Com a implementação da curricularização da extensão nos cursos de graduação, que passou a destinar parte da carga horária dos estudantes a atividades extensionistas, o Centro de Tecnologia (CT) da UFSM iniciou um diagnóstico das ações de extensão desenvolvidas na unidade. O objetivo é conhecer melhor os projetos existentes, identificar desafios comuns entre os cursos e facilitar o acesso dos estudantes às oportunidades de extensão.
O trabalho é conduzido pela Articulação de Extensão do CT e inclui entrevistas com coordenadores de curso e responsáveis por projetos extensionistas. A iniciativa também pretende reunir informações que orientem o planejamento de ações para fortalecer a extensão no Centro.
Segundo o articulador de extensão do CT, professor Samuel Valduga, o levantamento permitirá compreender melhor como a extensão está organizada em cada curso e quais são as necessidades específicas de cada realidade. Ele explica que o processo ainda está em fase inicial e que o principal desafio é tornar a extensão mais compreensível para a comunidade acadêmica. “O principal desafio ainda é tornar a extensão mais clara. A curricularização é um processo relativamente novo para a maior parte dos cursos, então estamos buscando entender como ela está sendo desenvolvida e quais são as particularidades de cada área”, afirma.
Atualmente, o CT conta com cerca de 130 projetos de extensão registrados e distribuídos entre seus 14 cursos de graduação. Para o professor Valduga, o desafio não está na oferta de projetos, mas em aproximar essas oportunidades dos estudantes. “Não falta projeto. O que precisamos é encontrar formas de fazer com que os alunos conheçam essas oportunidades e consigam identificar quais fazem mais sentido para sua formação”, complementa.
A doutoranda em Engenharia de Produção e bolsista da Articulação de Extensão do Centro de Tecnologia, Bruna Silva, explica que as entrevistas têm evidenciado diferentes realidades entre os cursos. Segundo ela, essa variedade exige um olhar atento às especificidades de cada área. “Cada curso tem características e necessidades diferentes. Algumas experiências funcionam melhor em determinadas áreas do que em outras. O desafio é compreender essas diferenças para pensar ações que atendam às especificidades de cada curso”, destaca.
Entre as possibilidades discutidas durante o diagnóstico estão a criação de mecanismos que facilitem a divulgação dos projetos de extensão, como mapas de iniciativas, trilhas de formação extensionista e outras ferramentas que auxiliem os estudantes a visualizar as oportunidades disponíveis. As propostas ainda estão em fase de estudo e deverão compor o planejamento da Articulação de Extensão após a conclusão do levantamento.
Além de identificar boas práticas, o diagnóstico também busca compreender as principais dificuldades enfrentadas por coordenadores de curso e responsáveis por projetos, contribuindo para o aprimoramento da curricularização da extensão e para a ampliação da participação dos estudantes nas atividades extensionistas do Centro de Tecnologia.
Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM.
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