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8 de março. Dia de luta e igualdade



Há algumas versões que contam o porquê de o dia 8 de março ser considerado histórico. Uma delas, talvez a mais conhecida, é a de que houve um incêndio no dia 25 de março do ano de 1911 em uma fábrica em Nova York, onde 125 operárias morreram. No entanto, a verdadeira história da luta pela igualdade entre homens e mulheres data de 1917, na Rússia, onde um grupo de operárias saiu às ruas para protestar contra o Czar Nicolau II devido às más condições de trabalho, à fome e à participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz”.

Essa busca por direitos iguais seguiu sendo palco de constantes manifestações em todo o mundo. E a comunidade global, através de órgãos internacionais, percebeu a necessidade, cada vez maior, de se estar em um mundo onde prevalecesse a equidade. Assim, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que firmava princípios de igualdade entre homens e mulheres.

No entanto, somente nos anos 1960 a luta por direitos iguais entre homens e mulheres ganhou uma maior força, devido ao movimento feminista, consolidando-se apenas em 1975, quando foi comemorado, oficialmente, o Ano Internacional da Mulher. Em 1977, enfim, o dia “8 de março” foi reconhecido pelas Nações Unidas.

Porém, a oficialização da data e a necessidade de se viver em um mundo igualitário não surtiu o devido efeito, mantendo as mulheres na busca por direitos iguais na educação, no mercado de trabalho, nos relacionamentos e também na política. É algo que perpassa as décadas e se estende até os dias atuais.

O fato de a mulher ser inferiorizada ao homem é cultural. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, 2017, em 24 países, cerca de 16% dos entrevistados, em nível global, acreditam que a mulher é inferior ao homem, 17%, ainda, consideram que a mulher não deve trabalhar fora de casa para dedicar-se, exclusivamente, ao cuidado do lar e dos filhos. Essa pesquisa é um reflexo de como ainda precisamos avançar na conquista por igualdade.

 Somado a isto, os casos de violência, especialmente no Brasil, aumentam a cada ano. Aqui, a cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física e 164 são estupradas por dia, o que corresponde a um estupro a cada dez minutos.

Pensando nesse triste quadro, no qual as mulheres são inferiorizadas e têm suas vidas postas à prova todos os dias, a Universidade Federal de Santa Maria, através do Núcleo de Divulgação Institucional da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), criou uma campanha em prol da vida das mulheres, durante todo o mês de março.

Foram publicadas imagens com informações sobre o porquê do dia 8 de março e do uso da cor lilás, o conceito de feminismo, os projetos feitos não só com, mas para mulheres na PRE e as mulheres cientistas da UFSM. Ainda, trouxeram dados de violência contra as mulheres no Brasil e no mundo, além de tipificar os tipos de violência praticados, que englobam desde a psicológica – através de abuso de poder e controle emocional – até a física, como estupro e feminicídio.

O objetivo da campanha foi não só tentar elucidar conceitos que, na maioria das vezes, são vistos como inimigos para as pessoas, mas também mostrar que é preciso seguir lutando, diariamente, por um mundo em que tanto mulheres quanto homens sejam vistos como iguais, que tenham os mesmos salários, cargos de destaque em empresas e que, principalmente, ambos tenham a mesma autonomia para decidir sobre suas vidas.

Assim, o dia 8 de março não é um dia de comemoração. É um dia de luta.

 

Texto: Andréa Ortis/ Núcleo de Divulgação Institucional da Pró-Reitoria de Extensão

 

Revisão Textual: Erica Medeiros/ Núcleo de Divulgação Institucional da Pró-Reitoria de Extensão

 

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