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Projeto Retalhos da Memória de Santa Maria – artigo 022 A Primeira Reitoria da UFSM



Fotografia em preto e branco, em dia ensolarado, de uma casa avarandada no alto de terreno gramado, próxima a uma estrada de terra. A casa é de madeira, na cor branca, onde se vê a lateral esquerda e a fachada. Sete escoras de madeira escura sustentam o avanço do telhado de fibrocimento e trepadeiras envolvem as duas escoras centrais. No canto da casa, duas janelas basculantes quase juntas, uma em cada parede. Na fachada, ao lado da janela, uma porta aberta. À direita, ao fundo, um grande telhado de barro sustentado por pilares cobrem embalagens altas e claras. Na lateral esquerda da foto, uma muda de árvore com tronco fino, que se divide em dois galhos que formam uma copa com poucas folhas. Atrás do tronco, cravada no gramado, uma estaca de madeira arredondada na parte superior. À direita, a estrada em diagonal descendente, na qual a sombra da árvore se estende de um lado a outro. Na subida da estrada até a casa, um caminho com degraus brancos sobre o gramado.

Quem poderia imaginar que por trás da sede do Serviço de Vigilância do Campus houvesse uma história e tanto?

Durante a construção Universidade de Santa Maria sentiu-se a necessidade de um espaço com o objetivo de receber o então Reitor José Mariano da Rocha Filho e seus convidados, onde pudessem realizar reuniões e debater sobre as obras da criação do futuro Campus, pois sempre acabavam no galpão da Divisão de Obras.

Foi então que o professor Luiz Gonzaga Isaia, que sempre esteve ao lado do Reitor José Mariano da Rocha Filho durante todo esse período histórico e também fundador e diretor da antiga Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas de Santa Maria, teve a ideia de construir uma casa para receber os convidados do Reitor e executar os seus trabalhos durantes as obras. Assim, surgia, em 1964, a casinha de madeira, concretizada por Adalberto dos Santos Ferraz, carpinteiro, que já havia participado de outras realizações no Campus. 

Professor Isaia planejou uma casa simples e com certo conforto, com cobertura de telhas de cimento-amianto, tábuas de madeira pregadas horizontalmente e apenas um vão em seu interior, ligado a um limitado sanitário. Foi ajardinado com mudas do viveiro cuidado por Floriano Dias, que demarcou o local, informando que a casinha ficaria no centro do primeiro grande canteiro, no coração da futura cidade universitária. Um ninho de João de Barro foi colocado sobre o balcão de acesso ao recinto, que foi apelidado de João Barreiro, sendo símbolo da Divisão de Obras.

 A casa, mais tarde denominada como Escritório de Obras e então Primeira Reitoria, passou por ameaças de demolição por não ter sido planejada, mas integrada como obra histórica, permaneceu intacta. Assim, serviu também para sediar os Correios e Telégrafos da Cidade Universitária e por fim tornou-se a sede do Serviço de Vigilância do Campus, como é conhecida hoje.

Texto: Danielle Godoy Espindola, acadêmica do 2º semestre do Curso de Arquivologia da UFSM.

Audiodescrição da imagem: Fotografia em preto e branco, em dia ensolarado, de uma casa avarandada no alto de terreno gramado, próxima a uma estrada de terra. A casa é de madeira, na cor branca, onde se vê a lateral esquerda e a fachada. Sete escoras de madeira escura sustentam o avanço do telhado de fibrocimento e trepadeiras envolvem as duas escoras centrais. No canto da casa, duas janelas basculantes quase juntas, uma em cada parede. Na fachada, ao lado da janela, uma porta aberta. À direita, ao fundo, um grande telhado de barro sustentado por pilares cobrem embalagens altas e claras. Na lateral esquerda da foto, uma muda de árvore com tronco fino, que se divide em dois galhos que formam uma copa com poucas folhas. Atrás do tronco, cravada no gramado, uma estaca de madeira arredondada na parte superior. À direita, a estrada em diagonal descendente, na qual a sombra da árvore se estende de um lado a outro. Na subida da estrada até a casa, um caminho com degraus brancos sobre o gramado.

Comissão de Audiodescrição da UFSM.

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