
O projeto de extensão do Colégio Politécnico, EcoPoli, realizou a entrega de sacolas de transporte de canetas, controles e demais materiais, produzidas com banners descartados. A proposta foi idealizada pela professora e coordenadora do Curso Técnico em Meio Ambiente, Ísis Pasquali, no ano passado, porém só pode ser executada este ano.
A confecção das sacolinhas foi adiada devido a falta de uma máquina de costura apropriada para o material dos banners, a lona. A ideia surgiu a partir da oficina de confecção de ecobags ofertada pelo Ecopoli: “inicialmente pensamos em fazer essas oficinas junto com as ecobags, só que não deu, porque não conseguimos costurar”, conta Ísis.


A docente explica que, até o final do ano passado, as 40 sacolas já haviam sido cortadas e foram levadas a um sapateiro para serem costuradas, com o intuito de reaproveitar o material. A professora reforça que, hoje, com a produção em papel da maioria dos banners, são possíveis outras formas de reciclagem, que serão desenvolvidas ainda esse ano.
Projeto Ecopoli
A ideia do projeto Ecopoli existe desde 2016, com desenvolvimento de algumas oficinas, em diferentes espaços, ao longo dos anos. Porém, ao ser contemplado com uma bolsa FIEX (Fundo de Incentivo à Extensão) em 2023, conquistou um espaço físico para ser desenvolvido. Ali, foi possível estocar os resíduos em local adequado e testar técnicas de reaproveitamento e reciclagem, além de produzir modelos para as oficinas.

A professora Ísis Pasquali, coordenadora do projeto, explica que o EcoPoli é um projeto de educação ambiental, que visa trabalhar com o público “a importância da responsabilidade que temos sobre os resíduos que produzimos”. Dessa forma, busca-se orientar sobre a redução do consumo, o descarte adequado de resíduos e quais impactos esses resíduos têm na natureza se descartados de forma incorreta. Ela conta que toda a sede do projeto é proveniente de resíduos descartados: “todo o espaço aqui do EcoPoli é todo reaproveitado (…) estava a caminho do lixo, do aterro. Então tudo que nós usamos é proveniente de descarte. Desde a estrutura até as oficinas”.
A coordenadora ressalta a possibilidade de evitar produzir resíduos ao escolher produtos sustentáveis, além de incentivar a reutilização, reaproveitamento e reciclagem. Contudo, a reciclagem trata-se de um processo mais complexo e, por isso, ainda existem poucas atividades com esse tipo de técnica no EcoPoli.
Oficinas e atividades
As oficinas propostas pelo EcoPoli são pensadas por tema e baseadas em quais resíduos estão em grande quantidade na sede. A partir disso, é feito o estudo de quais produtos podem ser interessantes para o público. Com essas definições, o grupo passa a testar técnicas que possam ser reproduzidas pelos participantes, em um tempo entre 2 a 3 horas, criam modelos de produtos e preparam a parte informativa com a finalidade da educação ambiental.
A coordenadora explica que há sempre um tema para os encontros das oficinas: “primeiro a gente vai falar do plástico, em outro nós vamos falar do papel, outro de garrafas (…) Agora no momento mesmo, nós estamos com as oficinas de recuperação de roupas e acessórios”. As roupas, entregues principalmente com a finalidade de descarte, podem ser utilizadas como enchimento para almofadas ou camas para os gatos do Colégio. Contudo, muitas delas ainda têm “potencial para serem usadas como roupas”.
A partir disso, foram desenvolvidas três oficinas voltadas para o ensino da recuperação de peças e acessórios do vestuário : “a gente foi fazendo essas oficinas, mostrando pontos que existem e que recuperam aquele tecido e embelezam a peça. Então a gente pode preparar uma peça diferenciada a partir de algo que ia fora”. O próximo tema de oficinas são as bio e ecojoias, desenvolvidas a partir de couro que seria descartado.
Serão produzidos brincos e colares. Já no segundo encontro, elas serão produzidas com jornal e, também, a produção a partir do derretimento de tampinhas de garrafa está em teste. Além dessas, será realizada uma oficina de bordado para confecção de pulseiras com sobras de jeans.
As oficinas são abertas à comunidade e divulgadas na página do Instagram do Ecopoli. Não é necessário trazer material e tudo que é produzido pode ser levado pelo(a) participante. Busca-se realizar dois encontros mensais, a cada 15 dias, nas terças à tarde.

Texto: Júlia Ciervo Zucchetto, acadêmica do 4º semestre de Jornalismo/UFSM; bolsista da Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM
Revisão: Assessoria de Comunicação do Colégio Politécnico da UFSM
Fotos: arquivo docente