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A TV Campus é a emissora pública da Universidade Federal de Santa Maria, que comunica de forma democrática temas de interesse acadêmico. A emissora divulga o que é desenvolvido na UFSM e cumpre um papel de formação pedagógica na área de Comunicação Social e áreas afins. Os conteúdos são veiculados no canal 15 da NET Santa Maria, na TVE RS e na TV Câmara de Santa Maria, além de serem disponibilizados nas plataformas digitais. A programação é plural e busca fortalecer os valores e propósitos da Universidade.

História

 

Fundada em 30 de julho de 1995 com a missão de divulgar os acontecimentos e os conhecimentos científicos produzidos na Universidade Federal de Santa Maria, a TV Campus surgiu como a primeira emissora universitária a transmitir via cabo no Brasil. De lá pra cá, mais de 200 alunos passaram pelos estúdios e ajudaram a construir uma história que se mistura com o cotidiano da UFSM.

A ideia de instalar um canal de TV institucional era uma vontade de José Mariano da Rocha Filho, fundador da Universidade. Entretanto, a criação de um canal de televisão da Universidade só foi possível graças à Lei 8.977, de janeiro de 1995, que dispõe sobre o serviço de TV a cabo no Brasil e permitiu a concessão e criação de canais universitários. Com isso, um grupo de colaboradores da área audiovisual, liderados por Sérgio Assis Brasil, passou a se reunir para produzir um então programa experimental de variedades, que se chamava “TV Campus”. O programa tinha cerca de uma hora de duração e foi o embrião para a consolidação do canal.

A partir disso, a UFSM passa a ter, além da Rádio Universidade, uma emissora de televisão para divulgar todas suas ações no canal 15 da NET, servindo também como um ambiente pedagógico para os cursos relacionados ao trabalho audiovisual, principalmente os de Comunicação Social da Universidade.

Desafios iniciais

Na época em que passou a se pensar na implantação da TV Campus, a demanda principal era a criação de um programa de uma hora de duração que tivesse notícias da Universidade e conteúdos variados. Aos poucos, a equipe de voluntários foi se fortalecendo e todo conteúdo já não cabia no período de uma hora. Além disso, por algum tempo não havia uma sede própria, passando por diversos espaços da universidade.

Progressivamente, foi se estabelecendo um ambiente de experimentação para os alunos e aqueles que desejavam aprender sobre produção audiovisual. Além do mais, a tecnologia analógica tornava o ambiente ainda mais desafiador: “Agora as possibilidades são múltiplas, mas naquela época tudo era mais artesanal. A edição era no formato linear. Tudo era feito com muita vontade de aprender e éramos estimulados pelo Sérgio, que tinha esse perfil de acolher e incentivar”, recorda o cineasta Luiz Alberto Cassol, um dos primeiros estudantes a trabalhar na TV Campus.

Cassol descreve um ambiente de trabalho de muita cooperação na época, pois a participação no início era de forma voluntária. “Tudo era uma grande escola. Nós envolvíamos em todas as etapas da produção. Tínhamos a dimensão do desafio e, coletivamente, por meio da experiência do Sérgio Assis Brasil e da Martha Marchesan, tudo foi possível.”

Papel pedagógico da TV Campus

Após estruturada e estabelecida no décimo andar do prédio da Reitoria em Camobi, a TV Campus passou a ser um espaço pedagógico para estudantes dos cursos de Comunicação da UFSM interessados no ambiente televisivo, ajudando em seu desenvolvimento e preparando-os para o mercado de trabalho. A partir disso, a equipe de trabalho da TV passou a ser definida por meio de concursos públicos e seleção de alunos bolsistas e estagiários. Atualmente, a emissora conta com dez servidores.

Ao longo desses anos, a TV Campus precisou se adaptar e explorar meios, formatos e ideias. Um dos momentos de destaque era a programação ao vivo, quando estudantes tinham a desafiadora missão de apresentar um programa de entrevistas que ia ao ar todos os dias. Anaqueli Rubin, jornalista do setor que também teve passagem pela emissora enquanto estudante de Jornalismo, passou por essa experiência. “Em 2005 nós não fazíamos reportagens, fazíamos programas de entrevistas e era uma experiência muito legal, porque tinha essa característica do ao vivo, do improviso e de perder o medo.”

Muitos nomes do telejornalismo do estado e do Brasil passaram pelo estúdio da TV Campus. Vanessa Backes, repórter e apresentadora da RBS TV, formada em Jornalismo pela UFSM em 2009, deu os seus primeiros passos no telejornalismo na TV Campus e destaca o compromisso de cobrir os acontecimentos da UFSM. “Era um espaço de experimentação. Tínhamos a possibilidade de sugerir ideias e formatos.” A jornalista recorda que a cobertura mais esperada era a do antigo vestibular da Universidade. “Eu era repórter e havia uma longa transmissão durante todas as manhãs. Fazia entradas ao vivo, gravava boletins e levava para o prédio da Reitoria para rodar. Lembro dessa experiência com muito carinho e saudade.”

Ensinamentos da TV Campus

Quem entra na faculdade traz consigo seus planos e sonhos. No Jornalismo, por exemplo, o leque de opções é grande e quem escolhe seguir a carreira do telejornalismo encontra na TV Campus um caminho para a realização desse sonho e contribui para que o mercado de trabalho não seja tão assustador quanto parece. É uma porta aberta para se desenvolver dentro da própria universidade. “A TV Campus fez eu me apaixonar ainda mais pelo jornalismo e me ensinou a contar histórias de uma forma diferente”, relata o jornalista Felipe Laud, repórter da TV Câmara de Porto Alegre. “Foi onde percebi que podia fazer matérias de maneira criativa e com proximidade com os entrevistados e foi onde eu pude encontrar o meu estilo de fazer jornalismo”, evidencia.

Uma das passagens mais recentes, Juliano Castro, repórter da RBS TV, revela que a TV Campus permitiu entender o papel que a televisão tem na vida das pessoas. “A TV Campus me ensinou sobre o poder do relato e a força dos depoimentos. Que uma boa história chega longe e toca as pessoas. Aprendi que televisão começa simples: na vontade de fazer. Isso trago até hoje”, finaliza. 

Novas perspectivas

Os mais de 25 anos da emissora demarcam a tradição em formar novos profissionais de comunicação audiovisual e fortalecer o papel da UFSM nas suas ações com a sociedade na qual está inserida. Para os próximos anos, a emissora entende que deve continuar com seu papel pedagógico e informativo, através da inserção nos meios digitais, como já vem realizando, e a interação com outros canais com os quais possa trocar experiências e conteúdos. “Parcerias como a TV Câmara de Santa Maria e até mesmo a TVE são fundamentais e apontam que o caminho para a democratização da comunicação passa por mirar nos espaços digitais e públicos para que mais pessoas possam conhecer o papel da Universidade e dela se beneficiar”, explica o atual diretor da TV Campus, Gabriel Soares.

A TV Campus mantém uma programação diária de 12 horas no canal 15 da NET, preenchida por produções próprias, materiais elaborados por outras TVs universitárias federais, audiovisuais viabilizados por editais para integrar a programação de emissoras públicas e produções de outros setores da UFSM. Os conteúdos produzidos também ficam disponíveis no canal do YouTube e no Farol, além de serem divulgados na página do Facebook e no perfil do Instagram.

Baseado em texto de Pablo Iglesias