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Alternativas para a eficiência energética na produção de bioetanol

Conheça a ação que trabalha disponibilizando, aos pequenos produtores, tecnologias para melhorar a eficiência energética na produção de bioetanol combustível



De acordo com o Balanço Energético Nacional, 57% da oferta de energia no país são de fontes não renováveis e 75% dos combustíveis consumidos no Brasil têm origem fóssil. Os dados, quando observados a partir da capacidade brasileira de produção energética através de matrizes renováveis, podem causar um certo espanto e uma certa preocupação. Afinal, em um país com uma disponibilidade imensa de recursos naturais, os passos lentos para o desenvolvimento sustentável precisam ser repensados. Esse é um papel fundamental cumprido pelas universidades brasileiras, especialmente as públicas, que desenvolvem ações de Ensino, Pesquisa e Extensão voltadas à modificação da realidade brasileira, fazendo-a avançar nas temáticas propostas pela Agenda 2030.

Um exemplo para que o país avance nas metas propostas pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 07, que visa à promoção de energias limpas e acessíveis, é a Ação de Extensão coordenada pelo Professor Ronaldo Hoffmann, em parceria com o Professor Flávio Dias Mayer. O projeto, que tem por objetivo repassar, ao setor produtivo, uma tecnologia desenvolvida na UFSM para a produção de bioetanol combustível, está em atuação desde 2018 e já conseguiu importantes resultados, na prática, junto aos pequenos produtores rurais.

Em regiões com relevo acentuado ou com predomínio de pequenas propriedades, com produção agrícola baseada na mão de obra familiar, a produção de etanol em grande escala não pode e não deve ser aplicada. O projeto trata da disponibilização de uma tecnologia de destilação que atenda à pequena escala, de forma eficiente, do ponto de vista da garantia da qualidade do etanol hidratado combustível e de eficiência energética. Essa produção de etanol em pequena escala tem potencial de garantir a autossuficiência energética do agricultor, aliada ao aproveitamento dos subprodutos do processo para fabricação de ração animal ou combustível sólido, além de incluir os produtores de etanol em pequena escala no esforço em suprir a demanda nacional por combustíveis líquidos”, ressalta Hoffmann.

A Ação de Extensão corrobora com as metas do ODS 07, promovendo o acesso de todos à energia de forma confiável, sustentável e moderna. Além disso, o projeto contribui quanto às pesquisas para o avanço na produção de biocombustíveis, em substituição das matrizes fósseis, e na maior eficiência energética no contexto rural.

Dentre as atividades já desenvolvidas pelo projeto, os professores destacam algumas. “Alcançamos a simplificação do equipamento [de destilação do bioetanol] e de sua operação, reduzindo o investimento e os custos operacionais. Também conseguimos a obtenção de etanol combustível em conformidade com a legislação, além da comprovação e da disseminação do uso de materiais alternativos na construção e operação de microdestilarias, incluindo matérias primas”, destaca Mayer.

Espera-se que o projeto contribua com a conscientização energética dos estudantes que atuaram ou atuam no projeto. Hoje se fala sobre “democracia energética”, que se traduz na diversidade de gênero, na inserção de jovens no mercado energético e na mudança geopolítica relacionada com a produção descentralizada de energia, que se espera ser sustentável do ponto de vista social, econômico e ambiental”, comenta o coordenador da ação, Ronaldo Hoffmann.

Embora com importantes avanços do projeto para a construção de uma matriz energética mais sustentável no país, os pesquisadores da UFSM destacam que a maior dificuldade do Brasil em avançar nesse cenário é a falta de investimentos. “A produção de etanol em pequena escala não se consolida pela falta de tecnologia eficiente para a produção de etanol e que, diferentemente da grande escala, nunca recebeu a merecida atenção dos governos. Assim, é papel das instituições de pesquisa apresentar soluções tecnológicas aos problemas existentes, para que seja possível implementar a democracia energética”, destacam.

Especial Dia Mundial da Energia

Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 7
ODS 8

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