Refletir sobre a maternidade para além dos estereótipos é a proposta do Clube de Leitura Maternidades, um projeto de extensão que convida a comunidade a mergulhar em obras literárias que abordam o tema sob diferentes perspectivas. Essa iniciativa busca criar um espaço de diálogo e análise crítica sobre a maternidade enquanto construção social, ideológica e também como experiência individual.
Vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o projeto realiza encontros periódicos para leitura e discussão de textos que atravessam o universo das maternidades. A proposta consiste em reunir participantes interessados a refletir sobre o tema a partir da literatura, ampliando olhares em torno de questões como identidade, gênero, afetos e expectativas sociais.
Experiência consolidada e novos formatos
Ao longo de 2025, o Clube de Leitura Maternidades realizou encontros presenciais no campus da UFSM, reunindo participantes para discutir obras de diferentes autoras e contextos. Foram debatidas as produções de Julia Lopes de Almeida, pioneira na literatura brasileira; Alba de Céspedes, conhecida por suas narrativas sobre a condição feminina; e Chimamanda Ngozi Adichie, referência contemporânea nas discussões sobre gênero e identidade.
A diversidade que caracteriza as temáticas do clube é um dos pontos centrais da proposta, pois permite aos participantes um contato com diferentes visões sobre maternidade, que são atravessadas por contextos históricos, culturais e sociais distintos.
Em 2026, o projeto passa a ser realizado em formato online, ampliando o alcance da iniciativa e possibilitando a participação de pessoas de diferentes regiões.
Nova programação aposta na pluralidade de narrativas
A edição deste ano apresenta uma curadoria que transita entre contos, romances e literatura infantil, reunindo obras que abordam a maternidade de maneira complexa e, muitas vezes, provocadora. A seleção inclui autoras e autores contemporâneos que exploram temas como ambivalência materna, memória, aborto, relações familiares e construção de identidade.
O cronograma de encontros já está definido:
- 14 de abril, às 19h – conto “XX + XY”, da obra A teta racional, de Giovana Madalosso
- 12 de maio, às 19h – romance Máquina de Leite, de Scilvia Molnar
- 16 de junho, às 19h – conto Primeiras Lembranças, de Geni Guimarães
- 7 de julho, às 19h – O acontecimento, de Annie Ernaux
- 11 de agosto, às 19h – Literatura infantil, de Alejandro Zambra
- 15 de setembro, às 19h – Como amar uma filha, de Hila Blum
Um espaço aberto à comunidade
Os encontros são gratuitos e abertos tanto à comunidade acadêmica quanto ao público externo interessado nas temáticas abordadas. A proposta inclusiva busca aproximar a universidade da sociedade por meio da circulação de conhecimento e da promoção de debates relevantes.
Para participar, os interessados devem enviar um e-mail para literaturaegravidez@ufsm.br, manifestando interesse. A organização encaminha, então, o link de acesso aos encontros online. Outras informações podem ser obtidas via instagram @aportasfechadas
Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Confira fotos dos encontros



