Pular para o conteúdo
Português English Español Français Italiano
Início do conteúdo

Geoparques

Os Geoparques Mundiais da UNESCO são áreas geográficas unificadas, em que paisagens singulares de relevância geológica internacional são administradas com base em um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Sua abordagem ascendente, que combina a conservação com o desenvolvimento sustentável e que, ao mesmo tempo, envolve as comunidades locais, está se tornando cada vez mais popular. Atualmente, existem 127 Geoparques Mundiais da UNESCO em 35 países, e somente um deles está localizado no Brasil (UNESCO, 2018).

A proposta de Geoparque empodera as comunidades locais e fornece a elas a oportunidade de desenvolver parcerias coesas com o objetivo comum de promover a conservação da natureza e o desenvolvimento endógeno. São estabelecidos por meio de um processo ascendente (da base ao topo) que envolve todas as partes interessadas e autoridades tanto locais como regionais (por exemplo, proprietários de terra, empresários, grupos comunitários, profissionais de turismo, prefeituras, povos indígenas e organizações locais). Esse processo requer compromissos firmes por parte das comunidades locais, parcerias locais fortes e múltiplas com apoio público e político de longo prazo, bem como desenvolvimento de uma estratégia abrangente que atinja todos os objetivos das comunidades, enquanto mostra e protege o patrimônio natural e cultural do lugar.

A presente proposta se formula na tentativa de contribuir com essa articulação para o desenvolvimento local sustentável, atentando para a função social da Universidade, especialmente no âmbito da extensão.

Trata-se de uma ação de longo prazo, que concentrará seus esforços em torno da implantação de dois Geoparques: Quarta Colônia e Caçapava do Sul. Ambos os projetos de Geoparque já possuem uma trajetória e algumas condições para a efetivação da proposta, dentre elas a singularidade geológica (pré-requisito indispensável para o pleito) e, principalmente, interesse da comunidade acadêmica da UFSM em contribuir com a população desses lugares na construção dessa estratégia de desenvolvimento local.

No ano de 2018, algumas iniciativas já ocorrem na UFSM e nos territórios para a efetivação desse projeto. Foram realizadas duas reuniões ampliadas na sede da UFSM, com convite a todos os departamentos e pesquisadores de áreas afins à temática dos geoparques e àqueles que desenvolvem atividades nos dois territórios em questão. Ambas tiveram uma participação significativa, atingindo aproximadamente 30 pessoas. Além dessas reuniões, foram realizadas outras duas, uma específica com os gestores municipais da Quarta Colônia (CONDESUS), que aconteceu no dia 19/12/18, no CAPPA/UFSM, município de São João do Polêsine, e outra com representantes da UNIPAMPA, em Caçapava do Sul, no dia 23/11/12. Nestas, a participação dos representantes da UFSM também foi significativa e o retorno dos gestores e entidades positivo. A intenção desta proposta é reforçar o interesse dos pesquisadores da UFSM na temática e institucionalizar a iniciativa de promover o desenvolvimento local endógeno junto às comunidades.

Trata-se, portanto, de uma das estratégias de extensão da UFSM a ser adotada pela gestão 2018-2021 para articular o desenvolvimento regional.