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Professores estrangeiros ampliam experiências de formação para estudantes do CT

Cooperação entre a UFSM e a Otto-von-Guericke-Universität Magdeburg aproxima estudantes e pesquisadores de novas perspectivas acadêmicas e inclui disciplinas ministradas por professores da Alemanha em Santa Maria



Estudantes da Pós-graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tiveram contato com professores, conteúdos e perspectivas acadêmicas de outro país sem sair de Santa Maria. Entre 31 de agosto e 12 de setembro, professores da Otto-von-Guericke-Universität Magdeburg (OVGU), da Alemanha, ministraram disciplinas para estudantes do Centro de Tecnologia (CT-UFSM), como parte de uma cooperação que também envolve pesquisas, publicações científicas, mobilidade acadêmica e iniciativas de dupla diplomação.

Fortalecida a partir de 2017, a parceria reúne diferentes atividades acadêmicas e científicas e atualmente conta com financiamento do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) para a mobilidade de professores e servidores, além de recursos destinados a materiais e ações de divulgação. A iniciativa permite que experiências de internacionalização cheguem diretamente à formação dos estudantes, inclusive por meio da oferta de disciplinas no Brasil.

Uma das estratégias utilizadas na cooperação é o Flying Faculty, modelo que permite que professores de uma instituição parceira se desloquem até a universidade estrangeira para ministrar disciplinas concentradas. No primeiro semestre deste ano, os professores do CT-UFSM Leandro Michels e Humberto Pinheiro estiveram na Alemanha para ministrar duas disciplinas. Agora, os professores Andreas Lindemann e Nicole Gehring, da OVGU, estiveram em Santa Maria para oferecer componentes relacionados às áreas de atuação da universidade alemã.

Para os estudantes, a experiência amplia o contato com conteúdos, ferramentas e formas diferentes de abordar temas acadêmicos e científicos. O doutorando Luis Felipe Pessoa Teixeira, 26 anos, destaca que o contato com os professores estrangeiros possibilitou conhecer novas ferramentas e possibilidades de aplicação em sua pesquisa, além de despertar maior interesse pelas oportunidades de intercâmbio.

A experiência também aproxima os estudantes de outras formas de fazer ciência e de diferentes perspectivas sobre a formação acadêmica. Para Carlos Eduardo Weidle Simon, 24 anos, a presença dos professores da Alemanha trouxe “novos ares” para sua formação e proporcionou, além do conteúdo das disciplinas, uma oportunidade de praticar a conversação em inglês em um contexto acadêmico.

Cooperação pode alcançar outras áreas

A cooperação teve origem na Engenharia Elétrica, mas a experiência também abre possibilidades de expansão para outros programas de pós-graduação e áreas do CT. Para isso, a ampliação de novas parcerias e a disponibilidade de recursos para a mobilidade de estudantes são fatores importantes. 

Atualmente, o financiamento disponível contempla a mobilidade de professores e servidores, enquanto a mobilidade de estudantes ainda representa um desafio. Um dos objetivos para as próximas etapas da cooperação é ampliar esse intercâmbio, possibilitando que estudantes brasileiros tenham experiências acadêmicas na Alemanha e que estudantes alemães também possam desenvolver atividades na UFSM.

A experiência dos últimos anos mostra que a internacionalização não depende apenas do deslocamento de estudantes para outros países. Professores estrangeiros podem trazer para dentro da universidade novos conteúdos, métodos, ferramentas e perspectivas, ampliando as possibilidades de formação dos estudantes. Para Luis Felipe, o contato com a cooperação internacional também despertou interesse em conhecer outras oportunidades acadêmicas. Para Carlos, a experiência representa uma possibilidade de ampliar os horizontes da própria formação.

Mais do que uma atividade pontual, a presença de professores da OVGU em Santa Maria evidencia como a cooperação internacional pode produzir resultados concretos em formação, pesquisa e pós-graduação, ao mesmo tempo em que cria novos caminhos para a internacionalização dentro do próprio CT.


Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: Lia Guerreiro
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