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CAPPA da UFSM busca investimentos para a construção de Museu de Paleontologia



O projeto de Museu de autoria do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da UFSM prevê conservação do patrimônio fossilífero e desenvolvimento regional da Quarta Colônia

 

Representação visual do Museu de Paleontologia.

A cada ano que passa, mesmo durante o período de pandemia, a região central do Rio Grande do Sul ganha mais atenção pelo seu vasto acervo fossilífero. Turistas, pesquisadores e visitantes de todo lugar procuram conhecer a Formação Geológica Santa Maria, reconhecida internacionalmente pelo Guinness Book (livro dos recordes) como o berço dos fósseis de dinossauros mais antigos do mundo, datados do período Triássico, com cerca de 250 milhões de anos. No entanto, quem chega até aqui pode não encontrar exatamente o que procura, pois apesar de ser destaque em descobertas inéditas, a rota paleontológica ainda não possui espaço adequado para exposição dos fósseis ao público, ou até mesmo profissionais exclusivamente dedicados a este trabalho educativo-cultural. Em contrapartida, um projeto para a construção do museu junto à estrutura do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM) já existe, o único obstáculo para a sua execução é a falta de recursos. 

Qual o objetivo atual do CAPPA?

Criado com o objetivo de dar suporte à pesquisa paleontológica da Quarta Colônia, o CAPPA disponibiliza uma estrutura laboratorial, onde é realizado o trabalho de escavação, preparação, curadoria e investigação dos fósseis. Este centro foi construído junto à sede do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS), em São João do Polêsine. Em 2010, a estrutura foi doada para a UFSM e três anos depois passou a funcionar efetivamente como um órgão suplementar do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). Hoje, os esforços de coleta e prospecção da equipe têm impulsionado as investigações, e os exemplares estudados são peças-chave para a investigação de diversos eventos a nível global, como a origem dos dinossauros, pterossauros e mamíferos. 

De acordo com o Diretor do CAPPA, Dr. Rodrigo Temp Müller, o centro recebe visitantes mediante agendamento, em uma exposição improvisada e guiada pelo corpo técnico de paleontólogos. Contudo, por esta não ser a finalidade principal do Centro de Pesquisa, a falta de uma estrutura museológica afeta tanto o trabalho dos pesquisadores, quanto a experiência dos visitantes.

Vantagens caso o projeto do Museu do CAPPA seja implantado

Para o paleontólogo Leonardo Kerber, a construção de um espaço adequado irá permitir a exposição com segurança e qualidade de espécimes que hoje não podem ser colocados à disposição do público, bem como o desenvolvimento de outras atividades comuns em grandes museus. “Isso propiciará um maior contato com a comunidade, uma etapa fundamental da extensão universitária, podendo inclusive receber grandes grupos escolares, e permitir às crianças o contato com essas atividades desde cedo”, afirma. 

Representação visual do projeto do Museu de Paleontologia.

O pesquisador ressalta também a importância que a comunidade acadêmica, a sociedade e a esfera política trabalhem juntas, visto que o projeto representa uma peça relevante para o Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO e irá contribuir para o desenvolvimento regional desse território. “Historicamente, museus com maior capacidade técnica e de acervo estão localizados nos grandes centros urbanos do país, não trazendo desenvolvimento para as regiões onde espécimes foram encontrados. Por isso, é indispensável a existência de um ambiente adequado para abrigar esses ‘tesouros naturais’ em um local próximo a sua área-fonte”, salienta o paleontólogo.

No dia 22 de março de 2022, o grupo constituído por representantes da UFSM, do CONDESUS e prefeitos da região apresentou o projeto do Museu de Paleontologia para o Ministério do Turismo. Além do espaço para exposição do acervo, o projeto arquitetônico contempla espaços como auditório, loja, ambiente para projeção à noite, lancheria e locais de convivência. 

Não há previsão de quando as obras serão iniciadas, mas a equipe está otimista e constantemente trabalhando na captação de verbas através da sensibilização do poder público. Conforme o presidente do CONDESUS, Clóvis Montagner, em entrevista para a Rádio Agudo, agora as lideranças articulam com suas forças políticas a busca dos recursos federais necessários para a construção do Museu de Paleontologia. 

Visitas

O Cappa recebe visitas de segunda a sexta-feira, mediante agendamento, que deve ser feito através do telefone/Whatsapp (55) 99974-1090.


Texto: Jéssica Medeiros, acadêmica de jornalismo

Revisão e edição: Natália Huber da Silva

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