Ir para o conteúdo PRE Ir para o menu PRE Ir para a busca no site PRE Ir para o rodapé PRE
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

Prédio da Antiga Reitoria da UFSM passa por projeto de revitalização



 

O prédio da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria, localizado na região central da cidade, está passando por um projeto de revitalização, gerenciado pelo laboratório GRIN (Núcleo de Estudos em Gestão de Riscos e Infraestrutura), do Campus da UFSM em Cachoeira do Sul. O Estudo Técnico de Retrofit, tendência arquitetônica escolhida pelo laboratório para a revitalização do prédio, trata-se de um processo de melhoria de instalações antigas, que busca atualizar o espaço, corrigir problemas e torná-lo não apenas mais seguro, mas também mais confortável para os usuários, mantendo as características intrínsecas da obra original. O projeto está sob supervisão da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania (CODERC) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), com a participação da Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) da UFSM. O trabalho tem sido delineado por meio de um Grupo de Trabalho (GT), formado por diversos especialistas que contemplam as atividades do estudo.

A demanda por um estudo de revitalização do prédio da Antiga Reitoria teve início em dezembro de 2019, através de Ana Paula Perlin, administradora da UFSM, de Flavi Ferreira Lisbôa Filho, Pró-Reitor de Extensão, e demais servidores da CODERC; iniciando com a construção do método do trabalho, seguida pelo escopo de atuação e pelo plano de atividades. Atualmente, há cinco estudantes com bolsas de Extensão participando do projeto, ao mesmo tempo em que há outros dez alunos integrantes do laboratório GRIN, que contribuem nas ações; além dos seis docentes ligados diretamente ao projeto: prof. Robison Keith Yonegura, prof. Lucas Veiga Avila, prof. Celso Becker Tischer, prof. Régis Leandro Lopes da Silva, prof. Lucas Delongui e prof. Alessandro Onofre Rigão.

O prof. Lucas Veiga Ávila, Coordenador do Laboratório GRIN e das atividades do projeto de revitalização, destaca que o estudo de revitalização do prédio da Antiga Reitoria significa não só contribuir com o futuro da UFSM e da cidade de Santa Maria, mas também proporcionar uma experiência única para os estudantes e professores envolvidos no projeto, uma vez que colocarão em prática lições aprendidas em disciplinas, bem como proporão inovações construtivas, que permitirão maior qualidade de vida, redução de custos e uma atualização tecnológica das infraestruturas púbicas.

O prof. Robison Yonegura, coordenador da área Arquitetônica do Estudo Técnico de Retrofit, destaca que o edifício de nove pavimentos da Antiga Reitoria se constitui como marco histórico e arquitetônico tanto para a cidade quanto para a Universidade, tendo sido palco para inúmeras atividades e cumprido, exemplar e dignamente, sua função social de uso e de serviços prestados à Universidade e à sociedade durante seus mais de 50 anos de existência. Segundo o professor, “comumente observamos que as edificações públicas intensamente utilizadas ao longo do tempo, como o presente caso, caracterizam-se pelo quase inevitável surgimento de patologias; pela defasagem das instalações prediais; pelas mudanças no entendimento das leis e normativas; pela substituição gradativa de suas virtudes por sobreposições das inúmeras camadas de intervenções decorrentes dos diversos e diferentes usos aos quais são submetidas, que, não raramente, independentemente dos motivos, acabam se traduzindo em descaracterizações totais dos ambientes internos, comprometendo não apenas a funcionalidade, mas também o conforto e a segurança dos usuários; e pelas possíveis sobrecargas das instalações prediais, inviabilizando economicamente qualquer processo de reversibilidade às condições originais”. Ele diz que edificações históricas e de valor arquitetônico ainda precisam atender aos princípios de conservação de patrimônio público às futuras gerações, que, dependendo da abordagem, paralisa qualquer tipo de ação de intervenção que seja diferente de recuperação da originalidade da edificação.

Devido a essas características, o GRIN adotou o Retrofit por conta de sua especificidade como instrumento conciliador entre conservação e demanda por atualização tecnológica e de usabilidade dos espaços de edifícios antigos. Também foi incorporada, ao planejamento, a metodologia BIM (Building Information Modeling), escolhida por permitir a redução de erros, custos, tempos de espera e por agilizar o fluxo de trabalho para todas as pessoas envolvidas, além de permitir o acompanhamento da edificação durante todo seu ciclo de vida, em todas as suas etapas. Outra premissa da metodologia BIM é o processo de trabalho colaborativo, que permite o envolvimento simultâneo dos diferentes profissionais nas várias fases do ciclo de vida de uma construção, permitindo que qualquer dos participantes possa adicionar, extrair, atualizar, alterar e acompanhar as informações, inseridas pelos demais, em tempo real.

O projeto de Retrofit planejado pelo Laboratório GRIN se divide em duas fases, tendo sido a primeira, já concluída, referente à capacitação da equipe do projeto (quatro estudantes da UFSM, orientados por docentes do GRIN); ao desenvolvimento de metodologia BIM específica para o contexto presente, envolvendo um treinamento na ferramenta, coleta de dados, visitas técnicas in loco, experimentação de estratégias de comunicação e compartilhamento de arquivos de forma remota; e, finalizando, à entrega de modelo BIM do edifício existente atualizado. Foi na primeira fase, por exemplo, que surgiu uma demanda de atualização dos arquivos da documentação gráfica do prédio da Antiga Reitoria, que não é atualizada a cada alteração atribuída ao prédio, para realizar o diagnóstico inicial da edificação. Para tanto, foram realizadas quatro visitas in loco pelos estudantes e professores da área de infraestrutura do GRIN, com a finalidade de levantar os dados e as fotografias do local. O grupo se dividiu em duas duplas e fez uso das plantas baixas mais recentes impressas, de trenas convencionais e a laser, bem como de aparelhos celulares para registrar a situação das paredes, esquadrias, escadas e elementos estruturais. Além disso, também foi utilizado um drone, para fins de levantamento externo e do entorno. A segunda fase, atualmente em andamento, trata-se das atividades relacionadas às etapas previstas no projeto e à formação de um Grupo de Trabalho, composto por especialistas docentes e profissionais de diferentes áreas. O Projeto de Extensão planejado pretende, portanto, contribuir com a pesquisa experimental sobre processos de trabalho colaborativo BIM, com a entrega de produto que proporcione condensar todas as informações do projeto em um único arquivo/modelo representativo da edificação, acompanhável durante todo o ciclo de vida da edificação para a UFSM, sempre buscando atender aos Decretos 9.377 C6-BIM e 10.306/2020.

Segundo Flavi Ferreira Lisbôa Filho, Pró-Reitor de Extensão da UFSM, “o trabalho que começou a se desenvolver dentro da PRE, juntamente com o laboratório GRIN, para a revitalização e requalificação do espaço, permite uma ressignificação do valor deste espaço no centro da cidade, junto à comunidade universitária e à sociedade santa-mariense”. Conforme o Pró-Reitor, a proposta da PRE é que o espaço possa acolher, futuramente, ações de caráter comunitário e empreendedor. No prédio revitalizado, além da utilização de salas para abrigar empreendimentos da Incubadora Social e das Empresas Juniores da UFSM, irão funcionar diversas novas atividades, ações e oficinas, bem como o seguimento das que já estão ocorrendo; como o curso de Extensão em Música, que, após a pandemia, irá oferecer recitais de música à comunidade.

As paralisações causadas pela pandemia de covid-19, obviamente, afetaram o desenvolvimento do projeto. O estudante de Arquitetura Ivan Almeida, bolsista do projeto atuante na área de software BIM no estudo, destaca que, no atual cenário de pandemia, diante do distanciamento social imposto, foi necessário repensar as tradicionais formas de trabalho presenciais, buscando soluções de adaptação ao modo remoto, para dar continuidade às atividades da primeira fase. Porém, de acordo com o estudante Wellington Pfeiffer, responsável pela integração virtual do projeto, essa adaptação se tornou viável devido aos comandos de compartilhamento dos softwares de modelagem atuais. Assim, além de se tornar uma aplicação do BIM em uma situação real, a adoção do método remoto se tornou uma experiência eficiente, pois resultou em um modelo bastante preciso e detalhado da edificação, atingindo as expectativas do grupo para o andamento do projeto. Segundo Amanda Lisboa, que atua na área de comunicação do estudo técnico do projeto, “a experiência proporcionada pelo método interdisciplinar do GRIN virá somar na vida profissional dos discentes, visto que, na vida acadêmica, são poucas as oportunidades onde podemos ‘vivenciar’ o projeto”. A estudante também fala que “a oportunidade em participar desse estudo, com propósito de promover a antiga reitoria da UFSM em um espaço direcionado especialmente à comunidade, transpõe a sensação de dever cumprido e comprometimento com o espaço físico, com o espaço social e com a história de Santa Maria”.

SOBRE O GRIN

O Núcleo de Estudos em Gestão de Riscos e Infraestrutura (GRIN), do campus da UFSM em Cachoeira do Sul, nasceu da necessidade de uma avaliação mais apurada dos riscos, através da utilização de práticas gerenciais integradas, que visam à produção cooperativa, especializada e enxuta, seja em obras, atividades empresariais ou serviços. Para isso, conta com uma equipe multidisciplinar, que congrega esforços nas mais diversas áreas, como Administração, Arquitetura e Urbanismo e Engenharias Civil, Sanitária e Ambiental, de Transportes e Logística, Mecânica, Elétrica e Agrícola. O GRIN possui inúmeras parcerias, ações e estudos envolvendo a temática da gestão de riscos, entre as quais se destacam: estudos de gestão para infraestrutura urbana e turística; planejamento industrial; gestão da inovação e sustentabilidade; e incorporação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) em estudos aplicados.

Redação: Bernardo Abbad da Rocha / Pró-Reitoria de Extensão UFSM
Revisão: Érica Medeiros / Pró-Reitoria de Extensão UFSM

 

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 9
ODS 11
ODS 17

Publicações Recentes