O projeto Esperançando, fomentando pelo Observatório de Direitos Humanos (ODH), está entre os cinco finalistas da categoria Práticas Humanísticas da 15° edição do Prêmio da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro de Direitos Humanos – Patrícia Acioli (AMAERJ). Criado para valorizar iniciativas que promovem e defendem os direitos humanos em diferentes áreas da sociedade, a premiação reconhece iniciativas que transformam realidades por meio da educação, da cultura, da justiça e da atuação social.
Coordenado pela técnica-administrativa em educação (TAE) Alice Lameira Farias e pela professora Luciana Davi Traverso, o projeto desenvolve ações que aproximam a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) da comunidade por meio da educação em direitos humanos. Criada em 2019, a ação de extensão realiza o acompanhamento de adolescentes e jovens em acolhimento institucional durante a transição para a vida adulta.
O grupo atende participantes que têm entre 14 e 21 anos de idade, a iniciativa desenvolve atividades articuladas nas áreas de educação, cidadania e moradia. O foco de atuação recai sobre a inserção no mercado de trabalho e a autonomia financeira, buscando fortalecer projetos de vida e contribuir para a superação de situações de vulnerabilidade social.
Com uma metodologia baseada no acolhimento, na escuta qualificada e na construção de vínculos, o Esperançando oferece acompanhamento individualizado e oficinas semanais para adolescentes e jovens em acolhimento institucional. As ações buscam fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar as oportunidades de desenvolvimento pessoal, educacional e profissional, contribuindo para uma transição mais segura e autônoma para a vida adulta.
Entre os diferenciais do projeto está a articulação entre universidade, Poder Judiciário, Ministério Público do Trabalho, rede de proteção social e empresas parceiras. Essa integração possibilita o encaminhamento dos participantes para programas de aprendizagem e oportunidades de emprego, além da formação de uma reserva financeira para o período de desligamento do acolhimento institucional. O acompanhamento é mantido até os 21 anos, ampliando o suporte oferecido aos jovens.
A classificação do projeto entre os finalistas reconhece um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos. A seleção reafirma a importância da extensão universitária e das ações do Grupo Temático de Educação em Direitos Humanos do ODH na promoção dos direitos humanos e na construção de uma sociedade mais justa, democrática e comprometida com a dignidade humana.
A cerimônia de premiação ocorrerá em 1º de outubro deste ano, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e contará com quatro categorias: Trabalhos dos Magistrados, Reportagens Jornalísticas, Práticas Humanísticas e Trabalhos Acadêmicos. Na categoria Práticas Humanísticas – “Direitos Humanos e Cidadania”, os prêmios serão de R$ 17 mil para o 1º lugar, R$ 12 mil para o 2º e R$ 6 mil para o 3º, além de duas menções honrosas.
Informações: Observatório de Direitos Humanos
Texto: Kemyllin Haana Timm Dutra, jornalista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).