A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) firmou um acordo de cooperação com a Associação Gaúcha de Plantadores de Florestas (Agaflor) para desenvolver estudos voltados à gestão econômica de florestas plantadas no Rio Grande do Sul. A parceria ocorre por meio do projeto “Desenvolvimento e validação de metodologias para gestão econômica e organizacional em florestas plantadas no Rio Grande do Sul”, coordenado pelo professor Jorge Antonio de Farias, do curso de Engenharia Florestal da UFSM.
O projeto prevê a criação de metodologias para auxiliar produtores na definição de preços mínimos da madeira e no cálculo dos custos de produção de florestas plantadas. A proposta abrange espécies como pinus, eucalipto e acácia, utilizadas em diferentes segmentos da cadeia florestal, como produção de lenha, cavacos, toras para serraria, exportação e geração de energia.
Uma das questões abordadas pela pesquisa é a ausência de referências consolidadas de preços para a madeira. Diferentemente de produtos agrícolas como soja ou gado, cujos valores de mercado são amplamente divulgados, produtores florestais frequentemente têm dificuldade para avaliar se os preços oferecidos são adequados.
Além da análise econômica da produção, a pesquisa também busca desenvolver ferramentas para a organização do setor florestal em Arranjos Produtivos Locais (APLs). A iniciativa pretende considerar as características regionais do mercado e a diversidade das atividades relacionadas à silvicultura no estado.
Segundo Farias, a aproximação entre universidade e sociedade permite direcionar a pesquisa para demandas concretas da atividade florestal. “A universidade ganha quando faz parceria com a sociedade como um todo e passa a entender exatamente o que a sociedade precisa”, afirma.
De acordo com o coordenador, a falta de informações consolidadas sobre custos de produção e formação de preços ainda representa um desafio para produtores de florestas plantadas. A expectativa é que as metodologias desenvolvidas no projeto contribuam para ampliar a capacidade de planejamento e negociação dos produtores.
Entre os resultados esperados estão a criação de ferramentas para análise de custos e precificação da madeira, além de orientações para fortalecer a cadeia produtiva florestal no Rio Grande do Sul.
Texto: Gabriela Alves. bolsista de jornalismo da Proinova.
Revisão: Debora Seminoti Tamiosso, comunicação Proinova.