Na última sexta-feira (22), a Subdivisão de Geoparques organizou junto à Unipampa – campus Caçapava do Sul e à Coordenadoria do Geoparque Caçapava o “Encontro com o Geoparque Caçapava”. O evento foi planejado com o objetivo de transmitir para a comunidade local informações sobre a Rede Mundial de Geoparques e sobre o Geoparque Caçapava. A programação faz parte das ações programadas para o ano de 2026, pela Coordenadoria de Desenvolvimento Regional – CODER/UFSM.
Na ocasião, representantes do Geoparque abordaram a importância do território para a preservação do patrimônio natural, cultural e histórico, bem como para o fortalecimento da identidade local. O professor e coordenador científico André Borba citou o processo de revalidação junto à UNESCO, a futura visita dos avaliadores internacionais e os avanços conquistados desde a última missão de avaliação da UNESCO, ressaltando o papel fundamental da comunidade na manutenção do reconhecimento internacional.
O momento reuniu cerca de 50 pessoas, entre moradores, artesãos, produtores da agricultura familiar, empreendedores, lideranças e representantes de instituições. A iniciativa também contou com a apresentação do Sítio Chaleira Preta, empreendimento parceiro do Geoparque que atua no turismo rural e pedagógico, mostrando como o território pode gerar renda, pertencimento e desenvolvimento sustentável.
Além das palestras, ações de integração e atividades voltadas ao incentivo da economia criativa, o público participou da Geofeira, protagonizada por produtores locais e pela comercialização de artesanato e gastronomia que valorizam o patrimônio do território e a identidade local. Houve, ainda, uma celebração especial dos três anos da certificação do Caçapava Geoparque Mundial da UNESCO.
A ação de extensão fortalece o vínculo entre população e localidade, promovendo engajamento e pertencimento para a comunidade de Caçapava do Sul. A CODER entende que aproximar os cidadãos das decisões e processos relacionados ao Geoparque Caçapava, especialmente no contexto da revalidação da UNESCO, mostra que o reconhecimento internacional depende do envolvimento coletivo.
O evento contribui para disseminar informações sobre o espaço como um Geoparque mundial da UNESCO, estimular o turismo sustentável, apoiar empreendimentos locais e estimular oportunidades de expansão social e econômica. O encontro também cria espaços de diálogo, troca de experiências e articulação entre moradores, instituições, empreendedores e lideranças, reforçando a construção coletiva de um território mais consciente e participativo.
Texto: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).