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Cooperações bilaterais são potencializadoras da internacionalização da ciência

Projeto de internacionalização da UFSM contempla parcerias diretas com mais de 180 universidades estrangeiras



Durante os últimos anos, o Projeto Institucional de Internacionalização da Universidade Federal de Santa Maria (PrInt/UFSM) tem desempenhado um importante papel como um dos propulsores da cultura de internacionalização da instituição. Aprovado em 2018, o plano foi elaborado para fazer parte do programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que visa à consolidação de cooperações bilaterais com instituições estrangeiras em busca de aprimorar e potencializar a ciência produzida pelos programas de pós-graduação (PPGs) da UFSM.

 

O Print/UFSM contempla 26 PPGs, organizados em 11 subprojetos multidisciplinares, que se encaixam em quatro temas estratégicos: Materiais do Amanhã e Tecnologias Limpas; Saúde Única; Sociedade Informacional: memória e tecnologias; e Sustentabilidade e Atitudes Inteligentes. Considerados de ampla demanda social, os temas foram definidos na formulação do projeto pelo Comitê Gestor, a fim de mostrar, com políticas e ações inovadoras, como a Universidade iria ganhar protagonismo internacional nos próximos anos.

Descrição da imagem: ilustração em formato de colagem, horizontal e colorida, de uma mulher que segura um tubo de ensaio. Ela está em primeiro plano, de frente, tem pele branca, cabelos castanhos, curtos e ondulados. Veste jaleco branco com textura de papel amassado. Em uma das mãos, segura um lápis amarelo e, na outra, um tubo de ensaio transparente om líquido vermelho. Ao fundo, em recortes de papel, um quadro de escola na cor verde escuro e contas e gráficos em giz branco. O outro recorte tem linhas cinzas com pontos nas extremidades sobre um fundo azul bebê. Acima, o planeta Terra. O fundo é quadriculado em amarelo pastel.

Inicialmente, o programa teria duração de quatro anos, com implementação em novembro de 2018 e encerramento em 2021. Em razão da pandemia, as atividades que estavam previstas para esse período não ocorreram e, por esse motivo, o cronograma do PrInt foi revisitado pela Capes e estendido até o ano de 2024. O Coordenador de Pesquisa na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) da UFSM e membro do subprojeto “Materiais Inteligentes”, Luiz Felipe Valandro, afirma que, apesar de as turbulências terem dificultado a execução plena das atividades originais, o que se espera é um novo ciclo de ações de internacionalização por parte dos projetos. 

 

O atual estágio de internacionalização institucional é avaliado pela plataforma SciVal, uma fonte de informações da Elsevier que apresenta métricas da produção científica de 7,5 mil instituições e 220 países no mundo. Segundo a SciVal, o PrInt vem conferindo uma sólida e crescente reputação acadêmica-científica à UFSM, por meio das atividades de pesquisa e ações em parceria com mais de 180 universidades estrangeiras, distribuídas por 28 países (Alemanha, Argentina, Argélia, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Nigéria, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça).mem

Descrição da imagem: Gráfico de mapa do mundo nas cores azul e verde. Os países estão em verde com textura de colagem de letras, e o fundo está em azul Bic com textura sombreada em preto, de pinceladas de tinta em parede. Sobre o mapa dos países, os nomes de alguns estão destacados em branco: na América do Norte, Canadá e Estados Unidos. Na América Latina, México, Cuba, Colômbia, Chile e Argentina. Na África, Nigéria e Argélia. Na Europa, Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Irlanda, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Holanda. Na Ásia, Índia, China e Japão. Na Oceania, Nova Zelândia e Austrália. O fundo é azul.
Países com instituições estrangeiras cadastradas no projeto.

Dessas parcerias, muitas ainda estão em consolidação ou não foram executadas. De acordo com a coordenadora do subprojeto “Tecnologias Limpas”, Paola Mello, os dois anos de inserção em atividades remotas fez com que fossem construídas parcerias de pesquisa por meio da interação online entre os grupos: “Nessa pós-pandemia, os pesquisadores estão ávidos pelas cotas (de bolsas), e só precisam da mobilidade acontecendo para que as colaborações sejam colocadas em prática.” 

 

A Capes financia bolsas no exterior (Doutorado Sanduíche, Professor Visitante Junior, Professor Visitante Sênior e Captação em Cursos de Curta Duração) e bolsas no Brasil (Jovem talento, Pós-Doutorado e Professor Visitante). Ainda, são financiadas bolsas de trabalho de curta duração, no país e fora dele, e disponibilizados recursos para manutenção dos projetos de cooperação internacional.

Redes de colaboração

Não é de hoje que a UFSM procura estreitar laços com universidades estrangeiras e consolidar a sua inserção no cenário científico internacional. Esse processo ocorre desde a sua fundação, sobretudo pelo intercâmbio de estudantes e professores em busca de qualificação profissional. No entanto, a internacionalização não se trata somente de mobilidades, mas de um processo coletivo, que ocorre de maneira estruturante e transformadora, e tenciona o envolvimento de todos os setores e esferas da instituição, com políticas e estratégias definidas para alcançar objetivos comuns. 

 

No Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016-2026 da UFSM, a internacionalização foi definida como o primeiro desafio da instituição. Os objetivos e resultados do Capes-PrInt vem gerando impactos na consolidação das políticas de internacionalização, e estão em consonância com as metas traçadas no PDI. Segundo o professor Felipe Valandro, os reflexos disso aparecerão no decorrer do tempo: “Todos os envolvidos (gestores, PPGs, pesquisadores e a comunidade da UFSM) devem estar em constante discussão, autoavaliação e aprimoramento para que ações estruturantes na UFSM ocorram e seus efeitos sejam sentidos a médio e longo prazo”, complementa.

 

Para a professora Paola, os acordos bilaterais, compromissos firmados por ambas as partes, com as universidades estrangeiras, são essenciais para elevar a nível global a excelência da pesquisa desenvolvida na UFSM. A docente relata que o PrInt tem permitido aquilo que se esperava, a internacionalização da pesquisa como um todo, que vai muito além de simplesmente um espaço de visitas e intercâmbios, e ressalta: “Muitas das coisas que a gente faz são únicas no mundo, ou poucos grupos desenvolvem com o mesmo conhecimento e amplitude que se faz aqui”.

 

No projeto ‘Tecnologias Limpas’ já existem métodos de controle de qualidade disponibilizados pelos grupos da química, tanto para a área de contaminantes nocivos à saúde, quanto na área de resíduos agrotóxicos. Além disso, também existem soluções para remediar e melhorar os ambientes e monitorar materiais e processos produzidos em parceria com os grupos da UFSM e do exterior. “Apesar do investimento inferior àquilo que esperávamos para a ciência crescer no Brasil, temos feito muita coisa diferenciada e alinhada com as tendências internacionais”, complementa a docente.

Perspectiva transdisciplinar

O caráter transversal e transdisciplinar do PrInt é um dos motivos que contribui com a inovação e a pesquisa científica. A coordenadora do subprojeto “Estratégias Farmacológicas e Nutricionais para Promoção da Saúde”, professora Maria Rosa Chitolina, afirma que o PrInt/UFSM trouxe uma nova visão de como problemas complexos da sociedade podem ser resolvidos com diversas áreas trabalhando em conjunto. “São necessários diferentes olhares para que os resultados e as soluções sejam muito melhores do que uma área isolada conseguiria fazer”, afirma a pesquisadora. 

 

Como exemplo, nesse projeto os principais resultados alcançados até então dizem respeito ao desenvolvimento de estratégias farmacológicas, nutricionais e atitudes sustentáveis para redução do risco de doenças crônicas, bem como dos riscos e/ou tratamento de intoxicações com contaminantes ambientais, medicamentos e alimentos. A articulação de seis diferentes PPGs das áreas de Ciências Biológicas, Saúde, Alimentos, Artes Visuais e Educação em Ciências permitiu uma abordagem transdisciplinar dos temas desenvolvidos. 

 

A vice-coordenadora do subprojeto Estratégias Farmacológicas Leila Queiroz Zepka relata que todos os PPGs envolvidos já eram grupos com perfis produtivos, reconhecidos pelo Sistema Nacional de Pós-Graduação como de excelência, com notas 5, 6 e 7, mas que a integração entre eles os fortaleceu e aumentou um espectro de alcance de oportunidades. Conforme demonstrado pela plataforma SciVal, ao longo dos anos, a UFSM, representada pela comunidade de pesquisadores, desempenhou atividades de pesquisa e construiu produtos científicos com diversas instituições internacionais. 


O primeiro relatório de execução anual do projeto institucional, enviado à Capes no final de 2019 — e único disponível para visualização até o momento —, aponta para o aumento expressivo do número de publicações e redações de artigos com parcerias internacionais. Agora em 2022, os líderes dos projetos percebem que não só houve aumento de publicações, mas também o índice de impacto das publicações em revistas e periódicos. “Antes os pesquisadores publicavam em periódicos de excelência nacional, nível B1. Agora já publicam numa revista com qualificações mais elevadas, como A2 ou A1”, conta a professora Maria Rosa Chitolina.

Fronteiras e novos passos

Em 2019, a Capes reduziu o investimento do Capes-PrInt em 30% para todos os projetos institucionais do país. O corte orçamentário de bolsas de estudos e recursos de custeio (usados para adquirir materiais e financiar missões de trabalho) teve impacto no cronograma de execução. Com a pandemia, os projetos foram ainda mais prejudicados e tiveram redução nas suas capacidades de potencializar as iniciativas planejadas. 

 

Apesar das dificuldades e limitações enfrentadas nesse período, já é possível visualizar os resultados do processo de melhoria da avaliação dos programas de pós-graduação da UFSM, , fomentado tanto pelo PrInt quanto por outras ações de internacionalização. Na mais recente Avaliação Quadrienal da Capes, referente ao período 2017-2020, 25 PPGs tiveram aumento de nota, sendo que 4 obtiveram conceito 7, nota mais alta na avaliação, e 3 deles alcançaram conceito 6. O reconhecimento da excelência e da visível consolidação dos PPGs se traduz em um incentivo para os pesquisadores envolvidos nos subprojetos de cooperação do PrInt/UFSM e as expectativas para os próximos anos são de maior dedicação, em vista de fortalecer os programas ainda mais.

 

É nesse sentido que o Coordenador de Pesquisa Felipe Valandro afirma que o PrInt e/ou outros incentivos de natureza similar precisam ser colocados como prioridade, pois têm um papel estratégico na sociedade: “Investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação são essenciais para prospectar um futuro mais justo ao Brasil”. Ainda, reitera que o Brasil passa por instabilidade econômica e política, e esse momento inspira desconfianças, logo, a comunidade científica precisa estar coesa em torno de esforços para superar esse cenário com diálogo e articulação.

Expediente

Reportagem: Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;

Design gráfico: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.

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