Na tarde de ontem (19), a diversidade do patrimônio produzido, preservado e utilizado pela comunidade universitária foi tema do Encontro Aberto da Rede de Museus e Coleções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Realizado pela Divisão de Museus da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), o evento reuniu cerca de 30 participantes, entre apresentadores e ouvintes, em um espaço de diálogo, compartilhamento de experiências e reconhecimento das diferentes iniciativas patrimoniais da Universidade.
O encontro teve como objetivo apresentar a Rede de Museus e Coleções da UFSM, criada em março de 2024, além de fortalecer a implementação da Política Museal da Universidade e ampliar a visibilidade de iniciativas relacionadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Participaram representantes do Laboratório de Arqueologia, Sociedade e Cultura das Américas (LASCA), Museu Gama d’Eça e Victor Bersani, Planetário, Centro de Documentação e Memória, Memorial da Boate Kiss, Jardim Botânico, Laboratório de Criatividade e Inovação em Artes Visuais (LACRIA), entre outras iniciativas.
Para a museóloga e chefe da Divisão de Museus, Aline Vargas, o encontro representa um primeiro movimento de reconhecimento e aproximação entre essas iniciativas. “A ideia do encontro foi abrir o que vem sendo construído desde a criação da Rede, em março de 2024, mostrar a multiplicidade de iniciativas patrimoniais que compõem o patrimônio universitário, com vistas à sua qualificação e reconhecimento”, afirma.
A atividade também integrou as ações da Universidade relacionadas ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado nacionalmente em 17 de agosto. A data serviu como oportunidade para reunir representantes de diferentes iniciativas patrimoniais, além de estudantes e servidores interessados em conhecer mais sobre a história e o patrimônio da UFSM.
Segundo Aline, a criação de espaços de encontro entre essas iniciativas era um dos objetivos desde que assumiu a Divisão de Museus. “Desde que assumi a Divisão de Museus, um dos meus objetivos era justamente fomentar um espaço para que diferentes iniciativas que trabalham com a memória e o patrimônio da UFSM pudessem se encontrar, compartilhar experiências, aprender umas com as outras, se fortalecer e construir coletivamente”, explica a profissional.
Além do conceito de "museu"
O encontro também ampliou o diálogo sobre os diferentes acervos, coleções e espaços que constituem o patrimônio da UFSM. A ação evidenciou que o patrimônio universitário é formado também por laboratórios, memoriais, centros de documentação e outros ambientes que, de diferentes formas, participam da preservação, pesquisa e comunicação da memória e do conhecimento produzidos na Universidade.
A aproximação entre essas iniciativas pode contribuir ainda para identificar e dar visibilidade a acervos que permanecem pouco conhecidos até mesmo pela comunidade acadêmica. “São momentos como esse que fazem coleções muitas vezes esquecidas em gavetas ou salas serem desveladas e, a partir daí, trabalhadas e preservadas”, afirma Aline.
O Encontro Aberto da Rede de Museus e Coleções representa mais uma etapa na construção de uma rede voltada ao reconhecimento, à aproximação e à qualificação das diferentes iniciativas que compõem o patrimônio da UFSM. A proposta é fortalecer o trabalho coletivo de preservação, pesquisa e comunicação da memória e do conhecimento produzido pela Universidade.
Fotos: Rede de Museus e Coleções
Texto: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Costa Faria, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).