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UFSM promove atividades em Geoparques em alusão ao mês da mulher

Ações desenvolvidas pela Coordenadoria de Desenvolvimento Regional da Pró-Reitoria de Extensão fortaleceram o protagonismo feminino e a valorização de saberes tradicionais em diferentes territórios



A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional – CODER da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) promoveu, ao longo do mês de março, uma série de atividades em territórios de Geoparques, com o objetivo de celebrar o mês da mulher e fortalecer o protagonismo feminino por meio da extensão universitária.

A programação teve início no dia 6 de março, no espaço Multidisciplinar de Silveira Martins, com a atividade “Entre elas em Silveira Martins”. O encontro contou com um café de acolhida, prática de yoga na cadeira com a Profa. Liriana Corrêa Dalla Corte e a palestra “Reflexões para superação de desigualdades” proferida pela Profa. Maria Celeste Landerdahl – enfermeira, professora aposentada do curso de Enfermagem/UFSM e integrante do Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres em Santa Maria, com o tema:  promovendo um momento de integração e reflexão entre as participantes.

No dia 13 de março, a Comunidade Quilombola São Miguel, em Restinga Seca, no Geoparque Quarta Colônia, recebeu uma roda de conversa em alusão ao mês das mulheres. A atividade foi realizada em parceria com o Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas (NEAP/UFSM), coordenado pela Profa. Suzane Marcuzzo.

O encontro promoveu diálogo e troca de saberes voltados à valorização da identidade, da cultura e do protagonismo das mulheres nas comunidades quilombolas. Durante a atividade, foram preparadas e degustadas receitas com frutas nativas da Mata Atlântica, como cuca de jabuticaba e pizza de frango com geleia de butiá. As receitas integram o projeto “Sabores e saberes da mata”, desenvolvido pela professora Suzane Marcuzzo, que reúne mulheres da comunidade em oficinas sobre o uso sustentável de frutas nativas do Rio Grande do Sul.

A programação também contou com a participação do servidor da UFSM e fotógrafo Rafael Happke, que desenvolveu o projeto de retratos “AFROFACES – O retrato como território da representatividade negra no centro do RS”, registrando as participantes do encontro.

Sobre a metodologia adotada nas atividades, a professora Suzane Marcuzzo destaca o caráter participativo dos encontros: “Os encontros nas comunidades quilombolas possuem um método participativo, configurando-se como espaços de construção coletiva do conhecimento, um espaço democrático de troca de saberes, espaço horizontal de escuta, rodas de conversa. As oficinas práticas possibilitam não só a circulação da ciência, mas também a reafirmação da identidade cultural das mulheres das comunidades quilombolas, fortalecendo o sentimento de poder do saber, do seu saber, de começar a se compreender como detentoras dos seus conhecimentos.”

A docente também ressalta os impactos dessas ações: “Esses encontros participativos não só viabilizam a circulação de conhecimentos, mas também produzem transformações sociais significativas, individuais e coletivas, quando as mulheres quilombolas passam a se ver como agentes ativas.”Encerrando a série de atividades, no dia 20 de março de 2026, a comunidade quilombola de Picada das Vassouras, localizada no Geoparque Caçapava, em Caçapava do Sul, sediou uma tarde de atividades voltadas à valorização das mulheres e ao fortalecimento de saberes tradicionais. A ação reuniu representantes de instituições de ensino, poder público e da própria comunidade, incluindo representantes do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI/UFSM), da Unipampa Caçapava do Sul, da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Inovação, Cultura e Turismo, da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Caçapava do Sul.

Durante a programação, foi apresentada a iniciativa “Quintal do Quilombo”, executado pela Professora Suzane Marcuzzo, coordenadora do Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas (NEAP). O projeto busca resgatar e valorizar o conhecimento tradicional relacionado ao uso de plantas, por meio do diálogo com os moradores da comunidade quilombola. 

Na ocasião, o fotógrafo Rafael Happke também realizou registros para o projeto “AFROFACES” valorizando a identidade e a representatividade das mulheres quilombolas.

A atividade foi destacada pela coordenadora municipal de Promoção da Igualdade Racial de Caçapava do Sul, Cátia Cilene Morais Dutra, que ressaltou a relevância da iniciativa: “A atividade proposta pela UFSM é determinante no sentido de viabilizar as mulheres. É muito mais do que simplesmente valorizar seus conhecimentos, seus saberes, suas existências, é atuar na prática pelo bem viver das mulheres das comunidades. Hoje nós falamos muito em democracia, justiça social, reparação, e eu acredito que a universidade desenvolve um papel fundamental nesse propósito de buscar conhecimento dentro dos territórios quilombolas.”

A série de encontros proporcionou espaços de escuta, diálogo e integração entre universidade, comunidades e instituições parceiras, reforçando o papel da extensão universitária na promoção do desenvolvimento regional e na valorização da diversidade cultural.

As ações integram iniciativas desenvolvidas pela UFSM em parceria com os Geoparques Quarta Colônia e Caçapava, contribuindo para o fortalecimento das comunidades e para a construção de práticas sustentáveis e inclusivas nos territórios.

Texto: Michele Hennig Vestena – Doutoranda em Geografia e bolsista de Educação da CODER/UFSM. 
Revisão: Equipe da CODER.

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