A extensão pode ser uma oportunidade para os estudantes aplicarem conhecimentos da graduação, desenvolverem novas habilidades e entrarem em contato com demandas da sociedade. No Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, projetos de extensão estão em desenvolvimento em diferentes áreas e podem ser consultados pelos estudantes por meio do Portal de Projetos. O desafio identificado pela Articulação de Extensão é aproximar essa oferta dos alunos e ajudá-los a encontrar iniciativas relacionadas aos seus interesses e à sua formação.
Para compreender como a curricularização da extensão está sendo desenvolvida nos cursos e quais são as principais necessidades de cada área, a Articulação de Extensão do CT iniciou um diagnóstico que envolve entrevistas com coordenadores de curso e responsáveis por projetos extensionistas. O levantamento também busca identificar boas práticas e subsidiar estratégias para fortalecer a extensão no Centro.
Segundo o articulador de extensão do CT, professor Samuel Valduga, o principal desafio não está na existência de projetos, mas em fazer com que os estudantes conheçam as oportunidades disponíveis. “Não falta projeto. O que precisamos é encontrar formas de fazer com que os alunos conheçam essas oportunidades e consigam identificar quais fazem mais sentido para sua formação”, afirma.
De acordo com informações da Subdivisão de Projetos, o número de projetos de extensão ativos pode variar conforme os critérios utilizados nos relatórios de consulta. Na consulta realizada para esta matéria, o painel público UFSM em Números registrava 199 projetos de extensão ativos no CT. A unidade também dispõe de relatórios internos que permitem detalhar os projetos registrados.
Mais do que conhecer a quantidade de iniciativas existentes, o diagnóstico busca compreender como os estudantes podem se aproximar delas. Os projetos ativos podem ser consultados por qualquer pessoa no Acesso Público do Portal de Projetos, com exceção daqueles protegidos por sigilo relacionado à propriedade intelectual ou industrial. A ferramenta permite pesquisar projetos por termos do título, nome de docentes e unidade ou departamento responsável, além de gerar listas de iniciativas.
Os estudantes também podem conhecer projetos a partir das áreas de atuação de seus professores, por meio do currículo Lattes, do Portal de Projetos ou de conversas com docentes e colegas. Eventos acadêmicos, como a Jornada Acadêmica Integrada e o CTec Talks, também podem ser espaços para conhecer iniciativas desenvolvidas no Centro.
Outra possibilidade é buscar diretamente a participação em projetos. Segundo a Subdivisão de Projetos, o envolvimento pode começar de forma voluntária, mesmo sem bolsa, e é possível participar desde os primeiros semestres da graduação. Os estudantes também podem integrar projetos desenvolvidos em outras unidades de ensino da UFSM, o que amplia as possibilidades de experiências multidisciplinares e interprofissionais.
A participação em projetos de extensão pode contribuir para que conhecimentos trabalhados em sala de aula sejam aplicados em situações concretas. As atividades também possibilitam o desenvolvimento de habilidades como trabalho em equipe, comunicação, comprometimento e relacionamento interpessoal, além de aproximar a formação acadêmica das demandas da sociedade.
Para o professor Valduga, tornar esse processo mais claro exige compreender as particularidades de cada curso. “O principal desafio ainda é tornar a extensão mais clara. A curricularização é um processo relativamente novo para a maior parte dos cursos, então estamos buscando entender como ela está sendo desenvolvida e quais são as particularidades de cada área”, explica.
A bolsista da Articulação de Extensão, Bruna, que participa das entrevistas, também destaca a diversidade encontrada entre os cursos. “Cada curso tem características e necessidades diferentes. Algumas experiências funcionam melhor em determinadas áreas do que em outras. O desafio é compreender essas diferenças para pensar ações que atendam às especificidades de cada curso”, destaca.
Entre as possibilidades discutidas durante o diagnóstico estão mecanismos que facilitem a visualização e a divulgação dos projetos, como mapas de iniciativas, trilhas de formação extensionista e outras ferramentas de orientação aos estudantes. As propostas ainda estão em estudo e deverão subsidiar o planejamento da Articulação de Extensão após a conclusão do levantamento.
A extensão, nesse contexto, pode funcionar como uma ponte entre a universidade e a sociedade. Ao mesmo tempo em que estudantes e professores compartilham conhecimentos com diferentes comunidades, os projetos permitem identificar necessidades sociais, econômicas e ambientais e construir respostas a partir do encontro entre conhecimentos científicos e saberes da sociedade.
Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
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