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Iniciativa presta assessoria a migrantes e refugiados na Antiga Reitoria

O Migraidh UFSM atua há cerca de dez anos na promoção e proteção dos direitos humanos



A fim de incentivar o desenvolvimento sustentável, a paz e a segurança, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está comprometida com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Dentre as iniciativas alocadas na Antiga Reitoria que se envolvem com esse plano de ação global está o Migraidh, Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional. O programa atua há cerca de dez anos em assessoria a migrantes e refugiados presentes em Santa Maria (RS), reforçando o elo entre a sociedade e a comunidade acadêmica na promoção e proteção das liberdades fundamentais.

Desde 2013, a ação busca proporcionar a atenção integral a migrantes e refugiados por meio de atendimento, acolhimento, inserção social, acesso a direitos, formulação de políticas públicas e ativismo político. Para isso, o grupo inclui entre as suas principais atividades rodas de conversa em estímulo à acessibilidade linguística, diálogos sobre o tema das migrações, eventos para integração local e difusão cultural, ações em combate à xenofobia, apoio técnico, jurídico e psicossocial e impulsionamento às agendas municipais de políticas públicas. O objetivo central da iniciativa é fortalecer o respeito aos direitos humanos de migrantes e refugiados a partir do protagonismo dos grupos e a participação aberta aos interessados pela temática.

O Migraidh é vinculado ao Observatório de Direitos Humanos (ODH) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. Desde 2015, a ação é responsável pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), fórum da Universidade direcionado à promoção da Educação, Pesquisa e Extensão acadêmica voltada à população em situação de refúgio. Essa parceria une a Instituição à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e corresponde a uma relação de cooperação entre universidades nacionais para a integração local da população refugiada e migrante. Além desse convênio, a ação está ligada ao Núcleo de Psicanálise UFSM. Ainda, possui parceria nacional com a Rede de Advocacy Colaborativo (RAC) e a Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos (RBEDH) e estadual com o Fórum Permanente da Mobilidade Humana (FPMH/RS) e o Comitê de Atenção a Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas de Tráfico de Pessoas (COMIRAT/RS).

Facilitando a aproximação com o público em geral, o Migraidh está localizado no Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras (Antiga Reitoria), no centro de Santa Maria. O Programa de Extensão ocupa a sala 507 do edifício, onde funciona de segunda a sexta-feira, com turnos atualizados semestralmente. Giuliana Redin, coordenadora da ação, relata: “Estar neste prédio significa estar em contato com o território e isso é o principal. A nossa atuação se dá no sentido do acolhimento. O migrante que circula pela cidade encontra no coração dela um lugar de acolhimento. A porta aberta no centro da cidade representa isso. Estamos muito próximos e prontos para receber, dar apoio e intermediar junto aos serviços públicos”. Alguns atendimentos e atividades também acontecem no campus da Universidade, na sala 3442 do prédio 74B.

A equipe Migraidh reúne pesquisadores, professores, técnicos e estudantes de diversos cursos da UFSM – dentre eles, Direito, Relações Internacionais, Ciências Sociais, Comunicação, Psicologia, Letras e Serviço Social. Disposto a produzir conhecimento, o programa é constituído e orientado por seis linhas de pesquisa: Proteção e Promoção dos Direitos Humanos de Migrantes e Refugiados no Brasil, sob coordenação da professora Giuliana Redin; Psicanálise e Migrações: efeitos clínico-políticos dos deslocamentos, sob coordenação da professora Marluza da Rosa; Fluxos Migratórios Internacionais, Projeto Migratório e Alteridades, sob coordenação da professora Maria Clara Mocellin; Processos de Mobilidade, Cidadanias e Reconhecimento, sob coordenação da professora Maria Catarina Zanini; Comunicação Midiática e Migrações Transnacionais, sob coordenação da professora Liliane Brignol; e Política Linguística e Línguas de Acolhimento, sob coordenação da professora Eliana Sturza. 

Para o futuro, Giuliana Redin conta que pretende manter o que já foi construído, mas sempre aspirando novos avanços. “Visamos ampliar as possíveis parcerias e as linhas de pesquisa, incluindo e aprofundando mais áreas do conhecimento, a fim de expandir a atenção integral aos migrantes e refugiados. Além disso, buscamos uma conquista para o território nas questões migratórias, com a criação de um comitê municipal. Também estamos atuando com proposições para o novo governo”, expressa a coordenadora.

O contato com o Migraidh pode ser realizado presencialmente, no espaço na Antiga Reitoria, ou de forma digital, através do e-mail migraidh@gmail.com, Instagram e Facebook.

 

Texto e Fotos: Anna Júlia da Silva | Pró-Reitoria de Extensão UFSM

Revisão: Laura Lopes | Pró-Reitoria de Extensão UFSM

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