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Tecnologia desenvolvida no Laboratório de Engenharia do Meio Ambiente da UFSM facilita purificação da água



O décimo episódio da segunda temporada do Programa Inovação Além do Arco apresenta o Laboratório de Engenharia do Meio Ambiente (LEMA) da UFSM. O professor Elvis Carissimi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, mostra alguns trabalhos desenvolvidos no laboratório. 


A equipe do LEMA desenvolve estudos e soluções de questões técnicas na área de Engenharia do Meio Ambiente para atividades de ensino, pesquisa e extensão nos setores de análises físico-químicas, microbiologia, hidrometria e hidrossedimentometria, mecânica dos fluidos e hidráulica, ecotecnologias e instalações prediais, geoprocessamento, processos, logística e setor de gestão dos recursos hídricos. No setor de processos, é realizada a caracterização e o estudo de tratamento de águas, tratamento de efluentes líquidos e tratamento de lodos e resíduos industriais, buscando a melhoria dos processos. 


Um dos projetos que se destaca nesse setor é uma parceria com a Corsan para remoção do excesso de íons fluoreto da água subterrânea. Segundo o professor Elvis, o flúor pode ser benéfico ou prejudicial à saúde dos seres vivos, dependendo de sua concentração. Por isso, essa concentração precisa ser monitorada, para que o teor de flúor na água seja adequado para o consumo humano. Dessa forma, as empresas de saneamento vem buscando soluções para fazer o enquadramento do flúor presente na água dentro dos limites máximos exigidos pela legislação.  


Estima-se que atualmente existam mais de 1000 poços abertos no RS que não podem ser utilizados devido ao excesso de flúor na água. Através de projetos de cooperação técnica entre a UFSM e as companhias de saneamento, será possível reativar poços e promover uma maior disponibilidade de fontes de água para a população, evitando a necessidade de transporte de água através de caminhões pipa. 


Atualmente, a purificação da água é feita por meio do sulfato de alumínio, que agrega as partículas e os colóides em suspensão, para posterior separação sólido-líquido e desinfecção. O coagulante exige uma dinâmica de fabricação e transporte extremamente complexa. Para se ter uma ideia, em Santa Maria são usadas cerca de 30 toneladas de sulfato de alumínio por mês, cerca de 1 tonelada por dia. Esse sulfato é fabricado na Região Metropolitana de Porto Alegre e precisa ser transportado para cá.


Com uma tecnologia criada no Laboratório de Engenharia do Meio Ambiente da UFSM, a purificação pode ser feita por meio de placas de alumínio em conjunto com corrente elétrica. Nesse processo, a qualidade da água é exatamente a mesma, porém num sistema mais robusto, fácil de operar e que gera menos lodo. Por meio dessa solução, será possível atender comunidades que não tem estações de tratamento próprias, como áreas rurais ou comunidades com carência no abastecimento de água (aldeias indígenas e comunidades quilombolas, por exemplo), além de colaborar com o abastecimento em regiões que sofrem com a falta d’água ou possuem demandas sazonais, como é o caso das cidades localizadas no litoral, onde a demanda de água aumenta muito durante o verão. 


Esses são alguns exemplos de iniciativas criadas na UFSM que, com a parceria de empresas e o envolvimento dos estudantes,  impactam diretamente a qualidade de vida da população da região. É o conhecimento acadêmico gerando inovação e retorno para a sociedade.

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