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Colégio Politécnico da UFSM divulga ciência e sustentabilidade com Bike Fruit na 53ª Feira do Livro de Santa Maria

Equipamento permite que o “ciclista” produza seu próprio suco enquanto pedala



Na última quinta-feira (13), o Laboratório de Panificação, Frutas e Hortaliças (Lab PFH) do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou da 53ª edição da Feira do Livro de Santa Maria com a Bike Fruit. O equipamento, que transforma o ato de pedalar em produção de suco, foi criado por estudantes do curso Técnico em Alimentos e, posteriormente, entregue ao laboratório.

Com exibição e participação aberta ao público, a ocasião foi uma oportunidade para mostrar à comunidade não somente a proposta sustentável da Bike Fruit, mas também parte das produções desenvolvidas na instituição. Por meio de ações voltadas à agroindustrialização e ao aproveitamento de frutas e hortaliças produzidas na região, o Lab PFH trabalha com foco na sustentabilidade e na redução do desperdício de alimentos. 

Suas atividades se concentram, principalmente, na produção de itens como geleias de frutas vermelhas e de frutas nativas, chips de frutas diversas e caponata de berinjela. A criação também está relacionada à articulação entre diferentes setores do Colégio Politécnico. 

Acadêmico do curso de Nutrição da UFSM e bolsista do Lab PFH, Nadson Barbosa está vinculado ao projeto de desenvolvimento de derivados de frutas e hortaliças. O estudante explica que parte das frutas e hortaliças utilizadas nas atividades é proveniente dos laboratórios de Fruticultura e Olericultura, além de doações de produtores e professores. 

Para ele, a integração entre laboratórios e cursos faz parte da conscientização sobre o desperdício de alimentos. “Essa questão da sustentabilidade, esse contato dos professores de diferentes tipos de laboratórios, querendo ou não, faz com que o alimento seja consumido quase que em sua totalidade”, explica.

Da sala de aula para a rua

A extensão é um dos principais eixos de atuação do laboratório. O Lab PFH promove oficinas abertas à comunidade sobre processamento de alimentos, criando oportunidades para que pessoas de fora da Universidade tenham contato direto com conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico. 

Cursando o último semestre de Tecnologia em Alimentos, a estudante Isadora Cavalheiro sempre foi apaixonada por culinária e define seu ingresso na área como um encontro de almas. Ela considera a experiência no curso uma oportunidade de ampliar conhecimentos e compreender melhor os processos relacionados à alimentação.

Para ela, os estudos que envolvem o núcleo de alimentos são uma porta para o combate à desinformação e ao terror nutricional. “A gente tem um leque muito grande de aprendizagens e possibilidades de atuação. Isso ajuda a esclarecer dúvidas e também a combater informações falsas sobre alimentação, nutrição e microbiologia”, afirma.

A professora Magda Aita Monego, coordenadora do Lab, explica que o espaço é utilizado por diferentes cursos e professores. Por meio de um projeto de ensino, o laboratório é mantido em condições para receber atividades práticas de turmas do curso técnico em Alimentos e Fruticultura, além de estudantes de outras formações do Politécnico.

Segundo ela, a divulgação das atividades nas redes sociais também contribui para alcançar pessoas que, naturalmente, talvez não tivessem contato com o que é produzido dentro da Universidade. “Procuramos falar de ciência de uma forma mais leve, com linguagem acessível a todos os públicos. Quando pensamos na parte de extensão, queremos atingir públicos que não chegam até a Universidade para que eles passem a conhecer, ter interesse, cursar algo”, explica a professora. 

Ao sair dos espaços tradicionais da Universidade e ocupar um evento aberto à população, a UFSM amplia as possibilidades de diálogo entre o conhecimento acadêmico e as experiências do cotidiano. A iniciativa reforça o papel da extensão universitária na aproximação entre ciência, sustentabilidade e comunidade, levando para o dia a dia da população o conhecimento institucional. 

Texto e fotos: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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