada em um livro junto a investigações de outras pesquisadoras da fonoaudiologia sobre utilização das PICS na área. A previsão de publicação é para 2023.</p>
<p dir="ltr"></p>

<h3>Onde buscar serviços de atendimento na UFSM:</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF)</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Endereço: Prédio 26E - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telefone: (55) 3220-9239</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP)</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prédio 74 B, sala 3200 - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telefone: (55) 3220-9229</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde - LAPICS </strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sala 4134, prédio 20 - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">WhatsApp (55) 99155-7376</p>
<p dir="ltr"></p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>4 vacinas que são testadas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-estudos-de-vacinas-que-sao-testadas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 13:53:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Testes com voluntários são realizados para vacinas de Covid-19, vírus sincicial e dengue]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em 2020, quando o mundo esperava uma vacina contra o novo coronavírus, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel importante para encurtar a distância entre os estudos e a aplicação: foi um dos seis centros de pesquisa escolhidos para os testes do imunizante fabricado pelo laboratório AstraZeneca, do Reino Unido. Essa atuação só foi possível graças a uma  estrutura criada em 2010: a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC), ligada ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de roxo, com quatro frascos de vacina no centro inferior. Eles estão em destaque em contra-ploungée, enfileirados. O frasco é rosa claro, o rótulo é roxo em tom orquídea e a tampa é roxa. Nos rótulos, da esquerda para a direita, as palavras &quot;covid&quot;, &quot;VSR&quot;, &quot;covid&quot; e &quot;dengue&quot;. Atrás dos frascos, em azul marinho e verde marinho, círculo de destaque com detalhes em zigue-zague. O fundo é uma estampa de ilustrações do vírus da covid, vsr e dengue em tom lilás sobre fundo roxo escuro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No início, o desafio da  UPC era estruturar equipe e trabalho para a pesquisa clínica, explica Alexandre Schwarzbold, coordenador do centro. “São pesquisas em que se testam medicamentos, métodos, diagnósticos, vacinas e insumos em pessoas. E tem todo um regramento nacional e internacional para fazer isso, o que demanda uma estrutura física, de pessoas e de materiais para poder executar”. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As primeiras pesquisas investigaram medicamentos antifúngicos, testados em pacientes voluntários que, internados no HUSM, sofriam com doenças fúngicas graves. Quando começou o trabalho de testagem da vacina contra a Covid-19, a UPC teve mais destaque e reconhecimento. Nesta reportagem, a Arco lista quatro vacinas que atualmente são testadas por pesquisadores da UFSM. Confira:</p>		
			<h3>1 - Vacina contra Covid-19: Oxford/Astrazeneca</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No outono de 2020, Alexandre contatou pesquisadores brasileiros e do exterior na tentativa de trazer vacinas para testes no Brasil. Alguns desses cientistas eram da Universidade de Oxford, instituição britânica que já tinha um imunizante em fases mais avançadas de desenvolvimento e que utilizavam tecnologias estudadas há mais de uma década. Em setembro de 2020, o docente recebeu a confirmação de que a UFSM sediaria os testes dessa vacina, ao lado do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de três centros privados localizados em Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Formamos uma equipe de seis pesquisadores clínicos ligados a instituições públicas e privadas, e nos comprometemos com a meta de vacinar mais de 10 mil pessoas em um mês. Isso é inédito na história da pesquisa clínica mundial”, afirma Alexandre. O docente expõe que o grande número de voluntários em um período de tempo curto foi facilitado pela emergência sanitária e possibilitou uma análise rápida dos resultados. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca foi a <a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/12/08/oxford-e-a-primeira-a-publicar-resultados-preliminares-de-fase-3-de-vacina-contra-a-covid-19-em-revista-cientifica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>primeira a publicar resultados de eficácia da fase 3 em revistas científicas</u></b></a>.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, 1,1 mil voluntários participaram da vacinação. O estudo ainda está em desenvolvimento, com voluntários que receberam a quarta dose para avaliação da imunogenicidade — a capacidade de uma vacina ou medicamento provocar uma resposta imune por meio da indução de anticorpos. O objetivo é avaliar o efeito da segunda dose de reforço em populações mais jovens. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Três mulheres participantes do estudo engravidaram durante o período. Isso permitiu que a equipe acompanhasse os efeitos da vacina em gestantes, tanto a segurança do imunizante quanto a produção de anticorpos nos bebês por meio da gestação. De acordo com Alexandre, a pesquisa está em fase final e tem previsão de duração de mais seis meses, com término em 2023.</p>		
			<h3>2 - Vacina contra Covid-19: Clover</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um ano depois do início dos estudos da vacina de Oxford, <a href="https://www.ufsm.br/2021/09/15/com-reconhecimento-nacional-ufsm-participa-de-estudos-de-nova-vacina-contra-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><u><b>outro imunizante começou a ser testado</b></u></a> na Unidade de Pesquisa Clínica da UFSM: a vacina desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, de origem sino-australiana. O estudo, que aplicou vacinas em 800 voluntários, ainda está em andamento, na fase de visitas de acompanhamentos. “Já foi analisada a segurança, a eficácia, a publicação e a recomendação de uso delas para as pessoas e para o mundo”, diz Alexandre. O pesquisador aponta que, apesar de os resultados da eficácia serem bons - no Brasil foi de 90% - a vacina ainda não está disponível para a população, devido aos prazos regulatórios de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os estudos da vacina da Clover devem encerrar em 2023.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Foi a que teve menos sintoma de reação, ela é muito pouco reatogênica e, por isso, é uma boa alternativa para crianças”, destaca Alexandre.</p>		
			<h3>3 - Vacina contra Vírus Sincicial Respiratório (VSR)</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Antes de a pandemia eclodir, no final de 2019, a UPC havia iniciado uma parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) para testar uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV, na sigla em inglês). Esse vírus é o principal causador de bronquiolites e pneumonias em bebês e crianças de até dois anos. Alexandre destaca que a condição causa muito desconforto e pode evoluir para asma ou complicações de infecções respiratórias. Interrompidos durante o auge da pandemia, os testes foram retomados em 2022. “É um estudo específico de uma vacina para gestantes, em que a gente vacinava as mães com o intuito de proteger os bebês”, explica Alexandre.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br />Ainda não há uma vacina contra o RSV no mundo, mas, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-alerta-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr"><b>o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o medicamento palivizumabe para casos mais graves</b></a>. Ao lado da UFSM, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) também participam da pesquisa no Brasil. Em Santa Maria, foram 40 voluntárias vacinadas, que incluíram tanto casos de gravidez de risco quanto de gravidez sem complicações. O estudo está em fase de análise, a ser submetido a publicação internacional no próximo mês.</p>		
			<h3>4 - Vacina contra a Dengue</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prevalente no território brasileiro, a dengue é,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal.https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal" target="_blank" rel="noopener"><u><b>uma doença infecciosa febril aguda</b></u></a> contra a qual ainda não existem vacinas. Somente em 2022, <a href="https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/08/mortes-por-dengue-explodem-no-brasil-em-2022-terceiro-pior-ano-em-serie-historica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>831 pessoas</u></b></a> morreram de dengue no Brasil, o terceiro pior ano da série histórica do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alexandre informa que oito centros gaúchos vão receber os estudos de uma vacina contra a dengue desenvolvida em uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica alemã Merck KGaA. “Tem uma dimensão regional: o Rio Grande do Sul era um dos poucos estados em que a soropositividade de dengue, ou seja, pessoas que já tiveram contato, ainda é muito baixa. E a soronegatividade é alta, portanto é o melhor lugar para vacinar para a prevenção”, ilustra. Dessa forma, por meio dos testes em pessoas que nunca tiveram dengue, é possível avaliar a eficácia da vacina em prevenir o desenvolvimento e a aquisição da doença.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A previsão é de que os testes da vacina comecem em janeiro de 2023, com estimativa de 80 a 100 pessoas voluntárias em Santa Maria, com foco principalmente em pessoas jovens e militares.&nbsp;</p>
<p>Para saber mais sobre o processo de pesquisas para a criação de vacinas, leia<b> </b><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funcionam-pesquisas-criacao-vacina/">esta reportagem</a>.</b></p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista;</em></p><p><em> <strong>Editor convidado:</strong> Luis Felipe Santos, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisas de Memória e Tecnologias desenvolvidas na UFSM conquistam projeção internacional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pesquisas-de-memoria-e-tecnologias-capes-print</link>
				<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 12:17:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Capes PrInt]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[projeção internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9511</guid>
						<description><![CDATA[Programa de Internacionalização da Capes contempla pesquisadores que atuam no Espaço Multidisciplinar da UFSM Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao longo do tempo, a sociedade e os seus modos de organização social sofreram inúmeras transformações provocadas, entre outros fatores, pela revolução tecnológica. A memória, seja ela cultural, social, laboral ou ecológica, é responsável pela construção histórica da sociedade, ou seja, por testemunhar e levar adiante o conhecimento dessas transformações. Como exemplo, há a paisagem, entendida como uma síntese do espaço e do tempo, na qual são registradas as mutações do mundo contemporâneo. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pesquisadores estudam questões relativas à memória no âmbito da Sociedade Informacional e das diferentes tecnologias da informação e comunicação empregadas em sua coleta, armazenamento, recuperação e difusão. </p><p><br />Sociedade Informacional: Memória e Tecnologias foi definido como um dos quatro temas estratégicos do Programa Institucional de Internacionalização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES-PrInt). O programa, que teve início em novembro de 2018 e foi renovado para o biênio 2022/2023, visa fomentar a internacionalização na pós-graduação das instituições de ensino contempladas, por meio da liberação de recursos para Missões de Trabalho no Exterior, Manutenção de Projetos, Bolsas no Exterior, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/doutorado-sanduiche/">Doutorado Sanduíche</a>, Professor Visitante Junior, Professor Visitante Sênior, Capacitação em cursos de curta duração e Jovem Talento.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/2b-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida. Na parte direita da imagem, desenho de perfil de uma cabeça, na cor salmão. Sobre a cabeça, colagem em formato de cérebro com fotografia antiga, em preto e branco, de um prédio. Ao lado, na parte esquerda da imagem, colagem de letras com fundo colorido que formam a frase &quot;Memória e Tecnologia&quot;. O fundo é amarelo esverdeado com textura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p>O tema estratégico Sociedade Informacional abrange dois projetos de cooperação internacional. Um deles é o ‘Memória e Tecnologias’, coordenado por Cesar de David, que reúne ações e estratégias de investigação da temática envolvendo quatro programas de pós-graduação (PPGs): Filosofia, Geografia, Agronomia e Letras. A Revista Arco entrevistou o coordenador do projeto, que é docente do Departamento de Geografia da UFSM. Confira:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco: Quais são as atividades executadas pelo projeto? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar de David: Esse é um projeto guarda-chuva, em que as quatro áreas de pesquisa e de pós-graduação (Geografia, Letras, Agronomia e Filosofia) dialogam com as questões relacionadas à Memória e Tecnologias, cada uma a seu modo, seguindo sua própria perspectiva, mas interconectadas. Essas quatro áreas se articulam em torno desse tema transdisciplinar. A memória, no caso da filosofia, investiga e reflete sobre as questões da filosofia da mente e de como ela processa e retém a memória. A geografia, no campo do estudo da paisagem, vê a paisagem como uma representação da memória do tempo e do espaço. Cada área vai dialogar a seu modo e se articula a partir da própria perspectiva em torno do tema que é bastante abrangente, mas que está em profunda relação com a sociedade contemporânea. O nosso tema estratégico é a sociedade informacional. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Como surgiu o tema estratégico Sociedade Informacional? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: Ele surge a partir de conexões possibilitadas pela <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/silveira-martins/" target="_blank" rel="noopener"><u>UFSM Silveira Martins</u></a>. Todos os envolvidos são pessoas e grupos que trabalham no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão, que envolve diferentes projetos. Em geral, são da área das humanidades (filosofia, letras, geografia, entre outras). Quando a UFSM chamou pesquisadores que tinham alguma atuação internacional para fazer parte de um projeto institucional de internacionalização, nós sistematizamos o que já fazíamos em Silveira Martins e discutimos o que nos aproximava enquanto projetos relativamente autônomos. Chegamos à conclusão, depois de algumas reflexões, de que era a Sociedade Informacional. Nós vivemos numa sociedade em que a informação e as suas tecnologias perpassam não só a vida cotidiana, mas também a elaboração de construções que nós fazemos enquanto cientistas, pesquisadores e estudiosos da sociedade contemporânea. A partir disso é que nós construímos um projeto integrado para fazer parte do institucional. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Qual o papel da memória na aquisição e compartilhamento do conhecimento humano? </p><p>Cesar: O conhecimento humano é acumulado historicamente pela sociedade. O conhecimento é um produto social construído ao longo do tempo, e essa construção se faz porque, em certa medida, ela é retida pela sociedade, que seleciona o conhecimento que julga pertinente e necessário de ser transmitido para gerações futuras. Todo o nosso conhecimento, a tecnologia e a ciência, só são produzidos, hoje, nos centros de pesquisa e nas universidades, porque nós, de certa forma, o conservamos. Essa conservação nos oferece uma memória do tempo em que produzimos o conhecimento, seja nas artes, seja nas ciências ou nas tecnologias. A partir do nosso estudo, de reflexão e de investigação, construímos e produzimos esse conhecimento que vai ser guardado, retido e transmitido às gerações futuras. Esse é o papel da universidade, sobretudo, da universidade pública. </p>		
							“O espaço da universidade é um espaço de memória, porque é um espaço de produção de conhecimento, mas também da sua conservação e da sua socialização para as gerações atuais e para o futuro.”
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Qual a importância das colaborações internacionais para o avanço da pesquisa e o fortalecimento dos programas de pós-graduação da UFSM?</p><p>Cesar: Na minha avaliação, o programa Capes-PrInt é um dos mais importantes, não só ao pensar a internacionalização das universidades, mas o próprio avanço científico das relações entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Ele oportuniza diferentes vivências, tanto de professores que vêm para o Brasil e trazem suas experiências e compartilham seu trabalho com os colegas brasileiros quanto de oportunidades que nós, pesquisadores, temos. Acredito que, nessa relação e nessas oportunidades de intercâmbio que o Capes-PrInt proporciona, todos conseguem crescer juntos. E isso, para os programas de pós-graduação, é fundamental, em termos de produção científica, de estímulo à ciência, à tecnologia e à inovação, porque os projetos de internacionalização fazem parte da avaliação desses PPGs.</p>		
							“O Capes-PrInt abre muitas portas para o desenvolvimento de pesquisas de grande relevância no contexto atual da produção do conhecimento, além de oportunidades de formação profissional, acadêmica e científica.” 
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Como os pesquisadores têm avaliado as experiências de intercâmbio em instituições estrangeiras? Qual a contribuição mais relevante?  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: A avaliação tem sido positiva, porque atualmente o programa oportuniza essas vivências dos pesquisadores brasileiros no exterior, e isso se reflete de diferentes formas na pós-graduação. Em geral, essas experiências no exterior, seja por bolsas ou por missões, frutificam em termos de produção acadêmica, produção científica e pesquisas e artigos desenvolvidos no Brasil e no exterior. A produção científica nesses programas não  aumenta só em números, mas também em qualificação, a partir de periódicos mais qualificados com produção no exterior e divulgação, lá fora, do que a universidade produz. Essa é a principal avaliação que os pesquisadores relatam: a possibilidade da qualificação da sua produção intelectual, com artigos em conjunto com pesquisadores estrangeiros, com estudantes que participam desses intercâmbios e apresentam trabalhos em eventos internacionais. Isso também qualifica muito a pós-graduação ao promover eventos internacionais na nossa instituição e articular esses pesquisadores da Universidade com pesquisadores de outros centros, o que fomenta os cursos — a pós-graduação e a graduação. </p><p><b id="docs-internal-guid-7e0fc6d0-7fff-ba9f-828a-0f764e407ed6" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais têm sido os principais desafios da execução do projeto?  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: Os maiores desafios são relacionados à própria pandemia, que impactou de forma muito substancial nas atividades planejadas. A dificuldade é readequar o planejamento aos novos cronogramas que a Capes coloca. Nós tivemos missões programadas que não foram executadas, e bolsas planejadas para 2020 e 2021 que terão que ser replanejadas e rearticuladas de 2022 a 2024, porque o programa Capes-PrInt era para ser concluído este ano e foi estendido. Outro desafio é enfrentar os cortes de recursos das universidades e dos centros de pesquisa no país, que se reflete na internacionalização das instituições. O corte das universidades impacta, sobremaneira, em todo o trabalho de internacionalização que vinha sendo realizado, porque nós temos um projeto de internacionalização, mas ele se articula desde a iniciação científica. No momento em que você tem cortes em bolsas e uma diminuição dos recursos destinados à iniciação científica, vai ter um impacto no futuro da pós-graduação: são menos alunos que terão acesso à pós-graduação e às possibilidades de inserção na produção da ciência e da tecnologia. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais foram os resultados obtidos até agora? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: As redes de pesquisadores oportunizadas pelo Capes-Print são o grande resultado, porque se traduzem em convênios com instituições internacionais, em produção científica qualificada e em várias outras oportunidades que são geradas para estudantes e pesquisadores da UFSM. Isso beneficia toda a comunidade acadêmica, que tem a oportunidade de pensar e de refletir sobre as questões trazidas pelas pessoas envolvidas no projeto.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais são as expectativas para o futuro do projeto? </p><p>Cesar: Eu espero que tenha continuidade, que não seja apenas um projeto que tem início e fim, mas que possa render outros frutos, que essa seja efetivamente uma política pública de internacionalização dos programas das universidades brasileiras. A grande perspectiva seria a continuidade da internacionalização como uma política pública que qualifique as universidades como instituição de produção e de divulgação do conhecimento, e que essa produção seja partilhada no Brasil e no exterior. Acho que esse é o grande objetivo, fazer da UFSM uma instituição global, que responda aos desafios da sociedade contemporânea, aponte soluções, crie oportunidades a seus estudantes, professores e comunidade, e sobretudo, da sociedade brasileira, que é profundamente desigual. A função da universidade pública neste país é ser um farol, apontar caminhos e criar soluções e situações que melhorem a vida do povo brasileiro.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente</em></strong></p><p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Mídia social: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; </em></p><p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral: </strong>Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cooperações bilaterais são potencializadoras da internacionalização da ciência</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/cooperacoes-bilaterais-sao-potencializadoras-da-internacionalizacao-da-ciencia</link>
				<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 12:06:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[capes print]]></category>
		<category><![CDATA[cooperações bilaterais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[dossiê capes print]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização da ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[universidades estrangeiras]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9504</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de internacionalização da UFSM contempla parcerias diretas com mais de 180 universidades estrangeiras]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante os últimos anos, o <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/capes-print/" target="_blank" rel="noopener"><u>Projeto Institucional de Internacionalização</u></a> da Universidade Federal de Santa Maria (PrInt/UFSM) tem desempenhado um importante papel como um dos propulsores da cultura de internacionalização da instituição. Aprovado em 2018, o plano foi elaborado para fazer parte do <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/bolsas/bolsas-e-auxilios-internacionais/informacoes-internacionais/programa-institucional-de-internacionalizacao-capes-print" target="_blank" rel="noopener"><u>programa</u></a> da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que visa à consolidação de cooperações bilaterais com instituições estrangeiras em busca de aprimorar e potencializar a ciência produzida pelos programas de pós-graduação (PPGs) da UFSM.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Print/UFSM contempla 26 PPGs, organizados em 11 subprojetos multidisciplinares, que se encaixam em quatro temas estratégicos: Materiais do Amanhã e Tecnologias Limpas; Saúde Única; Sociedade Informacional: memória e tecnologias; e Sustentabilidade e Atitudes Inteligentes. Considerados de ampla demanda social, os temas foram definidos na formulação do projeto pelo Comitê Gestor, a fim de mostrar, com políticas e ações inovadoras, como a Universidade iria ganhar protagonismo internacional nos próximos anos.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/1-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração em formato de colagem, horizontal e colorida, de uma mulher que segura um tubo de ensaio. Ela está em primeiro plano, de frente, tem pele branca, cabelos castanhos, curtos e ondulados. Veste jaleco branco com textura de papel amassado. Em uma das mãos, segura um lápis amarelo e, na outra, um tubo de ensaio transparente om líquido vermelho. Ao fundo, em recortes de papel, um quadro de escola na cor verde escuro e contas e gráficos em giz branco. O outro recorte tem linhas cinzas com pontos nas extremidades sobre um fundo azul bebê. Acima, o planeta Terra. O fundo é quadriculado em amarelo pastel." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Inicialmente, o programa teria duração de quatro anos, com implementação em novembro de 2018 e encerramento em 2021. Em razão da pandemia, as atividades que estavam previstas para esse período não ocorreram e, por esse motivo, o cronograma do PrInt foi revisitado pela Capes e estendido até o ano de 2024. O Coordenador de Pesquisa na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da UFSM e membro do subprojeto “Materiais Inteligentes”, Luiz Felipe Valandro, afirma que, apesar de as turbulências terem dificultado a execução plena das atividades originais, o que se espera é um novo ciclo de ações de internacionalização por parte dos projetos.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O atual estágio de internacionalização institucional é avaliado pela plataforma SciVal, uma fonte de informações da Elsevier que apresenta métricas da produção científica de 7,5 mil instituições e 220 países no mundo. Segundo a SciVal, o PrInt vem conferindo uma sólida e crescente reputação acadêmica-científica à UFSM, por meio das atividades de pesquisa e ações em parceria com mais de 180 universidades estrangeiras, distribuídas por 28 países (Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Nigéria, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça).mem</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/mapa_capes-1-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: Gráfico de mapa do mundo nas cores azul e verde. Os países estão em verde com textura de colagem de letras, e o fundo está em azul Bic com textura sombreada em preto, de pinceladas de tinta em parede. Sobre o mapa dos países, os nomes de alguns estão destacados em branco: na América do Norte, Canadá e Estados Unidos. Na América Latina, México, Cuba, Colômbia, Chile e Argentina. Na África, Nigéria e Argélia. Na Europa, Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Irlanda, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Holanda. Na Ásia, Índia, China e Japão. Na Oceania, Nova Zelândia e Austrália. O fundo é azul." loading="lazy" />											<figcaption>Países com instituições estrangeiras cadastradas no projeto.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dessas parcerias, muitas ainda estão em consolidação ou não foram executadas. De acordo com a coordenadora do subprojeto “Tecnologias Limpas”, Paola Mello, os dois anos de inserção em atividades remotas fez com que fossem construídas parcerias de pesquisa por meio da interação online entre os grupos: “Nessa pós-pandemia, os pesquisadores estão ávidos pelas cotas (de bolsas), e só precisam da mobilidade acontecendo para que as colaborações sejam colocadas em prática.” </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Capes financia bolsas no exterior (Doutorado Sanduíche, Professor Visitante Junior, Professor Visitante Sênior e Captação em Cursos de Curta Duração) e bolsas no Brasil (Jovem talento, Pós-Doutorado e Professor Visitante). Ainda, são financiadas bolsas de trabalho de curta duração, no país e fora dele, e disponibilizados recursos para manutenção dos projetos de cooperação internacional.</p>		
			<h3>Redes de colaboração</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Não é de hoje que a UFSM procura estreitar laços com universidades estrangeiras e consolidar a sua inserção no cenário científico internacional. Esse processo ocorre desde a sua fundação, sobretudo pelo intercâmbio de estudantes e professores em busca de qualificação profissional. No entanto, a internacionalização não se trata somente de mobilidades, mas de um processo coletivo, que ocorre de maneira estruturante e transformadora, e tenciona o envolvimento de todos os setores e esferas da instituição, com políticas e estratégias definidas para alcançar objetivos comuns. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/pdi/" target="_blank" rel="noopener"><u>Plano de Desenvolvimento Institucional</u></a> (PDI) 2016-2026 da UFSM, a internacionalização foi definida como o primeiro desafio da instituição. Os objetivos e resultados do Capes-PrInt vem gerando impactos na consolidação das políticas de internacionalização, e estão em consonância com as metas traçadas no PDI. Segundo o professor Felipe Valandro, os reflexos disso aparecerão no decorrer do tempo: “Todos os envolvidos (gestores, PPGs, pesquisadores e a comunidade da UFSM) devem estar em constante discussão, autoavaliação e aprimoramento para que ações estruturantes na UFSM ocorram e seus efeitos sejam sentidos a médio e longo prazo”, complementa.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para a professora Paola, os acordos bilaterais, compromissos firmados por ambas as partes, com as universidades estrangeiras, são essenciais para elevar a nível global a excelência da pesquisa desenvolvida na UFSM. A docente relata que o PrInt tem permitido aquilo que se esperava, a internacionalização da pesquisa como um todo, que vai muito além de simplesmente um espaço de visitas e intercâmbios, e ressalta: “Muitas das coisas que a gente faz são únicas no mundo, ou poucos grupos desenvolvem com o mesmo conhecimento e amplitude que se faz aqui”.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No projeto ‘Tecnologias Limpas’ já existem métodos de controle de qualidade disponibilizados pelos grupos da química, tanto para a área de contaminantes nocivos à saúde, quanto na área de resíduos agrotóxicos. Além disso, também existem soluções para remediar e melhorar os ambientes e monitorar materiais e processos produzidos em parceria com os grupos da UFSM e do exterior. “Apesar do investimento inferior àquilo que esperávamos para a ciência crescer no Brasil, temos feito muita coisa diferenciada e alinhada com as tendências internacionais”, complementa a docente.</p>		
			<h3>Perspectiva transdisciplinar</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O caráter transversal e transdisciplinar do PrInt é um dos motivos que contribui com a inovação e a pesquisa científica. A coordenadora do subprojeto “Estratégias Farmacológicas e Nutricionais para Promoção da Saúde”, professora Maria Rosa Chitolina, afirma que o PrInt/UFSM trouxe uma nova visão de como problemas complexos da sociedade podem ser resolvidos com diversas áreas trabalhando em conjunto. “São necessários diferentes olhares para que os resultados e as soluções sejam muito melhores do que uma área isolada conseguiria fazer”, afirma a pesquisadora.&nbsp;</p>
<p><b id="docs-internal-guid-405b2a59-7fff-bbee-c34b-be0d7041c67c" style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como exemplo, nesse projeto os principais resultados alcançados até então dizem respeito ao desenvolvimento de estratégias farmacológicas, nutricionais e atitudes sustentáveis para redução do risco de doenças crônicas, bem como dos riscos e/ou tratamento de intoxicações com contaminantes ambientais, medicamentos e alimentos. A articulação de seis diferentes PPGs das áreas de Ciências Biológicas, Saúde, Alimentos, Artes Visuais e Educação em Ciências permitiu uma abordagem transdisciplinar dos temas desenvolvidos.&nbsp;</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A vice-coordenadora do subprojeto Estratégias Farmacológicas Leila Queiroz Zepka relata que todos os PPGs envolvidos já eram grupos com perfis produtivos, reconhecidos pelo Sistema Nacional de Pós-Graduação como de excelência, com notas 5, 6 e 7, mas que a integração entre eles os fortaleceu e aumentou um espectro de alcance de oportunidades. Conforme demonstrado pela plataforma SciVal, ao longo dos anos, a UFSM, representada pela comunidade de pesquisadores, desempenhou atividades de pesquisa e construiu produtos científicos com diversas instituições internacionais.&nbsp;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br></p>
<p>O primeiro <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/798/2020/06/relat%C3%B3rio-PII-assinado-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><u>relatório de execução anual</u></a> do projeto institucional, enviado à Capes no final de 2019 — e único disponível para visualização até o momento —, aponta para o aumento expressivo do número de publicações e redações de artigos com parcerias internacionais. Agora em 2022, os líderes dos projetos percebem que não só houve aumento de publicações, mas também o índice de impacto das publicações em revistas e periódicos. “Antes os pesquisadores publicavam em periódicos de excelência nacional, nível B1. Agora já publicam numa revista com qualificações mais elevadas, como A2 ou A1”, conta a professora Maria Rosa Chitolina.</p>		
			<h3>Fronteiras e novos passos</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2019, a Capes <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/capesprint-ufsm-oportuniza-elo-entre-pesquisadores-brasileiros-e-estrangeiros/" target="_blank" rel="noopener"><u>reduziu o investimento do Capes-PrInt em 30% para todos os projetos institucionais do país</u></a>. O corte orçamentário de bolsas de estudos e recursos de custeio (usados para adquirir materiais e financiar missões de trabalho) teve impacto no cronograma de execução. Com a pandemia, os projetos foram ainda mais prejudicados e tiveram redução nas suas capacidades de potencializar as iniciativas planejadas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar das dificuldades e limitações enfrentadas nesse período, já é possível visualizar os resultados do processo de melhoria da avaliação dos programas de pós-graduação da UFSM, , fomentado tanto pelo PrInt quanto por outras ações de internacionalização. Na mais recente Avaliação Quadrienal da Capes, referente ao período 2017-2020, 25 PPGs tiveram aumento de nota, sendo que 4 obtiveram conceito 7, nota mais alta na avaliação, e 3 deles alcançaram conceito 6. O reconhecimento da excelência e da visível consolidação dos PPGs se traduz em um incentivo para os pesquisadores envolvidos nos subprojetos de cooperação do PrInt/UFSM e as expectativas para os próximos anos são de maior dedicação, em vista de fortalecer os programas ainda mais.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">É nesse sentido que o Coordenador de Pesquisa Felipe Valandro afirma que o PrInt e/ou outros incentivos de natureza similar precisam ser colocados como prioridade, pois têm um papel estratégico na sociedade: “Investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação são essenciais para prospectar um futuro mais justo ao Brasil”. Ainda, reitera que o Brasil passa por instabilidade econômica e política, e esse momento inspira desconfianças, logo, a comunidade científica precisa estar coesa em torno de esforços para superar esse cenário com diálogo e articulação.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente</em></strong></p><p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Consumo de bebida alcoólica aumentou durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/consumo-de-bebida-alcoolica-aumentou-durante-a-pandemia</link>
				<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 14:44:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[aumento do consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9500</guid>
						<description><![CDATA[Profissionais da linha de frente, pessoas desempregadas ou com depressão e ansiedade graves tiveram os maiores aumentos do consumo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-25d7c97e-7fff-4018-6e9f-834aa7e7898a" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O período de isolamento social, que ocorreu principalmente em 2020 e 2021, levou as pessoas a aumentarem o consumo de álcool. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na América Latina e Caribe, no qual cerca de 30% das pessoas entrevistadas são brasileiras. Vitor Calegaro é docente no Departamento de Neuropsiquiatria e médico psiquiatra da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e afirma, em análise de estudos sobre a temática que, no caso brasileiro, houve aumento do consumo de álcool, principalmente em homens e, em seguida, um discreto aumento entre o público feminino. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fatores importantes para o maior consumo, de acordo com o docente, são o isolamento e a tentativa de fuga do sentimento de solidão e transtornos como depressão e ansiedade. “Houve aumento do consumo de álcool segundo a localidade estudada, além de variar conforme a faixa etária. Mas há poucas evidências para comprovar transtornos relacionados, como o alcoolismo, ao seu consumo ou seu uso de maneira abusiva”, descreve Vitor.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/09/Alcoolismo_capa-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de sombras, com a silhueta, de perfil e em primeiro plano, de um homem que segura um copo inclinado em direção à boca. O perfil do homem tem cabelos ralos, nariz e boca pequenos e usa óculos. O copo é pequeno e com boca larga, e o líquido no seu interior é amarelado. O fundo é acinzentado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desenvolvido desde o ano de 2020, o estudo <u><a href="https://www.covidpsiq.org/" target="_blank" rel="noopener">Covid-Psiq</a></u> foi coordenado por Vitor Calegaro e tem como objetivo acompanhar sintomas como estresse, depressão, estresse pós-traumático e práticas como o consumo de álcool em brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Em estágio de análises e publicações, o estudo terá mais uma fase neste ano, a fim de ampliar a pesquisa e entender como esses sintomas se manifestaram nos participantes a partir de 2021, ano em que se deu o pior momento da pandemia. A nova etapa já foi aprovada pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os dados e resultados que serão destacados nesta reportagem são referentes ao recorte do ano de 2020 e de janeiro e fevereiro de 2021. Vitor alerta que esses dados não podem ser considerados como representantes do período total da pandemia, mas que dão indícios importantes sobre os efeitos dela na saúde mental das pessoas.</p>		
			<h3>Consumo recreativo, abuso e vício</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O uso recreativo é esporádico e mais social”, destaca Vitor. Nesse tipo, o indivíduo não sente necessidade de beber no dia seguinte e não tem sintomas de abstinência. “O uso recreativo, naturalmente, é a porta de entrada para o abuso, mas a maior parte das pessoas que fazem uso não chegam ao ponto de abuso ou de entrar em grau de abstinência”, salienta o docente. De acordo com o <u><a href="https://cisa.org.br/biblioteca/downloads/artigo/item/356-panorama2022" target="_blank" rel="noopener">Panorama Álcool e Saúde dos Brasileiros de 2022</a></u>, desenvolvido pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), a socialização é o motivador mais comum para o consumo de bebidas alcoólicas. O consumo de álcool é estimulado pela publicidade, mesmo que hoje ela seja regulamentada, com a necessidade de inserção de avisos como os do tipo ‘Se beber, não dirija’.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O alcoolismo é um termo genérico que engloba os comportamentos desadaptativos relacionados ao consumo do álcool, mas, se formos mais específicos, há o uso nocivo e/ou abusivo, e há a dependência”, explica Vitor. O primeiro diz respeito às pessoas que, quando bebem, não conseguem controlar a quantidade e têm comportamentos impulsivos e ausência de autocontrole. Já a dependência tem critérios mais definidos, como a síndrome da abstinência e o desenvolvimento de tolerância. “Normalmente, a dependência vai se estabelecer quando a frequência se torna muito intensa: bebe todos os dias, ou então fuma, tanto cigarro quanto outras substâncias, como cocaína”, esclarece. A abstinência é quando a pessoa não consegue viver ‘normalmente’ sem a substância. Sintomas de abstinência do álcool contemplam a sudorese, insônia, tremedeira, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade e depressão. E a tolerância é definida pela quantidade do consumo, que precisa ser cada vez maior para ter o mesmo efeito. “O organismo vai se adaptando e vai metabolizando mais rápido às custas de comprometer o fígado, de ter uma lesão hepática”, alerta Vitor. Cada substância terá sintomas de abstinência e graus de dependência diferentes.</p>		
			<h3>Resultados</h3>		
		<p>Em entrevista à Arco, o psiquiatra Vitor Calegaro e o estudante de Medicina da UFSM Caio Domingues apresentaram resultados preliminares da pesquisa Covid-Psiq e destacaram dados sobre a relação entre a pandemia e o consumo de álcool. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Linha de frente</h3>		
		<p>O grupo de profissionais da saúde que trabalhou na linha de frente da Covid-19 teve um consumo de álcool maior do que os profissionais que  não atuaram. “Um dado interessante que representa o estresse desses profissionais é o álcool como uma tentativa de automedicação. Isso é muito comum'', destaca Vitor.</p>		
			<h3>Desemprego</h3>		
		<p>O consumo de bebidas alcoólicas também aumentou no público de pessoas que, no início da pandemia, não estavam desempregadas, mas perderam o emprego durante o período de isolamento. </p>		
			<h3>Saúde mental</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-9ef146cb-7fff-9ff2-0202-f8a7ae250074" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na primeira etapa da pesquisa, feita em abril de 2020, pessoas com depressão extremamente grave foram o grupo que mais consumiu álcool. Na quarta etapa, que aconteceu em fevereiro de 2021, esse aumento também se deu em pessoas com depressão grave ou extremamente grave. Porém, em quem tinha depressão leve, houve diminuição de uso. Indivíduos com ansiedade extremamente grave e pessoas que sofreram estresses extremamente graves também tiveram aumento significativo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Evidenciamos que há uma relação com os sintomas de saúde mental e o consumo de álcool, particularmente falando da gravidade e da quantidade desse consumo”, aponta Vitor. O psiquiatra indica que o consumo de substâncias pode desencadear depressão e outros transtornos mentais, mas que o contrário também acontece. Muitas vezes, o consumo de substâncias é usado na tentativa de automedicação e alívio dos sintomas da doença. “Vale lembrar que a depressão é a principal causa do suicídio, e a segunda é o consumo de substâncias - principalmente o álcool. Muitas vezes, os dois acontecem juntos e essa é uma combinação de risco para a tentativa de suicídio”, alerta.</p>		
			<h3>Outros dados</h3>		
		<p>Além dos dados destacados acima, pessoas do sexo masculino tiveram maior aumento do consumo de álcool. Pessoas do sexo feminino também tiveram aumento, mas menor do que em relação ao masculino.</p>		
			<h3>Como saber se você precisa de ajuda</h3>		
		<p>Vitor e Caio destacam que uma forma de saber se há comportamentos que indicam dependência no consumo de álcool ou outros tipos de substâncias é o questionário CAGE (sigla referente às expressões cut down, annoyed, guilty e eye opened, em inglês):</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Questionário C.A.G.E:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">C – (cut down)– Alguma vez sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A – (annoyed) – As pessoas o(a) aborrecem porque criticam o seu modo de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">G – (guilty) – Se sente culpado(a) pela maneira com que costuma beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E – (eye opened) – Costuma beber pela manhã (ao acordar), para diminuir o nervosismo ou a ressaca?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br />Resultado: Se duas ou mais questões foram respondidas afirmativamente, procure um profissional de saúde para conversar sobre seu modo de consumo.</td></tr></tbody></table>		
			<h3>Como procurar ajuda</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O ideal é procurar profissionais especialistas em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, que podem indicar tratamentos adequados para a dependência. É possível buscar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituições de apoio à saúde mental que surgiram em substituição aos hospitais psiquiátricos, antes chamados de hospícios ou manicômios. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/caps">site </a>do governo federal, são de caráter aberto e comunitário, e atendem pessoas em sofrimento psíquico ou com transtorno mental, o que inclui o abuso de álcool, crack e outros tipos de substâncias. Há CAPS específicos para o tratamento desses tipos de dependências, denominados CAPS-AD (Álcool e Drogas). Em Santa Maria, podem ser encontrados em dois endereços:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Caminhos do Sol</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Rua Euclides da Cunha, 1695</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-7144 e (55) 3921-7281</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Cia do Recomeço</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Rua General Neto, 579</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-1099 e (55) 9.9129-8326</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Fotografia:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><br /><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arco entrevista Érico Flores, primeiro pesquisador latino-americano a receber a medalha Ioannes Marcus Marci</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-erico-flores-primeiro-pesquisador-latino-americano-a-receber-a-medalha-ioannes-marcus-marci</link>
				<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 17:49:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[espectrometria]]></category>
		<category><![CDATA[medalha]]></category>
		<category><![CDATA[medalha Ioannes Marcus Marci]]></category>
		<category><![CDATA[métodos analíticos]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade de espectrometria da europa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9482</guid>
						<description><![CDATA[Prêmio concedido por sociedades de espectrometria da Europa reconhece o pioneirismo no desenvolvimento de métodos analíticos para o controle de qualidade de fármacos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-e4d3ff3c-7fff-e9cb-8dae-0a8512ff1cac" dir="ltr">Considerada mundialmente uma das mais importantes premiações na área de química, há 45 anos a medalha <em>Ioannes Marcus Marci</em> é concedida a pesquisadores que, ao longo de suas trajetórias, contribuíram para a área de espectroscopia e espectrometria atômica. O professor Érico Marlon de Moraes Flores, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é o primeiro pesquisador da América Latina a receber essa distinção, compartilhada com outros cientistas relevantes da Química — entre eles, inclusive, ganhadores do Prêmio Nobel.&nbsp;</p>
A medalha, conferida pela Slovak Spectroscopic Society e pela Ioannes Marcus Marci Spectroscopic Society, reconhece o pioneirismo do docente no desenvolvimento de métodos analíticos para o controle de qualidade de fármacos e de amostras industriais de alta pureza empregando a espectrometria atômica e sistemas de preparo de amostras baseados na aplicação de micro-ondas e ultrassom. A entrega será no dia 6 de setembro, em solenidade especial durante o <u><a href="http://esas-cssc2022.spektroskopie.cz/programme" target="_blank" rel="noopener">Simpósio Europeu de Espectrometria Analítica (ESAS)</a></u>, na cidade de Brno, situada na República Tcheca.

<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/09/Erico-flores-1024x667.jpeg" alt="" loading="lazy">
<p id="docs-internal-guid-c18c4a72-7fff-4994-3034-b4c77b29963e" dir="ltr">Espectroscopia é o estudo de como a luz interage com as propriedades da matéria, e a espectrometria atômica estuda a absorção e emissão de radiação por átomos. O trabalho nessas áreas requer laboratórios que atendam a inúmeros requisitos, com condições necessárias para a operação de equipamentos sensíveis. Na UFSM, o Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA) e o Centro de Estudos em Petróleo (Cepetro), ambos sob coordenação do professor Érico, apresentam uma infraestrutura completa e equipamentos de última geração e possibilitam as pesquisas em espectrometria atômica.&nbsp;A Revista Arco conversou com o professor Érico Flores para saber mais sobre a pesquisa desenvolvida na UFSM e a trajetória que o levou a conquistar o prêmio.</p>
<p id="docs-internal-guid-62a1d7ed-7fff-52df-5cf7-017fd46103ee" dir="ltr"><strong>ARCO: Quais foram as suas motivações para começar a pesquisar nessa área?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> Desde jovem eu sempre gostei de ler e aprender sobre as áreas de química e de física, mesmo antes de entrar na universidade. Após me formar em Química Industrial pela UFSM, fui fazer o curso de mestrado em Química, no Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ-UFSM), e comecei a trabalhar com a técnica de espectrometria de absorção atômica sob orientação do professor Ayrton F. Martins, um grande motivador das gerações de químicos formados na UFSM. Essa técnica, que envolve princípios de física e de química, conquistou meu interesse e, desde então, tenho trabalhado nessa área desenvolvendo pesquisas de caráter inter e transdisciplinares, especialmente com a utilização de técnicas de espectrometria atômica mais modernas. A área de espectrometria atômica é fascinante e podemos ver os resultados quase que simultaneamente à operação dos equipamentos. Desde meu ingresso na UFSM eu tenho trabalhado com esses equipamentos e são uma das bases que emprego para meus trabalhos de orientação junto aos Programas de Pós-Graduação em Química (PPGQ) e de Engenharia Química (PPGEQ), ambos de excelente reputação nacional e internacional.</p>
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Você foi o primeiro pesquisador latino-americano a receber a medalha internacional da Sociedade de Espectroscopia da Europa. Você pode nos explicar mais sobre a sua pesquisa, sobre métodos analíticos e como ela se tornou pioneira?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> Acredito que eu tenha sido escolhido em vista dos trabalhos de espectrometria atômica relacionados ao desenvolvimento de novos sistemas para a análise direta de sólidos, ao trabalho pioneiro que descobriu a causa das mortes, em meados de 2001, de pacientes com leishmaniose que eram tratados com medicamentos à base de antimônio e que continham, na época, altas concentrações de metais pesados e, também, dos trabalhos na área de preparo de amostras de modo a permitir a posterior determinação elementar por técnicas de espectrometria atômica. Nessa última área, nosso grupo de pesquisa foi o descobridor do sistema de combustão iniciada por micro-ondas, que permitiu a análise mais segura de amostras de materiais de alta pureza, assim como de amostras de carvão, petróleo e até de nanomateriais e aqui eu preciso destacar a contribuição do professor Juliano S. Barin, meu ex-aluno de doutorado e hoje docente do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, que foi um dos pioneiros em todos esses trabalhos e que consegue se reinventar sem perder o rigor científico, sem o qual não é possível avançar de maneira consistente.</p>
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Em termos didáticos, o que é a espectrometria atômica? Qual a sua importância?&nbsp;</strong></p>
<strong>Érico:</strong> Os princípios da espectrometria atômica são muito antigos e remetem aos primeiros estudos da teoria atômica. Apesar de ser uma técnica que tem muitas décadas de existência, novas abordagens e os avanços recentes da microeletrônica e de novos materiais têm trazido importantes modificações que fazem com que essa área seja cada vez mais importante para o controle de qualidade de diversas matrizes, para o controle ambiental, assim como para diagnósticos importantes para a saúde. Há vários princípios envolvidos, dependendo de cada técnica. Por exemplo, a espectrometria de absorção atômica emprega temperaturas da ordem de 2.000 a 3.000 °C para atomizar vários elementos, ou seja, convertê-los para a forma de átomos livres em fase gasosa. Nessa forma, os átomos podem absorver a radiação do espectro do visível ou do ultravioleta e a quantidade de luz absorvida é proporcional à concentração de átomos em uma determinada amostra. Assim, é possível saber de maneira seletiva a concentração de cada elemento em uma dada matriz. Outras técnicas mais modernas de espectrometria atômica, como a espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS) operam com um princípio um pouco diferente. Nesta técnica, são utilizadas altas temperaturas (em geral de 8.000 a 10.000 °C) para converter os átomos e formas moleculares em íons carregados. Esses íons são direcionados para um separador de massas que utiliza a razão entre a massa e a carga de cada íon, sendo que o número de contagens de cada íon é proporcional à concentração do elemento respectivo na amostra.&nbsp;Isso permite que se consiga a determinação de elementos em concentração tão baixa quanto uma parte em um trilhão de partes. Essa é uma quantidade tão pequena que é difícil até de imaginar, mas muitas decisões de interesse ambiental, industrial ou de saúde são tomadas considerando esse tipo de análise.
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Quais são os principais benefícios que a sua pesquisa pode trazer para a área da Química e para sociedade?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> As pesquisas que nosso grupo desenvolve na área de espectrometria atômica têm contribuído de maneira significativa para o avanço na determinação de elementos, especialmente os com reconhecido grau de toxidade em baixas concentrações. Neste sentido, é quase impossível pensar em tomar qualquer decisão, seja no desenvolvimento de novos materiais e de medicamentos, seja na área de alimentos ou ambiental, sem se conhecer a concentração desses elementos e o potencial dano que podem causar. Do ponto de vista ambiental e para a saúde humana, por exemplo, são necessárias informações diversas, referentes à concentração de elementos químicos ou a forma química, desde aqueles considerados como essenciais e benéficos para a saúde ou para o meio ambiente, assim como aqueles que podem ser tóxicos e que precisam de monitoramento contínuo. O mesmo ocorre para o controle de qualidade dos mais diversos produtos, desde alimentos, medicamentos, materiais eletrônicos diversos, produtos de alta tecnologia, enfim uma gama muito grande de matrizes. Para esses casos, a espectrometria atômica tem sido uma ferramenta essencial para permitir decisões corretas ou com menos risco de erros. Atualmente, é difícil ou quase impossível novos avanços na medicina, na indústria ou no controle de qualidade de alimentos ou do meio ambiente sem as análises executadas empregando os mais diversos equipamentos baseados na espectrometria atômica. Além disso, essas pesquisas possibilitam estabelecer estudos com outras áreas do conhecimento complementando informações imprescindíveis em questões de segurança à saúde e ao meio ambiente de uma forma geral, o que considero uma grande contribuição para a sociedade.</p>
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Você recebeu a Medalha<em> Ioannes Marcus Marci</em>. O que essa medalha significa? Como você reagiu ao saber que receberia esse prêmio?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> Minha primeira reação ao ser comunicado que receberia essa medalha tão importante foi de muita surpresa, pois eu sabia que a concorrência em nível internacional é ferrenha e somente pesquisadores com uma carreira com boa reputação são considerados como candidatos para serem avaliados. Ao longo de minha carreira, já recebi muitas homenagens, condecorações e destaque científico, a maioria no exterior <a href="https://www.ufsm.br/2022/04/12/professor-do-departamento-de-quimica-recebe-distincao-e-ministra-palestra-em-universidade-da-india/">como o recente título de <em>Golden Jubilee Visiting Fellowship Endowment</em></a> oferecido há poucos meses pelo Instituto Nacional de Tecnologia Química de Mumbai (ICT-Mumbai), que é a mais importante e reconhecida instituição na área de engenharia da Índia, sendo a primeira vez que essa distinção é outorgada a um pesquisador sul-americano. Assim, receber mais essa medalha é como o coroamento de mais de três décadas de trabalho dedicado, com muita seriedade e competência. Mas mais importante que o prestígio e reconhecimento pessoal, entendo ser uma distinção para nosso grupo de pesquisa, para o Departamento de Química e os Programas de Pós-Graduação que oriento, mas fundamentalmente para a UFSM, que ganha uma visibilidade diferenciada em nível internacional. Essa medalha serve, também, para motivar os jovens estudantes a seguirem a carreira científica e de inovação, sem nunca esquecer que a base e o domínio dos fundamentos da ciência são a base para se fazer trabalhos inovadores.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Qual a importância da UFSM na sua trajetória como pesquisador?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> Sempre recordo para meus estudantes que é preciso agradecer e, de certa forma, até reverenciar a oportunidade de estudar em uma universidade da qualidade da UFSM, pois os benefícios para uma formação profissional e científica sólida são imensuráveis. Assim, a UFSM proporciona um ambiente qualificado para as atividades de ensino, extensão e pesquisa e, também, de inovação. Por outro lado, apesar das possibilidades e benefícios, tangíveis e principalmente intangíveis, que a UFSM oferece para a sociedade, noto, muitas vezes com assombro e tristeza, algumas visões arcaicas e retrógradas sobre o entendimento do que realmente é uma universidade e qual a sua finalidade. Tenho visto pessoas atacando as universidades federais de uma maneira muito covarde e sem qualquer embasamento. Porém, também vejo que tais ataques não são somente fruto da ignorância ou da falta de uma avaliação mais profunda do contexto em que esta se insere. Em muitos casos, percebo que isso é decorrência de um ressentimento pela dificuldade de compreensão ou de reconhecimento de sua importância. É preciso entender que as universidades públicas precisam ter autonomia em exercer o ensino com as melhores ferramentas disponíveis sem depender, necessariamente, de interesses econômicos muitas vezes inconfessáveis.</p>
<p dir="ltr">Digo aos meus estudantes para, sempre que for fazer uma crítica para uma universidade, pensar antes de emitir qualquer opinião. É importante que a crítica, que sempre é bem-vinda, venha acompanhada de uma sugestão de melhoria de forma realista e fundamentada. Sim, críticas são muito importantes, mas devem ser responsáveis, principalmente quando se trata de uma atividade essencial para o desenvolvimento de qualquer país. Estamos em constante busca de qualidade e de melhorias para a formação qualificada de profissionais em níveis de graduação e pós-graduação, que é o nosso papel principal como instituição pública. Lembro que em um ranking internacional recente, tivemos 21 universidades brasileiras entre as melhores do mundo e sendo todas públicas. Assim, reforço que a UFSM teve e tem um papel fundamental na minha trajetória, pois obtive minha formação profissional aqui e agora tenho a oportunidade de formar novos profissionais, além de poder desenvolver atividades de pesquisa, extensão e inovação que contribuem de maneira significativa para a sociedade.</p>
<p dir="ltr"><strong>ARCO: Os cortes de verbas para as áreas de pesquisa brasileira têm afetado o desenvolvimento da ciência no país. Qual a importância de uma premiação como essa neste momento? E quais os próximos passos na luta por um maior reconhecimento da ciência?</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Érico:</strong> Esse é um aspecto que me causa muita apreensão e, principalmente, espanto. Não consigo entender que existam governantes que não compreendam a importância de termos universidades de qualidade e com um mínimo de garantia de recursos para suas atividades de ensino e pesquisa. Todos os países mais desenvolvidos entendem isso com muita clareza e é por isso que a proporção de gastos com educação e com ciência e tecnologia é bem maior do que ocorre no Brasil onde, por incrível que possa parecer, estamos gastando cada vez menos nessas áreas que são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação. Basta apenas citar como exemplos os cortes recentes e absurdos no orçamento das universidades e centros de pesquisa, praticamente inviabilizando seu funcionamento.&nbsp;</p>
<p dir="ltr">A premiação recebida vem, por um lado, mostrar que mesmo com todas as dificuldades, a ciência brasileira ainda teima em sobreviver e trabalhar com qualidade e, por outro lado, escancarar a insensatez que representam os cortes de verbas na área de educação, pois se tivéssemos mais investimentos teríamos, certamente, mais pesquisadores da UFSM e de outras universidades brasileiras recebendo distinções similares. Acredito que o recebimento dessa medalha é um incentivo para os jovens pesquisadores para, apesar das dificuldades, não desistirem e perceberem a importância que cada um tem para o desenvolvimento do nosso país, desde a pesquisa básica até a aplicação tecnológica. Eu, particularmente, tenho buscado estimular os mais jovens, pois formei muitos mestres e doutores que hoje estão nucleando grupos em outras universidades e centros de pesquisa, e acredito que este reconhecimento internacional dê a eles mais motivação para perseverar no caminho da ciência de qualidade.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Entrevista:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>‘Noia’: Divulgação científica em linguagem de quadrinhos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/noia-divulgacao-cientifica-em-linguagem-de-quadrinhos</link>
				<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 13:33:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação cientifica]]></category>
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		<category><![CDATA[história em quadrinhos]]></category>
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		<category><![CDATA[Toxicologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM que une as áreas de Farmácia e Desenho Industrial aborda conceitos de toxicologia por meio de HQ’s]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No centro de São Paulo, José da Silva acorda de um sonho ruim em crise de abstinência e sai em busca de drogas.</p>		
									<figure>
										<img width="724" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/252938231_4451296668280849_9114637032924918468_n.jpg" alt="Descrição da imagem: Página de HQ vertical e em preto e branco. No primeiro quadro, há vários homens em diferentes posições.No segundo, há um homem e uma mulher deitados em uma cama. O homem acorda, desnorteado. No quinto quadro, detalhes do rosto do homem com a onomatopeia &quot;ronc ronc&quot;. A mulher acorda. Os dois sentam na cama. Diálogo: Mulher: &quot;Tá tudo bem contigo, amor?&quot;. Homem: &quot;Tá tudo bem, vida. Foi só um sonho ruim&quot;. No quadro seguinte, a mulher está deitada e ele, sentado na cama. Há a frase &quot;Crise de abstinência&quot; ao lado dele. E um balão de fala com o texto: &quot;Será que eu não tenho uma aqui?&quot;." loading="lazy" />											<figcaption>Início da primeira HQ do projeto de ensino 'Noia'. Reprodução. </figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim começa o primeiro número da história em quadrinhos (HQ) ‘Noia’, que faz parte de um projeto de ensino desenvolvido por alunos e professores dos cursos de Farmácia e Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A <u><a href="https://drive.google.com/file/d/1nmpiiWl_Ym3tk6f4PpNn1_phc0Gj5tcR/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">primeira </a></u>e a <u><a href="https://drive.google.com/file/d/12vJayeO0QrVsygpsGJYmrooSuoBBXFli/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">segunda </a></u>edição já foram lançadas, enquanto a terceira parte da história está em processo de produção. “Eu queria que fosse algo que juntasse meu lado geek e fantasioso, relacionado a animes, com o lado mais nerd e hard science da toxicologia”, conta André Valle de Bairros, docente do curso de Farmácia e idealizador do projeto.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A proposta é unir os elementos ficcionais de construção de roteiro  das HQ’s ao conhecimento científico da área da toxicologia, com o intuito de ser uma ferramenta de divulgação científica e de ensino para alunos da área da saúde. O anti-herói José da Silva - também chamado de ‘Noia’ na HQ - é uma pessoa viciada em drogas. André Valle de Bairros explica como a vinculação entre os conceitos da ciência e a ficção acontece na HQ: “Quando o personagem faz uso de uma substância de forma intencional, os efeitos são exacerbados. Por exemplo, no momento em que ele usa  esteróides anabólicos androgênicos, vai ter uma super força, muito além da compreensão humana. Entretanto, o corpo dele sente as consequências do uso no organismo”, explica. Além do ‘Noia’, outros personagens fazem parte da história, como jornalistas, médicos, advogados e um padre. André comenta que a construção desses personagens é feita a partir de pessoas reais, que ele conhece e com quem já conviveu.</p>		
			<h3>Sonho que se transforma em ciência</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto ‘Noia’ começou a ser posto em prática em julho de 2021. No entanto, a ideia surgiu em 2000, quando André Bairros tinha 17 anos. “Um ponto chave foi quando fui assistir X-Men no cinema. Eu fui o primeiro da fila e, ao sair, pensei em desenvolver um personagem com esta temática herói/fantasia, mas com uma pegada científica muito forte. Só que, na época, eu era adolescente e tinha limitações científicas”, relembra. Foi depois de cursar a graduação em Farmácia e o mestrado e doutorado em toxicologia, que, ao assistir outras produções cinematográficas, ele considerou que tinha a bagagem científica para transformar a ideia em projeto. A trilogia <u><a href="https://blog.videoperola.com.br/corpo-fechado-entenda-a-trilogia/" target="_blank" rel="noopener">“Corpo Fechado”</a></u><u></u> e o filme <a style="text-decoration: none" href="https://www.netflix.com/br/title/80204465">“</a><a href="https://www.netflix.com/br/title/80204465" target="_blank" rel="noopener">Power</a>” foram o ‘pontapé final’, de acordo com André. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O docente, que cresceu assistindo a desenhos animados na televisão e é fã da temática da mitologia e dos super-heróis, conta que ver a primeira HQ finalizada foi emocionante. “Tu ficar mais de vinte anos com uma ideia plantada na cabeça e finalmente ver a materialização da história é difícil de descrever. Juntar coisas que você gosta em um único produto e ver que ninguém pensou nisso antes, que tem uma proposta de ensino, um lado fantasioso, um lado de entretenimento, é muito bom. Indescritível. Acho que a palavra seria magistral”, destaca.</p>		
			<h3>Do roteiro ao desenho</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-ec7ba916-7fff-f811-a914-34cfed7d54ba" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de produção da ‘Noia’ começa no prédio 26 da UFSM, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e é finalizado no prédio 40, no Centro de Artes e Letras (CAL). Entre o roteiro e a ilustração, a ideia vem e volta por meio de conversas, apontamentos e necessidade de ajustes. A construção da história é feita por alunos do curso de Farmácia, que também são bolsistas de iniciação científica. Marcelo Nascimento é um desses estudantes. “Partimos do pressuposto de que temos que passar informações científicas no trabalho que, no caso da HQ, são os mecanismos de ação das drogas”, informa. Ele destaca que a base científica está em como funcionam as drogas, quais ações ela tem no corpo, os efeitos adversos que causa e como aquilo afeta o personagem. André Bairros destaca que, além desses, outros conceitos da toxicologia e do processo de produção científica são abordados na história, a depender do caminho que ela segue no roteiro. Exemplos são a qualidade do ar, incêndios que ocorrem em locais fechados, o conceito de dependência, o funcionamento de clínicas de reabilitação, como se faz pesquisa no Brasil e a função e importância de comitês de ética.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Construir a história que vai ser desenhada vai além de escrever o roteiro, uma vez que este também tem elementos como a visualização da cena, busca de referências e apontamentos de sentidos que se quer passar por meio da linguagem. “E aí, com o roteiro já definido, de como a história vai se decorrer, passa para a ilustração”, explica Marcelo. Quem ilustra é Afonso Montagner Maia, estudante de Desenho Industrial. Ele conta que esta é a primeira experiência profissional com história em quadrinhos. “Eles mandam o roteiro e eu começo a desenhar em papel, com caneta normal. Aí passa para o computador e faço lá”, descreve.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Toxicologia_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de preto e branco, de vários desenhos, em preto e branco, espalhados uns por cima dos outros. O desenho em destaque, na parte inferior esquerda da imagem, tem vários olhos desenhados." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-744e6a52-7fff-8dcf-3d4e-1ff77e093c91" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Afonso é orientado por André Dalmazzo, docente do curso de Desenho Industrial nas disciplinas de Quadrinhos e Ilustração. “Cada projeto requer um tipo de linguagem. No caso do Afonso, ele tem uma linguagem que tem uma força gráfica muito adequada para o tipo de desenho da HQ. Não é uma questão só de desenho, é uma questão de narrativa, de combinar o verbal com o visual”, enfatiza. Para Dalmazzo, o visual deve ampliar e complementar o verbal: “O importante é achar a linguagem certa e saber usá-la a favor da narrativa”, ressalta. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O desafio é traduzir o que o roteiro manda e ajudar visualmente a equilibrar, para que alguém leigo possa ler e entender”, evidencia Afonso. Dalmazzo aponta que a criação com base em um contexto científico torna o processo de produção da HQ mais desafiador. “Nesse sentido, é até mais difícil: tivemos que falar de um assunto sério, que tinha muito conteúdo e até é um tanto abstrato, e explicar visualmente. Teve que ter todo um cuidado ético”, enfoca. Marcelo se sentiu feliz quando viu o resultado final: “Noventa por cento do que está desenhado passou pela minha cabeça quando eu estava escrevendo. E isso foi surreal”, relata.</p>		
			<h3>Divulgação científica</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-454483db-7fff-4edc-24b9-d0397bd6b1e5" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A divulgação das HQs acontece por meio de redes sociais, como <a style="text-decoration: none" href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301">o </a><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>, e grupos de WhatsApp, a exemplo dos que reúnem professores e membros da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTOX), da qual André faz parte. “Quando o produto final é lançado, é incrível a recepção. É muito efervescente a emoção da galera, todo mundo gosta”, menciona. O projeto, que foi <u><a href="https://cbtox2021.com.br/XXII_CBTOX.pdf" target="_blank" rel="noopener">apresentado no Congresso Brasileiro de Toxicologia</a></u>, gerou retornos positivos. “A perita criminal da história é uma amiga minha e eu falei que ela está na HQ. Ela falou: ‘Nossa, adorei, tenho casos para dar pra vocês’”, conta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para André, a resposta mais emocionante foi de seu filho, que tem dez anos. “Ele disse: ‘foi tu que criou, da tua cabeça, pai?’ Eu disse ‘sim, fui eu’. E ele respondeu: ‘Ah, então eu também posso’. Ou seja, ao mesmo tempo, também estimulei o meu filho a pensar em personagens para ele, no mundo dele’, complementa.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jardins privados: a biodiversidade escondida nas moradias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/jardins-privados-a-biodiversidade-escondida-nas-moradias</link>
				<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 13:17:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[ecossistema urbano]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[Professor da UFSM é reconhecido no exterior por sua pesquisa sobre o papel dos jardins privados no ecossistema urbano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-1d622013-7fff-e1dc-10f2-073183806b65" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os jardins privados são patrimônios de famílias e residências no mundo inteiro e dão mais cor e vida às moradias. Um fato pouco conhecido é que a biodiversidade presente nesses espaços tem um grande impacto nos ecossistemas das cidades. Esta é a conclusão de um estudo no Reino Unido, realizado pela Universidade de Sheffield, que identifica a vida selvagem presente nos jardins das casas britânicas, e que tem forte relação com pesquisas atuais na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nesse sentido, o arquiteto e professor da UFSM do campus de Cachoeira do Sul, Ricardo Rocha, reparou que grande parte da vegetação da cidade de Cachoeira do Sul tinha uma lógica diferente das áreas verdes planejadas pela prefeitura. Rocha passou a analisar os jardins privados e notou que, junto aos cemitérios, terrenos, rótulas, clubes e escolas, eles constituem a base ecológica das cidades.</p>		
												<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/tumb_nail_para_as_materias-1024x576.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-371ab1fc-7fff-f9d0-ad1c-74b1fd6aa1f1" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por serem espaços espalhados pelas cidades, a contribuição dos quintais se dá em complementaridade com os espaços públicos e é um tanto complexa, de acordo com o docente. Ele explica que as áreas públicas, como parques, têm uma grande biodiversidade e contribuem para melhorar o microclima - área pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona exterior. Já os jardins privados, que são  relativamente menores, contribuem para a drenagem da água da chuva, a permeabilidade do solo, e, como ligam-se à manutenção de espécies exóticas -, com papel destacado na polinização, além de influenciar na biodiversidade.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o arquiteto, os jardins privados também agregam positivamente para a saúde pública, já que a vegetação aumenta a qualidade do ar e, consequentemente, reduz a incidência de doenças respiratórias. Existem, ainda, benefícios para a saúde mental, como a redução do estresse e melhorias na memória.</p>		
			<h3>O estudo em Cachoeira do Sul</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-bd410e4a-7fff-99e4-bdb4-dd844137980b" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A base da metodologia de pesquisa utilizada por Ricardo foram os estudos tipo-morfológicos, nos quais se analisa a morfologia - estudo da configuração urbana e dos fatores que causam a modificação de uma determinada área - para avaliar como a cidade se estrutura. Em relação aos locais estudados, são levados em consideração o tamanho, a quantidade de áreas verdes, as escalas dos jardins, os cálculos delas, seus recortes na cidade e amplo uso de levantamentos por meio de fotos aéreas.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com essas fotos, foi possível estimar o percentual de vegetação na cidade de Cachoeira do Sul. Assim, o pesquisador observou que 20% a 30% das áreas verdes do município são jardins privados. Ao levar em consideração esses percentuais, o arquiteto concluiu que a subtração dos jardins privados reduziria a biodiversidade do meio urbano, ou seja, quanto menos vegetação, menos espécies de fauna e flora. Além disso, essa falta de verde também pode levar à impermeabilização do solo e ocorrência de enchentes devido à falta de drenagem.</p>		
												<img width="1024" height="631" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Infografico_pronto-1024x631.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-2ef54d99-7fff-0b18-2720-3ba5733e4782" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na visão do arquiteto, existe necessidade de ações que incentivem a adesão aos jardins. Isso ocorre, por exemplo, devido às consequências do boom imobiliário em cidades populosas no Brasil, como é o caso de Santa Maria, que passa por um processo de verticalização em função da demanda residencial para universitários, que vêm à cidade passar certos períodos e, muitas vezes, optam por alugar moradias em edifícios e prédios. Essa ampla adesão às moradias verticais oferece um espaço cada vez menor para as casas com jardins, que muitas vezes são derrubadas para a construção de edifícios.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>É possível dimensionar o impacto dos jardins quando são colocadas em análise as cidades verticais, como a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Nelas, sem medidas compensatórias, pode haver uma carência muito grande de biodiversidade. Pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, que têm trabalhos em parceria com Ricardo, desenvolvem, nessa direção, estratégias para tornar mais verdes os ambientes de alta densidade urbana, como fachadas e coberturas verdes, além de um incentivo para que sejam cultivadas plantas nas mais diversas situações, mesmo dentro de apartamentos, em vasos. Nesse sentido, o pesquisador salienta a importância de um esforço para manter a vegetação e a biodiversidade existente nos jardins urbanos.</p>		
			<h3>O Projeto BUGS - Biodiversidade nos Jardins Urbanos em Sheffield</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-5ca333a1-7fff-6a31-d069-c32f09da76d9" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Ricardo Rocha pôde ter acesso a dados e conclusões previamente verificadas por pesquisadores da Universidade de Sheffield, o que contribuiu muito com seu estudo. Kenneth Thompson, professor aposentado da Universidade de Sheffield é pesquisador do Projeto BUGS (Biodiversidade nos Jardins Urbanos em Sheffield), no qual foi feito  uma série de estudos sobre a ecologia do ambiente urbano e a contribuição dos jardins nesse espaço.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Thompson, devido à imensa diversidade dos jardins britânicos, uma regulamentação do poder público sobre os pátios privados seria invasiva e alteraria o aparecimento natural de espécies, caso os espaços fossem geridos pelas prefeituras, uma vez que a natureza realiza uma autogestão fluída nos espaços dos jardins. Ele comenta que, na Inglaterra, os jardins são extremamente comuns em grande parte das cidades.</p><p><br />A partir do programa de Ecologia Urbana da Universidade de Sheffield, Ken Thompson se reuniu com o colega de profissão, Kevin Gaston, para iniciarem o projeto BUGS. O interesse surgiu a partir da obra ‘Vida Selvagem de um jardim: um estudo de 30 anos’ - na versão original, em inglês, Wildlife of a Garden: A Thirty-year Study -, no qual a autora, Jennifer Owen, faz uma investigação de três décadas para analisar e identificar a biodiversidade presente no seu próprio jardim privado.</p>		
			<h3>Funções ambientais dos jardins</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-9bdc7286-7fff-5a69-e19b-84adb0b40057" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A pesquisa contou com a análise de 61 jardins na cidade de Sheffield. “Os jardins se tornaram cada vez mais um refúgio para a vida selvagem”, explica Thompson, ao evidenciar as problemáticas da agricultura intensiva, do desmatamento e da drenagem urbana como agentes na perda do espaço nativo de muitas espécies, fenômeno que ocorre tanto na Inglaterra quanto no Brasil. Nesse sentido, os jardins têm um papel fundamental e servem de habitat para centenas de espécies desabrigadas por forças antrópicas, como lesmas, minhocas, centopeias, moscas, abelhas, vespas, besouros, aranhas, sapos, borboletas e passarinhos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o pesquisador britânico, além dessa função importante para a vida selvagem, os jardins urbanos também têm a capacidade de reduzir a poluição sonora e atmosférica, a temperatura e o risco de inundação nas cidades. A vegetação presente nos jardins se torna a base de todo o ecossistema e potencializa os fenômenos naturais e a biodiversidade.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, os pátios são essenciais na prevenção ambiental e de catástrofes. Tanto o estudioso da Inglaterra quanto o do Brasil abordam questões relacionadas à importância ecológica da vegetação no meio urbano. Eles explicam que as plantas são capazes de filtrar o ar, ao reter a poluição atmosférica e converter o gás carbônico em gás oxigênio.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Rocha elucida que em épocas de chuvas fortes, áreas com maior vegetação têm a capacidade de drenar a água da chuva, enquanto os locais sem tanto verde não são permeáveis e levam ao menor escoamento pluvial e até mesmo à enchentes. Assim, o estudo infere que as áreas verdes têm um papel fundamental na infiltração da água. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro ponto essencial tratado pelo professor inglês é a vida selvagem em transição nos jardins privados. “Muitas espécies de insetos, anfíbios e pássaros vão utilizar uma rede de pátios, realizando um movimento de um jardim para outro em busca de comida e ninhos”, enfatiza. Ele exemplifica <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/se-as-abelhas-forem-extintas-o-mundo-acaba/">o caso da polinização com as abelhas</a>, que exploram uma grande rede de jardins em busca de pólen.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Thompson, existe um papel importante nos elementos dados como “sujeira” nos jardins privados. Plantas mortas, galhos e folhas secas são alimento e habitat para muitas espécies, e removê-las significa limitar a biodiversidade do local. De acordo com o professor, os proprietários não devem interferir de forma invasiva na vegetação dos jardins com o intuito da manutenção do ecossistema.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Colaboração internacional entre UFSM e Espanha busca desenvolvimento em telessaúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/colaboracao-internacional-entre-ufsm-e-espanha-busca-desenvolvimento-em-telessaude%ef%bf%bc</link>
				<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 16:50:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração internacional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[médico espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>
		<category><![CDATA[tics]]></category>

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						<description><![CDATA[Inserção de tecnologias na área contribui para a agilidade dos serviços oferecidos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde a distância, realizados com a ajuda das tecnologias da informação e de comunicação (TICs), como ferramentas online e aplicativos móveis. Para Manuel Grandal Martín, especialista na área, a telessaúde faz parte de um processo global de digitalização da vida humana: “Eu tenho aqui no celular meu banco, meus sistemas de informação e atendimentos em saúde. Tudo”. O médico espanhol é professor na Universidade Alfonso X el Sabio, diretor geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele esteve na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para compartilhar experiências na área e consolidar uma parceria com a Universidade para o desenvolvimento da telessaúde.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/MGM3203_-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de meia idade em primeiro plano. Ele tem pele branca e enrugada, olhos pequenos e esverdeados, boca pequena, cabelos curtos, ralos e brancos. Ele veste jaqueta verde marinho sobre camisa branca com listras azuis e gravata azul. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Manuel Grandal. Fotografia: Luis Gustavo Santos.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ivana Beatrice Mânica da Cruz, professora no Centro de Ciências da Saúde e gerente de Ensino e Pesquisa no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), explica que a Universidade está em processo de implementação do Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Assistência em Saúde Digital. A iniciativa prevê a realização de dois projetos integrados: um deles voltado a ações de educação em saúde digital, com a oferta de disciplinas na graduação e na pós-graduação, além de cursos e oficinas para profissionais da área da saúde e gestores. O segundo projeto buscará desenvolvimentos na pesquisa e inovação para a criação de estratégias de telessaúde que podem auxiliar no diagnóstico e no atendimento aos pacientes.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora destaca que pesquisadores da Universidade e profissionais de saúde do HUSM trabalham juntos na organização do programa. “A UFSM tem um papel relevante na construção de ações que possibilitem a implantação de modelos de telessaúde. Isso porque é um centro de referência regional para a saúde, principalmente devido à formação de profissionais em nível de graduação e pós-graduação”, afirma. Além disso, eles contam com a colaboração de instituições de países que já têm serviços de saúde digital estruturados, como é o caso da Espanha.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/HUSM_materia_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de duas pessoas sentadas em frente a um notebook. A imagem está dividida no meio. Na esquerda, homem de pele parda e cabelo escuro, veste jaleco azul claro e calça azul escuro. Está em frente a um notebook preto. Na parede atrás dele, quadro com diploma e ilustração de um coração humano. Na parte direita da imagem, homem de pele clara e cabelos escuros, está curvado e enrolado em uma coberta azul marinho, veste calça branca com círculos vermelhos. Está em frente a uma xícara e um notebook brancos. Na parede atrás dele, quadro branco com o Batman em preto e estante suspensa com cinco livros em tons de azul, branco, rosa queimado e preto." loading="lazy" />														
		<p>A telessaúde se caracteriza como um grande campo que engloba a tecnologia e a saúde a serviço da sociedade. Atividades de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, gestão e promoção de saúde estão entre as aplicações. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a telemedicina no país por meio da <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a>. Para o CFM, ao ser exercida com a utilização dos meios tecnológicos e digitais, a medicina deve priorizar o benefício e os melhores resultados ao paciente. Cabe ao médico avaliar se a telemedicina é o método mais adequado de acordo com a situação. A resolução define algumas modalidades em que o atendimento a distância pode ser realizado:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><p><b>Teleconsulta</b>: Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleconsultoria: Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleinterconsulta: Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para discussão diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telediagnóstico: Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telecirurgia: Quando o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local.&nbsp;</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Televigilância: Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</p>
<p>Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</p></td>
</tr>
</tbody>
</table>		
			<h3>Legado da pandemia</h3>		
		<p>Antes da pandemia, as práticas de telemedicina não eram regulamentadas no país. Mas com a necessidade de distanciamento social, o uso de tecnologias interativas se impôs como um recurso alternativo e seguro para proteger pacientes e profissionais. A estratégia também contribuiu para reduzir a sobrecarga de unidades de saúde. Com a implementação desses recursos em caráter emergencial durante o período pandêmico, abriram-se caminhos para a consolidação das tecnologias como aliadas no atendimento em saúde no Brasil.</p>		
			<h3>Benefícios e desafios</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ampliação do acesso a serviços de saúde para a população está entre os principais benefícios observados na área.Grandal destaca o potencial da telessaúde para alcançar lugares de difícil acesso, como áreas rurais que não estão cobertas por redes assistenciais. Além disso, a implementação de serviços assim tende a contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Para o médico espanhol, as técnicas de saúde digital ainda estão em processo de desenvolvimento: “Temos que construir, tijolo por tijolo, com cada uma das especialidades. Com cada paciente.  Ainda temos resistências para mudar”, ressalta. Ele também destaca que a prioridade é que os serviços sejam da mesma qualidade que as consultas presenciais.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Ivana lembra que a falta de capacitação de estudantes e profissionais sobre o tema, e a popularização de ações de saúde digital junto à população, ainda são desafios para o avanço na área. “É difícil que um programa de telessaúde uniforme e sincronizado seja implementado em todo o Brasil, o que abriria a possibilidade de construções de estratégias mais localizadas e adaptadas a realidades específicas”, comenta.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong>&nbsp;Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e volun´tário;</em></p><p><em><b>Fotografia: </b>Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Gordura que limpa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/gordura-que-limpa</link>
				<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 13:29:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[limpeza]]></category>
		<category><![CDATA[óleo reutilizado]]></category>
		<category><![CDATA[produção de sabão]]></category>
		<category><![CDATA[sabão]]></category>
		<category><![CDATA[sabão com óleo de cozinha]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9429</guid>
						<description><![CDATA[Já pensou em produzir sabão à base de óleo reutilizado? Essa prática pode ser mais comum do que você imagina]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Seja para limpar a casa, para lavar a louça ou para tomar banho, o sabão está presente há muitos anos no dia a dia das pessoas. Neri Paniz, professor do Centro de Ciências Naturais e Exatas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), explica que a produção de sabão é uma das reações químicas mais antigas existentes no mundo. Sua fórmula foi descoberta por acaso, quando civilizações remotas  misturavam gordura com outras substâncias reagentes.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Sabao_Capa-1024x667.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>O processo para fazer sabão obedece uma regra básica: uma reação entre um ácido graxo (gorduras e óleos de origem vegetal ou animal) com um material alcalino - de caráter básico, como a soda cáustica. O óleo de soja, utilizado na cozinha, é um exemplo de ácido graxo que pode ser reutilizado para a fabricação de sabão. Essa forma de reutilização também contribui com o meio ambiente. Se não for descartado corretamente, o óleo pode entupir tubulações e poluir a água. Isso ocorre porque o óleo de cozinha é uma mistura de substâncias que não se dissolvem na água. Ele é apolar, e a água, polar, o que significa que são substâncias opostas. Assim, sempre que essa gordura entra em contato com a água, eles ficam separados em virtude da diferença de densidade. Segundo dados da <b><a style="text-decoration: none" href="https://abiove.org.br/estatisticas/">Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais </a></b><b>(Abiove)</b>, os brasileiros descartam, na natureza, cerca de um bilhão de litros de óleo de forma incorreta.</p>		
			<h3>Como o óleo se transforma em sabão?</h3>		
		<p>De acordo com Neri, todos os triglicerídeos podem ser utilizados para produzir sabão. Isso significa que, além do óleo de cozinha, outras gorduras - como a animal, também podem ser aproveitadas. Segundo o docente, a banha do porco, do boi e do carneiro constituem a segunda matéria-prima mais utilizada. A mistura do óleo vegetal e da gordura animal é recomendada para produzir um sabão consistente. Antes de iniciar a produção, é importante lembrar de colocar os óculos de proteção, as luvas e a máscara para tornar o processo mais seguro. O professor Neri lembra que a soda cáustica deve ser manuseada com cuidado, uma vez que ela é altamente corrosiva.</p>		
												<img width="1024" height="700" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Sabao_Infografico-1-1024x700.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Na prática, durante a produção do sabão acontece um processo chamado saponificação direta da gordura. Para que isso ocorra, primeiro é necessário hidrolisar a gordura, ou seja, quebrar as moléculas, por isso o óleo é misturado com a soda cáustica. Com essa ação, ocorre de forma natural a separação do glicerol e de um material que está pronto para virar sabão. Isso é possível porque uma parte da molécula de gordura reage com o hidróxido de sódio (soda cáustica), que quebra e forma outra molécula. </p>		
												<img width="599" height="2048" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Sabao_Infografico-599x2048.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem alguns projetos que realizam coleta de óleo para a reutilização. Um deles é feito pelo <b><a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/">Observatório de Direitos Humanos da UFSM</a></b>, em parceria com a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm) e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). O projeto é realizado desde 2016. Em junho deste ano, o projeto fez uma ação de coleta do óleo em alguns pontos da cidade, como o Shopping Royal. O óleo arrecadado foi enviado ao presídio, onde apenados fazem a produção de sabão. Segundo Victor De Carli Lopes, responsável pelo Observatório, esse convênio foi pensado para levar ações de extensão às penitenciárias, e os presos também receberam oficinas que ensinavam como produzir o sabão. Ele destaca que campanhas como essa são uma forma de pensar na ressocialização dos apenados e de mobilizar a comunidade e os acadêmicos para os cuidados com o meio ambiente. A cada garrafa de óleo doada para a campanha, o doador recebe uma barra de sabão. Segundo Victor, mais edições da campanha serão realizadas em breve.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro projeto de arrecadação de óleo é feito pelo <a style="text-decoration: none" href="https://pt-br.facebook.com/CAUFSM/"><b>Comitê Ambiental da UFSM</b>, </a>que instalou pontos de coleta na Casa do Estudante Universitário (CEU). Atualmente, o órgão planeja oficinas para ensinar a produzir sabão com o óleo recolhido.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A reutilização do óleo de cozinha como matéria-prima para a produção de sabão é uma alternativa de descarte correto desse material. Além de diminuir a poluição da natureza e de contribuir para a educação ambiental, fabricar o próprio sabão e explorar a criatividade é vista como uma atividade prazerosa e que pode ser transformada, inclusive, em tradição familiar. O costume de fazer sabão caseiro, principalmente em cidades interioranas, passa de pai para filho. Tradicionalmente, as famílias desenvolvem sua própria receita de sabão, e a transmitem às gerações seguintes.&nbsp;</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Parceria entre UFSM e Salton qualifica produtividade  de vinhos na campanha gaúcha</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/parceria-entre-ufsm-e-salton-qualifica-produtividade-de-vinhos-na-campanha-gaucha</link>
				<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 12:51:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[campanha gaúcha]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[produção de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[salton]]></category>
		<category><![CDATA[salton-ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[vinhedos]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9413</guid>
						<description><![CDATA[A colaboração entre professores da UFSM e a Salton existe há mais de 12 anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A colaboração técnico-científica entre professores do Departamento de Solos e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)  com a Salton iniciou em 2010.  Maurício Copat, Técnico em Viticultura na Salton, conta que, em 2010, quando começou a implantação do vinhedo em Santana do Livramento, a Salton queria entender o funcionamento do solo e quais necessidades e dificuldades com relação ao solo seriam encontradas na região. A área foi cedida para trabalhos experimentais coordenados por Gustavo Brunetto - professor do Departamento de Solos no  Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM - que desejava áreas experimentais para a realização de pesquisas.</p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/Mapa-1024x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de um mapa do Rio Grande do Sul em verde claro com textura de texto de jornal. No centro do mapa, um arco azul marinho. No lado esquerdo, no centro inferior do mapa, círculo vermelho e cacho de uva, com o texto &quot;Santana do Livramento&quot;. Na parte superior direita do mapa, círculo vermelho, garrafa azul marinho e taça transparente com líquido vermelho, e o texto &quot;Serra Gaúcha&quot;. O fundo é bege com textura de recortes de jornal amassados e desfocados." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Gustavo Brunetto, a região em que seriam instalados os vinhedos tem condições edafoclimáticas diferentes de outras tradicionais regiões de produção de uva no Rio Grande do Sul, como a Serra Gaúcha. Por isso, surgiu a necessidade da geração de conhecimentos específicos para produção na região da Campanha, relacionados à instalação e às condições dos vinhedos. A importância está em saber quais nutrientes existem no solo para definir a necessidade de aplicação deles, a exemplo do Nitrogênio (N), do Fósforo (P) e  do Potássio (K). </p><p><br />O professor ressalta  que doses excessivas de nutrientes devem ser evitadas, uma vez que podem prejudicar a produção da uva e a sua qualidade, mas também pode potencializar a contaminação do solo e das águas. Nutrientes devem ser aplicados apenas em períodos em que a videira mais necessita. De acordo com o estudo <a href="http://docente.ifsc.edu.br/roberto.komatsu/MaterialDidatico/FIC_Uva/Aduba%C3%A7%C3%A3oUva/NUTRIcaO%20CALAGEM%20E%20ADUBAcaO%20DA%20VIDEIRA_IAC.pdf">Nutrição, Calagem e Adubação da videira</a>, os desequilíbrios nutricionais tornam-se mais evidentes nas folhas das uvas, o que gera alterações fisiológicas na fruta.</p>		
												<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/Box-1-1024x576.jpg" alt="Descrição da imagem: Box horizontal e colorido. No centro da imagem, sobre pedaço de papel rasgado, o texto: &quot;Condições edafoclimáticas - são as características do meio ambiente, como o clima, o relevo, a litologia, a temperatura, a umidade do ar, a radiação, o tipo de solo, o vento, a composição atmosférica e a precipitação pluvial. Condições edafoclimáticas são as características do solo que influenciam no crescimento e na produção das plantas, frutas ou vegetais&quot;. No canto superior esquerdo, círculo bordô. No canto inferior esquerdo, garrafa azul marinho e taça transparente com líquido vermelho. No canto superior direito, arco azul marinho. No canto inferior direito, cacho de uva roxo. O fundo é bege, com textura de recortes de jornal amassados e desfocados." loading="lazy" />														
			<h3>O processo de produção do vinho</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o professor Brunetto, a adequada produção de uva é consequência da correta definição da necessidade ou não da aplicação de nutrientes ao solo, de doses apropriadas de nutrientes e de modos de fornecimento e épocas de aplicação.  O pesquisador explica que, quando necessário, a desfolha (retirada de parte das folhas das plantas) e a poda de inverno - dupla poda ou poda invertida, técnica que permite que os produtores colham a uva no período mais seco -, devem ser realizadas  com o objetivo de melhorar a qualidade do cacho e do vinho. Outras práticas de manejo, como aplicações de fungicidas foliares - <a style="text-decoration: none" href="https://tecnologianocampo.com.br/defensivos-agricolas/">defensivos agrícolas</a> que impedem o crescimento de fungos nas plantas, podem ser necessárias.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mauricio Copat, engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em Viticultura e Enologia (UFRGS), informa que o processo de produção do vinho é longo: do plantio ao produto, são três anos. Depois da confecção, o resultado é enviado para a sede da indústria, na cidade gaúcha de Bento Gonçalves, para o processo de engarrafamento.</p>		
												<img width="371" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/infografico-1-371x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico vertical e colorido com o título &quot;Produção de vinho&quot;. As etapas estão numeradas de 1 a 9, e cada uma está sobre um pedaço de papel bege com as bordas rasgadas. &quot;1. Após a colheita e a chegada da uva até a vincula, acontece o desengace - separação das vagas do engaço ou ráquis, que sustenta o cacho&quot;; &quot;2 - As bagas são amassadas e, em seguida, acontece a prensagem, quando a casca e as sementes são separadas do líquido&quot;; &quot;3 - A prensagem inicial é realizada apenas na elaboração de vinhos brancos. Os vinhos rosés e tintos não passam por esta etapa, pois são fermentados junto com as cascas para ganho de cor&quot;; &quot;4 - Fermentação alcoólica: quando as vagas da uva ficam em contato com o suco em um tanque de fermentação com temperatura controlada. Com o uso de leveduras, os açúcares do mosto serão transformados em álcool&quot;; &quot;5 - quando a fermentação é finalizada, acontece a trasfega, que representa a separação do líquido de resíduos ou sedimentos que permanecem no fundo do recipiente&quot;; &quot;6 - Clarificação: nesta etapa, é retirado qualquer elemento suspenso no vinho para corrigir a turbidez e esterilizar a bebida&quot;; &quot;7 - estabilização tartárica: o vinho é resfriado para que o ácido tartárico cristalize e possa ser separado da bebida por meio da gravidade, o que evita que isso aconteça após o engarrafamento. Quanto mais rápido for o resfriamento, mais eficiente será a precipitação dos cristais&quot;; &quot;8 - Outra trasfega é feita: a depender do tipo de vinho, é necessário fazer várias trasfegas durante a elaboração &quot;; e &quot;9 - Amadurecimento do vinho: pode acontecer em tanques de aço inoxidável ou em barris de carvalho. Vinhos brancos normalmente são amadurecidos em tanques de aço ou em barris de carvalho - como o Chardonnay. Os vinhos tintos passam um tempo em barris de madeira&quot;. Ao lado do número 2, uma taça transparente com líquido vermelho. Ao lado do número 4, um cacho de uva roxo. Ao lado do número 6, uma garrafa azul marinho com rótulo branco. No canto inferior direito, arco em azul marinho. Há três círculos vermelhos espalhados no fundo dos textos. O fundo é bege com textura de recortes de jornal amassados e desfocados." loading="lazy" />														
			<h3>Processo de melhoramento das videiras</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gustavo Brunetto explica que o projeto busca a definição dos teores mais adequados de nutrientes em solos de vinhedos, bem como os melhores teores de nutrientes em folhas. Esse fator ajuda na definição da real necessidade de aplicação de fertilizantes. No entanto, &nbsp;as doses mais adequadas estão sendo estabelecidas para máximas produções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor alega que, mediante pesquisas realizadas, o real impacto das variáveis climáticas sobre a produção da uva está em processo de definição. Se tem observado que a produção e a composição da uva oscila em função de variáveis, especialmente da temperatura do ar e da precipitação de chuva.&nbsp;&nbsp;Além desse fator, Gustavo comenta que, por meio dos estudos, são feitas definições dos modelos de predição de produção da uva, dos vinhos e de composição do mosto - mistura açucarada destinada à fermentação alcoólica. Essas informações ajudam na definição de doses de nutrientes a serem aplicadas em vinhedos, mas também na organização da logística de vinificação e de comercialização de vinhos. Tudo isso torna relevante o manejo de forma correta, e, consequentemente, uma adubação certa, para atingir tanto uma melhor qualidade quanto uma melhor produtividade.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/Capa-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida de uma garrafa, uma tava e um cacho de uva. Esses objetos estão no centro da imagem, sobre um disco vermelho bordô. A uva é roxa e tem duas folhas verdes. Ao lado, a taça é transparente e tem líquido bordô dentro. Ao lado, a garrafa azul marinho com rótulo branco e gargalo preto. Atrás da garrafa, um círculo bordô. No lado esquerdo ao fundo, arco azul sobre círculo bordô. O fundo é na cor creme com colagem de pedaços de jornal desfocados e levemente amassados." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mauricio Copat conta que, como a viticultura na fronteira é recente, ainda não há muitos trabalhos científicos sobre essa região -diferentemente da Serra Gaúcha. Contudo, Gustavo Brunetto relata que as informações obtidas por meio das pesquisas  são apresentadas não só para os técnicos da Salton, mas a todos os interessados pelo tema, como a apresentação dos resultados em palestras e reuniões técnicas na região da Campanha. Para Maurício Copat, o maior benefício desta parceria é ter resultados positivos na produção e na qualidade e conseguir repassar esse conhecimento para a região. Além disso, informa que dados já foram e continuam sendo publicados em livros, capítulos de livros, resumos e artigos científicos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>Um exemplo é a cartilha ‘<a href="https://www.dropbox.com/s/o6n0w425zsg3z7a/Folder%20Amostragem%20e%20Recomenda%C3%A7%C3%A3o%20-%20GEPACES.pdf?dl=0">Amostragem e recomendação de adubação para vinhedos da Campanha Gaúcha</a>’, que traz informações sobre o procedimento de amostragem de solo e de folhas. Na cartilha, também é possível obter informações necessárias para interpretar os nutrientes em solos e folhas, além das doses de nutrientes a serem aplicadas em vinhedos da região da Campanha Gaúcha. Gustavo Brunetto ressalta que, atualmente, a UFSM é reconhecida nacional e internacionalmente na geração de conhecimentos relacionados à nutrição de frutíferas, o que inclui videiras, adubação de frutíferas e contaminação de solos. De acordo com o docente, isso só foi possível com a intensa colaboração de professores, pesquisadores e alunos de outras instituições do Brasil e do exterior. As pesquisas foram realizadas com recursos de agências de fomento públicas, nacionais ou estaduais, e com a colaboração financeira do setor privado, que viu na pesquisa a oportunidade de aumentar a lucratividade.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Karoline Rosa, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Se as abelhas forem extintas, o mundo acaba?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/se-as-abelhas-forem-extintas-o-mundo-acaba</link>
				<pubDate>Fri, 15 Jul 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[extinção das abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[flores]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[polinização]]></category>
		<category><![CDATA[polinização animal]]></category>
		<category><![CDATA[polinização das flores]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9405</guid>
						<description><![CDATA[Cerca de 90% das plantas com flores dependem total ou parcialmente da polinização animal]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ferrão, zumbido, picadas dolorosas e mel. Essas são algumas das coisas que nos vêm à cabeça quando pensamos em abelhas. Mas nem toda abelha ferroa - várias delas são inofensivas, como é o caso dos meliponíneos - e a função delas vai muito além da produção do mel. Esses insetos são muito importantes para as plantas.</p><p><br />De acordo com a professora Márcia d’Avila, do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, do campus de Frederico Westphalen (UFSM - FW), as abelhas têm uma relação íntima com as flores. “Podemos dizer que 90% das plantas precisam de um agente externo para fazer a polinização cruzada, e, somente com a polinização, vai haver a produção de frutos e de sementes”. Segundo d’Avila, já foram feitos vários experimentos que comparam a polinização da abelha com a polinização humana/manual, e chegou-se à conclusão que as abelhas são muito mais eficientes.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/Abelhas_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma abelha sobre uma flor amarela. A fotografia está em plano fechado e macro. A flor tem pétalas pequenas, finas e alongadas, em grande quantidade. O miolo tem folhas menores na direção vertical. O caule é verde e fino e está em desfoque. A abelha tem cabeça com pelos marrons, olhos em formato oval e na cor preta; o corpo dela é alongado e tem listras amarelo escuras e pretas; a parte final do corpo é preto e pontudo; as pernas são finas e tem uma dobra em ângulo de 90 graus, na qual está presa uma bolota de pólen, na cor amarelo alaranjado. As asas são pequenas e transparentes, com bordas marrons. O fundo é preto e desfocado." loading="lazy" />														
		<p>Isso porque esses insetos têm todo o corpo adaptado para a polinização. Elas têm uma “tremidinha” no corpo que faz com que o grão de pólen entre e se acomode no aparelho reprodutor da planta de forma mais eficiente, o que resulta em maior produção de frutos e com mais qualidade.</p>		
												<img width="480" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/giphy-downsized-large.gif" alt="Descrição de imagens: gif de uma abelha, em detalhe, sobre a pétala de uma flor amarela. A abelha é amarela e preta e tem as asas amarekadas; ela tem olhos redondos, pequenos e na cor preta; o movimento do gif está na bunda da abelha, que faz um movimento de &#039;tremida&#039; para cima e para baixo, de maneira sutil." loading="lazy" />														
			<h3>Menos plantas, menos abelhas</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim como as abelhas são extremamente importantes para as plantas, <strong>as flores são essenciais para a manutenção da vida das abelhas</strong>. Por isso, se ocorrer a redução da cobertura vegetal - ou seja, de plantas que as abelhas necessitam para a sua alimentação e realizar a polinização - as espécies de abelhas irão diminuir.</p><p><b id="docs-internal-guid-349985f6-7fff-12ad-a5cf-915d50247f58" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>“Se uma espécie de planta é extinta e esta for a principal fonte de alimento para algumas espécies de abelhas, essas abelhas serão extintas. Ou o contrário, uma determinada espécie de abelha sendo extinta, a planta que necessita exclusivamente dessa abelha para a sua polinização também acaba sendo extinta”, destaca a professora Márcia d’Avila.</em></p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como explica d’Avila, com a diminuição da flora e desses insetos, os alimentos também vão diminuir e, mesmo que os humanos tentem implementar uma polinização manual, não conseguiriam polinizar a mesma quantidade de plantas no mesmo tempo em que as abelhas fazem. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de <a href="https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1513916/#:~:text=De%20acordo%20com%20dados%20do%20Relat%C3%B3rio%20de%20Avalia%C3%A7%C3%A3o,zang%C3%B5es%2C%20borboletas%2C%20mariposas%2C%20p%C3%A1ssaros%2C%20morcegos%20e%20outras%20esp%C3%A9cies."><u>75% das culturas que alimentam o mundo dependem de alguma forma da polinização de insetos e outros animais</u></a>, como borboletas, pássaros e morcegos. Por isso, sua ausência pode acabar com espécies como café, maçãs, amêndoas, tomates, cacau, entre outros alimentos.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com o desaparecimento da espécie e, portanto, de algumas plantas, uma gama de herbívoros, como os insetos, coelhos e veados, também passariam fome e, por consequência, seriam extintos. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Esses animais também são fonte de alimento para outros animais. Ou seja, em pouco tempo iria faltar alimento para os carnívoros do topo da cadeia alimentar, porque o alimento deles não teve alimento, que não teve planta e, assim, seria um colapso geral (nos ecossistemas)”, ressalta a professora.A professora de Engenharia Florestal destaca ainda que ocorreria um grande desequilíbrio ambiental no ciclo da água, no regime de chuvas e haveria mudanças no clima. “É um efeito cascata. As plantas e as abelhas são a base do planeta. Seria a mesma coisa que se tirasse a luz do sol: o planeta também iria entrar em colapso, porque sem a luz do sol as plantas não se desenvolvem. As plantas são a base para tudo”, destaca.</p>		
			<h3>Evite agrot´´oxicos para proteger as abelhas!</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas conhecidas no mundo. No Brasil, esse número fica em torno de três mil espécies. Porém, muitas delas são extintas antes mesmo de serem descobertas. Conforme destaca a professora Márcia D’avila, <u>a<a href="https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1401433/">s abelhas estão cada vez mais ameaçadas pela ação humana</a></u>, e os apicultores e meliponicultores sofrem com isso há bastante tempo.</p><p><b id="docs-internal-guid-2d02a5df-7fff-a0a8-4e33-20953d9b39f4" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr">Além do desmatamento, a aplicação indiscriminada de produtos químicos também contribui para a extinção desses insetos. No momento em que uma abelha de uma determinada colonização é infectada, ela leva o problema para dentro do enxame e afeta todas as outras abelhas. “Quando é aplicado pesticidas nas culturas no período de floração das plantas, as abelhas que visitarem estas flores serão afetadas”, ressalta D’avila.</p><p dir="ltr"> </p><p>De acordo com a organização não-governamental <a href="https://www.greenpeace.org/brasil/"><u>Greenpeace Brasil</u></a>,  entre dezembro de 2018 e março de 2019, <a href="https://www.greenpeace.org.br/salve-as-abelhas"><u>mais de meio bilhão de abelhas foram encontradas mortas em diversas regiões do nosso país</u>.</a> Isso porque o Brasil é um dos países que mais utilizam veneno nas plantações, via pulverização aérea e terrestre.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/comprovado-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Se as abelhas fossem extintas, o mundo acabaria em alguns anos. De acordo com a professora Márcia d’Avila, do curso de Engenharia Florestal da UFSM - campus Frederico Westphalen, é difícil dizer com exatidão em quantos anos, mas não demoraria muito tempo. Esses insetos desempenham um papel muito importante no ecossistema e sua extinção afetaria a vida de muitos outros seres (plantas, animais e humanos).</p><p><strong><em>Expediente</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Fotografia:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídia social: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Laboratórios multiusuários: investimento na pesquisa científica'</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/laboratorios-multiusuarios-investimento-na-pesquisa-cientifica</link>
				<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 13:01:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[equipamentos multiusuários]]></category>
		<category><![CDATA[laboratórios]]></category>
		<category><![CDATA[laboratórios multiusuários]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa científica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9382</guid>
						<description><![CDATA[Conheça sete laboratórios da UFSM com equipamentos multiusuários e entenda a sua importância para a produção científica da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um dos pilares da formação acadêmica dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é a produção de conhecimento científico. No ranking geral de pesquisa universitária de 2021 da <a href="https://www.scimagoir.com/"><i><u>Scimago Institutions Rankings</u></i></a>, a UFSM assumiu o 11º lugar entre as universidades brasileiras no âmbito da pesquisa. Mas para que a universidade continue a ganhar destaque e para que suas pesquisas se tornem referência, é necessário investimento. </p>
<p><br />A aquisição de aparelhos modernos e sofisticados facilita e inova o fomento da produção científica universitária e, por isso, a UFSM participa, desde 2001, de editais financiadores de equipamentos multiusuários.  Estes são dispositivos que podem ser usados por várias pessoas da comunidade acadêmica. Os pesquisadores e os alunos que estão em diferentes setores da Universidade podem ter acesso e fazer uso desses equipamentos para desenvolver suas pesquisas. A lista completa de equipamentos disponíveis na UFSM está disponível<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/multiusuario"> aqui.</a></p>		
												<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LMMM-1024x682.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher de pele branca em frente a um equipamento branco e arredondado. Ela tem cabelos pretos, lisos e na altura do ombro, com franja; veste casaco de lã batida em tom dourado, com botões pretos, e uma camiseta branca; usa marcará preta. Está de perfil esquerdo, em primeiro plano. Na mão direita, tem um pote pequeno e circular na cor cinza, que segura embaixo de um equipamento grande, circular e nas cores branco, cinza e preto. O equipamento está sobre uma espécie de mesa com tampo preto, que tem alguns círculos transparentes na superfície. O equipamento está dentro de uma estrutura de metal branco, com janelas de vidro que estão abertas. Na parte superior da imagem, sobre a mulher e o equipamento, luz amarelada em destaque. O fundo é uma parede branca com um quadro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O coordenador de iniciação científica da UFSM, Leandro Souza da Silva, explica que esses equipamentos, além de possibilitar que pesquisas importantes se desenvolvam na instituição, também tornam  a Universidade um centro de referência para a pesquisa científica. “Estamos falando em equipamentos que podem custar milhões de reais. O recurso público está sendo aplicado e está garantindo a realização de pesquisas brasileiras de ponta. A nossa universidade está localizada no interior do Rio Grande do Sul e tem laboratórios com tecnologias equivalentes a centros mundiais de pesquisa”, destaca Leandro. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o coordenador, a <a style="text-decoration: none;color: #ffcc00" href="http://www.finep.gov.br/"><b>Financiadora de Estudos e Projetos</b></a> (Finep) é uma das principais financiadoras dos equipamentos e considera que agora não basta a instituição ter apenas equipamentos multiusuários, mas também laboratórios multiusuários. Esses são ambientes dotados de uma equipe, instalação de apoio às atividades de pesquisa, que congregam equipamentos especializados para o seu uso compartilhado, oferecendo o uso a usuários internos e externos à instituição. O uso dos equipamentos do laboratório é feito por técnicos e especialistas ou pelo próprio usuário após treinamento.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, o laboratório é administrado por um comitê gestor, tem regras claras de acesso e gestão e é registrado na <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://pnipe.mctic.gov.br/">plataforma nacional</a> de infraestrutura da pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI). A UFSM tem onze laboratórios cadastrados. Você confere abaixo uma lista com sete deles:</p>		
			<h3>1 - LAQIA - Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais</h3>		
												<img width="1024" height="746" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LAQIA-1024x746.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher de jaleco branco ao lado de um equipamento multiusuário branco, grande e alongado. Ela está de perfil esquerdo, em primeiro plano; tem pele branca, cabelos castanho escuros, lisos e na altura do ombro; veste jaleco branco com bolso e logomarca da UFSM; usa marcará cirúrgica branca, óculos de grau com armação fina e um anel. Olha para baixo, e segura, nas mãos, um tubo de ensaio abaixo de um cano de plástico fino, que sai do equipamento branco. O equipamento é alongado, grande, em um formato que lembra uma impressora, e tem detalhes em verde vivo, e canoa na cor prata que estão ligados a uma estrutura na parte superior. O equipamento está sobre mesa com tampo de mármore texturizado e cinza. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="722" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LAQIA-1-1024x722.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem em pé em frente a um equipamento grande nas cores azul marinho e cinza escuro. Ele está de perfil direito, em primeiro plano, e olha para baixo; tem pele branca, cabelos castanho escuros e curtos; veste jaleco branco e usa máscara cirúrgica azul. Com as mãos, segura um frasco abaixo da máquina azul marinho; o frasco é transparente e tem líquido dentro; há mais dois frascos ao lado deste. Acima do equipamento, vários frascos transparentes ligados a canos de plástico transparentes. O fundo é uma parede branca e uma janela de vidro transparente." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Laboratório de Química Industrial e Ambiental (LAQIA) pertence ao Departamento de Química do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM. O laboratório realiza atividades voltadas para a área da química analítica, ramo que envolve a separação, a identificação e a determinação dos componentes de uma amostra. O LAQIA atua no desenvolvimento de métodos para análise elementar e análise de compostos orgânicos. As linhas de pesquisa permitem a determinação de elementos tóxicos que podem estar presentes em alimentos, fármacos e demais produtos de uso humano. O laboratório também identifica e caracteriza nanomateriais por microscopia eletrônica de varredura, um microscópio eletrônico capaz de produzir imagens de alta resolução de uma amostra. A identificação e caracterização de nanomateriais (que têm dimensões na ordem de um nanômetro) é cada vez mais importante, uma vez que eles são mais utilizados, mas a sua toxicidade ainda não foi totalmente definida. </p>
<p><b id="docs-internal-guid-121ba37c-7fff-d2ef-12f6-160eb6c64dcc" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os equipamentos multiusuários do LAQIA têm sido utilizados por diferentes programas de pós-graduação da UFSM, como os dos cursos de Química, Engenharia Química, Odontologia, Ciência e Tecnologia dos Alimentos e Engenharia Agrícola.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Equipamentos disponíveis: Espectrômetro de massas com plasma indutivamente acoplado (NexION, Perkin Elmer), Cromatógrafo a líquido de ultraperformance com espectrômetro de massas de alta resolução do tipo "tempo de vôo" (Xevo, Waters) e Microscópio eletrônico de varredura (Sigma 300 VP, Carl Zeiss).</p>		
			<h3>2 - LABCEN - Laboratório de Pesquisa em Biotransformações de Carbono e Nitrogênio</h3>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LABCEN-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida, em plongée, de uma mesa com equipamentos nas cores branco e bege. Há dois equipamentos brancos, um horizontal com uma estrutura cilíndrica transparente, e o outro quadrado com um visor digital cinza e branco na frente. Há em torno de oito frascos cilíndricos brancos e três pilhas de embalagens em discos transparentes. Tem um estabilizador de computador bege. Na parte da frente da mesa, há um pedaço de papel toalha e, sobre ele, duas pinças, um retângulo branco, uma caneta, um pincel e um objeto metálico. Ao lado, um pedaço de pano laranja. A mesa é cinza e, no centro dela, tem um quadrado de mármore cinza texturizado. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Laboratório de Pesquisa em Biotransformações de Carbono e Nitrogênio (LABCEN) é um laboratório de pesquisa do setor de Microbiologia do Solo da UFSM. O LABCEN atende demandas principalmente de pesquisadores da área de Ciências Agrárias, com destaque para os da Ciência do Solo, Engenharia Florestal e Zootecnia.</p>
<p><b id="docs-internal-guid-18b7325b-7fff-c2ce-c864-10a18ac9e660" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O LABCEN abriga dois grupos de pesquisa, o “Dinâmica do carbono (C) e do nitrogênio (N) em agroecossistemas”, liderado pelo professor Sandro José Giacomini, e o “Estratégias para redução do impacto ambiental dos dejetos de animais”, liderado pelo professor Celso Aita. As informações geradas pelo LABCEN permitem um avanço no conhecimento sobre a composição química de resíduos vegetais e dejetos de animais e a sua relação com a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Esses estudos têm permitido a seleção de práticas agrícolas que contribuem para a mitigação das emissões líquidas de GEE dos sistemas produtivos, o que contribui para uma agricultura rentável e de baixa emissão de carbono. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Equipamentos disponíveis: analisador elementar para análise de carbono e nitrogênio, espectrômetro de massas de razão isotópica, analisador elementar (IRMS-EA) para a análise da razão isotópica de 12 C/ 13 C e 14 N/ 15 N, cromatógrafos gasosos, analisador de carbono orgânico total (TOC) em amostras líquidas equipado para a análise de N total e o analisador de NH4+ e NO3- por fluxoxxx.</p>		
			<h3>3 - NIDAL - Núcleo Integrado de Desenvolvimento em Análises Laboratoriais</h3>		
												<img width="1024" height="693" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/NIDAL-1024x693.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um equipamento em formato parecido com o de microscópio. O equipamento está sobre um tampo de mesa de mármore cinza texturizado e, atrás dele, cortina branca." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Núcleo Integrado de Desenvolvimento em Análises Laboratoriais (NIDAL)  é vinculado ao Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos do Centro de Ciências Rurais da UFSM e abriga laboratórios que atuam na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos. As linhas de pesquisa do núcleo incluem: qualidade de alimentos, alimentos e sua relação com a saúde e tecnologia de produtos de origem vegetal e animal. As pesquisas têm foco na análise de compostos bioativos, tais como ácidos graxos, compostos fenólicos, carotenóides e vitaminas em alimentos,  além do desenvolvimento de novas tecnologias de processamento e/ou manejo capazes de aumentar o valor nutricional e a qualidade dos alimentos. Muitos dos projetos são desenvolvidos em colaboração com outros Programas de Pós-Graduação da UFSM, tais como os dos cursos de Agronomia, Farmacologia, Bioquímica Toxicológica e Zootecnia.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O trabalho desenvolvido pelo laboratório foca na resolução de problemas e desenvolvimento de tecnologias que podem ser aplicadas na indústria de alimentos, com foco no reaproveitamento de resíduos/subprodutos agroindustriais e no desenvolvimento de alimentos e ingredientes capazes de atuar na promoção da saúde.</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Equipamentos disponíveis: Laboratório de análise sensorial de alimentos, Analisador de textura do tipo TA.XT plus/50 (Stable) e cromatógrafos líquido e a gás.</p>		
			<h3>4 - LMMM - Laboratório de Magnetismo e Materiais Magnéticos</h3>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LMMM-1-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher, de costas, sentada em frente a um computador antigo e em meio a estruturas verticais de equipamentos na cor bege. A mulher tem cabelos castanho escuros, levemente ondulados e na altura do ombro; veste suéter preto sobre gola de camisa branca. A cadeira é de madeira, do tipo escolar. O computador é antigo e cinza. Acima dele, equipamentos escuros com botões, fios e controles coloridos. De cada lado dela, há um equipamento bege. Do lado esquerdo da imagem, o equipamento está cheio de botões e visores coloridos. Do lado direito da imagem, o equipamento tem dois círculos pretos na parte superior, e dois miolos de chave na parte inferior. O fundos é uma parede branca." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="703" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LMMM-2-1024x703.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de pele branca sentado em frente a dois monitores de computador. Ele está de perfil esquerdo, tem pele branca, cabelos castanho escuros e curtos; veste jaqueta verde militar com listras amarelas e pretas e calça jeans clara; usa máscara descartável branca e óculos de grau com armação preta. Está com a mão sobre um mouse preto, que fica ao lado de um teclado preto e em frente a dois monitores de computador com programas de análise de dados abertos. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Laboratório de Magnetismo e Materiais Magnéticos (LMMM) é vinculado ao Departamento de Física da UFSM e atua principalmente na área de Magnetismo e Ciência dos Materiais. Nele é possível modificar e criar superfícies de diferentes materiais, bem como realizar a identificação desses e analisar a sua composição e espessura. Além disso, o laboratório também mede a magnetização e intensidade dos materiais, de modo a verificar se eles atuam como imãs. O LMMM já colaborou com a execução de mais de 100 artigos científicos publicados e seus equipamentos são usados por diferentes cursos da instituição como: Física, Química, Biologia, Odontologia e Engenharias.   </p>
<p><br />Equipamentos disponíveis: PVD, difratômetro de raios-X, magnetômetro, e microscópio de força atômica.</p>		
			<h3>5 - BIOREP - Laboratório de Biotecnologia e Reprodução Animal</h3>		
												<img width="1024" height="677" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/BIOREP-1024x677.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher que olha por um microscópio. Ela está na esquerda da imagem, de perfil direito em um ângulo lateral; tem pele branca, cabelos loiro escuros, ondulados e compridos; veste jaleco branco e usa luvas brancas descartáveis. O microscópio é branco e tem um visor com informações. Ao lado, monitor de computador com a imagem do microscópio em tamanho grande. A imagem é uma textura com tons de verde musgo, amarelo pastel e um pouco de azul marinho. Em frente ao monitor, um teclado preto. O fundo em uma parede branca." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="743" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/BIOREP-1-1024x743.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher que segura um equipamento cinza e um tubo de ensaio. Ela está no centro esquerdo da imagem, de perfil direito e em primeiro plano. Tem pele branca, cabelos lisos, castanho escuros e na altura do ombro; veste jaleco branco; usa óculos de grau e luvas descartáveis transparentes. O braço direito está levantado e a mão direita segura um equipamento comprido e fino na cor cinza, que tem, na parte superior, quatro botões de controle e um visor. Ela está em frente a uma mesa branca, que tem estruturas de suporte para tubos de ensaio nas cores azul, amarelo e rosa neons, laranja e preto. Há uma folha de papel com informações escritas. Ao fundo, estrutura de suporte do equipamento com três equipamentos iguais. O fundo é uma grade branca quadriculada. A imagem tem a iluminação de duas lâmpadas fluorescente." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Criado em 1997, o Laboratório de Biotecnologia e Reprodução Animal (BioRep) tem como principal área de atuação as pesquisas voltadas para a biotecnologia e a fisiopatologia da reprodução animal, com ênfase nas espécies bovina e ovina. As duas principais linhas de pesquisa desenvolvidas no laboratório são o “Reconhecimento Materno da Gestação em Bovinos e Ovinos” e “O controle da foliculogênese e ovulação em bovinos”. O desenvolvimento de pesquisas feitas no BioRep serve como base para a geração de novas biotecnologias reprodutivas, que são os principais instrumentos de melhoramento genético nos rebanhos da pecuária nacional.&nbsp;</p>
<p><br>Equipamentos disponíveis: A estrutura do BioRep conta com <a href="https://pnipe.mctic.gov.br/laboratory/561">16 equipamentos multiusuários</a>, sendo que o Microdissecador a Laser é o&nbsp; de maior relevância, dado o seu grande investimento financeiro. Este equipamento une a tecnologia da dissecação a laser de tecidos e células com a microscopia de alta resolução.</p>		
			<h3>6 - INRI - Instituto de Redes Inteligentes</h3>		
												<img width="1024" height="655" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/INRI-1024x655.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um equipamento retangular vermelho com placa verde acoplada. A placa tem elementos e botões em preto, e lâmpadas pequenas nas cores verde, amarelo e vermelho na parte central. Está sobre mesa cinza." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="647" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/INRI-1-1024x647.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um equipamento cinza com placa verde acoplada. A imagem está em plongée. A placa verde tem botões pretos e terminais de entrada de cabos nas cores branco e cinza. Há três fitas que ligam o terminal preto da placa a uma outra placa, azul. Ao lado direito, cabos de um estabilizador de computador, em preto. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://inriufsm.com.br/"><b>O Instituto de Redes Inteligentes </b></a>(INRI) é um órgão suplementar do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM que foi criado com o objetivo de atuar em pesquisa, extensão, desenvolvimento tecnológico e inovação na área de Redes Inteligentes. Esta rede abrange uma grande área de conhecimento que envolve o planejamento, a operação e a otimização de sistemas elétricos, os modelos de mercado e os recursos energéticos distribuídos. </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O INRI foi fundado em 2017 por pesquisadores de consolidada atuação científica e tecnológica junto a três grupos de pesquisa associados ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSM: Grupo de Eletrônica de Potência e Controle, Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência e Grupo de Inteligência em Iluminação . </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O instituto tem quatro laboratórios multiusuários:</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- O Laboratório Multiusuário em Processamento de Energia Elétrica é voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de conversores estáticos para processamento de energia elétrica. Ele conta com equipamentos modernos para avaliação e desenvolvimento de conversores estáticos com um investimento superior a um milhão de reais.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- O Laboratório Multiusuário de Projetos Institucionais é fruto da parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Geração Distribuída de Energia Elétrica, a CPFL Energia, o INRI e a UFSM. Conta com mais de um milhão de reais em investimentos, entre a usina fotovoltaica de 100 kW e os sistemas de aquisição de dados e estações meteorológicas e solarimétricas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- O Laboratório Multiusuário de Simulação Computacional tem valor investido superior a 500 mil reais e conta com o que há de mais moderno para a simulação computacional em tempo real.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- O Laboratório Multiusuário de Gestão em Negócios de Energia realiza pesquisas no âmbito da energia. Os estudos são desenvolvidos por meio da análise do cenário energético, com o objetivo de  elevar a competitividade e a inovação do setor. Os projetos associados ao laboratório buscam atender demandas pertinentes a acadêmicos da área, à sociedade e às empresas do ramo de energia.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 7.0866141732283445pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>Equipamentos disponíveis: Fonte regenerativa simuladora de rede c.a., Simulador em tempo real e Simulador hardware-in-the-loop.</p>		
			<h3>7 - LASRAFTO - Laboratório de Síntese, Reatividade e Avaliação Farmacológica e Toxicológica de Organocalcogênios</h3>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LASRAFTO-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de pele branca em pé em um laboratório. Ele está em plano geral, e a fotografia foi tirada em um ângulo lateral traseiro. Ele tem pele branca, cabelos castanho escuros e curtos; veste jaleco branco sobre moletom verde escuro e usa máscara descartável branca. Está com o braço direito levantado e segura uma garrafa marrom que despeja um líquido transparente em um tubo de ensaio, preso por um suporte de metal sobre um balão de ensaio. Os frascos estão sobre uma mesa retangular comprida e grande, quadriculada e na cor cinza, em que há vários elementos de laboratório. No centro da mesa, estrutura de metal em formato de prateleira com ingredientes em frascos de vidro e equipamentos gerais. No canto direito, detalhe de jaleco branco. No fundo, porta aberta e armário cinza." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="614" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/LASRAFTO-1-1024x614.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de frascos de vidro sobre mesa retangular grande, quadriculada e na cor bege. Há cerca de 19 frascos pequenos e transparentes na parte central direita da imagem. Ao lado, na esquerda um balão de ensaio e um Erlenmeyer, um tubo de ensaio em um suporte de metal e um frasco de vídeo marrom em tamanho médio. Ao fundo, outros equipamentos em desfoque." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 8pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Criado em 2001, o Laboratório de Síntese, Reatividade e Avaliação Farmacológica e Toxicológica de Organocalcogênios (LASRAFTO) está vinculado ao Departamento de Química da UFSM. Os trabalhos desenvolvidos envolvem a síntese de produtos naturais com potencial farmacológico, bem como a modificação na estrutura desses compostos, com o objetivo de melhorar a ação farmacológica e reduzir os seus efeitos toxicológicos. </p>
<p><b id="docs-internal-guid-04e0cdf0-7fff-dad2-8fe2-d236e710b067" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 8pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O LASRAFTO avalia biologicamente se determinados compostos têm potencial para atuar no combate de doenças e/ou agir como medicamentos. Os projetos desenvolvidos no laboratório abrangem cursos como Química, Química Industrial, Farmácia, Medicina, Biologia e Educação Física. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-left: 8pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Equipamentos disponíveis: o laboratório tem mais de dez equipamentos disponíveis para utilização multiusuária. Alguns deles são: Cromatógrafo a gás, Cromatógrafo Líquido LC-20A, Espectrômetro de infravermelho com transformada de Fourier, Espectrômetro de Emissão Atômica por Plasma Indutivamente Acoplado e Sistema de cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massa.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll , acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Fotografia:</strong>  Ana Alicia Pontelli Flores, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias da UFSM;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Toda cidade ensina: o uso de tecnologias como o TikTok para  popularizar as ciências da natureza</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/toda-cidade-ensina-o-uso-da-tecnologias-como-o-tiktok-para-popularizar-as-ciencias-da-natureza</link>
				<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 17:01:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[popularização de conteúdos]]></category>
		<category><![CDATA[rede básica]]></category>
		<category><![CDATA[rede básica de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tik tok]]></category>
		<category><![CDATA[toda cidade ensina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9378</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM utiliza plataformas para o ensino de conteúdos aos alunos da rede básica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Jardim Botânico, Mantenedouro São Braz e Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) são locais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da região que se tornaram salas de aula virtuais para alunos da rede básica durante a pandemia. A iniciativa, que visa contribuir para o aprendizado de conteúdos relacionados às ciências da natureza, é do projeto Toda Cidade Ensina, que explora o potencial de espaços não formais de educação para a produção de vídeos voltados a professores e alunos. Luiz Caldeira, professor do Departamento de Metodologia do Ensino do Centro de Educação e coordenador do projeto, explica que os espaços escolhidos têm forte conexão com a comunidade e oferecem possibilidade criativas para compartilhar o conhecimento: “Queríamos tratar de vários aspectos da diversidade: bicho, planta e fóssil”. As atividades do Toda Cidade Ensina também promovem uma experiência diferente na formação dos acadêmicos do curso de Ciências Biológicas da UFSM, uma vez que estimula a divulgação científica como um campo de atuação para os licenciados.</p>
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/TCE_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de um homem em frente a uma câmera. Ele tem pele negra clara, é calvo, com uma faixa de cabelo preto na lateral, bigode preto, olhos pretos e grandes. Veste suéter azul marinho sobre camisa cinza e gravata cinza, e calça laranja. Está com os braços levantados e a boca aberta. Está de perfil, e está parado em frente a uma câmera preta sobre tripé. O fundo é um bosque de árvores na cor verde médio, e o céu azul." loading="lazy">

O projeto nasceu em 2020, ainda no período de isolamento social por conta da pandemia e, por isso, a tecnologia foi uma grande aliada. Keiciane Canabarro Drehmer, atualmente professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e colaboradora do projeto, conta que um dos desafios que motivou os integrantes foi trabalhar com formatos que provocassem interesse nos jovens. “É justamente instrumentalizar esses acadêmicos em formação, que amanhã estarão nas escolas, para terem essas tecnologias digitais como suporte para o ensino”, explica.
<h3>Alfabetização científica como objetivo</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Temas como a nutrição vegetal e efeitos da extinção de espécies animais estão entre as temáticas abordadas nos vídeos. A seleção dos assuntos conta com o apoio de professores da educação básica que atuam no dia a dia das escolas e executam o papel de consultores de conteúdo. Um deles é Róger Sá, educador de Biologia na Escola Estadual de Educação Básica Professora Margarida Lopes. Ele observa que a utilização de linguagens dinâmicas em sala de aula contribui na compreensão de conteúdos científicos por parte dos alunos: “Os espaços não formais auxiliam na formação da visão globalizada do mundo”, ressalta.&nbsp;</p>
<b id="docs-internal-guid-f8f19914-7fff-0579-f39e-b414453b16a3" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Além dos vídeos temáticos, também foram desenvolvidos materiais complementares com sugestões de atividades didáticas para professores trabalharem em sala de aula. Dentre eles, estão três cartilhas publicadas pela <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/editora-pre/serie-extensao/">Série Extensão</a>, que contém textos explicativos, esquemas, links e jogos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Camilo Costa, acadêmico do curso de Ciências Biológicas - Licenciatura na UFSM, é bolsista do projeto e atuou na produção e apresentação dos vídeos. Ele vê a capacitação da comunidade como um dos objetivos do projeto, o que auxilia na compreensão da ciência presente no cotidiano: “O projeto consegue unir duas áreas que eu considero muito importantes, que é a comunicação e a educação. Em conjunto elas têm um grande poder na divulgação da ciência e no processo de ensino-aprendizagem”.&nbsp;</p>
O Toda Cidade Ensina atua em parceria com outro projeto da UFSM: o <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/rede-basica-2/">Rede Básica</a>. Ambos desenvolvem materiais didático-curriculares e se preocupam em olhar para os estudantes do ensino básico que não têm acesso a ambientes virtuais. Por isso, além das mídias sociais como <a href="https://www.instagram.com/todacidadeensina/">Instagram</a>, <a href="https://www.tiktok.com/@todacidadeensina">TikTok</a> e <a href="https://www.youtube.com/channel/UCYTH_LSxBmkvfAALlJoqGaw">YouTube</a>, o conteúdo é veiculado em emissoras públicas como a TV Campus e Rádio Universidade AM e UniFM. De acordo com o coordenador, o objetivo é trabalhar cada vez mais com produções em multiplataforma.

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quais os próximos passos da vacinação contra o coronavírus?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quais-os-proximos-passos-da-vacinacao-contra-o-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 12:17:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[4ª dose covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid longa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9375</guid>
						<description><![CDATA[Alterações no Plano Nacional de Imunização, atualização e chegada de novas vacinas e testes de medicamentos irão mudar o combate ao coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Das quatro ondas de infecções às quatro doses de vacina, foram muitos os acontecimentos ocorridos em mais de dois anos de pandemia do coronavírus. Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">consórcio de imprensa</a> que reúne dados das secretarias estaduais de saúde, mais de 179 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina; mais de 167 milhões fizeram a segunda ou vacinas de dose única e mais de 100 milhões realizaram a terceira dose - o que, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), corresponde atualmente ao ciclo básico de imunização contra o coronavírus.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As últimas mudanças do Ministério da Saúde em relação ao PNI incluíram a ampliação da terceira dose para adolescentes e da quarta dose para pessoas com idade a partir de 50 anos e uma dose adicional (quinta) para imunodeprimidos. A queda natural da imunidade seis meses após a vacina traz o questionamento sobre qual será o futuro da campanha de imunização.</p>
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/4-dose-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida, em tons de azul e verde, de uma pessoa em uma estrada de terra no meio de uma paisagem. A estrada corta um gramado verde e desemboca no meio de duas montanhas. No meio das montanhas, ilustração de um frasco de vacina e uma seringa sobre uma estrela de doze pontas amarelo pastel. Na frente das montanhas, fileira de árvores do tipo pinheiros em tons de azul marinho e azul acinzentado. Sobre o gramado e ao lado da estrada, há uma placa de madeira em formato de flecha. O fundo é cinza." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e um dos <a style="text-decoration: none" href="https://veja.abril.com.br/saude/os-sete-cientistas-brasileiros-no-coracao-do-estudo-da-vacina-de-oxford/">cientistas brasileiros que participaram no desenvolvimento da vacina de Oxford</a>, Alexandre Schwarzbold apresenta duas hipóteses: a primeira seria realizar uma campanha de vacinação sazonal antes da chegada do inverno - período com maior incidência de vírus respiratórios, como a gripe (influenza A, B e C). A segunda é que, com a diminuição da circulação do vírus, a vacinação seja direcionada para perfis de risco como pessoas idosas e imunodeprimidas.</p>
<b id="docs-internal-guid-bdafcb7b-7fff-558d-8279-c2c126b7daa8" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Seerig, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFSM e Secretária Adjunta de Saúde de Santa Maria, acredita que a campanha de vacinação contra o coronavírus passe a ser realizada no mesmo formato da vacina para gripe.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar de ainda não haver um posicionamento do Ministério da Saúde para a criação de uma campanha anual, mudanças futuras são uma certeza para a secretária. Ela relata que, com tantas alterações no decorrer da campanha, até mesmo os profissionais da saúde ficaram perdidos. “A gente brinca que hoje [a campanha] está assim, mas até de noite ou amanhã pode mudar. Com tantas mudanças, nós que somos profissionais da saúde, que lemos todas as notas e informações, às vezes temos que parar e pensar no que está acontecendo”, destaca.</p>

<h3>Pandemia e Endemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A diminuição do número de óbitos e de novos infectados por meio da vacinação fez com que o termo pós-pandemia se tornasse corriqueiro. Essa nomenclatura gera um debate sobre se o momento vivido atualmente seria uma epidemia, endemia e até se a pandemia realmente ficou no passado.</p>
<b id="docs-internal-guid-cfcf5954-7fff-f2fa-ca6d-a82f4b4105dc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como Schwarzbold explica, pandemia é uma epidemia - quando uma doença atinge diferentes localidades em nível municipal, estadual e nacional - em escala global. Já a endemia é quando a doença está dentro do seu nível histórico, controlada e sem risco de sobrecarregar o sistema de saúde.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que torna difícil “bater o martelo” sobre a atual situação da Covid-19 é o fato de que o estágio de combate ao vírus muda de forma significativa ao redor do globo. O professor contextualiza que, ao mesmo tempo em que a China apresenta baixos índices epidêmicos por manter sua política de “<a style="text-decoration: none" href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2022/06/10/presidente-chines-defende-politica-anticovid-e-xangai-amplia-campanha-de-testes.htm">covid zero</a>”, alguns países africanos seguem com baixa cobertura vacinal e um número elevado de novos casos.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador analisa que o Brasil, assim como Portugal, Espanha, Itália e outros países europeus, vive uma fase de transição entre pandemia e endemia por conta da sua ampla cobertura vacinal. Schwarzbold explica que, apesar da taxa de transmissão ser baixa em comparação com os momentos mais severos da pandemia, ela continua alta em comparação com outras doenças. “Antes da epidemia, não havia um vírus que se transmitisse tanto entre as pessoas. É preciso um organismo internacional, como a OMS, para dizer que o mundo inteiro está em nível endêmico. Existem alguns indicadores que apontam para uma endemia, mas eles precisam se manter estáveis por muito tempo”, ressalta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um exemplo de local com nível endêmico, segundo o pesquisador, seria o município de Santa Maria, onde a Covid-19 não gera sobrecarga no sistema de saúde e também não apresenta taxa de transmissão muito maior do que outros vírus causadores de doenças respiratórias. No entanto, o professor ressalta que a grande circulação viral que se mantém em determinados locais do mundo pode gerar novas variantes capazes de trazer de volta o cenário epidêmico à cidade.</p>

<h3>Desigualdade e impactos na saúde pública</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Independentemente da nomenclatura - pandemia, epidemia, endemia - o caminho para que o coronavírus fique definitivamente para trás é mais distante do que deveria para algumas pessoas por conta da desigualdade. Segundo dados do site <a style="text-decoration: none" href="https://ourworldindata.org/explorers/coronavirus-data-explorer?facet=none&amp;Interval=Cumulative&amp;Relative+to+Population=true&amp;Color+by+test+positivity=false&amp;country=Low+income~High+income~Lower+middle+income~Upper+middle+income&amp;Metric=People+vaccinated">Our World In Data</a>, ligado à Universidade de Oxford, aproximadamente 80% da população de países considerados de alta renda receberam pelo menos uma dose da vacina. Em países classificados como baixa renda, menos de 18% da população já recebeu a primeira dose do esquema vacinal.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, não é preciso cruzar fronteiras internacionais para perceber essa desigualdade. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">Mapa da Vacinação</a>, no estado de São Paulo, quase 90% da população acima de 18 anos já fez a dose de reforço, enquanto em Roraima essa taxa é inferior a 22%.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em sua atuação na linha de frente contra o coronavírus, Ana Paula Seerig relata contrastes dentro do município de Santa Maria. “Quando a gente vai nas comunidades mais distantes ou que tem um acesso reduzido ao serviço de saúde, ainda vê pessoas que não fizeram nenhuma dose de vacina”, conta a secretária adjunta de saúde.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo ela, a falta de infraestrutura como transporte urbano e a vulnerabilidade socioeconômica são os principais fatores que dificultam o acesso à vacinação por pessoas de regiões periféricas do município, que possui baixa cobertura de atenção primária (ações do sistema de saúde que visam prevenir doenças).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além da dificuldade de acesso, a população mais pobre sofre os efeitos da doença de forma mais severa. “Quanto maior a desigualdade social, maior o risco à saúde. Uma pessoa com covid em um ambiente familiar que permita o isolamento, acesso a uma máscara de qualidade, à alimentação e à hidratação adequada é diferente de um paciente com covid em uma casa de dois cômodos, em que não é possível fazer o isolamento”, destaca Ana Paula.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A secretária adjunta de saúde ressalta o maior custo gerado no tratamento de casos graves da doença e até mesmo casos de <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante/"><u>covid longa</u></a>, cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas. Como gestora da equipe de saúde de Santa Maria, ela cita atendimentos a pessoas que contraíram a doença no ano passado e ainda apresentam dificuldades respiratórias, perda de memória e de olfato e que ainda precisam ser atendidas pelo sistema de saúde.</p>

<h3>Atualizações e novas ferramentas para enfrentar o vírus</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra novidade a caminho é o processo de atualizações nas vacinas para abranger variantes que não existiam no início do seu desenvolvimento. O professor destaca que, com uma cobertura mais ampla das variantes e menor circulação viral, a imunidade coletiva se torna possível por meio da vacinação.</p>
<b id="docs-internal-guid-37c777db-7fff-22d5-7e9e-2dc2a49802d4" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ômicron é a variante para qual os pesquisadores têm focado seus esforços, pelo fato de atualmente ser a que mais escapa do controle vacinal - apesar de a vacinação prevenir casos graves, ela não possui a mesma eficiência para diminuir a transmissibilidade. Além disso, a variante tem pelo menos quatro subvariantes. Segundo Schwarzbold, todas apresentam nível de gravidade semelhante à ômicron. “A atualização da plataforma serve para a vacina chegar na frente do vírus, para que ele não tenha tempo para mutar e que não se replique em quantidade suficiente para criar variantes de risco”, afirma o docente.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alguns imunizantes ainda aguardam a aprovação da Anvisa para ingressarem no Plano Nacional de Imunização, como a vacina da Clover Biopharmaceuticals, que contou com a participação da UFSM em seus testes. O professor aponta que há possibilidade de o plano de vacinação contar com oito a dez fornecedores de imunizantes distintos, o que amplia as ferramentas de combate ao vírus. A parceria da UFSM com a Clover será retomada para os testes de uma vacina destinada para crianças com menos de cinco anos - que não são contempladas atualmente pelo PNI.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além das vacinas, a UFSM irá realizar teste de medicamentos para o tratamento do coronavírus ainda neste ano. Segundo o professor, os medicamentos em si ainda são segredos industriais de três empresas distintas. Um dos remédios será aplicado em pacientes com comorbidades logo no início da doença, com o objetivo de evitar que ela evolua para casos graves. Os outros dois serão utilizados para combater a doença em estágio grave.</p>

<h3>Inovações criadas durante a pandemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se, por um lado, a pandemia foi um período de muitas adaptações, por outro, também trouxe muitos avanços no campo científico, que serão úteis para combater outras doenças. O primeiro a ser destacado por Schwarzbold são as vacinas genéticas, lançadas pela primeira vez no mercado após 20 anos de desenvolvimento em laboratórios.</p>
<b id="docs-internal-guid-1b492115-7fff-d2d0-e61e-b0d1ff5516cc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o pesquisador, a tecnologia inédita no desenvolvimento de vacinas apresentou grande eficácia e segurança e tende a se tornar cada vez mais comum. "A utilização dessas vacinas irá avançar muito. A Modena já está estudando aplicar a vacina genética para vários vírus. Nós vamos ver um avanço muito grande no controle das doenças virais nas próximas décadas”, destaca. A vacina contra a chikungunya é outra desenvolvida em plataforma genética e que já está disponível.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das vacinas em desenvolvimento é para o vírus sincicial respiratório, que causa pneumonia em idosos e em bebês, além de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento de bronquiolite em recém-nascidos. Há também a vacina para a dengue, que a UFSM irá desenvolver juntamente com o Butantan. Outra imunizante que está em fase de desenvolvimento é para a prevenção de uma forma grave de herpes que pode causar meningite.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra mudança foi a consolidação da aplicação heteróloga (com diferentes imunizantes), como por exemplo, receber a vacina da Coronavac na primeira e segunda dose e a da Pfizer na terceira. Apesar de conhecido, o conceito ainda não havia sido posto em prática de forma sistemática. Schwarzbold conta que, antes das pesquisas, a própria comunidade científica tinha dúvida sobre as consequências dessa aplicação, como queda na eficácia ou até mesmo efeitos colaterais graves. No entanto, os resultados dos estudos descartaram essas hipóteses. “As aplicações heterólogas - imunização com diferentes imunizantes - são as mais eficientes. Para o coronavírus, essa aplicação já é recomendada por muitos programas de imunização, inclusive do Brasil”, destaca.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM investigam o fenômeno do vento norte em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pesquisadores-da-ufsm-investigam-o-fenomeno-do-vento-norte-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 13:51:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fenômeno]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[quente]]></category>
		<category><![CDATA[seco]]></category>
		<category><![CDATA[veloz]]></category>
		<category><![CDATA[vento norte]]></category>
		<category><![CDATA[vento norte santa maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9367</guid>
						<description><![CDATA[Veloz, quente, seco: conheça as características e impactos desse fenômeno]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Uma bagunça. Revira o cabelo, leva as roupas do varal, bate portas e janelas dentro de casa. O vento norte é uma bagunça.” Essa é a definição do vento norte para Rafaela Shoutestazw, graduanda do curso de Direito na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Até pouco tempo, esse fenômeno&nbsp; meteorológico era conhecimento empírico e não havia dados científicos capazes de caracterizá-lo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O vento norte marca presença em Santa Maria: veloz, quente e seco. Carrega folhas, bagunça o cabelo, fecha e abre portas e janelas. De acordo com o professor de graduação e pós-graduação em Meteorologia da UFSM, Ernani de Lima Nascimento, o vento começa por meio de um sistema de baixa pressão que se forma próximo ao litoral do Rio Grande do Sul ou do Uruguai. É quente e seco, pode ocorrer com fortes rajadas, principalmente em cidades do interior do estado, como Santa Maria. Para Ernani, além de assustar algumas pessoas, o vento norte pode ser prejudicial na questão ambiental, já que ele tem a capacidade de dispersar fuligem e poluição por vários lugares.</p>
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Vento_Capa_info-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de uma representação geográfica em formato de depressão. A parte superior é de um gramado verde claro. A parte inferior é na cor vermelho bordô. Tem elementos: avião, planetário, trem e pedaço de osso de fóssil. Há cinco flechas em cinza transparente, que começam na parte superior e terminam na parte inferior da planície. Na parte inferior, quadrado cinza ao lado do texto &quot;Rajadas de vento norte&quot;. Ao lado, quadrado vermelho bordô e o texto &quot;Mancha urbana de Santa Maria&quot;. O fundo é cinza médio." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Suas características e peculiaridades, principalmente na região central do estado, despertaram a curiosidade de três pesquisadores. Foi assim que surgiu o trabalho “Observações Meteorológicas do Fenômeno Vento Norte na Região Central do Rio Grande do Sul” (em inglês, no original: “<a style="text-decoration: none" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10652-022-09855-4">Regional‐scale meteorological characteristics of the Vento Norte phenomenon observed in Southern Brazil”</a>). A pesquisa foi organizada pelo docente do&nbsp; Departamento de Física da UFSM, Gervásio Degrazia, juntamente com Michel Stefanello, doutor em Física pela UFSM e professor substituto no Departamento de Física, e por Cinara Ewerling da Rosa, doutora em Meteorologia pela UFSM e professora do Instituto Federal Farroupilha (IFF-São Vicente do Sul). O trabalho analisou os movimentos turbulentos provocados pelo vento norte, que afetam desde os habitantes das cidades até a produção agrícola. Além disso, segundo a professora Cinara, havia a necessidade de definir o que seria o vento norte.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Inicialmente, o fenômeno transporta a massa de ar da região central do Brasil, onde as temperaturas são mais elevadas. Ao chegar no sul, o ar quente se encontra com o ar frio, o que causa a mudança de temperatura e provoca a sensação de calor. Michel explica que o início do fenômeno é marcado pelo aumento de temperatura, fortes rajadas e diminuição da umidade, enquanto o&nbsp; fim&nbsp; traz chuva, aumento de umidade e diminuição da temperatura.</p>

<h3>Por que “vento norte”?</h3>
Uma dúvida muito comum entre as pessoas é sobre o nome do vento. Os professores Ernani e Gervásio explicam que a nomenclatura é atribuída por causa da sua direção. O vento sempre sopra para o sul, desta forma, sua origem é o norte. De acordo com os pesquisadores, apesar de inicialmente se apresentar com rajadas quentes, o vento norte anuncia uma frente fria.
<h3>A pesquisa</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Gervásio conta que os objetos de estudo utilizados para a pesquisa foram escalas micrometeorológicas, escalas de tempo, de dispersão, dados de torres do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), como de velocidade do vento, de temperatura, direção do vento, umidade, pressão, rajadas e modelos baseados em equações. Ele explica que a pesquisa auxilia na obtenção de dados para realizar as equações sobre o fenômeno, já que elas teriam o papel de descrever as consequências.</p>
<b id="docs-internal-guid-6df580e9-7fff-ec58-2e77-e861712903c0" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para coletar dados de turbulência do vento norte, em 2008 Gervásio recorreu à Torre Micrometeorológica de Paraíso do Sul, município da região central gaúcha. Com isso, foi possível estudar a estrutura e os aspectos turbulentos da ventania e realizar uma modelagem de dispersão (simulação) dos efeitos do fenômeno.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após essa análise, os professores Michel e Cinara começaram a investigar o fenômeno em Santa Maria a partir da Torre Meteorológica da UFSM. A partir desses&nbsp; dados, Cinara redigiu <a style="text-decoration: none" href="http://dx.doi.org/10.1590/0102-77863630141">uma tese </a>sobre como o vento norte se comporta na cidade. O estudo da pesquisadora teve duração de nove anos e incluiu diversas cidades do Rio Grande do Sul - desde Alegrete, passando por Cruz Alta e indo até Rio Pardo, para tentar identificar e comparar características do vento norte desses locais em relação à Santa Maria. A pesquisadora concluiu que, devido à posição geográfica, a intensidade do vento é maior na região central do estado: as rajadas podem chegar a 200% da velocidade dos outros lugares. Na pesquisa,&nbsp; foram analisados, de forma conjunta, dados de temperatura, direção do vento, umidade relativa, campo de pressão e velocidade. Segundo os pesquisadores, dados horários disponibilizados pela torre regional do INMET foram importantes para verificar e estabelecer padrões sobre o fenômeno.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os pesquisadores chegaram às seguintes conclusões quanto às pré-condições de existência para o vento norte:&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O vento norte ocorre de forma mais intensa onde há descontinuidade na topografia, ou seja, quedas de altura no relevo, como é o caso de Santa Maria, cidade cujo relevo é marcado por morros;</p>
</li>
</ul>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As baixas elevações no terreno, conhecida como Depressão Central, podem ser o motivo para a velocidade e calor do fenômeno;</p>
</li>
</ul>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A velocidade das rajadas de vento norte é superior a 11 m/s, ou seja, 39 km/h. Podem ocorrer rajadas com velocidade acima dos 80 km/h: nesses casos, há registros de destelhamento de casas;</p>
</li>
</ul>
<img width="1024" height="790" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Vento_Inforgrafico-1024x790.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico horizontal e colorido com fundo cinza claro e título em branco: &quot;Qual a força do vento norte?&quot;. No lado esquerdo da imagem, desenho de um homem de capacete e roupas claras sobre um patinete bordô. Acima, as informações: &quot;Evento mais curto: 4h&quot;, e &quot;Rajada média 13 m/s ou 47 km/h&quot; ao lado de um redemoinho. Na parte da direita do infográfico, desenho de um carro na cor creme. Acima, as informações &quot;21h evento mais prolongado&quot; e &quot;Rajada média 20m/s ou 72km/h&quot;. O fundo é cinza médio." loading="lazy">
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">No início do fenômeno, há um aumento na temperatura do ambiente e diminuição da umidade, enquanto no final ocorre a formação de uma frente fria seguida de chuva;</p>
</li>
</ul>
<b id="docs-internal-guid-04b5c278-7fff-5ba4-06f1-42a8afcf167d" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O vento norte geralmente inicia no período da madrugada. Quando dura o dia todo, o vento geralmente tem um período de calmaria pela tarde;</p>
</li>
</ul>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Quanto mais intenso é, maior será a duração. Durante o período de realização da pesquisa, o máximo de tempo que o fenômeno se estendeu foi de 21 horas, mas, segundo o professor Gervásio, já houve ventos que seguiram intermitentes por 100 horas seguidas;&nbsp;</p>
</li>
</ul>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Em um ano,&nbsp; ocorrem de seis a sete episódios de vento norte. A intensidade pode variar&nbsp; a depender das condições climáticas de cada dia.</p>
</li>
</ul>
<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline;margin-left: 36pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O fenômeno ocorre com maior frequência no inverno, e também é mais fácil de ser identificado neste período.</p>
</li>
</ul>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Tayline Alves Manganelli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O impacto da urbanização na diversidade de aves</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-impacto-da-urbanizacao-na-diversidade-de-aves</link>
				<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 12:59:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[áreas urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade de aves]]></category>
		<category><![CDATA[impacto da urbanização]]></category>
		<category><![CDATA[perda de habitat]]></category>
		<category><![CDATA[urbanização]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9356</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa da UFSM conclui que aves têm rápida resposta à perda de habitat em áreas urbanas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Cidades constituem um importante marco na história da civilização humana, uma vez que representam a identidade e a cultura de seus habitantes. “De onde você é?” é uma das primeiras perguntas que fazemos quando conversamos com alguém pela primeira vez. No entanto, nós não somos os únicos habitantes de áreas urbanas. Basta dar um passeio na praça de qualquer cidade que é possível observar diferentes espécies de pássaros, insetos, plantas e, com sorte, pequenos mamíferos, como gambás! Mas, diferente dos humanos, a maioria dessas espécies não escolheu viver em cidades: elas só estão lá por causa da ausência de seu habitat natural. No Brasil, algumas das grandes metrópoles, como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, foram construídas na Mata Atlântica. Como resultado, restam menos de 10% da área original desse bioma único e importante para a fauna e flora nativa. Quais os impactos da perda de habitat provocada pelo avanço da urbanização nas espécies silvestres? Essa é a principal pergunta que foi respondida na minha <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/21564"><b>dissertação de mestrado</b></a>, que defendi em janeiro de 2020.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/arte_capa-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida de pássaros. No canto inferior direito da imagem, em tamanho grande, cabeça de um tucano, com bico comprido e amarelo. Ele está sobre um círculo lilás. Na metade esquerda superior da imagem, pássaro sairá militar pequeno em um galho de árvore. Ele tem corpo verde e pescoço e cabeça em roxo e laranja; o bico é pequeno. Atrás, três círculos amarelos em tamanhos diferentes. No canto inferior esquerdo, um bem-te-vi pequeno, de corpo preto e detalhes em amarelo, sobre círculo rosa. No canto superior direito, três colagens de representações de quero-quero em formato de &#039;v&#039;. O fundo tem textura de papel bege amassado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Para entender como as espécies respondem à urbanização, eu escolhi aves como meu objeto de estudo. Aves são um grupo bem diverso, com diferentes dietas, comportamentos e níveis de sensibilidade a distúrbios antrópicos, como a poluição. Além disso, elas são fáceis de identificar por conta do canto ou pela visualização, o que torna a logística de campo relativamente simples.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Florianópolis , em Santa Catarina, foi a cidade que escolhi para desenvolver a minha pesquisa de campo. O centro da cidade tem “cara” de cidade grande, com prédios altos e grande circulação de pessoas, mas a ilha também tem áreas de subúrbio, como a praia do Campeche, e áreas bem preservadas, como o Morro da Lagoinha do Leste. Morei em Floripa por dois meses, na primavera de 2018, para observar passarinhos. A escolha da cidade foi pela paisagem, que mescla diferentes níveis de urbanização com áreas preservadas, aliado ao fato de que é uma cidade relativamente segura.</p>		
									<figure>
										<img width="831" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Layout1-831x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico vertical e colorido em forma de mapa da costa litorânea de Santa Catarina. Há quatro pontos no mapa, em meio a parte da vegetação, em tom de rosa pastel, que tem linhas que ligam a localização à fotografias. A paisagem das fotografias é de praia (em três delas) e de mata fechada em uma delas. Os nomes dos locais são: Praia da Daniela, Costa da Lagoa, Gravata e Lagoinha do Leste. O fundo é azul marinho, que representa o mar" loading="lazy" />											<figcaption>Mapa de Florianópolis com os locais de observação da pesquisa.</figcaption>
										</figure>
		<p>Com a ajuda dos meus orientadores Cristian Dambros, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Carla Fontana, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), escolhi 43 áreas verdes em Floripa para amostrar as aves, ou seja, para contar quantas espécies e indivíduos de cada tipo estão presentes em cada região. A paisagem urbana é bastante fragmentada: as áreas verdes são distribuídas ao longo de uma matriz não-natural composta por casas, prédios e estradas, e tem diferentes tamanhos, níveis de isolamento e “idade” (ou seja, tempo desde a última grande perda de habitat). Para amostrar as aves nessas áreas, eu e meus ajudantes de campo (incluindo meu pai, tio e amigos) acordamos antes do nascer do sol e registramos no meu caderno de campo todas as aves que vimos e ouvimos próximo ao ponto de amostragem. Para auxiliar no processo, às vezes eu tirava fotos de algumas aves que não tinha certeza da espécie e também gravei os cantos com um gravador para ouvir depois. Ao total, nós registramos mais de 100 espécies, algumas bem adaptadas a cidades, como o sabiá, o bem-te-vi e o quero-quero, e espécies mais sensíveis à urbanização, como a gralha-azul, o pica-pau, o tangará e o tucano.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="864" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/sabia_laranjeira-1024x864.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e colorida de um sabiá laranjeira pousado em um galho de árvore. A fotografia tem ângulo fechado no pássaro. O sabiá tem corpo pequeno, peito marrom alaranjado, costas cinzas, cabeça pequena, olhos redondos, pequenos e na cor preta e bico pequeno. Está de perfil. O fundo, desfocado, é claro e tem troncos e folhas de árvores." loading="lazy" />											<figcaption>Sabiá (foto 01 e bem-te-vi (foto 02) são exemplos de espécies bem adaptadas a cidades.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="734" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/bem_te_vi-1024x734.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de um bem-te-vi. A fotografia está em ângulo fechado. O bem-te-vi é um pássaro pequeno, com peito amarelo, costas marrons e bico fino e preto. Na cabeça, tem uma listra branca. Ele está pousado em um pedaço de madeira escura. O fundo, desfocado, é um gramado iluminado." loading="lazy" />														
		<p>Os resultados que encontrei foram bem condizentes com o esperado, mas com algumas surpresas. Em geral, áreas maiores e menos isoladas têm mais espécies de aves do que áreas menores e mais isoladas. Isso  porque áreas maiores têm menor taxa de extinção e áreas menos isoladas têm maior taxa de colonização. Menor taxa de extinção quer dizer que essas áreas têm menos chance de perda de espécies, enquanto a maior taxa de colonização quer dizer que essas áreas têm maior chance de receber novas espécies. É por causa da baixa taxa de extinção e alta taxa de colonização que áreas maiores têm maior número de espécies que áreas menores.</p>		
												<img width="1024" height="852" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/tangara-1024x852.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e colorida de um pássaro tangará. A foto está em ângulo fechado em uma árvore com folhas claras. O tangará é um pássaro pequeno, tem peito grande e na cor branca, costas e cabeça pretas e topete arrepiado e alaranjado. O bico é fino e pequeno. Está em um galho fino de árvore com tronco cinza. O fundão são as folhas da árvore, em um tom de verde claro acinzentado." loading="lazy" />														
									<figure>
										<img width="1024" height="782" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/tucano_bico_verde-1024x782.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um tucano em um galho de árvore. O pássaro é grande, com corpo preto, pescoço amarelo, área dos olhos alaranjada e bico comprido, curvado e na cor verde. Tem cauda alongada com penas vermelhas e pretas. Está de perfil, em um tronco de árvore marrom acinzentado com musgos. O fundo desfocado é iluminado e tem folhas e galhos de árvores." loading="lazy" />											<figcaption>Tangará (foto 01) e tucano (foto 02) são exemplos de aves mais sensíveis à urbanização.</figcaption>
										</figure>
		<p>Uma surpresa boa foi que áreas maiores tiveram mais espécies, independentemente da idade da área, o que sugere que as aves respondem rapidamente à perda de habitat induzida pela urbanização. Em outras palavras, as comunidades de aves estão em equilíbrio em parques e praças urbanas devido à rápida adaptação das espécies à mudanças da paisagem.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/infografico_passaros-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico horizontal e colorido. No lado esquerdo, dois círculos com gráficos no centro. O círculo amarelo, na parte superior, tem um gráfico de eixo, com as informações &quot;taxa de extinção&quot; no eixo y, e &quot;tamanho da área&quot; no eixo x. Há uma linha vermelha descendente. No segundo gráfico, sobre a esfera vermelha, há as informações &quot;taxa de colonização&quot; no eixo y e &quot;nível de isolamento entre áreas&quot; no eixo x. Há uma linha amarela descendente. Ao lado, sobre faixas brancas em textura de papel rasgado, representações visuais. Na superior, há quatro áreas grandes próximas em verde e seis ícones de pássaros em laranja. Na inferior, há três áreas pequenas e espalhadas em verde, e três ícones de pássaros em laranja. Entre os desenhos, bloco de texto preto: &quot;Áreas maiores e menos isoladas possuem maior número de espécies do que áreas menores e mais isoladas&quot;. Ao lado direito dos desenhos, bloco de texto em preto: &quot;Equilíbrio entre essas taxas independente da idade sugere que as aves respondem rapidamente à mudança na paisagem urbana&quot;. O fundo é bege em textura de papel amassado." loading="lazy" />														
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A rápida resposta das aves à perda de habitat significa que as cidades poderiam promover, de maneira mais rápida, a diversidade de pássaros por meio da manutenção ou restauração de cobertura vegetal em parques e praças. Outra boa notícia é que esses resultados de Florianópolis podem facilmente ser extrapolados para outras cidades com histórico similar de urbanização, como Buenos Aires, Montevidéu, Lima e até mesmo Santa Maria!</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Texto:</strong> Gabriela Franzoi Dri, bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Biodiversidade Animal pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal (PPGBio/UFSM), e doutoranda em Ecologia da Vida Selvagem pela Universidade do Maine (EUA);</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O descarte incorreto de máscaras provoca poluição ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/descarte-incorreto-mascaras-poluicao-ambiental</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 13:01:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[animais aquáticos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[descarte de máscaras]]></category>
		<category><![CDATA[descarte incorreto de máscaras]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[máscaras]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[poluição ambiental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9347</guid>
						<description><![CDATA[A ação pode afetar toda a cadeia de animais aquáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte incorreto de máscaras é mais um dos problemas provocados pela pandemia de Covid-19. Entre os anos de 2020 e 2021, a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) - particularmente as máscaras - expandiu-se na tentativa de atender à demanda populacional, uma vez que o uso foi essencial para prevenir a infecção provocada pelo coronavírus. O estudo <b><a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.est.0c02178">‘Repercussões da Pandemia COVID-19 no Uso e Gestão de Plásticos’</a>,</b> realizado por pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, e divulgado pela revista <a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/page/esthag/about.html"><b>Environmental Science &amp; Technology</b></a> (Ciência e Tecnologia Ambiental), destaca a estimativa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização dos equipamentos de proteção apenas por parte de  profissionais de saúde: cerca de 89 milhões de máscaras cirúrgicas, 76 milhões de luvas e 1,6 milhão de óculos de proteção. </p><p dir="ltr"> </p><p>No entanto, a demanda pelo uso de EPIs não se restringiu à área da saúde. Com a <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/coronavirus-disease-covid-19-masks">recomendação da OMS</a>, o uso de máscaras passou a ser obrigatório para a população em geral - em torno de 7,8 bilhões de indivíduos no mundo. Como apresentado no estudo, o consumo mensal de máscaras faciais - até junho de 2020 - foi de 129 bilhões de unidades. Na mesma linha, em três de julho de 2020, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde informou sobre o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2243084">Projeto de Lei nº 1.562,</a> que destacava a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais para circulação em espaços públicos e privados. A mesma notícia ressalta o dever do Poder Executivo em veicular campanhas publicitárias de interesse público e informar a necessidade do uso de máscaras de proteção individual, bem como a forma correta de descarte do material.</p>		
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/capa_Mascaras2-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida em tom saturado, de uma máscara branca molhada sobre asfalto. A máscara está na metade esquerda da imagem, ao lado de meio fio amarelo. O chão está molhado e há uma poça de água pequena perto da água. A máscara branca está dobrada do meio, suja e molhada." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em conteúdo produzido pela<b> <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/saiba-como-descartar-e-higienizar-corretamente-as-mascaras-de-protecao">Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul em 2020</a>,</b> destaca-se que o descarte de máscaras usadas, de acordo com o setor de Controle de Infecções da Vigilância Sanitária do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), deve ser com o material embalado em saco plástico e colocado no lixo do banheiro. Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro. Além disso, esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em entrevista à Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, a diretora do CEVS, Rosângela Sobieszczanski, informa: “Quando a pessoa estiver fora de casa, as máscaras usadas não devem ser colocadas nas lixeiras das ruas, pois deixam o material potencialmente contaminado exposto aos catadores de resíduos sólidos”. A recomendação feita por Rosângela é: “guardá-las em um saco plástico e colocá-las no lixo do banheiro ao chegar em casa ou então, alternativamente, em lixeiras de banheiros públicos. Dificilmente alguém mexe nesses lixos", destaca. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A <b><a style="text-decoration: none" href="https://cetesb.sp.gov.br/blog/2020/11/23/voce-sabe-como-usar-e-descartar-as-mascaras-de-protecao-contra-a-covid-19/">Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)</a> </b>apresentou, no mesmo ano, formas de como descartar as máscaras faciais. A orientação da companhia paulista se assemelha à gaúcha, ao indicar a forma de descarte, que deve ser feita com a máscara atada e colocada na lixeira do banheiro com tampa. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Beatris Souza de Deus Brusa, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que as máscaras usadas para prevenir a Covid-19 são consideradas resíduos sólidos. A docente do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental destaca que, a partir de medidas de prevenção iniciadas em 2020, as pessoas adquiriram novos costumes, como comprar lenços descartáveis, embalagens de álcool em gel e máscaras faciais, o que provocou um incremento na geração de resíduos sólidos.</p>		
			<h3>Afinal, o que é resíduo sólido?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O resíduo sólido não compreende somente objetos como latas, garrafas pet e matéria orgânica. Como estabelecido pela <b><a style="text-decoration: none" href="https://analiticaqmcresiduos.paginas.ufsc.br/files/2014/07/Nbr-10004-2004-Classificacao-De-Residuos-Solidos.pdf">Norma Brasileira (NBR) 10.004/2004</a>,</b> resíduos sólidos são aqueles encontrados nos estados sólido e semi-sólido, que são de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de serviços gerais. Incluem-se nesta definição os lodos de precedência de sistemas de tratamento de água - gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, da mesma forma que determinados líquidos (como óleo hidráulico e solventes), que não podem ser lançados na rede pública de esgoto sem passar por tratamento adequado.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte de máscaras afeta o meio ambiente. No Brasil, a recomendação foi de que as máscaras e demais materiais contaminados pela Covid-19 devem ser encaminhados a locais de disposição final, ou seja, o aterro sanitário. No entanto, muitas máscaras não têm chegado a esses destinos, pois são descartadas - pela população em geral - em vias públicas, em cursos d'água, em locais com vegetação e em zonas litorâneas. Esse problema pode estar atrelado à falta de iniciativas, por parte do poder público, em controlar o descarte desses materiais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No decorrer da apuração da reportagem a equipe da Revista Arco registrou imagens de descarte irregular de máscaras nos bairros Camobi e Centro de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na composição a seguir, os registros das máscaras jogadas no chão.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Mascaras_meio-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de doze fotografias quadradas. Nas fotografias, máscaras descartadas em calçadas, gramados e em asfalto. As máscaras tem cores branca, preta, azul forte, azul clara e rosa. São do tipo cirúrgica, pff2 e de pano." loading="lazy" />											<figcaption>Fotos: máscaras descartadas irregularmente em Santa Maria - Rio Grande do Sul | Gustavo Salin Nuh</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As máscaras descartadas inadequadamente em espaços públicos fazem parte do cotidiano santa-mariense. Mas cenas como essas podem ser evitadas. Um exemplo é a iniciativa da <a style="text-decoration: none" href="https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2021/09/15/calcadao-recebe-lixeiras-exclusivas-para-o-descarte-de-mascaras-no-centro-de-presidente-prudente.ghtml"><b>prefeitura de Presidente Prudente, São Paulo</b></a>, que adaptou lixeiras para funcionar como ponto de coleta desses materiais. O objetivo é impedir a contaminação e a disseminação do coronavírus, além de garantir a proteção ao meio ambiente e à saúde pública. A iniciativa está vinculada à lei municipal daquela cidade, <a style="text-decoration: none" href="http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/leis_decretos_detalhe.xhtml?t=2&amp;a=2021&amp;n=10393&amp;c="><b>10.393/2021</b></a>, que estabelece normas para descarte adequado de máscara de proteção e demais produtos, assim como fixa o devido descarte do lixo domiciliar em locais adequados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O erro em torno do descarte de máscaras está na falta de orientação, que deveria ser passada à população. A informação divulgada em campanhas como a do governo gaúcho e da Cetesb é de que o descarte das máscaras deveria ser feito na lixeira comum de banheiros. Além disso, Ana Beatris relembra que, no Brasil, houve pequenas iniciativas de reciclagem de máscaras. Em 2020, em Santa Maria, o Hospital Universitário (HUSM) da cidade desenvolveu um <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/2020/04/14/husm-desenvolve-projeto-para-reesterilizacao-de-mascaras-n95/">projeto de reesterilização e reaproveitamento de EPIs</a> com a intenção de suprir a escassez de equipamentos de proteção. Por consequência, o descarte de máscaras pôde ser reduzido.</p>		
			<h3>Como seria o descarte ideal?</h3>		
		<p>O ideal, segundo Ana Beatris, seria coletar e encaminhar as máscaras para a usina de triagem. O material precisa permanecer em quarentena - quando ficam, no mínimo, cinco dias separados dos demais para evitar a propagação de doenças - e, após, ser manipulado, triturado e levado à reciclagem. Esses materiais podem ser usados como enchimento de colchão e edredom. Entretanto, quando as máscaras estão contaminadas pela covid-19 esta opção não é válida e estes resíduos devem ser descartados como resíduo de serviço de saúde.</p>		
			<h3>O descarte de máscaras e os animais</h3>		
		<p>Animais como tartarugas marinhas e aves em geral ingerem as máscaras ao confundi-las com alimento. Isso pode atingir toda a cadeia envolvendo os animais aquáticos. A <a href="http://www.ibama.gov.br/residuos/controle-de-residuos/politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs">Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei nº 12.305/2010</a> está presente no site oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Ana Beatris assinala que a política deve ser aplicada, não apenas revista.</p>		
									<figure>
										<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/foto2_descarte_mascara.png" alt="Descrição da imagem: fotografia vertical e colorida, em tons de azul e de verde, de um cavalo marinho pequeno com uma máscara cirúrgica descartável presa no rabo. A máscara tem cor azul clara. O fundo é o mar, em tom azul bic na parte superior, e verde turquesa na parte inferior." loading="lazy" />											<figcaption>Foto: Ocean Photography Awards | Nicholas Samaras</figcaption>
										</figure>
		<p>O material ingerido por animais marinhos fica preso no aparelho digestivo, o que lhes causa confusão e dá uma sensação de saciedade. Por conta disso, o animal não tem mais vontade de se alimentar e morre por inanição. Outras espécies, como as aves, sofrem com os elásticos presentes nas máscaras, que se  prendem aos bicos.<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2022/02/28/campanha-mundial-pede-que-elasticos-de-mascaras-sejam-cortados.ghtml"> Elastic Cut é uma campanha</a> iniciada no Reino Unido, e a iniciativa incentiva o descarte do acessório com elásticos cortados, o que evitaria a asfixia de muitas espécies.</p><p> </p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 33.3333%"> Como é sugerido o descarte de máscaras</td><td style="width: 33.3333%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-left: 36pt;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte ideal de máscaras</p></td><td style="width: 33.3333%"> O descarte de máscaras e os animais</td></tr><tr><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A máscara usada deve ser embrulhada em saco plástico ou em papel e ser descartada no lixo do banheiro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Quando a pessoa estiver fora de casa a recomendação é guardar a máscara em um saco plástico e colocá-la no lixo do banheiro quando chegar em casa ou descartá-la no lixo de banheiros públicos.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As máscaras devem ser coletadas e encaminhadas para a usina de triagem, ficar em quarentena e, após, ser manipuladas, trituradas e levadas à reciclagem.</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso não exista essa possibilidade, deve-se recorrer à alternativa anterior.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As alças das máscaras devem ser cortadas antes de descartadas. </p></li></ul></td></tr></tbody></table><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><strong><em>Apuração: </em></strong><em>Gustavo Salin Nuh e Karoline Rosa, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aspirina e ácido acetilsalicílico (AAS) podem fazer mal para quem está com suspeita de dengue?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/aspirina-e-aas-fazer-mal-suspeita-dengue</link>
				<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 13:23:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[AAS]]></category>
		<category><![CDATA[ácido acetilsalicílico]]></category>
		<category><![CDATA[aspirina]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[suspeita de dengue]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9344</guid>
						<description><![CDATA[Com mais de 10 mil casos no Rio Grande do Sul, ainda existem dúvidas sobre qual medicamento tomar em caso de suspeita da doença]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-624d0bf0-7fff-909a-8c5e-347bd58e6f1a" dir="ltr">Com o aumento dos casos de dengue no Brasil, uma dúvida que surgiu entre a população é sobre o uso de medicamentos como aspirina e ácido acetilsalicílico (AAS) para o tratamento da doença. Segundo o<a href="https://saude.rs.gov.br/mais-tres-obitos-por-dengue-sao-confirmados-no-rio-grande-do-sul"> <u>Ministério da Saúde</u></a>, em 2022 os casos de dengue no Brasil cresceram 43,9%. O Rio Grande do Sul já registra, neste ano, mais do que o dobro do número de casos autóctones confirmados em 2021 - quando a contaminação acontece dentro de um mesmo local. No ano passado, foram 3.906 casos e, neste ano, já são 10.536 casos. </p><p>O professor Eduardo Flores, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva (DMVP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), afirma que esse aumento pode estar relacionado a dois fatores. O primeiro é que em 2020 e 2021 pode ter havido subnotificação e, portanto, o que se registra nesses anos não é um aumento de casos, mas sim das notificações. O segundo ponto é o favorecimento das  condições climáticas para a proliferação e a reprodução dos mosquitos, o que pode ter beneficiado esse aumento.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Dengue_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e em tons de azul marinho de um homem confuso entre dois mosquitos da dengue. O homem está de frente, em primeiro plano, da cintura para cima. Ele tem pele branca, cabelos raspados e em tonalidade escura, olhos redondos e brancos, bigode ralo; veste camiseta azul marinha. Segura uma cartela de AAS na mão, em cores vermelha e branca. Ao lado do seu ouvido, na esquerda da imagem, mosquito da dengue preto com pintas brancas, e um balão de fala ao lado, com a frase &quot;Não toma! Vai fazer mal&quot;. Na direita da imagem, ao lado do ouvido do homem, outro mosquito da dengue, e, ao lado, balão de fala com a frase &quot;Toma sim!&quot;. O fundo é uma parede de tijolos em cinza escuro." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-3e6d7208-7fff-953e-f90d-bc6208ed306d" dir="ltr">De acordo com o professor, os aumentos de casos de dengue no Brasil estão relacionados a segunda variável. O calor e o clima úmido proporcionam maior proliferação do mosquito, enquanto na temporada de temperaturas mais frias a reprodução tende a diminuir. Por isso os picos de casos de dengue nas regiões sul e sudeste ocorrem no final do verão e no início do outono, entre fevereiro e março, que é quando há maior população de mosquito circulando e, consequentemente, mais atividade do vírus.</p><p dir="ltr">Eduardo Flores explica que o vírus da dengue é dividido em quatro grupos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada um dos tipos causa doenças parecidas, mas raramente circulam ao mesmo tempo e no mesmo local. De acordo com o pesquisador, por existirem quatro tipos de dengue, uma pessoa só poderá ser infectada pelo vírus um total de quatro vezes ao longo da vida. É importante ressaltar que, se contrair um tipo de dengue, após o período de infecção, o indivíduo se torna imune ao tipo contraído.</p><p>Os sintomas da doença são a febre alta acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas - pequenas manchas vermelhas presentes em  20% ou 30% dos casos. A Revista Arco preparou um mitômetro para saber se, em caso de suspeita da doença, faz mal ingerir medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) e aspirina.</p>		
			<h3>O problema da automedicação</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-edb69301-7fff-519f-fa04-8b3a03d2e2bc" dir="ltr">Por apresentar sintomas comuns, a dengue pode ser confundida com outras doenças, como a gripe. De acordo com Ana Paula Ferreira, farmacêutica da Farmácia Escola da UFSM, os  medicamentos utilizados no tratamento de gripes e resfriados não são indicados em caso de suspeita de dengue. A farmacêutica alerta para prestar atenção em casos registrados na região, uma vez que os sintomas podem estar relacionados à dengue, além de evitar os medicamentos com salicilatos na composição, principalmente o ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios em geral, como Diclofenaco, cetoprofeno, ibuprofeno e nimesulida.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A farmacêutica Melina Renz, também da Farmácia Escola, lembra que, embora não seja tão comentado, outro tipo de medicamento que deve ser evitado são os corticoides. Esse tipo de anti-inflamatório não é recomendado por não existirem estudos que comprovem a eficácia no tratamento da doença. Segundo a farmacêutica Claudia Silveira,  também da Farmácia Escola, a automedicação para alguém que já tem uma doença pré-existente pode agravar o quadro, uma vez que muitas pessoas desconhecem seu organismo e não sabem se têm alergia a algum medicamento.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertam sobre a  importância de observar a composição do medicamento, para evitar aqueles contra indicados no caso de suspeita de dengue. Ana Paula ressalta que, em caso de dúvidas e na ausência de acesso a um médico ou posto de saúde, pode-se consultar um profissional farmacêutico, a fim de tirar dúvidas sobre os medicamentos que devem ser evitados em caso de suspeita da doença.</p>		
			<h3>Reações e efeitos da Aspirina e Ácido acetilsalicílico (AAS)</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-d751bfb0-7fff-1795-cda3-0020901929d1" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Ferreira esclarece que o ácido acetilsalicílico (AAS),  anti-inflamatório não esteróide, também conhecido como Aspirina, é uma droga usada para ‘afinar o sangue’: ela diminui a agregação plaquetária, o que minimiza a coagulação sanguínea. Uma das consequências da dengue, em sua forma mais grave, é a hemorragia. No momento que a pessoa ingere um medicamento que dificulta a coagulação, há mais chances de que a hemorragia aconteça.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Eduardo Flores informa que a dengue hemorrágica é a forma grave da doença:  em geral, entre 95% e 99% das pessoas têm febre, ficam em repouso e se recuperam. No entanto, até 2% dos casos se agravam na chamada dengue hemorrágica. Esse tipo da doença ocorre principalmente quando o indivíduo foi infectado com um tipo de dengue e tem nova infecção com outro tipo entre dois e quatro anos depois da primeira vez. A imunidade prévia  não protege contra o tipo diferente de dengue, e ainda pode agravar o caso.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Ana Paula, a orientação geral é evitar os anti-inflamatórios, uma vez que eles mexem com a  cascata da agregação plaquetária e  podem causar sangramentos. Os derivados do Ácido Acetilsalicílico (Aas) são os que têm mais efeitos nesse sentido. A farmacêutica ressalta que não são somente  medicamentos de uso oral que podem ter consequências no agravamento do caso. O Gelol - analgésico em forma de pomada utilizado para tratamento de contusões, reumatismos, dores musculares e torcicolos - tem Salicilato de metila na composição e inclui  na bula a recomendação de não ser utilizado em caso de suspeita de dengue. Mesmo que pequena, o Gelol pode promover uma absorção de seus componentes, e não é possível saber de que forma o organismo infectado pela dengue vai reagir à substância.</p>		
			<h3>Em caso de suspeita de dengue</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-a2b65fca-7fff-bbdb-b19c-2d98469bc684" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marila Marchiori, farmacêutica da Farmácia Escola UFSM, afirma que a principal recomendação ao ter febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos e cansaço, é fazer tratamento não medicamentoso por meio da ingestão de  bastante líquido e procurar atendimento médico.</p><p>Não existe um tratamento específico para a dengue, o que se faz é um tratamento sintomático, utilizando medicamentos que aliviam os sintomas da doença mas não agem sobre a causa. Claudia Silveira chama a atenção para a nomenclatura dos medicamentos, uma vez que muitos são conhecidos pelo nome comercial e não atentam para a composição, que pode ter contraindicação. Por isso, aconselha-se sempre a leitura da bula ou a busca por informações sobre o medicamento com o farmacêutico.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/comprovado-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-e9910d9d-7fff-38a9-5094-f5113cd06617" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Veredito final: Comprovado!</p>
<p dir="ltr">
</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em caso de suspeita de dengue, não tome ácido acetilsalicílico (AAS) ou aspirina. Esse é um medicamento que dificulta a coagulação, o que facilita a ocorrência de hemorragia - uma das consequências da dengue em sua forma mais grave. A orientação geral é evitar anti-inflamatórios, porque todos são potenciais causadores de sangramentos. Os derivados do Ácido Acetilsalicílico são os mais propensos a esse efeito. Sempre procure um médico e, antes de ingerir um medicamento, leia a bula e/ou tire suas dúvidas sobre o medicamento com o farmacêutico.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Karoline Rosa, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O maior esqueleto de dinossauros do Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-maior-esqueleto-de-dinossauros-do-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jun 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dinos na Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[dinossauro no RS]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9333</guid>
						<description><![CDATA[Fóssil revela um carnívoro de grande porte que caçava nas paisagens de Santa Maria há 230 milhões de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Há cerca de 20 anos, a equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia (LEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizava uma escavação de rotina em um sítio paleontológico na área urbana de Santa Maria quando descobriu um fóssil peculiar.&nbsp;</p>
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/1capa_DinoRS-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um paleontólogo ajoelhado em um terreno arenoso. Ele tem pele parda, cabelos escuros, barba rala e escura; usa chapéu cinza e luvas brancas; veste camisa branco gelo por cima de camiseta cinza escuro, calça azul marinho e botas pretas; ele está ajoelhado e segura uma picareta cinza com cabo amarelo. O chão é arenoso em tom de laranja pastel, tem algumas pedras em marrom alaranjado. Abaixo do solo, ossos espalhados na terra marrom. Acima do terreno arenoso, vegetação baixa em verde musgo. Acima, o céu azul com nuvens." loading="lazy">

Dentes serrilhados e em formato de faca, juntamente com pernas musculosas e tamanho avantajado, faziam desse dinossauro, o “Saturnalião”, um animal temível. Do focinho até a ponta da cauda, ele devia medir cerca de quatro metros e meio de comprimento, fazendo dele o maior esqueleto de dinossauro já encontrado no Rio Grande do Sul. Apesar de não estar completo, comparações com animais de parentesco próximo nos permitem visualizar como seria o restante do esqueleto.
<figure>
										<img width="1024" height="456" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/especime_11330_escala_humana-1024x456.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e em preto de uma simulação de dinossauro do lado de um homem. A simulação está em ícones pretos. No centro do dinossauro, em branco, o nome &quot;UFSM 11330&quot;; imagens de ossos estão distribuídos no focinho, na mandíbula, no pescoço, nas pernas e no calcanhar. Ao lado, na direita da imagem, homem em pé, com altura maior que o dinossauro. Abaixo, linha com flechas dos dois lados, que vai da extremidade da boca até o fim da cauda do dinossauro, e o número &quot;4,5m&quot;. O fundo é claro com textura de papel amassado." loading="lazy"><figcaption>Espécime UFSM 11330, o "Saturnalião", e seu tamanho comparado com um humano de cerca de 1,8 m de altura. Os fósseis conhecidos podem ser visualizados na silhueta.</figcaption></figure>
<figure>
										<img width="1024" height="339" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/reconstrucao_em_vida_escala_1_metro-1024x339.jpg" alt="Descrição da imagem: simulação colorida de um dinossauro marrom com pele escamosa. Ele está de perfil, tem a cabeça baixa na altura das costas, curvado, anda sobre duas patas e tem duas patas menores na parte da frente do corpo. Tem cauda longa, que começa grossa e termina fina. O olho é laranja, tem dentes pontiagudos e língua vermelha. Abaixo da cauda, há uma linha preta e o número &quot;1m&quot;. O fundo é branco." loading="lazy">

<figcaption>Reconstrução do dinossauro em vida. A cauda tem um metro de comprimento.</figcaption></figure>
Porém, antes de conhecer melhor a história desse achado incrível, vamos entender por que os fósseis encontrados no Rio Grande do Sul são alguns dos mais importantes do mundo. Os dinossauros (grupo que inclui as formas não-avianas - extintas há 66 milhões de anos) e as aves constituem os fósseis mais amplamente reconhecidos pelo público geral Eles dominaram as paisagens da maior parte da <a style="text-align: justify" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/post466/">Era Mesozoica</a>, uma faixa do tempo geológico que se estende mais ou menos de 250 milhões de anos até 66 milhões de anos, e que é dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo. Enquanto os dinossauros do Jurássico e Cretáceo, tais como Tyrannosaurus, Diplodocus ou Stegosaurus, já constam no imaginário popular, aqueles do Triássico ainda são pouco conhecidos, apesar de sua importância.
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										<img width="1024" height="222" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Tabela_do_Tempo_Geologico-1024x222.png" alt="Descrição da imagem: linha dos tempos geológicos horizontal e colorida. Da esquerda para a direita: retângulo cinza com o texto &quot;Pré-Cambriano&quot;, entre os números &quot;4,5 vi&quot; e &quot;540 ma&quot;; retângulo verde escuro com o texto &quot;Era Paleozoica&quot;, entre os números &quot;540 ma&quot; e &quot;252 ma&quot;; retângulo maior em azul claro com o texto &quot;Era Mesozoica&quot;, entre os números &quot;252 ma&quot; e &quot;66 ma&quot;. Acima do retângulo da Era Mesozoica, três retângulos menores: o primeiro, roxo, tem o texto &quot;Triássico&quot;, e está entre os números &quot;252 ma&quot; e &quot;200 ma&quot;; o segundo, em azul, tem o texto &quot;Jurássico&quot;, e está entre os números &quot;200 ma&quot; e &quot;145 ma&quot;. O terceiro, em verde vivo, tem o texto &quot;cretáceo&quot; e está entre os números &quot;145 ma&quot; e &quot;66 ma&quot;. O último retângulo, em amarelo, tem o texto &quot;Era Cenozoica&quot; e está entre o número &quot;66 ma&quot; e a palavra &quot;Presente&quot;. No retângulo do Triássico, há uma flecha vermelha e um ícone de dinossauro, em vermelho, e o número &quot;233 ma&quot;. O fundo é branco." loading="lazy">

<figcaption>Tabela do tempo geológico indicando a idade (em milhões de anos) aproximada do material estudado.</figcaption></figure>
O Período Triássico se estende de 250 milhões de anos até 200 milhões de anos e começou com a maior extinção em massa já registrada. Essa extinção eliminou a maior parte da fauna do então supercontinente Pangeia, uma massa de terra única que abarcava todos os continentes que nós conhecemos nos dias de hoje. Tal extinção aconteceu ao longo de vários milhões de anos e reduziu muito a diversidade dos animais dominantes da época, como os sinápsidos (grupo que inclui os mamíferos, seus ancestrais e parentes próximos), o que permitiu que os arcossauros (grupo formado por aves, crocodilos, seus ancestrais e parentes próximos) os substituíssem nos ecossistemas continentais. Porém, foi somente em meados do Triássico que os primeiros dinossauros começaram a aparecer.
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/info_DinoRS-1024x580.jpg" alt="Descrição da imagem: mapa em imagem horizontal e em tons de vermelho vinho e verde escuro pastel. O mapa é da Pangéia. Lugares como Eurásia, América do Norte, América do Sul, África, Índia, Antártica e Austrália estão em um aglomerado só. Na localização da América do Sul, duas linhas pontilhadas estão ligadas a dois blocos de texto com listagem de tipos de dinossauros: Gnathovorax cabreirai; Staurikosaurus pricei; Saturnalia tupiniquim; Buriolestes schultzi; Bagualosaurus agudoensis; Nhandumirim waldsangae; Herrerasaurus ischigualastensis; Sanjuansaurus gordilloi; Chromogisaurus novasi; Eoraptor lunensis; e Panphagia protos. O fundo é na cor verde escuro em tom pastel." loading="lazy">

<figcaption>Ilustração do supercontinente Pangeia, indicando a posição aproximada dos continentes atuais. Círculos vermelhos indicam as posições aproximadas das localidades na Argentina (à esquerda) e no Brasil (à direita) com os mais antigos dinossauros conhecidos, com a lista de espécies para cada um dos países.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Quando consideramos os registros inequívocos, ou seja, aqueles que temos “certeza” a partir da identificação dos esqueletos fósseis ou da datação das rochas, os mais antigos dinossauros são aqueles encontrados em rochas de cerca de 230 milhões de anos no Sul do Brasil e na Argentina. Existem registros de possíveis dinossauros que potencialmente seriam até mais antigos que esses, porém nem todos os autores concordam com a classificação desses materiais ou faltam estudos de datação dos sedimentos dos quais eles procedem para se ter certeza se seriam realmente mais antigos. No Brasil, tais fósseis são encontrados na Formação Santa Maria, que se estende de Leste a Oeste ao longo da depressão central do Rio Grande do Sul. <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/nem-todo-fossil-e-de-dinossauro/#:~:text=Isso%20significa%20que%20os%20dinossauros,os%20insetos)%20e%20de%20plantas.">Nem todos os fósseis achados nessas rochas são de dinossauros</a>, mas, mesmo assim, eles são relativamente raros e considerados de extrema importância para a paleontologia mundial no que diz respeito à origem dos dinossauros.</p>
É neste contexto que a equipe do LEP UFSM trabalhava no dia que encontraram um esqueleto incompleto em uma das ravinas avermelhadas do sítio “Cerro da Alemoa”, em Santa Maria. Os fósseis foram exumados em três datas diferentes, por conta do tamanho e da fragilidades dos elementos, e receberam o código UFSM 11330. Logo que foram escavados, os paleontólogos e estudantes sabiam que estavam diante de um animal relativamente grande e que se tratava de um dinossauro. Na época, apenas duas espécies brasileiras de dinossauros encontradas em rochas daquela idade (mais ou menos 230 milhões de anos) eram conhecidas: o Staurikosaurus pricei e o Saturnalia tupiniquim. Com as informações limitadas que tinham em mãos, a equipe considerou preliminarmente que o exemplar UFSM 11330 compartilhava mais semelhanças com Saturnalia; porém, o novo espécime apresentava o dobro do tamanho ou até mais, o que lhe conferiu o apelido de “Saturnalião”.
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Sitio-Cerro-da-Alemoa-1024x576.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma elevação de terra do tipo arenosa, na cor marrom alaranjado. Há grama e vegetações rasteiras no solo e, ao fundo, árvores altas em verde escuro. No fundo, o céu azul." loading="lazy">

<figcaption>Fotografia do sítio Cerro da Alemoa, em que foi realizada a coleta do material estudado. </figcaption></figure>
Ao longo dos anos, outros pesquisadores e alunos iniciaram seus trabalhos de descrição do esqueleto fóssil do “Saturnalião”, mas nenhum trabalho seguiu adiante para publicação final em periódico científico. Foi somente em anos recentes que o “Saturnalião” viria a ser analisado novamente. Em 2017, eu já fazia parte do LEP e, durante uma visita à coleção de paleovertebrados no prédio da Antiga Reitoria, o curador e chefe do laboratório, professor Átila Da Rosa, me mostrou os elementos preservados daquele dinossauro e me ofereceu a oportunidade de trabalhar com o material. Essa pesquisa teve como resultado um <a href="https://doi.org/10.1080/14772019.2021.1873433">artigo científico publicado no início de 2021</a>, que viria a compor um dos quatro capítulos do meu Trabalho de Conclusão de Curso, que defendi no fim de 2019.
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/fotografia_mauricio_por_janaina2-1024x580.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de pele branca acrocado sobre solo arenoso de cor marrom alaranjado. Ele tem cabelos escuros; usa máscara preta e chapéu cinza; veste camiseta cinza escura e colete bege, calça preta e botas brancas. Olha para um objeto que está nas mãos. Ao fundo, arbustos e árvores em verde escuro, e o céu ao fundo, claro." loading="lazy">

<figcaption>Maurício Garcia em trabalho de campo em um sítio do Período Triássico no município de Agudo (RS). Fotografia por Janaína Dillmann.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Nesse artigo, em co-autoria com os pesquisadores Rodrigo Müller, Flávio Pretto, Átila Da Rosa e Sérgio Dias da Silva, nós reavaliamos o material disponível que constitui o “Saturnalião” e discutimos suas implicações. Após preparação e triagem dos fósseis encontrados, constatamos que, além dos restos pertencentes a um dinossauro, elementos de um rincossauro, tipo de réptil abundante que conviveu com os primeiros dinossauros nas paisagens do Triássico, estavam ali misturados. O esqueleto do “Saturnalião” é composto por ossos da cabeça, coluna vertebral e pernas do animal, vários dos quais são muito importantes para identificar a qual grupo de dinossauros pertenceu aquele indivíduo.&nbsp;</p>
Para nossa surpresa, o “Saturnalião” estaria mais próximo do grupo Herrerasauridae, que contempla animais carnívoros de médio a grande porte, como o Staurikosaurus, do que aos Sauropodomorpha, como Saturnalia, grupo que inclui os grandes dinossauros saurópodes, que milhões de anos à frente viriam a se tornar os maiores vertebrados terrestres que já existiram.
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										<img width="1024" height="647" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/reconstrucao_em_vida_por_Caetano_Soares-1024x647.jpg" alt="Descrição da imagem: simulação artística, horizontal e colorida, de um dinossauro alongado, de perfil, com pele verde escuro e acinzentada em alguns pontos. Ele está em uma floresta em tons de verde." loading="lazy">

<figcaption>Representação paleoartística do espécime UFSM 11330, o "Saturnalião". Escultura e fotografia por Caetano Soares.</figcaption></figure>
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Gnathovorax_e_Saturnalia_por_Matheus_Fernandes-1024x580.jpg" alt="Ilustração horizontal e em tons de cinza de dois dinossauros em movimento. Eles estão sobre água. O primeiro, na esquerda, é do tipo Gnathovorax, está em pé sobre duas patas, tem corpo alongado, cauda grossa e cabeça pequena, e tem penugem na parte do pescoço. O outro, na direita da imagem, é do tipo Saturnalião, é um dinossauro alongado, comprido e robusto, está em pé sobre duas patas e tem outras duas pendentes; tem cauda alongada e grossa e cabeça grande." loading="lazy">

<figcaption>Representação paleoartística de dois dos dinossauros encontrados no Triássico da região central do RS. À esquerda Saturnalia tupiniquim e à direita Gnathovorax cabreirai. Ilustração por Matheus Fernandes.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Apesar dos novos dados obtidos, a falta de alguns elementos diagnósticos, como o osso da coxa (fêmur), impediu a atribuição do espécime UFSM 11330, o “Saturnalião”, a uma espécie nova ou a alguma já conhecida. No entanto, o “Saturnalião” é, até então, o maior registro de um esqueleto de dinossauro no Rio Grande do Sul e adiciona à diversidade de herrerassaurídeos, que antes contava apenas com o já citado Staurikosaurus (encontrado em Santa Maria) e Gnathovorax cabreirai (encontrado em São João do Polêsine). Além disso, o grande tamanho do “Saturnalião” nos permite reforçar a ideia de que dinossauros predadores de grande porte estavam presentes há 230 milhões de anos&nbsp; no Triássico do Sul do Brasil, e nos fornece uma visão mais completa da teia alimentar desta época.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Texto:</strong> Maurício Garcia, bacharel em Ciências Biológicas pela UFSM e estudante de Mestrado em Biodiversidade Animal pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal - PPGBA/UFSM;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong>&nbsp;Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
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