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SANTA SUMMIT 2026 PROMOVE SEGUNDO ENCONTRO PARA DEFINIÇÃO DAS VERTICAIS TEMÁTICAS

Equipe organizadora da conferência avança na construção colaborativa de sua programação temática



Na última quinta-feira (17), o Santa Summit 2026 promoveu o 2º Encontro das Verticais Temáticas, etapa que integra o processo de construção colaborativa da programação da conferência. Realizada no Complexo Multicultural da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a atividade reuniu especialistas, lideranças e demais interessados para discutir os principais desafios e oportunidades de desenvolvimento da Região Central do Rio Grande do Sul.

Reconhecido como uma das principais iniciativas voltadas à inovação, ao empreendedorismo e ao crescimento socioeconômico, o Santa Summit será realizado em novembro e terá a UFSM como instituição anfitriã. A organização do evento reúne o Hub de Inovação Social (Hub IS), vinculado à Coordenadoria de Cidadania (COCID) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE/UFSM), o Inovacentro, a Prefeitura de Santa Maria, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) e a UFSM.

A abertura ficou a cargo do professor de Publicidade e Propaganda da UFSM, Luciano Mattana, participante do núcleo organizador engajado no ecossistema de inovação de Santa Maria. Conduzidos pelo curador de conteúdo Mateus Piveta, os presentes trabalharam na definição de temas, debates e experiências que irão compor a programação. As atividades foram organizadas em sete verticais consideradas estratégicas para a região: Agro, Saúde, Indústria, Varejo e Serviços, Turismo, Startups e Arena Gov.

Professor Luciano Mattana realizando a abertura do evento.

Papel das verticais temáticas

Segundo a organização, as verticais funcionam como espaços permanentes de governança econômica. Sua missão é fortalecer a articulação entre academia, governo, empresas e sociedade civil, em um modelo baseado na chamada quádrupla hélice da inovação. A proposta é que o Santa Summit ultrapasse o caráter de um evento pontual e se consolide como uma plataforma capaz de gerar conhecimento, conexões e projetos com impacto de longo prazo.

Entre os temas apontados pelos grupos de trabalho estão a sucessão familiar e a incorporação de tecnologias no agronegócio; a automação industrial e a aplicação da inteligência artificial nos negócios; além de avanços na área da saúde, com foco em robótica médica, saúde esportiva e longevidade. Também ganhou destaque a transformação digital no varejo, com soluções voltadas à experiência do consumidor e ao comércio eletrônico.

No turismo, os debates abordaram o desenvolvimento de destinos inteligentes, estratégias de marketing digital e a valorização de ativos locais, como o Distrito Verde, os geoparques e o turismo religioso. Já na Arena Gov foram discutidas ferramentas tecnológicas para a gestão pública e iniciativas de inovação aberta voltadas aos municípios da região.

No segmento de startups, foi destacada a necessidade de ampliar a visibilidade dos empreendimentos inovadores e criar oportunidades práticas de capacitação e geração de negócios. As conversas também apontaram áreas promissoras para a economia regional, como a chamada economia prateada, voltada ao desenvolvimento de produtos e serviços para pessoas com mais de 55 anos.

Outro tema relevante foi o potencial de Santa Maria para consolidar-se como hub logístico regional, aproveitando sua localização estratégica. No agronegócio, foram identificadas oportunidades de expansão por meio da adoção de novas tecnologias, qualificação profissional e fortalecimento das cadeias produtivas locais.

Liderança, inovação e comunidade

Um dos focos do encontro foi ampliar a conexão entre startups e setores tradicionais da economia. A estratégia prevê ações de inovação aberta, permitindo que empresas consolidadas testem e validem soluções desenvolvidas por negócios inovadores. Também estão previstos painéis que reunirão especialistas de diferentes áreas e empreendedores de base tecnológica para discutir aplicações concretas dessas soluções.

Piveta destaca que o evento busca equilibrar debates globais sobre inovação com as demandas locais. “Esse equilíbrio se dá pela curadoria dos palestrantes. Especialistas de fora do RS trazem visão global, enquanto nomes regionais e cases locais mostram como empresas daqui traduziram tendências em ações práticas. Painéis mais aprofundados têm a função de conectar o que acontece no mundo aos dilemas concretos da região”, explica.

A iniciativa integra uma agenda permanente voltada ao fortalecimento do ecossistema local. De acordo com a organização, o engajamento de lideranças, especialistas e representantes de diferentes segmentos é essencial para manter a articulação entre universidades, empresas, governo e sociedade civil.

UFSM como parceira fundamental

O coordenador da Incubadora Social e do Hub de Inovação Social da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Lucas Ávila, ressalta que o Santa Summit representa apenas uma parte do trabalho desenvolvido ao longo do ano pelo ecossistema de inovação de Santa Maria. “O Santa Summit é o momento de mostrar os resultados construídos durante todo o ano, fortalecer conexões e projetar Santa Maria como referência em inovação”, afirma.

Segundo ele, esse ecossistema funciona como uma rede colaborativa formada por universidades, empresas, entidades de apoio ao empreendedorismo e poder público, mobilizados em torno de objetivos comuns: criar oportunidades, desenvolver projetos e impulsionar novos negócios. Ávila destaca a atuação da Incubadora Social (IS/UFSM) e do Hub IS como estruturas fundamentais para ampliar o conceito de inovação para além da tecnologia e dos negócios.

De acordo com o coordenador, ambas as iniciativas atuam de forma integrada para promover desenvolvimento humano, sustentabilidade e transformação social. Ele também ressalta o papel do InovaCentro na captação de recursos, na aproximação entre investidores e empreendedores e no estímulo a novas parcerias. Para Ávila, a atuação dessas instituições reforça que o crescimento regional depende tanto da inovação tecnológica quanto da geração de impacto social e do fortalecimento das comunidades.

 

 

Texto e fotos: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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