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Construindo o progresso tecnológico com o nanomagnetismo



Pesquisador na área de nanomagnetismo, não é por acaso que uma das lembranças favoritas de Felipe Bohn seja de um passeio da escola em que observou um experimento de levitação magnética, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Hoje, aos 37 anos, o novo membro afiliado da Regional Nordeste & Espírito Santo da ABC para o período de 2019 a 2023, continua se encantando pela ciência que realiza na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nascido na cidade de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, Felipe viveu uma infância típica de cidade pequena: brincava com os vizinhos e amigos da escola, jogando futebol, videogame e jogos de tabuleiro.

Muito incentivado pelos pais, Felipe sempre foi um aluno dedicado, mas confessa: ao ingressar no bacharelado em física, ficou aliviado por não precisar mais escrever redações. “Vago engano, pois hoje, nas atividades profissionais diárias na universidade, me divirto redigindo projetos e artigos, tanto em português quanto em inglês”.

Já no ensino médio, a predileção de Felipe pelas ciências exatas se tornou evidente. Não só o teste vocacional oferecido pela escola indicava este caminho, como seu fascínio pelos fenômenos elétricos e magnéticos observado nas aulas do curso de auxiliar de laboratório de análises químicas, mostravam que o próximo passo seria a graduação em física.

Então, em 2000, o pesquisador ingressou no curso de física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Logo no terceiro período da graduação, entrou no Programa Especial de Treinamento (PET) e começou a iniciação científica no Laboratório de Magnetismo e Materiais Magnéticos, sob a orientação dos professores Rubem Luis Sommer e André Gündel.

Nesse período, Felipe realizou suas primeiras investigações sobre o Efeito Barkhausen, tema que apareceu mais tarde também em sua dissertação de mestrado e em sua tese de doutorado na UFSM, ambos orientados por Sommer.

Em 2009, após a conclusão do doutorado, realizou um estágio de pós-doutorado no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, onde seu orientador também atuava como pesquisador.

Logo em seguida, Bohn foi para o Nordeste, como professor e pesquisador da UFRN. Atualmente, seu trabalho de pesquisa se concentra na investigação do comportamento de materiais quando submetidos a campos magnéticos, a fim de compreender os diferentes efeitos magnéticos produzidos quando esses materiais têm escala nanométrica, ou seja, cerca de mil vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo.

O físico explica que muitos desses materiais magnéticos nanoestruturados e os efeitos investigados são utilizados em dispositivos como tablets, computadores e celulares, portanto, seu estudo tem proporcionado crescentes avanços tecnológicos.

Felipe Bohn ressalta ainda que, como novo afiliado da ABC, pretende atuar na divulgação desse trabalho e de outros temas relacionados à física experimental, dividindo o que vem fazendo com toda a sociedade, “estimulando a juventude do país a fazer ciência e promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil”.



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