
Para alguns, a formatura representa a realização de um sonho; para outros, o resultado de uma mudança de cidade, de uma nova etapa da vida ou de anos conciliando diferentes responsabilidades. Na noite de 7 de agosto, formandos do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) celebraram a conclusão da graduação acompanhados por familiares e amigos. Entre as histórias compartilhadas durante a cerimônia, diferentes caminhos levaram ao mesmo momento: a conquista do diploma.
Um desses caminhos foi percorrido por Alexandre Sidrim, formando em Engenharia de Controle e Automação. Aos 55 anos, depois de seis anos de graduação, ele recebeu o diploma após uma trajetória que também inclui mestrado e o atual doutorado em Engenharia de Produção pela UFSM.
“Noites e noites sem dormir, pesquisas, provas, desafios, trabalhos, parecia que não acaba nunca e hoje se concretiza tudo isso aí”, conta. Para Alexandre, a conclusão da graduação representa uma “explosão de emoções”, especialmente por ter iniciado o curso em uma fase diferente da vida. “É o tempo inteiro lutando e não desistir. E graças a Deus consegui terminar.”
Se a trajetória de Alexandre foi marcada pela decisão de voltar à graduação, a de Leandro Dalla Nora começou com uma mudança. Formando em Bacharelado em Sistemas de Informação, ele saiu de Nova Palma, na Quarta Colônia, para estudar na UFSM. Deixar a casa dos pais e chegar a um lugar desconhecido fez parte de uma experiência que, segundo ele, também contribuiu para sua formação pessoal. “Era a primeira loucura que o cara resolveu fazer, saindo da casa dos pais, indo para um lugar que não conhecia, com pessoas que você não conhecia”, lembra.
Ao longo da graduação, Leandro também enfrentou momentos difíceis relacionados à saúde de um familiar, o que, segundo ele, tornou a trajetória ainda mais desafiadora. Ainda assim, ele destaca especialmente os vínculos construídos ao longo do caminho. “Eu levo boas lembranças, bons aprendizados, uma boa construção de amizades”, afirma.
Para Nicolas Ayres Garcia, formando em Engenharia de Controle e Automação, a chegada ao fim do curso também reúne sentimentos diferentes. Ele resume o momento como uma mistura de “conquista, muito orgulho, alívio e felicidade”.
Ao falar sobre a graduação, Nicolas destaca a importância das pessoas que estiveram ao seu lado durante os períodos mais difíceis. “No meio do curso a gente sempre tem uma recaída, mas quando a gente tem família e amigos junto, a gente segue em frente”, afirma. Agora, diante dos próximos desafios profissionais, ele leva consigo o conhecimento adquirido e o orgulho de ter estudado em uma universidade federal.

Uma conquista compartilhada
Por trás de cada diploma, também estão pessoas que acompanharam de perto os anos de graduação. Para Tânia Rodrigues, mãe do formando João Vítor Dahlke, a formatura do filho, também em Engenharia de Controle e Automação, representa uma conquista compartilhada pela família.
“Todo mundo teve uma participação muito especial, esforço, dedicação, principalmente da parte dele”, afirma. Para ela, a trajetória até a formatura foi marcada por dificuldades, mas também por muitas alegrias. Entre os aspectos que considera importantes na formação do filho, Tânia destaca a participação dele em projetos que, segundo ela, poderão contribuir para sua carreira profissional.
A relação entre família e universidade também aparece na história de Sílvia de Oliveira Boschetti, que acompanhou a formatura do afilhado, Lorenzo de Oliveira Licks, formando em Engenharia de Controle e Automação. Egressa da UFSM, onde se formou em Pedagogia em 1991, ela conta que a cerimônia também a fez revisitar a própria experiência como estudante.
“Passa um filme da história”, diz Sílvia. A relação da família com a Universidade atravessa diferentes gerações, e ela vê cada nova formatura como parte dessa história. “Cada um que se forma é um tijolinho a mais, é uma gratidão a mais pela universidade pública.”
As histórias reunidas na cerimônia mostram que não existe um único caminho até a formatura. Há quem retorne aos estudos em uma fase diferente da vida, quem deixe sua cidade para começar uma nova etapa, quem encontre nos amigos e na família o apoio para seguir e quem compartilhe a conquista com gerações que também passaram pela Universidade.
Ao receber o diploma, cada formando encerra a sua própria trajetória na graduação e leva consigo as experiências, os vínculos e os aprendizados que construíram o caminho até aquele momento.

Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: Lia Guerreiro
Quer divulgar suas ações, pesquisas, projetos ou eventos no site? Acesse os serviços de Comunicação do CT-UFSM! Siga o CT nas redes sociais: Facebook e Instagram!