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			<description>Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise</description>
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				<title>O STF precisa de um porta-voz</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/09/07/o-stf-precisa-de-um-porta-voz</link>
				<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 23:03:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)   Um porta-voz institucional poderia ajudar a administrar a crise, reduzir a disputa de versões e proteger a reputação e a imagem da Corte. O STF – Supremo Tribunal Federal – vive o momento mais delicado de sua [&hellip;]]]></description>
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<div class="entry-content noticia-conteudo">
<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<p> </p>
<p><strong>Um porta-voz institucional poderia ajudar a administrar a crise, reduzir a disputa de versões e proteger a reputação e a imagem da Corte.</strong></p>
<p>O STF – Supremo Tribunal Federal – vive o momento mais delicado de sua história e, por essa razão, ganhou o centro do noticiário nacional. A “briga” entre ministros da Corte e o posicionamento “apaziguador” de seu presidente alimentam polêmicas, algumas, inclusive, baseadas em ilações descabidas e em fontes de informação anônimas, mas com interesses partidários explícitos. Esse diz-que-me-diz, é claro, deixa o País apreensivo, sobretudo pela proximidade das eleições.</p>
<p>O circo está em chamas, e nenhum de seus artistas vem ao “respeitável público” revelar a intensidade das labaredas e se, ao final e ao cabo, seus membros sairão carbonizados ou somente chamuscados do centro da arena. Do lado de fora, o calor é intenso! Enquanto as versões ocupam o lugar dos fatos, o que derrete de maneira assustadoramente rápida é a imagem da instituição, a guardiã da Constituição Federal, sobre a qual não deveriam pairar dúvidas ou desconfianças de qualquer natureza. Todos deveriam respeitá-la!</p>
<p>Resta claro que o STF não está sabendo como lidar com a crise, que cresce dia após dia, com revelações em conta-gotas, como se o processo de desgaste fosse algo planejado para desacreditar a instituição perante a opinião pública. Partidos políticos, políticos em busca de reeleição, candidatos de primeira viagem e militantes da oposição alimentam a “fogueira” que queima a imagem do STF com ofensas e inverdades – ao menos até que se prove o contrário. Um desserviço à democracia.</p>
<p>Os ministros não falam diretamente à imprensa. Algumas vezes, manifestam-se por meio de notas emitidas por suas assessorias de comunicação ou em off. Porém, na maioria das vezes, o que se lê, ouve e assiste são informações oferecidas por fontes protegidas pelo sigilo legal, que dificilmente podem ser confirmadas. Isso alimenta ainda mais a fornalha que consome a reputação e a imagem do Tribunal.</p>
<p>Ministros passam, mas o STF permanece. E precisa permanecer, não somente para o bem da democracia, mas para a sua própria manutenção. Esse fogaréu, tudo indica, não cederá antes das eleições. Para acalmar os ânimos internos e reduzir a ansiedade e os receios da opinião pública, que sofre com boatos e fake news, o presidente do STF há tempos deveria ter instituído a figura do porta-voz na instituição. Somente por meio dele o Tribunal se manifestaria oficialmente, o que contribuiria para reduzir boatos e mentiras.</p>
<p>Obviamente, os ministros, individualmente, poderiam continuar se manifestando publicamente, se assim o desejassem. Contudo, falariam em seus próprios nomes, e não como representantes oficiais da instituição. Esta somente seria representada diante da opinião pública, por intermédio da imprensa, pela fala de seu presidente ou de seu porta-voz nomeado.</p>
<p>Esse porta-voz, que poderia ser um ministro auxiliar, desde que muito bem treinado, funcionaria como um antídoto às crises do STF: se não para eliminá-las ainda na raiz, ao menos para mitigar seus efeitos. Essa figura daria agilidade à divulgação de informações e aos posicionamentos do STF sobre diferentes temas, o que ajudaria a evitar especulações, boatos e mentiras. Além disso, contribuiria para organizar os contatos do presidente da instituição com a mídia, incluindo entrevistas individuais e coletivas de imprensa.</p>
<p>A Suprema Corte americana pode ser um bom exemplo. Seus ministros raramente são vistos na mídia, tanto que boa parte dos americanos desconhece seus nomes. Porém, reconhece e respeita a Suprema Corte, que se manifesta publicamente, não raro, por meio do porta-voz da instituição. O porta-voz, por certo, não é uma solução definitiva. Contudo, sua contribuição para evitar ou mitigar os danos de uma crise seria inegável.</p>
</div>
<p> </p>
<p>____</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de Pesquisa Crise.Com (UFSM) convida comunidade a colaborar em estudo que mapeia referências brasileiras em comunicação do risco e de crise</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/09/02/grupo-de-pesquisa-crise-com-ufsm-convida-comunidade-a-colaborar-em-estudo-que-mapeia-referencias-brasileiras-em-comunicacao-do-risco-e-de-crise</link>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 17:47:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[O Grupo de Pesquisa Crise.Com (UFSM/CNPq) está desenvolvendo estudo que visa mapear e difundir as principais referências nacionais &#8211; pioneiras e contemporâneas &#8211; responsáveis pelo avanço e pela consolidação da área de comunicação do risco e comunicação de crise no Brasil nos últimos 30 anos. A pesquisa tem por objetivos traçar o panorama de contribuições, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-689" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/09/Crise.Com-.jpg" alt="" width="500" height="500" /></strong>O <strong>Grupo de Pesquisa Crise.Com (UFSM/CNPq) </strong>está desenvolvendo estudo que visa mapear e difundir as principais referências nacionais - pioneiras e contemporâneas - responsáveis pelo avanço e pela consolidação da área de comunicação do risco e comunicação de crise no Brasil nos últimos 30 anos.</p>
<p>A pesquisa tem por objetivos traçar o panorama de contribuições, reconhecer os esforços ao longo do tempo, inspirar novas iniciativas e colaborar para a legitimação do campo.</p>
<p>Nesta fase, os pesquisadores solicitam a colaboração da comunidade para a<strong> indicação de nomes de pessoas com as respectivas filiações acadêmicas/profissionais e suas contribuições para a área</strong> (autoria de livros, capítulos e artigos científicos, desenvolvimento de pesquisas, docência, atuação profissional, etc.).</p>
<p>No formulário, <strong>é possível indicar o nome de até cinco pessoas (escritores, professores, consultores, pesquisadores e outros profissionais)</strong> que tenham contribuído ou contribuem para a área de comunicação do risco e comunicação de crise no Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Formulário para indicações: </strong><a href="https://forms.gle/D5idVanUSy2iAbwd6">https://forms.gle/D5idVanUSy2iAbwd6</a></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o projeto:</strong> <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=429299">https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=429299</a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O alerta da Defesa Civil chega ao celular. Mas o cidadão sabe o que fazer?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/08/14/o-alerta-da-defesa-civil-chega-ao-celular-mas-o-cidadao-sabe-o-que-fazer</link>
				<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 13:54:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Luiz Celso Piratininga Jr. (Sociólogo e publicitário, Diretor da ADAG Comunicação)   Com um El Niño potencialmente muito forte no horizonte, o sistema já opera em todo o país. O desafio agora é transformar o aviso em orientação para agir.   Fato   O El Niño está de volta. O boletim mais recente do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Luiz Celso Piratininga Jr.</strong> (Sociólogo e publicitário, Diretor da ADAG Comunicação)</p>
<p> </p>
<p>Com um El Niño potencialmente muito forte no horizonte, o sistema já opera em todo o país.</p>
<p>O desafio agora é transformar o aviso em orientação para agir.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong><span style="color: #000000">Fato</span> </strong></span></h3>
<p> </p>
<p><strong>O El Niño está de volta</strong>. O boletim mais recente do Painel El Niño 2026–2027, referente a julho, reforçou a previsão de intensificação do fenômeno. Confirmado em junho, o El Niño deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027 e tem 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano.</p>
<p> </p>
<p><strong>Os efeitos não serão iguais em todo o Brasil</strong>. Enquanto o Sul tende a enfrentar chuvas intensas, áreas do centro-norte podem registrar menos chuva e calor excessivo. No Centro-Oeste e no Sudeste, ondas de calor e baixa umidade aumentam o risco de queimadas e de insegurança hídrica.</p>
<p> </p>
<p><strong>O país entra neste novo ciclo com uma diferença importante</strong>. O Defesa Civil Alerta começou a operar em dezembro de 2024 e foi ampliado gradualmente até alcançar todo o território nacional, em outubro de 2025. A tecnologia envia avisos aos celulares compatíveis conectados às redes 4G ou 5G, sem cadastro prévio nem pacote de dados. Em situações extremas, a mensagem ocupa a tela e aciona um sinal sonoro, mesmo que o aparelho esteja no modo silencioso.</p>
<p> </p>
<p>Segundo a ABR Telecom, associação responsável pela infraestrutura tecnológica do sistema, no primeiro semestre deste ano foram emitidos 1.768 alertas, que alcançaram 2.779 municípios:  mais de quatro vezes o volume registrado no mesmo período de 2025.</p>
<p> </p>
<p>A mensagem na tela é um avanço tecnológico. <strong>Fazer com que diferentes públicos compreendam o risco, confiem na orientação e saibam como agir é uma tarefa de comunicação pública.</strong></p>
<p> </p>
<h3><strong>Entre receber e compreender</strong></h3>
<p> </p>
<p><strong>A capacidade de avisar com antecedência salva vidas.</strong> Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a mortalidade associada a desastres é pelo menos seis vezes menor nos países que contam com bons sistemas de alerta precoce. Uma antecedência de 24 horas pode reduzir os danos em até 30%.</p>
<p> </p>
<p>Mas a palavra importante é “sistema”. O modelo defendido pelas Nações Unidas reúne quatro elementos: conhecimento do risco; monitoramento e previsão; comunicação do alerta; e capacidade de preparação e resposta. <strong>Fazer a mensagem chegar é uma parte decisiva. Não é a única.</strong></p>
<p> </p>
<p>No Defesa Civil Alerta, a infraestrutura de transmissão é nacional, mas o conteúdo e o momento do envio são definidos pelos órgãos estaduais e municipais. Cabe a eles dizer qual é o perigo, quem está ameaçado, o que deve ser feito, para onde a pessoa deve ir e quando haverá uma nova orientação.</p>
<p> </p>
<h3 style="text-align: center"><strong>“Chuva forte. Há risco de deslizamento. Fique atento” descreve uma ameaça. </strong></h3>
<h3 style="text-align: center"><strong style="color: revert;font-size: revert">Não necessariamente permite que alguém se proteja dela.</strong></h3>
<p> </p>
<p>Um morador antigo de uma área de risco, um turista, uma pessoa idosa, alguém com deficiência e uma família recém-chegada ao bairro podem compreender a mesma mensagem de maneiras diferentes. Há também quem esteja fora da cobertura de telefonia ou não tenha aparelho compatível.</p>
<p> </p>
<p>O canal distribui o aviso. A comunicação pública precisa fazer a orientação alcançar cada um desses cidadãos.</p>
<p> </p>
<h3><strong>O ponto cego</strong></h3>
<p> </p>
<p><strong>O ponto cego está em tratar a comunicação de risco como um texto produzido somente quando a emergência já começou</strong>. Nesse momento, há pouco espaço para descobrir quem precisa ser alcançado, testar a clareza da mensagem, apresentar uma rota desconhecida ou construir confiança em uma fonte até então ausente da comunidade.</p>
<p> </p>
<p><strong>Os dados mostram grandes diferenças na capacidade de resposta dos municípios</strong>. O Indicador de Capacidade Municipal, com dados de 2024, apontou que em 3.253 cidades 58,49% dos municípios brasileiros) estavam nos estágios iniciais de gestão de riscos e desastres. Em estudo divulgado em maio de 2026, o Cemaden constatou que 75% dos municípios prioritários possuíam menos da metade dos planos e mapeamentos necessários. Em 91% deles, não havia plano de obras e serviços para a redução dos riscos.</p>
<p> </p>
<p>Esses números não medem a qualidade das mensagens, mas revelam as condições necessárias para que uma orientação possa ser cumprida. Um alerta que determina a evacuação não cria uma rota de fuga, não abre um abrigo nem providencia transporte para quem precisa de ajuda para se deslocar.</p>
<p> </p>
<p>A comunicação não substitui essa estrutura. Mas pode revelar o que falta antes que o desastre o faça, além de preparar a população para utilizar aquilo que já existe.</p>
<p> </p>
<h3><strong>O que desenvolver</strong></h3>
<p> </p>
<p><strong>A comunicação precisa ocupar um lugar na mesa de preparação, e não ser chamada apenas para publicar o alerta</strong>. As equipes municipais devem participar da construção dos protocolos, conhecer os riscos de cada território, testar as mensagens e manter um fluxo direto de informações verificadas com a Defesa Civil e os responsáveis pela resposta.</p>
<p> </p>
<p>É um trabalho que começa antes da emergência, acompanha o resgate e continua depois que o perigo imediato passou.</p>
<p> </p>
<p><strong>Antes do evento, é preciso mapear as áreas ameaçadas, as pessoas que vivem nelas</strong> e os lugares pelos quais a informação circula: escolas, igrejas, unidades de saúde, associações de moradores e mercados. Esses espaços podem ajudar a divulgar previamente os níveis de alerta, as rotas de fuga, os pontos de apoio, os abrigos e os números que devem ser acionados.</p>
<p> </p>
<p><strong>O planejamento deve considerar quem não recebe o aviso pelo celular</strong>, quem depende de ajuda para se deslocar e quais recursos de acessibilidade são necessários. Simulados permitem verificar se a população compreendeu a orientação e se a própria prefeitura está preparada para cumpri-la.</p>
<p> </p>
<p><strong>Durante a emergência, a comunicação precisa estar integrada ao centro de decisões</strong>, com acesso permanente a informações confirmadas, uma fonte oficial reconhecível, porta-voz e boletim com hora marcada. O aviso à população tem de dizer o que está acontecendo, quais áreas estão ameaçadas, o que fazer naquele momento, para onde ir, quais serviços funcionam e quando virá nova atualização.</p>
<p> </p>
<p><strong>Atender aos repórteres, aqui, é mais do que tarefa de assessoria de imprensa</strong>: o jornalismo ocupa o espaço que o boato ocuparia, se tiver acesso permanente a informações confirmadas, uma fonte oficial reconhecível, um porta-voz e boletins com hora marcada. O celular também deve ser combinado com sirenes, rádios locais, carros de som, WhatsApp, agentes de saúde, escolas e redes comunitárias. Em uma emergência, repetir uma orientação correta por diferentes canais não é excesso: é proteção.</p>
<p> </p>
<p><strong>Depois do evento, a comunicação informa se o risco diminuiu ou terminou</strong>, o que continua interditado, quando escolas, postos de saúde e estradas voltam a funcionar e onde buscar ajuda. Também é preciso avaliar o que funcionou, o que falhou e o que deve ser mudado nos protocolos. A avaliação vai além do número de pessoas alcançadas:  importa saber quantas compreenderam o aviso, quantas conseguiram agir e quais grupos ficaram de fora.</p>
<p> </p>
<p><strong>Nada disso se resolve com uma campanha publicitária no mês do desastre</strong>. Exige tratar a comunicação de risco como serviço público permanente, integrada à Defesa Civil, à saúde, à educação, à mobilidade e à assistência social. O objetivo não é apenas informar que existe um perigo. É preparar a população antes, orientá-la durante e prestar contas depois.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Uma pergunta para o setor</strong></h3>
<p>Quando o alerta chegar, o cidadão saberá apenas que corre perigo — ou saberá o que fazer para sair dele?</p>
<p> </p>
<p>____________</p>
<p> </p>
<p>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>El Niño 2026-2027: RSU/Fiocruz emite Nota Técnica para Integridade da Informação e Comunicação de Risco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/08/12/el-nino-2026-2027-rsu-fiocruz-emite-nota-tecnica-para-integridade-da-informacao-e-comunicacao-de-risco</link>
				<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 13:21:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[O El Niño 2026–2027 exige atenção qualificada, não pânico. O fenômeno está configurado e apresenta alta probabilidade de persistência e intensificação, mas seus impactos locais permanecem probabilísticos e dependem da interação entre condições meteorológicas, hidrológicas, territoriais e sociais. Nesse contexto, a RSU/Fiocruz publicou Nota Técnica “Integridade da informação e comunicação de risco no El Niño [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright size-medium wp-image-686" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/08/novo-logo-RSU-removebg-EW-psmMm-300x88.png" alt="" width="300" height="88" />O El Niño 2026–2027 exige atenção qualificada, não pânico. O fenômeno está configurado e apresenta alta probabilidade de persistência e intensificação, mas seus impactos locais permanecem probabilísticos e dependem da interação entre condições meteorológicas, hidrológicas, territoriais e sociais.</p>
<p>Nesse contexto, a RSU/Fiocruz publicou Nota Técnica “<strong>Integridade da informação e comunicação de risco no El Niño 2026-2027 - Orientações para sociedade civil, gestores públicos, universidades e departamentos de comunicação</strong>”.</p>
<p>A NT reúne orientações para apoiar sociedade civil, gestores públicos, universidades, profissionais de saúde, equipes de comunicação e demais atores envolvidos na gestão de riscos climáticos e sanitários. <strong>O documento traz medidas para qualificar a comunicação de risco, prevenir a desinformação e apoiar a preparação ao longo do ciclo do fenômeno.</strong></p>
<p>Ao reunir universidades, equipes de comunicação, serviços públicos e comunidades em um ciclo contínuo de observação, validação, tradução, escuta e correção, a RSU/Fiocruz contribui para uma resposta mais transparente, acessível e responsável.</p>
<p>Elaborado por especialistas de diversas instituições (Fiocruz, UFSM, UFPel, UFRGS, FURG, Unisinos e Feevale), <strong>o documento aborda a</strong> <strong>interpretação de cenários climáticos, a comunicação de incertezas e os potenciais impactos</strong> <strong>sobre a saúde</strong>.</p>
<p>Nessa direção, apresenta <strong>princípios para a integridade da informação, modelos de linguagem, recomendações dirigidas a diferentes públicos e protocolos para prevenção, verificação, correção e resposta à desinformação.</strong></p>
<p> </p>
<h3><strong>Finalidades da Nota Técnica</strong></h3>
<p> </p>
<p><strong>A prioridade da nota é reduzir</strong> <strong>dois riscos simultâneos: o risco climático e sanitário e o risco informacional.</strong> Alarmismo, falsas certezas, mapas sem data, atribuições causais simplistas, áudios sem origem, alertas falsos e golpes, frequentemente disseminados por canais não oficiais, perfis falsos ou conteúdos que imitam instituições públicas, podem produzir pânico, fadiga, decisões inadequadas e perda de confiança. Em face disso, o enfrentamento exige prevenção, escuta social, verificação, mensagens acionáveis, canais acessíveis e governança interinstitucional.</p>
<p><strong>A publicação tem quatro finalidades:</strong></p>
<ul>
<li>Consolidar o estado atual do El Niño 2026-2027 com base em fontes oficiais e datadas;</li>
<li>Oferecer uma mensagem pública comum para reduzir interpretações enganosas e preencher vazios informacionais;</li>
<li>Orientar gestores, universidades e equipes de comunicação na preparação, resposta e correção de desinformação;</li>
<li>Estabelecer um protocolo transparente para validação técnica e comunicacional pelas instituições da RSU.</li>
</ul>
<p> </p>
<h3><strong>Recomendações</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A integridade da informação é parte da infraestrutura de prevenção: reduz vazios informacionais, melhora decisões, protege serviços, fortalece a confiança e favorece a atuação coordenada entre ciência, gestão e sociedade.</strong></p>
<p><strong>Sob essa perspectiva,</strong> além das orientações conceituais, <strong>a publicação reúne ferramentas de aplicação prática, como protocolos de verificação e correção de informações, checklist para publicação de conteúdos e modelo de boletim público</strong>, oferecendo suporte a instituições e profissionais responsáveis pela comunicação de riscos e pelo planejamento diante de situações marcadas por incertezas climáticas.</p>
<p>Entre as recomendações está a<strong> manutenção de uma fonte institucional de referência, datada e atualizada</strong>, capaz de reunir informações técnicas, perguntas frequentes, orientações, correções, histórico de versões e materiais derivados. A medida busca reduzir vazios informacionais e facilitar o acesso da população, dos gestores e dos profissionais a informações confiáveis durante todo o ciclo do fenômeno.</p>
<p>A publicação também<strong> orienta que instituições públicas, universidades, pesquisadores e equipes de comunicação diferenciem claramente observações, previsões, cenários e recomendações</strong>, evitando transformar probabilidades em certezas ou tendências sazonais em previsões de desastres específicos. A orientação é<strong> comunicar de maneira transparente o que já se sabe, o que permanece incerto e quais novas informações poderão modificar as avaliações existentes.</strong></p>
<p> </p>
<p>O documento é nacional, com atenção especial ao Rio Grande do Sul por sua exposição a chuvas intensas, cheias, enxurradas e movimentos de massa, pela memória social das enchentes de 2024 e pela capacidade de articulação da Rede Saúde Única. Não substitui produtos operacionais locais nem pretende antecipar um desastre específico.</p>
<p>Ainda, a efetividade desta nota dependerá de sua atualização periódica, do respeito às competências institucionais e da incorporação de novas evidências ao longo do ciclo do El Niño 2026–2027. A próxima revisão está prevista para setembro de 2026, podendo ocorrer antes caso haja mudança material nas fontes oficiais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Recurso técnico-educacional</strong></p>
<p>A Nota Técnica pode ser utilizada também em atividades de formação, capacitação, planejamento institucional e consulta para comunicação de risco e promoção da integridade da informação no contexto do El Niño 2026–2027. Nesse sentido, apresenta-se como recurso técnico-educacional voltado à educação permanente, formação profissional e apoio à atuação de gestores, profissionais de comunicação, saúde, proteção e defesa civil, pesquisadores, docentes e demais atores envolvidos na gestão de riscos climáticos e sanitários.</p>
<p>O documento vislumbra compreender os princípios e as práticas de integridade da informação e comunicação de risco aplicáveis ao contexto do El Niño 2026–2027, reconhecendo a diferença entre observações, previsões, cenários e recomendações e identificando estratégias para prevenção, preparação e resposta à desinformação.</p>
<p> </p>
<p><strong>Leia na íntegra:</strong> <a href="https://educare.fiocruz.br/resource/show?id=4NUXd4nb"><strong>Nota Técnica: Integridade da Informação e Comunicação de Risco no El Niño 2026-2027</strong></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>___________________</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Elaboração técnica do documento: </strong>Calvin Cousin (UFPEL); Cláudia Herte de Moraes (UFSM); Elisa Helena Fernandes (CIEX/FURG); Eloisa Beling Loose (UFRGS); Gustavo Buss (RSU/Fiocruz); Jones Machado (<strong>OBCC</strong>/UFSM); Marcelo Frey (RSU/Fiocruz); Maristela Cassia De Oliveira Peixoto (FEEVALE); Mellanie Fontes-Dutra (UNISINOS); Raquel Recuero (UFPEL); Tammie Caruse Faria Sandri (FURG).</p>
<p><strong>Resumo da notícia</strong></p>
<p>Nota Técnica da Rede Saúde Única (RSU/Fiocruz), elaborada tecnicamente por pesquisadores e profissionais vinculados a instituições de ensino, pesquisa e saúde do Rio Grande do Sul e à RSU/Fiocruz. O documento apresenta orientações para a comunicação de risco e a promoção da integridade da informação no contexto do El Niño 2026–2027, reunindo evidências, princípios e recomendações dirigidas à sociedade civil, gestores públicos, universidades e equipes de comunicação. Aborda a interpretação de previsões e cenários climáticos, riscos à saúde sob a perspectiva de Uma Só Saúde, comunicação de incertezas, prevenção e resposta à desinformação, escuta social, acessibilidade, governança e validação interinstitucional. Inclui recomendações acionáveis, protocolos de verificação e correção, lista de verificação pré-publicação e modelo de boletim público.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Comunicação Inclusiva diante da atualização da NR-1</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/08/03/comunicacao-inclusiva-diante-da-atualizacao-da-nr-1</link>
				<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 21:53:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=673</guid>
						<description><![CDATA[Por Patrícia Milano Pérsigo (Professora Associada da UFSM, Doutora em Comunicação)    A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforça a responsabilidade das organizações pela identificação, avaliação e prevenção dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Embora esses fatores já estivessem compreendidos no gerenciamento dos riscos ocupacionais, a nova redação, em vigor desde 26 de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Patrícia Milano Pérsigo</strong> (Professora Associada da UFSM, Doutora em Comunicação) </p>
<p> </p>
<p>A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforça a responsabilidade das organizações pela identificação, avaliação e prevenção dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Embora esses fatores já estivessem compreendidos no gerenciamento dos riscos ocupacionais, a nova redação, em vigor desde 26 de maio de 2026, passou a mencioná-los de maneira explícita. Com isso, as organizações são convocadas a observar não apenas as condições materiais do ambiente, mas também a organização do trabalho e sobretudo a qualidade das relações que nele se estabelecem.</p>
<p>Esse movimento exige uma análise abrangente dos processos organizacionais, incluindo os canais de escuta, as práticas de gestão e os fluxos de informação que sustentam o cotidiano de trabalho. Esse cenário apresenta, simultaneamente, desafios e oportunidades. O principal desafio consiste em reafirmar a dimensão estratégica, transversal e relacional da comunicação organizacional.</p>
<p>Uma vez que a comunicação permeia todos os processos e relacionamentos de uma organização, não pode ser tratada de maneira fragmentada, meramente instrumental ou utilitária. A atualização da NR-1 contribui para evidenciar essa necessidade ao demonstrar que, no campo dos riscos ocupacionais, a comunicação pode ser tanto fator de prevenção quanto de produção ou agravamento de situações prejudiciais à saúde dos trabalhadores.</p>
<p>A falta de clareza na definição de funções, as solicitações contraditórias, o excesso de reuniões, a sobrecarga informacional, a ausência de feedback, a dificuldade de acesso às lideranças e o uso de linguagem discriminatória ou pejorativa são alguns exemplos de questões comunicacionais que podem contribuir para a ocorrência ou intensificação de fatores de risco psicossociais. Da mesma forma, informações incompletas, mudanças organizacionais conduzidas sem transparência e canais de denúncia que não asseguram confidencialidade podem gerar insegurança e silenciamentos.</p>
<p>Por outro lado, a atualização da NR-1 amplia as oportunidades de atuação das Relações Públicas em interface com diversas áreas. A capacidade de realizar a leitura estratégica de cenários, mapear públicos, diagnosticar relacionamentos e formular, executar e avaliar estratégias comunicacionais constitui uma contribuição relevante para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e para a implementação das novas disposições da norma.</p>
<p>Se a NR-1 orienta as organizações a examinarem as condições e a organização do trabalho, cabe perguntar: como essas condições são percebidas e vivenciadas pelos diferentes públicos organizacionais?</p>
<p>Esse questionamento é fundamental porque uma mesma política, mensagem ou prática de gestão pode produzir experiências distintas, conforme a posição ocupada pelas pessoas, suas características, identidades, condições de acesso e relações de poder. Nesse sentido, os fatores de risco psicossociais também possuem uma dimensão comunicacional: eles se manifestam nas relações, nas práticas de gestão e nas formas pelas quais as informações circulam, ou deixam de circular, entre os diferentes públicos.</p>
<p>É nesse contexto que a comunicação acessível e inclusiva se torna ainda mais necessária. Embora relatórios de sustentabilidade frequentemente apresentem números relativos à contratação de pessoas pertencentes a grupos historicamente minorizados, é preciso avançar para além da presença quantitativa.</p>
<p>A organização oferece conteúdos em diferentes línguas, linguagens e formatos? Seus canais e sistemas são acessíveis? As pessoas dispõem de condições seguras e confidenciais para se manifestar? Têm acesso a instrumentos de trabalho compatíveis com suas características e necessidades? Sentem-se representadas nas narrativas institucionais?</p>
<p>Os diferentes públicos organizacionais podem estar expostos a situações e intensidades distintas de risco, especialmente quando barreiras comunicacionais, culturais, linguísticas, tecnológicas e atitudinais se somam às desigualdades já existentes.</p>
<p>A diversidade, portanto, não deve ser compreendida como um risco para a organização. Os riscos encontram-se na produção e na perpetuação das desigualdades, na invisibilidade, na exclusão e na reprodução de estereótipos. É justamente nesse ponto que a comunicação inclusiva ultrapassa o discurso sobre diversidade e se concretiza como um processo protetivo, capaz de promover segurança, pertencimento e confiança nas relações organizacionais.</p>
<p>Mais do que atender formalmente às exigências da NR-1, as organizações precisam desenvolver uma cultura permanente de prevenção. Escutar os trabalhadores, reconhecer as diferenças entre os públicos, revisar práticas comunicacionais e assegurar que as informações sejam acessíveis, compreensíveis e coerentes com as experiências vividas no ambiente de trabalho.</p>
<p>A atualização da NR-1, portanto, não apenas explicita a responsabilidade das organizações diante dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Ela também coloca em evidência sua responsabilidade comunicacional. Quando os processos de comunicação favorecem a escuta, a participação, o pertencimento e a legitimação das diferentes identidades, a comunicação inclusiva amplia sua contribuição e colabora diretamente para a construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Concretiza-se assim, como um fator protetivo.</p>
<p>____________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</strong></p>
<p> </p>
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				<title>Consertar o telhado enquanto o sol está brilhando: como a prevenção de riscos fortalece a reputação, a governança e a confiança dos stakeholders.</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/08/03/consertar-o-telhado-enquanto-o-sol-esta-brilhando-como-a-prevencao-de-riscos-fortalece-a-reputacao-a-governanca-e-a-confianca-dos-stakeholders</link>
				<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 21:35:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Elisa Prado (Especialista em Comunicação Corporativa e Consultora de Gestão de Reputação)   Trabalhei por muitos anos ao lado de um CEO que repetia uma frase que carrego comigo até hoje: &#8220;Conserte o telhado enquanto o sol está brilhando.&#8221; Na época, parecia apenas um conselho de boa gestão. Com o tempo, compreendi que se tratava de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Elisa Prado</strong> (Especialista em Comunicação Corporativa e Consultora de Gestão de Reputação)</p>
<p> </p>
<p>Trabalhei por muitos anos ao lado de um CEO que repetia uma frase que carrego comigo até hoje: "<strong>Conserte o telhado enquanto o sol está brilhando</strong>."</p>
<p>Na época, parecia apenas um conselho de boa gestão. Com o tempo, compreendi que se tratava de uma filosofia de liderança.</p>
<p>Ele acreditava que é justamente quando a empresa cresce, entrega bons resultados e navega em céu de brigadeiro que deve investir tempo para inovar, corrigir fragilidades e preparar-se para o inesperado. <strong>Afinal, quando a tempestade chega, já não há tempo para reformas.</strong></p>
<p>Essa visão nunca foi tão atual. Estudos recentes mostram que uma crise reputacional grave pode reduzir o valor de mercado de uma empresa em mais de 35% e comprometer significativamente sua lucratividade.</p>
<p><strong>O custo da falta de preparação é concreto, mensurável e, muitas vezes, irreversível. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O convite do CEO </strong></p>
<p>Como responsável pela comunicação corporativa da empresa, fui desafiada a transformar essa visão em prática. Nossa missão era antecipar riscos capazes de comprometer a reputação da organização, identificar vulnerabilidades do negócio e estruturar mecanismos de prevenção. Não se tratava apenas de evitar crises, mas de fortalecer a governança e proteger um dos ativos mais valiosos da empresa: a confiança de seus stakeholders.</p>
<p>Existe, porém, um obstáculo recorrente nesse processo. Sempre que o tema chega ao conselho de administração ou à diretoria, costuma surgir um certo desconforto.</p>
<p><strong>Riscos representam problemas que ainda não aconteceram, e existe uma tendência natural de acreditar que "isso não acontecerá conosco</strong>".</p>
<p>A realidade, entretanto, mostra exatamente o contrário. Pesquisas revelam que apenas uma pequena parcela das organizações mede efetivamente sua exposição aos riscos considerados críticos. Ao mesmo tempo, executivos costumam declarar elevado grau de preocupação com esses riscos, mas reconhecem que suas empresas ainda não estão suficientemente preparadas para enfrentá-los.</p>
<p>Essa aparente contradição explica por que tantas organizações ainda reagem às crises, em vez de se anteciparem a elas. Foi justamente por isso que o apoio do CEO se mostrou decisivo.</p>
<p>Sem o comprometimento da principal liderança da organização, iniciativas dessa natureza dificilmente ganham prioridade, recursos e continuidade. <strong>A cultura de prevenção começa no topo. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mapeando os riscos</strong></p>
<p>Com o patrocínio da liderança, iniciamos um programa estruturado de prevenção e gestão de riscos reputacionais. O primeiro passo foi promover um workshop de sensibilização para toda a liderança.</p>
<p>Antes de discutir processos ou metodologias, era necessário construir uma consciência coletiva sobre o papel de cada executivo na proteção da reputação corporativa. Afinal, <strong>reputação não pertence apenas à área de comunicação.</strong> Ela é consequência das decisões tomadas diariamente por todas as áreas da empresa.</p>
<p>Hoje sabemos que essa preocupação faz todo sentido. Estudos apontam que aproximadamente 29% do valor de mercado das empresas está diretamente relacionado à sua reputação, e organizações com reputações sólidas tendem a entregar retornos superiores aos seus acionistas ao longo do tempo.</p>
<p>Na sequência, reunimos toda a diretoria para identificar os principais riscos do negócio. Utilizando a metodologia COSO* (Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission) como referência, avaliamos cada vulnerabilidade sob a perspectiva de impacto e probabilidade, construindo uma matriz de riscos capaz de apoiar decisões estratégicas e direcionar investimentos para os temas realmente relevantes.</p>
<p>Mais importante do que preencher uma matriz foi promover um exercício coletivo de reflexão. Pela primeira vez, diferentes áreas passaram a discutir seus riscos de forma integrada, compreendendo como uma fragilidade operacional poderia rapidamente se transformar em uma crise reputacional.</p>
<p>Esse talvez tenha sido o maior ganho de todo o processo: criar uma linguagem comum sobre riscos e fazer com que cada líder compreendesse que <strong>reputação é uma responsabilidade compartilhada. </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Da matriz ao plano de ação</strong></p>
<p>O trabalho, naturalmente, não terminou com a identificação dos riscos. No encontro seguinte, definimos a estratégia para cada um deles: quais deveriam ser evitados, mitigados, compartilhados ou simplesmente aceitos, sempre considerando o apetite e a tolerância ao risco definidos pela organização.</p>
<p>Também estruturamos políticas, procedimentos e mecanismos de monitoramento capazes de acompanhar continuamente a evolução dessas vulnerabilidades. A matriz de riscos passou a integrar a agenda permanente do board.</p>
<p>Todos os meses revisávamos os riscos identificados, acompanhávamos os planos de ação e avaliávamos novos cenários que pudessem alterar o nível de exposição da empresa.</p>
<p>Paralelamente, a área de comunicação, em conjunto com uma consultoria especializada, desenvolveu planos específicos para cada risco prioritário. Foram preparados posicionamentos institucionais, perguntas e respostas, mensagens-chave e porta-vozes previamente treinados para responder de forma rápida, consistente e alinhada à estratégia da organização.</p>
<p>Essa preparação tornou-se ainda mais relevante em um ambiente digital em que crises ultrapassam fronteiras em poucas horas. Hoje, uma crise pode ganhar repercussão global em menos de 24 horas. Não existe mais espaço para improviso. A velocidade da informação exige que as organizações respondam com a mesma rapidez — mas, sobretudo, com coerência, credibilidade e transparência.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Um novo fator de risco: a inteligência artificial</strong></p>
<p>Se antes a principal preocupação era monitorar a opinião de clientes, colaboradores, imprensa, investidores, órgãos reguladores e demais stakeholders, hoje as organizações precisam considerar um novo elemento nesse ecossistema: a inteligência artificial.</p>
<p>Ferramentas de IA generativa, mecanismos de busca, assistentes virtuais e algoritmos que resumem informações passaram a influenciar a forma como empresas são percebidas, muitas vezes antes mesmo de uma pessoa acessar o site institucional ou ler uma reportagem.</p>
<p>Identificações equivocadas, conteúdos sintéticos imprecisos, <em>deepfakes</em> e informações descontextualizadas podem moldar narrativas em questão de minutos e ampliar exponencialmente uma crise reputacional.</p>
<p>Mais do que um novo recurso tecnológico, <strong>a inteligência artificial tornou-se um novo mediador da confiança</strong>. Ela influencia quais informações serão encontradas, resumidas, recomendadas e, muitas vezes, consideradas verdadeiras.</p>
<p><strong>Ignorar esse novo ambiente significa deixar de monitorar um dos espaços onde a reputação está sendo construída ou desconstruída diariamente</strong>.</p>
<p>Por isso, a gestão de riscos precisa incorporar também o monitoramento desse ambiente digital, garantindo que a reputação da organização seja protegida não apenas perante seus stakeholders tradicionais, mas também diante dos sistemas de inteligência artificial que, cada vez mais, mediam o acesso à informação e influenciam a formação da opinião pública.</p>
<p> </p>
<p><strong>A prevenção como estratégia de valor</strong></p>
<p>Ao final desse processo, percebemos que não havíamos criado apenas um plano de gestão de crises. Havíamos incorporado a gestão de riscos reputacionais à governança da organização. <strong>A prevenção deixou de ser uma atividade pontual para tornar-se um processo contínuo de geração e proteção de valor</strong>.</p>
<p>No fim, percebi que o maior aprendizado daquele processo não foi sobre metodologias, matrizes ou planos de contingência. Foi sobre liderança. <strong>Organizações que protegem sua reputação não esperam que uma crise as obrigue a agir.</strong> Elas cultivam uma cultura de prevenção, na qual antecipar riscos é tão importante quanto perseguir resultados. Essa cultura nasce no exemplo da alta liderança, inspira toda a organização e transforma a gestão de riscos em uma vantagem competitiva.</p>
<p><strong>Empresas resilientes não são aquelas que nunca enfrentam crises. São aquelas que desenvolvem a capacidade de antecipá-las</strong>, responder com rapidez e preservar a confiança construída ao longo de anos.</p>
<p>Por isso, a frase daquele CEO continua fazendo ainda mais sentido para mim. O melhor momento para proteger a reputação de uma organização é quando ela ainda não está sendo ameaçada. Porque, quando a tempestade chega, já não existe tempo para consertar o telhado.</p>
<p>E a sua empresa? Está aproveitando os dias de sol para fortalecer sua reputação ou pretende descobrir onde estão as goteiras quando a chuva começar?</p>
<p> </p>
<p>*COSO - Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission - foi criado nos Estados Unidos para ajudar organizações a prevenir fraudes, fortalecer a governança e</p>
<p>_________</p>
<p>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</p>
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				<title>Institute for Crisis Management divulga relatório: cibercrime representa 1/4 das crises corporativas no mundo em 2025</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/08/institute-for-crisis-management-divulga-relatorio-anual-cibercrime-representa-1-4-das-crises-corporativas-no-mundo-em-2025</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:29:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[O cibercrime consolidou-se como a maior ameaça à continuidade de negócios no mundo, representando 25,44% de todas as notícias sobre crises corporativas registradas em 2025. O dado foi revelado no 35º Relatório Anual de Crise do Institute for Crisis Management (ICM), divulgado globalmente na primeira semana de julho deste ano. Ao todo, a consultoria em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright size-medium wp-image-664" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/ICM-300x100.jpg" alt="" width="300" height="100" /></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cibercrime consolidou-se como a maior ameaça à continuidade de negócios no mundo, representando 25,44% de todas as notícias sobre crises corporativas registradas em 2025. O dado foi revelado no 35º Relatório Anual de Crise do Institute for Crisis Management (ICM), divulgado globalmente na primeira semana de julho deste ano. Ao todo, a consultoria em RP contabilizou mais de 1,23 milhão de registros de crises na mídia ao longo de 2025, representando uma alta de 8% em comparação com o ano anterior. A</span><span style="font-weight: 400">pesar do crescimento anual, o volume total de notícias ainda ficou abaixo do recorde histórico registrado em 2023, quando o indicador mapeou quase dois milhões de ocorrências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o relatório, as chamadas "crises crônicas" (</span><i><span style="font-weight: 400">smoldering crises</span></i><span style="font-weight: 400">) — problemas que se desenvolvem silenciosamente antes de explodirem publicamente — mantiveram a liderança histórica, respondendo por 65% do total de casos monitorados. As crises repentinas fecharam o ano com 35% de participação. Salienta-se que o estudo analisa notícias sob a perspectiva dos veículos de comunicação do Hemisfério Norte.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Ataques bilionários lideram a lista</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">O avanço do cibercrime foi impulsionado por episódios de escala global que afetaram desde corretoras de ativos digitais até grandes fabricantes e companhias aéreas. O principal destaque do ano foi o ataque hacker à corretora Bybit, classificado como o maior roubo de criptomoedas da história, resultando no desvio de US$ 1,45 bilhão em Ethereum. Outros casos de impacto envolveram uma violação de dados na Coinbase e prejuízos econômicos estimados em £ 1,9 bilhão na montadora Jaguar Land Rover após um incidente digital no Reino Unido.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Logo atrás do cibercrime, a </span><b>"Má Gestão"</b><span style="font-weight: 400"> figurou como a segunda categoria de crise mais frequente, com 19,03% das menções. Especialistas do ICM apontam que o indicador reflete erros em decisões estratégicas de marcas, falhas de governança e uma adaptação lenta à Inteligência Artificial.  </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Assédio sexual e o repique do #MeToo e a Discriminação</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Uma das maiores surpresas do relatório foi o salto nas menções à categoria de Assédio Sexual</strong>, que atingiu 15,26% do bolo de crises monitoradas. Segundo Deborah Hileman, CEO do ICM, o patamar é o mais elevado registrado pela sua Consultoria desde o auge do movimento #MeToo entre 2018 e 2019. O crescimento foi impulsionado pelo uso massivo da</span><i><span style="font-weight: 400"> hashtag</span></i><span style="font-weight: 400"> e por processos envolvendo grandes redes de serviços e varejo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>O ano também foi marcado por uma alta rotatividade no topo de grandes companhias</strong>, motivada por condutas inadequadas e reestruturações. Executivos da alta gestão de marcas globais como Nestlé e Kohl's foram desligados após investigações internas comprovarem o envolvimento dos mesmos em relacionamentos românticos não declarados no ambiente de trabalho e conflitos de interesse.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Já as crises relacionadas à discriminação (8,59%) diminuíram em relação a 2024</strong>, mas registraram 88 mil novas acusações de discriminação nas organizações no órgão americano EEOC. Esse número de processos resultou em 660 milhões de dólares pagos pelas organizações a título de indenização. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Alerta para os Gestores de Organizações</b></h3>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">Para a direção do ICM, o panorama de 2025 reforça que <strong><span style="color: #003366">a gestão de riscos e a comunicação de crise não podem mais ser tratadas de forma secundária pelas lideranças corporativas.</span> </strong>O documento conclui que o custo financeiro e reputacional de remediar um escândalo público sem uma estratégia prévia supera drasticamente os investimentos necessários em auditoria, planos de contingência e treinamentos simulados. </span></p>
<pre> </pre>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><i><span style="font-weight: 400">Institute for Crisis Management - ICM</span></i><span style="font-weight: 400"> é uma das agências pioneiras de relações públicas a prestar serviços exclusivamente em gestão e comunicação de crises na América do Norte. Com quase 40 anos no mercado, desde 2001 oferece para seus clientes e sociedade um relatório anual que registra e analisa, a partir da clipagem de notícias publicadas nos jornais norte-americanos, os tipos de crise evidenciados na mídia. Com esse estudo, busca exemplificar as situações de crise nos quais seus clientes podem se envolver, caso não estabeleçam uma cultura de prevenção de crise. </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">O <a href="https://crisisconsultant.com/icm-annual-crisis-report/">Relatório Anual de Crises do ICM 2025</a> pode ser acessado de forma gratuita, mediante cadastro dos dados dos interessados.</span></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-665" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/cabecalho-report-300x55.png" alt="" width="300" height="55" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400"><strong>Fonte</strong>: ICM</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Copa da Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/06/a-copa-da-mundo-nao-e-nossa-discriminacao-racismo-e-mercantilismo</link>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:21:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=662</guid>
						<description><![CDATA[Por João José Forni (Autor do livro “Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”)   Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João José Forni</strong> (Autor do livro <em>“Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”)</em></p>
<p> </p>
<p>Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal <em>“O Estado de São Paul</em>o” de 13 de junho de 2026.</p>
<p>No imaginário popular, acabou aquele tempo romântico em que os jogadores, maioria deles jogando no Brasil, iam dar show nos gramados da Copa, não importava onde fosse, jogando pelas cores e pela alma do País. De que são exemplos, tantos os heróis do primeiro título, de 1958, como Gilmar, Garrincha, Pelé e Nilton Santos, como outros dos anos de 1962, 1970, 1994 e 2002, quando o Brasil foi Campeão do Mundo.</p>
<p>O que os torcedores deduzem, hoje, de nossa seleção, até mesmo pelo comportamento midiático ou ostentação de algumas estrelas do futebol? Os jogadores estariam menos interessados em defender uma bandeira, a honra do país, do que aparecerem na seleção, ser convocados, mais pelo que a Copa poderá render para eles no futuro. A rigor, a maioria são profissionais que atuam em clubes de ponta, no exterior, com salários milionários. Assediados pelas famigeradas BETs, marcas de cerveja e outros penduricalhos, eles também estão de olho em milionários contratos publicitários.</p>
<p>Resultado: não há aquele comprometimento e despojamento do passado, em que a seleção brasileira tinha um grupo dos notáveis que atuava no país e se deslocava até de trem, como numa famosa foto de Pelé e cia, esperando a passagem de um trem na estação de Poços de Caldas, MG, em 1958, como se todos estivessem ali numa confraria, despojados, num encontro de amigos, dispostos a jogar por uma paixão, por uma camisa, pelo país. Foto essa que se encontra no Museu do Futebol, em São Paulo.</p>
<p>A psicóloga e engenheira Ana Paula Hornos, especialista em comportamento humano, e autora da coleção didática escolar ‘Educação Financeira e Valores’, do livro ‘Crise Financeira na Floresta’, no denso artigo publicado no jornal “<em>O Estado de São Paulo</em>” - <a href="https://www.estadao.com.br/einvestidor/ana-paula-hornos/por-que-a-copa-parece-diferente-desta-vez/?srsltid=AfmBOor1hzdkhlaYyQKUSUp-cN3Zx7XNhbFuttMaIM7_bU6qgCTN97eu">“Por que a Copa parece diferente desta vez?”,</a> tenta explicar que os brasileiros hoje não conseguem dissimular uma certa frustração quando a seleção brasileira entra em campo. Salvo algumas exceções, acabou aquela empolgação, aquela mística como se o grupo que viaja para a Copa fosse defender a honra e a reputação do País. Mudaram os tempos, mudaram os interesses, as prioridades. Garotos com 18, 20 anos já são contratados por grandes clubes do exterior, sem terem passado pelas dificuldades de uma carreira no Brasil. Alguns sequer são conhecidos da torcida brasileira.</p>
<p>“O brasileiro sempre admirou o sucesso, mas historicamente se conectava ao esforço, à superação e à sensação de humanidade no ídolo. Neste novo cenário, muitos jogadores deixaram de ocupar o espaço de heróis esportivos e passaram a representar estilos de vida inalcançáveis, consumo ostentatório e publicidade de apostas”, diz a escritora.</p>
<p>Vinte quatro anos depois do último título, a equipe do Brasil se tornou meio que uma vitrine de talentos, ou melhor, de egos, fazendo a Confederação Brasileira de Futebol trocar treinadores e, por consequência, também de jogadores, a cada tropeço, a cada eliminação na Copa do Mundo ou em outros torneios, como a Copa América. Resultado: em quatro anos, com a CBF em crise, numa gestão política, errática e pouco profissional, não houve um trabalho continuado com treinadores, para formação de um verdadeiro time. Cada novo treinador impunha o próprio estilo, convocava novos atletas e, nas primeiras derrotas, seu nome já começava a ficar desgastado. Quem se segurava um ano, numa temporada, nos primeiros tropeços já ficava ameaçado; podia perder a posição, numa autêntica competição pra ver quem errava menos.</p>
<p>E o brasileiro, como reagiu a isso? “Há um visível recuo no engajamento espontâneo. As camisas amarelas estão guardadas, o comércio está mais tímido e sumiu aquela antiga sensação de que o País inteiro, de forma visceral, parava emocionalmente junto. E se até Neymar está diferente nesta nova fase, ele se torna o símbolo mais claro dessa transição”, diz a escritora Ana Paula, no citado artigo. “O craque que antes representava o sonho do herói salvador do futebol brasileiro, atualmente aparece associado menos à performance e mais ao universo das <em>bets</em>, campanhas publicitárias, <em>streams</em> e à lógica da hiperexposição permanente.”</p>
<p>“No curto prazo, isso gera atenção, engajamento e dinheiro. No longo prazo, desgasta o ativo mais valioso de qualquer figura pública: o vínculo emocional, a confiança e a identificação. A verdade é que a Copa parece diferente porque nós também estamos diferentes. A nossa realidade ficou pesada demais e o anestésico antigo do futebol já não faz efeito”, segundo a articulista.</p>
<p> </p>
<p><strong>A Copa da discriminação</strong></p>
<p>Quando a FIFA escolheu os Estados Unidos como a sede da atual Copa do Mundo, certamente não poderia saber quem seria o presidente do país em 2026. Mas, se tivesse tido um cuidado maior, descobriria com uma simples pergunta à IA, ou talvez por contatos com o governo americano, amplas informações sobre o que o atual presidente e seus comparsas pensavam sobre imigração, segurança e minorias, como lamentavelmente vem acontecendo com as delegações de países pobres ou sem expressão no futebol, incluindo a do Irã, do Haiti, Senegal, que foram literalmente discriminadas por Donald Trump e sua polícia de fronteiras. A rigor, não deveria causar surpresas para a FIFA, essa truculência, pela forma autocrática e xenofóbica da gestão Trump. Não faltaram cenas de constrangimento. A seleção do Uruguai, um dos países mais pacíficos e educados da América, teve que passar pelo constrangimento de uma revista, onde até cachorros foram utilizados pelos policiais. Cidadãos do Irã e Haiti estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Sem falar em outros torcedores estrangeiros que compraram ingressos, confiando no chamado “fair play” da FIFA, e acabaram impedidos de entrar nos Estados Unidos. Quem vai pagar o prejuízo?</p>
<p>O presidente da FIFA, Giani Infantino lava as mãos e diz que lamenta o que aconteceu, mas a entidade não pode intervir nas normas internas dos países-sede. Uma desculpa esfarrapada, para quem teve o desplante de criar um troféu da paz da FIFA para entregar ao presidente dos Estados Unidos, que, na época, reivindicava o Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Mas, voltando à população brasileira e sua reação a uma Copa do Mundo, além do desalento de uma seleção sem alma, por trás também existe um certo ‘preconceito’ ou seria constrangimento de torcedores em utilizar as cores verde e amarela. A desconfiança, possivelmente, tem relação com o período bolsonarista que, de certa forma tentou se apropriar da bandeira e das cores brasileiras para ostentá-las em passeatas, carreatas e comícios durante os quatro anos daquele mandato. Certamente, há pessoas que são partidárias do ex-presidente e continuam usando o verde e amarelo, como símbolo.</p>
<p>A escritora Ana Paula Hornos atribui esse desinteresse patriótico pela seleção a outros fatores, além do desencanto pelos jogadores que mal conhecem: o momento histórico que vivemos, com crises que atingem, principalmente a população de baixa renda. “Diante de um cenário profundo de insegurança social, avanço da pobreza e um endividamento crônico que sufoca o orçamento doméstico, o esforço diário pela sobrevivência simplesmente esgotou a nossa capacidade de dar uma pausa para celebrar.”</p>
<p>“Durante muito tempo, o futebol funcionou como uma suspensão simbólica da realidade nacional. A Copa do Mundo fazia o País esquecer, ainda que temporariamente, do desemprego, da inflação e da desigualdade. O jogo operava como uma espécie de anestesia coletiva". Algo que aconteceu em 1970, durante o período da ditadura militar, quando o regime surfou nas vitórias daquela seleção inesquecível, com uma geração de ouro no time brasileiro, como Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e companhia.</p>
<p>“É justamente nessa exaustão real e financeira que fomos engolidos pela disputa agressiva por nossa atenção e por nosso bolso. A paixão pelo futebol passou a competir com um ecossistema digital desenhado para capturar cérebros cansados e transformar ansiedade em consumo instantâneo”, conclui a escritora no artigo citado. </p>
<p> </p>
<p><strong>O novo Big Brother nos gramados dos Estados Unidos</strong></p>
<p>A Copa pode se tornar um novo <em>Big Brother</em> para a Rede Globo, principalmente pela avalanche publicitária que tenta transformar o evento na redenção do País, como se aqui estivéssemos num clima do famigerado <em>Pra Frente Brasil</em>, dos anos 1970. Não é de hoje que os governos gostam de tirar proveito de vitórias na Copa. O comércio comemora com festas, shows e encontros onde o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente, aumenta e facilita o clima de oba-oba. As empresas de comunicação comemoram, porque o faturamento publicitário também cresce.</p>
<p>No caso da Rede Globo, que tem os direitos de transmissão da Copa do Mundo, o esforço de marketing é tamanho que podemos especular que o faturamento destes 40 dias podem superar os valores do inútil programa <em>Big Brother</em> (R$ 2 bilhões). A cada passo do time do Brasil, o cofrinho fica mais cheio. Os consumidores são envolvidos pela onda que anuncia não apenas os patrocinadores da Copa do Mundo, mas uma série de outras empresas interessadas em embarcar na "caravana holiday" da Copa. Basta ver a poluição de marcas ostentadas nos painéis, atrás dos entrevistados, durante a Copa. A Rede Globo enviou perto de 120 profissionais para os Estados Unidos, México e Canadá, apostando numa possibilidade de o Brasil chegar à final. Um tanto quanto improvável, pelo futebol apresentado no primeiro jogo contra o Marrocos e pela dificuldade, até do treinador, definir qual o time titular do Brasil.</p>
<p>A avalanche comercial da mídia, principalmente, não constrangeu a Rede Globo – detentora dos direitos de transmissão - a cometer um pecado mortal: confundir jornalismo com publicidade, ignorando uma máxima que qualquer estagiário de jornalismo aprendeu na faculdade. Nunca misturar a igreja com o estado, ou seja nada de jornalismo se confundir com publicidade. Ou vice-versa. O contrato da Rede Globo com o treinador da seleção, Carlo Ancelotti, facilitou a entrevista de 28 minutos, ao “Jornal Nacional”, em 18 de maio, quando anunciou os convocados. Seguida, poucos minutos depois, por anúncio publicitário, onde o treinador aparece. A entrevista, de certo modo, perdeu credibilidade com essa ação de marketing. Tampouco ficou bem para a imagem do treinador contratado.</p>
<p>Agora, já na Copa do Mundo, houve uma outra cena, desta vez com o jornalista Alex Escobar, lá nos Estados Unidos, em que ele entra ao vivo numa reportagem sobre a Copa e no fim dessa participação o jornalista, com cara de paisagem, faz um escancarado anúncio de uma BET. Não foi um anúncio isolado, até porque o jornalista poderia, na sua vida privada, ter algum contrato publicitário. Na reportagem, ao misturar notícia com faturamento, quebrou-se o encanto, o dogma do jornalismo, vulgarizado, provavelmente, por pressão do departamento de marketing da emissora. Mas, vale perguntar: o jornalista não ficou constrangido com esse "publieditorial"?</p>
<p>Assim como acontece com a FIFA, a Copa do mundo se transformou num grande caça níquel. Onde todos os envolvidos querem ganhar alguma coisa. Até aqueles três minutos da pausa para hidratação estão sendo questionados, pelo fato de a FIFA aproveitar para inserir anúncios pela televisão. E o torcedor, iludido, ainda pensa que os times entram em campo com espírito patriótico, para defender as cores do país. Ao fim e ao cabo, tudo tem a ver com <em>Money, Money,</em> e não com futebol.</p>
<p>“Essa quebra de sintonia com o ídolo isolado reflete também uma mudança profunda no próprio esporte. O futebol moderno evoluiu: os times que vencem hoje não dependem mais do milagre de um único homem, mas sim de sistemas coletivos extremamente coordenados, de um espírito de equipe operário e de disciplina tática”, conclui a escritora Ana Paula Hornos. Melhor não se iludir. Os milhões de brasileiros que trabalham, estudam, com salário no limite, sem transporte adequado, na fila dos postos de saúde e do INSS, esses são os verdadeiros representantes do País.</p>
<p>________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>El Niño 2026/2027 (comunicação de risco, preparação e resposta)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/03/el-nino-2026-2027-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:32:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[orientação]]></category>

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						<description><![CDATA[Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</p>
<p>As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</p>
<p>Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</p>
<p>O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este cenário, elencamos algumas orientações para preparação e resposta aos impactos do El Niño.</p>
<p>As orientações a seguir partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</p>
<p>Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes.</p>
<p> </p>
<p><b>População</b></p>
<p>– <b>Cadastrar-se nos sistemas de alerta da Defesa Civil</b> (SMS: enviar o CEP para 40199 por SMS, Telegram: pesquisar o contato Defesa Civil Alertas, Whatsapp: cadastrar o nº 6120344611 e interagir com o robô informando CEP);</p>
<p>– <b>Ter em mãos um kit de emergência para 72h</b> com itens de primeira necessidade, sobrevivência ou de importância para identificação: mochila contendo RG/CPF, chaves de casa, roupa extra, agasalho, dinheiro, óculos de grau, remédios, apito, sacolas plásticas, curativos, lanterna carregada ou com pilhas, água e itens de higiene básica;</p>
<p>– <b>Informar-se pelos canais de comunicação oficiais</b> dos governos e de outros órgãos oficiais envolvidos: Defesa Civil, Bombeiros, INMET, Cemaden, empresas de distribuição de energia elétrica, água e esgoto;</p>
<p>– <b>Informar-se a partir de publicações de veículos de comunicação reconhecidos</b> pela prática jornalística (impresso, digital, radiofônico, televisivo);</p>
<p>– <b>Informar-se pelos canais oficiais de comunicação dos governos a fim de evitar cair em golpes de criminosos</b> (informação de dados pessoais, depósitos em contas bancárias, entre outros);</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações inverídicas</b>, sem checagem e sem apuração;</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações que não contribuam</b> para ajudar as vítimas e as equipes de resgate e assistência;</p>
<p>– <b>Compartilhar alertas oficiais para que as pessoas saiam das áreas de risco</b> a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</p>
<p>– <b>A população deve evitar registrar e postar imagens </b>em redes sociais digitais apenas por entretenimento ou em busca de seguidores e curtidas, principalmente se houver crianças e idosos nas fotografias e vídeos;</p>
<p>– <b>Seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais</b>, a exemplo da Defesa Civil.</p>
<p> </p>
<p><b>Poder Público</b></p>
<p>– <b>Instalar sala/gabinete de situação/crise</b> a fim de coordenar os esforços de forma organizada e integrada entre governos federais, estaduais e municipais;</p>
<p>– <b>Monitorar continuamente situações de risco </b>para identificação, mapeamento e acompanhamento em tempo real;</p>
<p>– <b>Coordenar a identificação de rotas de fuga e definir locais seguros,</b> a exemplo de pontos de encontro ou abrigos temporários;</p>
<p>– <b>Organizar abrigo(s) temporário(s)</b> para receber com dignidade as pessoas atingidas (segurança, água potável, energia elétrica, alimentação, banheiro, cobertores), principalmente para crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos;</p>
<p>– <b>Acionar rede de voluntários e servidores</b> previamente treinados e capacitados para situações de crises;</p>
<p>– <b>Dispor de sistema de alertas</b> eficiente e acessível, com informações claras e breves, em diversos dispositivos (TV aberta, TV por assinatura, SMS, rádios, aplicativos, redes sociais digitais);</p>
<p>– <b>Emitir alertas em tempo hábil</b> para que a população possa agir, indicando o que fazer, para onde ir e o que levar;</p>
<p>– <b>Comunicar a população antecipadamente</b> sobre rotas de fuga, pontos de encontro e abrigos temporários em caso de desastres;</p>
<p>– <b>Seguir plano de contingência</b> com as ações de resposta delineadas para casos de emergência;</p>
<p>– <b>Designar porta-vozes</b> para situações críticas, sejam eles prefeitos, secretários, assessores, governadores, Presidente da República, Ministros de Estado;</p>
<p>– <b>Atender a imprensa</b>, repassando informações e respondendo a questionamentos que contribuam para a cobertura da situação;</p>
<p>– <b>Acionar líderes comunitários, sistemas de alto-falantes, sirenes, carros de som e rádio</b> para alertar/avisar a população sobre algum risco iminente como alternativa à internet e outros meios que necessitam de energia elétrica.</p>
<p> </p>
<p><b>Imprensa</b></p>
<p>– <b>Estar atenta às notas e aos comunicados emitidos</b> pela Sala de Situação e/ou Gabinete de Crise dos governos;</p>
<p>– <b>Não compartilhar informações inverídicas</b>, sem checagem e sem apuração;</p>
<p>– <b>Compartilhar alertas oficiais</b> para que as pessoas saiam das áreas de risco a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</p>
<p>– <b>Auxiliar na verificação de fake news </b>disseminadas na sociedade, a fim de contribuir no combate ao processo de desinformação; </p>
<p>– <b>Relacionar e problematizar a cobertura jornalística</b> levando em conta as mudanças climáticas, suas causas e consequências;</p>
<p>– <b>Produzir conteúdo que informe e esclareça a população</b>, a fim de evitar medo, boatos e dúvidas, facilitando a ação das pessoas em caso de necessidade de evacuação de áreas de risco;</p>
<p>– <b>Abordar o desastre de forma responsável</b>, evitando sensacionalismo, relativização ou espetacularização.</p>
<p> </p>
<p>As orientações acima não contemplam ações de restabelecimento e recuperação visto que eventos climáticos decorrentes do El Niño já estão sendo registrados nos Estados brasileiros – a exemplo de chuvas em excesso, tempestades e altas temperaturas.</p>
<p> </p>
<p><b>Para mais alertas, informações e orientações, acesse:</b></p>
<p><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-alerta">Defesa Civil Nacional – Defesa Civil Alerta</a></p>
<p><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/avisos-e-alertas">Defesa Civil RS – Avisos e alertas </a></p>
<p><a href="https://metsul.com/">MetSul Meteorologia</a></p>
<p><a href="https://portal.inmet.gov.br/notasTecnicas">Instituto Nacional de Meteorologia – Notas técnicas</a></p>
<p><a href="https://earlywarningsforall.org/site/early-warnings-all">Organização Meteorológica Mundial – Avisos antecipados para todos </a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/copy2_of_SEI_MCTI13770843NotaTcnica.pdf?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGny3ePSDjAEcLrmQuErG9RGu0ZY6RpFuHW7jz2an224p5lYmdsf7GfO-srqV0_aem_3i8g45wIyRxMxHOz6TVx4g">Cemaden – Nota Técnica Nº 627/2026: El Niño 2026/2027 e impactos esperados no Brasil  </a></p>
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													</item>
						<item>
				<title>OBCC publica orientações de comunicação de risco, preparação e resposta ao El Niño</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/03/obcc-publica-orientacoes-de-comunicacao-de-risco-preparacao-e-resposta-ao-el-nino</link>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:05:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=653</guid>
						<description><![CDATA[O El Niño Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><b><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/orientacoes-para-a-sociedade"><img class="alignright size-medium wp-image-655" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/Orientacoes-OBCC-El-Nino-portal-300x252.jpg" alt="" width="300" height="252" /></a>O El Niño</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Teve início em junho de 2026 o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Cenário de atenção ampliada</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">As projeções disponíveis indicam um cenário de atenção ampliada. Ainda que existam incertezas quanto à intensidade final do fenômeno e à distribuição regional dos impactos, há possibilidade de que este episódio esteja entre os eventos mais intensos já registrados. Esse cenário exige preparação antecipada, monitoramento contínuo e comunicação pública clara, coordenada e baseada em evidências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, as orientações à sociedade não devem ser tratadas apenas como um alerta pontual, mas como parte de um processo permanente de preparação, resposta, atualização de informações e redução de riscos, considerando a evolução do fenômeno e seus efeitos combinados com as mudanças climáticas.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Aumento dos riscos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cenário sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alta probabilidade de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país. Tendo em vista este cenário, elencamos algumas orientações para comunicação de risco, preparação e resposta aos impactos do El Niño.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Orientações de comunicação de risco, preparação e resposta </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">As orientações a seguir partem de uma perspectiva comunicacional e levam em conta uma visão interdisciplinar, visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo que exige atuação conjunta e gestão integrada de múltiplas áreas especializadas.</span></p>
<p><b>Tais sugestões são voltadas à população, ao Poder Público e à Imprensa a fim de contribuir na preparação e resposta em casos de</b> <b>tempestades com granizo, incêndios florestais, rajadas de vento, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes</b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-656" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/p-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />População</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Cadastrar-se nos sistemas de alerta da Defesa Civil</b><span style="font-weight: 400"> (SMS: enviar o CEP para 40199 por SMS, Telegram: pesquisar o contato Defesa Civil Alertas, Whatsapp: cadastrar o nº 6120344611 e interagir com o robô informando CEP);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Ter em mãos um kit de emergência para 72h</b><span style="font-weight: 400"> com itens de primeira necessidade, sobrevivência ou de importância para identificação: mochila contendo RG/CPF, chaves de casa, roupa extra, agasalho, dinheiro, óculos de grau, remédios, apito, sacolas plásticas, curativos, lanterna carregada ou com pilhas, água e itens de higiene básica;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se pelos canais de comunicação oficiais</b><span style="font-weight: 400"> dos governos e de outros órgãos oficiais envolvidos: Defesa Civil, Bombeiros, INMET, Cemaden, empresas de distribuição de energia elétrica, água e esgoto;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se a partir de publicações de veículos de comunicação reconhecidos</b><span style="font-weight: 400"> pela prática jornalística (impresso, digital, radiofônico, televisivo);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Informar-se pelos canais oficiais de comunicação dos governos a fim de evitar cair em golpes de criminosos</b><span style="font-weight: 400"> (informação de dados pessoais, depósitos em contas bancárias, entre outros);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações que não contribuam</b><span style="font-weight: 400"> para ajudar as vítimas e as equipes de resgate e assistência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Compartilhar alertas oficiais para que as pessoas saiam das áreas de risco</b><span style="font-weight: 400"> a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>A população deve evitar registrar e postar imagens </b><span style="font-weight: 400">em redes sociais digitais apenas por entretenimento ou em busca de seguidores e curtidas, principalmente se houver crianças e idosos nas fotografias e vídeos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Seguir as orientações emitidas pelos órgãos oficiais</b><span style="font-weight: 400">, a exemplo da Defesa Civil.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/pp-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />Poder Público</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Instalar sala/gabinete de situação/crise</b><span style="font-weight: 400"> a fim de coordenar os esforços de forma organizada e integrada entre governos federais, estaduais e municipais;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Monitorar continuamente situações de risco </b><span style="font-weight: 400">para identificação, mapeamento e acompanhamento em tempo real;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Coordenar a identificação de rotas de fuga e definir locais seguros,</b><span style="font-weight: 400"> a exemplo de pontos de encontro ou abrigos temporários;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Organizar abrigo(s) temporário(s)</b><span style="font-weight: 400"> para receber com dignidade as pessoas atingidas (segurança, água potável, energia elétrica, alimentação, banheiro, cobertores), principalmente para crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Acionar rede de voluntários e servidores</b><span style="font-weight: 400"> previamente treinados e capacitados para situações de crises;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Dispor de sistema de alertas</b><span style="font-weight: 400"> eficiente e acessível, com informações claras e breves, em diversos dispositivos (TV aberta, TV por assinatura, SMS, rádios, aplicativos, redes sociais digitais);</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Emitir alertas em tempo hábil</b><span style="font-weight: 400"> para que a população possa agir, indicando o que fazer, para onde ir e o que levar;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Comunicar a população antecipadamente</b><span style="font-weight: 400"> sobre rotas de fuga, pontos de encontro e abrigos temporários em caso de desastres;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Seguir plano de contingência</b><span style="font-weight: 400"> com as ações de resposta delineadas para casos de emergência;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Designar porta-vozes</b><span style="font-weight: 400"> para situações críticas, sejam eles prefeitos, secretários, assessores, governadores, Presidente da República, Ministros de Estado;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Atender a imprensa</b><span style="font-weight: 400">, repassando informações e respondendo a questionamentos que contribuam para a cobertura da situação;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Acionar líderes comunitários, sistemas de alto-falantes, sirenes, carros de som e rádio</b><span style="font-weight: 400"> para alertar/avisar a população sobre algum risco iminente como alternativa à internet e outros meios que necessitam de energia elétrica.</span></p>
<p> </p>
<h2><b><img class="alignright size-medium wp-image-658" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/i-300x236.jpg" alt="" width="300" height="236" />Imprensa</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Estar atenta às notas e aos comunicados emitidos</b><span style="font-weight: 400"> pela Sala de Situação e/ou Gabinete de Crise dos governos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Não compartilhar informações inverídicas</b><span style="font-weight: 400">, sem checagem e sem apuração;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Compartilhar alertas oficiais</b><span style="font-weight: 400"> para que as pessoas saiam das áreas de risco a fim de diminuir o número de resgates e concentrar os esforços das equipes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Auxiliar na verificação de fake news </b><span style="font-weight: 400">disseminadas na sociedade, a fim de contribuir no combate ao processo de desinformação; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Relacionar e problematizar a cobertura jornalística</b><span style="font-weight: 400"> levando em conta as mudanças climáticas, suas causas e consequências;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Produzir conteúdo que informe e esclareça a população</b><span style="font-weight: 400">, a fim de evitar medo, boatos e dúvidas, facilitando a ação das pessoas em caso de necessidade de evacuação de áreas de risco;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">- </span><b>Abordar o desastre de forma responsável</b><span style="font-weight: 400">, evitando sensacionalismo, relativização ou espetacularização.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">As orientações acima não contemplam ações de restabelecimento e recuperação visto que eventos climáticos decorrentes do El Niño já estão sendo registrados nos Estados brasileiros - a exemplo de chuvas em excesso, tempestades e altas temperaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para obter orientações voltadas a todas as fases da gestão de riscos, crises e desastres, acesse as </span><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/18/eventos-climaticos-extremos-atualizacao"><span style="font-weight: 400">Orientações Eventos Climáticos Extremos</span></a><span style="font-weight: 400">, publicadas em 2024 pelo OBCC.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Importante: intensidade do El Niño não significa impacto proporcional em todos os territórios</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A intensidade do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial é um indicador relevante, mas não determina, de forma automática e proporcional, a gravidade dos impactos em cada região. Os efeitos observados dependem também da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos, como a temperatura do Atlântico, frentes frias, bloqueios atmosféricos, correntes de jato, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica, Oscilação de Madden-Julian e outros sistemas de variabilidade climática.</span></p>
<p><b>Por isso, recomenda-se evitar mensagens alarmistas ou deterministas. A comunicação de risco deve reconhecer a gravidade do cenário, mas também explicar que os impactos concretos dependem do monitoramento contínuo e da atualização permanente das previsões de curto, médio e longo prazo.</b></p>
<p> </p>
<h2><b>Atenção por região e período crítico</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A preparação para o El Niño 2026/2027 deve considerar os diferentes </span><b>riscos regionais e seus possíveis períodos de maior atenção</b><span style="font-weight: 400">. A regionalização das orientações permite que governos, comunidades, imprensa, instituições, produtores rurais, empresas e organizações da sociedade civil adotem medidas proporcionais aos riscos de cada território.</span></p>
<p><b>Norte e Nordeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre julho e dezembro de 2026, com atualização conforme os boletins oficiais, recomenda-se atenção especial à possibilidade de redução de chuvas, aumento das temperaturas, secas, pressão sobre o abastecimento de água, impactos na agropecuária e maior risco de incêndios de vegetação e queimadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar orientações sobre uso seguro da água, prevenção de incêndios, cuidados com a saúde em períodos de calor extremo, proteção de populações vulneráveis e acompanhamento dos alertas oficiais.</span></p>
<p><b>Sul</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, com atenção especial ao período de maior intensidade do fenômeno, recomenda-se monitoramento ampliado para chuvas intensas, inundações, enchentes, enxurradas, deslizamentos, vendavais, granizo, ciclones, tornados e outros eventos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar alertas antecipados, rotas de fuga, pontos de encontro, abrigos temporários, evacuação preventiva de áreas de risco, comunicação comunitária e orientações claras sobre o que fazer antes, durante e depois dos eventos.</span></p>
<p><b>Sudeste e Centro-Oeste</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">No segundo semestre de 2026 e no verão 2026/2027, recomenda-se atenção para episódios de calor extremo, tempestades severas, incêndios de vegetação, impactos urbanos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, pressão sobre serviços de saúde e alterações no abastecimento de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As ações de comunicação devem priorizar cuidados com a saúde no calor, prevenção de queimadas, atenção a temporais, proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e demais grupos vulnerabilizados.</span></p>
<p> </p>
<h2><b>Monitoramento contínuo e comunicação baseada em evidências</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Além do acompanhamento do El Niño, recomenda-se que órgãos públicos, imprensa e instituições envolvidas na gestão de riscos acompanhem continuamente boletins, alertas e notas técnicas emitidos por instituições oficiais, como Defesa Civil, INMET, Cemaden, INPE, Censipam, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, órgãos estaduais de meteorologia, universidades e centros de pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O monitoramento do El Niño deve considerar não apenas o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, mas também fatores complementares que podem amenizar ou agravar seus impactos em cada região. Entre eles, destacam-se a temperatura do Atlântico Tropical e do Atlântico Sul, correntes de jato, bloqueios atmosféricos, ciclones, frentes estacionárias, Oscilação Antártica e Oscilação de Madden-Julian.</span></p>
<p><b>A comunicação à sociedade deve ser atualizada conforme a evolução dos riscos</b><span style="font-weight: 400">, com atenção especial a mudanças no padrão de chuvas, ondas de calor, estiagens, incêndios de vegetação, vendavais, granizo, ciclones, inundações, enxurradas e deslizamentos.</span></p>
<p><b>Sempre que possível, os alertas devem indicar com clareza:</b></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none">
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>o que </b><span style="font-weight: 400">pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>onde</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quando</b><span style="font-weight: 400"> pode acontecer;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quem</b><span style="font-weight: 400"> está mais vulnerável;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que fazer</b><span style="font-weight: 400">;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>para onde ir;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>o que levar;</b></li>
<li style="font-weight: 400"><b>quais canais oficiais</b><span style="font-weight: 400"> acompanhar.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Para mais alertas, informações e orientações, acesse:</b></p>
<p><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-alerta"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil Nacional – Defesa Civil Alerta</span></a></p>
<p><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/avisos-e-alertas"><span style="font-weight: 400">Defesa Civil RS – Avisos e alertas </span></a></p>
<p><a href="https://portal.inmet.gov.br/notasTecnicas"><span style="font-weight: 400">Instituto Nacional de Meteorologia – Notas técnicas</span></a></p>
<p><a href="https://earlywarningsforall.org/site/early-warnings-all"><span style="font-weight: 400">Organização Meteorológica Mundial – Avisos antecipados para todos </span></a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/copy2_of_SEI_MCTI13770843NotaTcnica.pdf?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGny3ePSDjAEcLrmQuErG9RGu0ZY6RpFuHW7jz2an224p5lYmdsf7GfO-srqV0_aem_3i8g45wIyRxMxHOz6TVx4g"><span style="font-weight: 400">Cemaden - Nota Técnica Nº 627/2026: El Niño 2026/2027 e impactos esperados no Brasil  </span></a></p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/banner-instituicoes-envolvidas.jpg" alt="" width="1920" height="346" /></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>IBGE apresenta pesquisa inédita que retrata o impacto do desastre climático de 2024 no RS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/07/01/ibge-apresenta-pesquisa-inedita-que-retrata-o-impacto-do-desastre-climatico-de-2024-no-rs</link>
				<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:46:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=650</guid>
						<description><![CDATA[Nesta quarta, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados de levantamento estatístico que mensurou pela primeira vez os impactos e ações no âmbito de desastres junto ao público atingido.   Ao realizar a Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul &#8211; PEERS, o Instituto apresenta dados [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_652" align="alignright" width="391"]<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf"><img class="size-full wp-image-652" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/IBGE.jpg" alt="" width="391" height="535" /></a> Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS[/caption]
<p>Nesta quarta, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados de levantamento estatístico que mensurou pela primeira vez os impactos e ações no âmbito de desastres junto ao público atingido.</p>
<p> </p>
<p>Ao realizar a <strong>Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS</strong>, o Instituto apresenta dados com potencial de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, que sejam efetivas na prevenção e no enfrentamento de fenômenos dessa natureza, na mitigação de seus efeitos e na recuperação de danos.</p>
<p> </p>
<p>Além de investigar as características socioeconômicas dos moradores atingidos, a pesquisa avançou na compreensão dos danos sofridos e dos graus de gravidade vivenciados, possibilitando também conhecer o tipo de suporte demandado e recebido e a opinião sobre as medidas de prevenção e recuperação.</p>
<p> </p>
<p>Os comentários analíticos são apresentados em duas partes: a primeira contém as análises referentes à área total abrangida pela pesquisa e a segunda explora resultados das Regiões Intermediárias. Para os dois recortes geográficos, características principais de moradores, danos dos domicílios e do entorno e diferentes dificuldades enfrentadas pela população durante as chuvas foram destacadas.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #003366">"Mais do que um fenômeno climático isolado, a catástrofe revelou a necessidade urgente de ações rápidas, não só de suporte à população atingida, mas também de recuperação e prevenção".</span></h3>
</blockquote>
<p> </p>
<p>No que diz respeito ao período da coleta, foram investigadas a avaliação da qualidade de vida sob diversos aspectos comparada com um mês antes das enchentes, bem como a opinião sobre a satisfação em relação aos trabalhos de recuperação realizados nas áreas atingidas pelas enchentes e o conhecimento sobre medidas de prevenção adotadas. No que se refere a isso, conforme mostra o Gráfico 16, registrou-se apenas 38,5% das pessoas para a área completa pesquisada.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_651" align="aligncenter" width="589"]<img class="size-full wp-image-651" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/07/Grafico-16-Proporcao-de-moradores-que-conheciam-medidas-preventivas-adotadas-para-amenizar-os-impactos-de-futuras-enchentes.png" alt="" width="589" height="461" /> <strong>Gráfico 16 - Proporção de moradores que conheciam medidas preventivas adotadas para amenizar os impactos de futuras enchentes</strong>[/caption]
<p> </p>
<p>Através da realização da PEERS, foi desenvolvida uma metodologia de pesquisa para medir impactos em decorrência de desastres climáticos, que poderá ser usada em situações que possam vir a ocorrer em qualquer lugar do país. Ainda, segundo a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva, o estudo “Possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acesse a pesquisa na íntegra</strong>: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf</a></p>
<p> </p>
<p>_______</p>
<p>Com informações do <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/47396-divulgacao-peers">IBGE</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Início do El Niño intensifica debates e coloca a comunicação de riscos e desastres no centro das estratégias de gestão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/30/inicio-do-el-nino-intensifica-debates-e-coloca-a-comunicacao-de-riscos-e-desastres-no-centro-das-estrategias-de-gestao</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 21:27:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=647</guid>
						<description><![CDATA[Em junho de 2026, teve início o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_648" align="alignright" width="221"]<img class="size-full wp-image-648" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/NASA-Earth-ObservatoryLauren-Dauphin.jpg" alt="" width="221" height="200" /> NASA Earth Observatory / Lauren Dauphin[/caption]
<p>Em junho de 2026, teve início o El Niño, fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial. Na interação com as mudanças climáticas, a exemplo do aquecimento global, os efeitos da sua atuação em todo o mundo tendem a ser mais intensos. A previsão é de que o El Niño atue no Brasil entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, com potencial de ser o mais forte da história.</p>
<p>Isso sugere aumento nos riscos relacionados a incêndios na Amazônia e no Pantanal, altas temperaturas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendência de aumento relativo dos riscos de desastres de origem hidrológica e geológica na Região Sul, associados ao excesso de chuva, além de episódios de secas e alto risco de incêndios de vegetação nas Regiões Norte e Nordeste do país.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #003366"><strong>O</strong><em><strong> El Niño precisa ser tratado como um alerta climático urgente</strong></em></span></h3>
</blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, o El Niño precisa ser tratado como um “alerta climático urgente”. Na mesma direção, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, sinaliza que “Previsões sazonais antecipadas e alertas precoces são vitais para salvar vidas e atenuar os impactos em nossas economias e comunidades”. Diante desse cenário, são urgentes estratégias de preparação e resposta a eventos climáticos extremos que deverão ser empreendidas por países, estados e municípios a fim de proteger a população e evitar prejuízos.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de risco em pauta</strong></h3>
<p> </p>
<p>No Brasil, muitos movimentos para capacitação, qualificação e gestão integrada de riscos de desastres já estão sendo efetivados, principalmente pela rede da Defesa Civil nacional presente nos estados e municípios, além de universidades e outros órgãos públicos ligados aos governos federais e estaduais.</p>
<p>Dentre eles, eventos como seminários e congressos são espaços para o debate sobre temas relacionados à área, a saber: prevenção, vulnerabilidade, monitoramento, educação para redução de riscos e desastres, assim como comunicação de riscos. Tais ocasiões são importantes para reunir gestores públicos, pesquisadores, profissionais da proteção e defesa civil, organismos internacionais e comunidades para pensar, conjuntamente, os desafios.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_649" align="aligncenter" width="800"]<img class="size-full wp-image-649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/Foto-Anselmo-Cunha.jpg" alt="" width="800" height="450" /> Painel: "Comunicação de Risco" durante o 1º Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil. (Foto: Anselmo Cunha)[/caption]
<p> </p>
<p>Em tempos em que a desinformação se prolifera nas redes sociais digitais provocando alarmismo, insegurança e medo, é imprescindível que a discussão sobre gestão de riscos e desastres considere o papel estratégico da comunicação em todas as fases do desastre. Afinal, a comunicação precisa ser clara, acessível e baseada na confiança, orientada para o enfrentamento do negacionismo climático e do El Niño. Para isso, a pauta que se impõe deve ser considerada contínua e permanentemente, não apenas como uma agenda sazonal. A comunicação de risco precisa ser reconhecida como parte estruturante das políticas públicas de proteção e defesa civil, e não acionada somente às vésperas ou quando um acontecimento já ocorreu.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<h3><em><span style="color: #003366"><strong>Comunicação de risco é infraestrutura de proteção coletiva</strong></span></em><strong><br /><br /></strong></h3>
</blockquote>
<p>Para Rosângela Florczak, professora e pesquisadora da PUCRS, que participou do painel Comunicação de Risco, no 1º Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, “Os primeiros sinais de um El Niño potencialmente forte exigem preparação imediata. Na prática, isso significa tratar a comunicação de risco como infraestrutura de proteção. Não basta emitir alertas: é preciso garantir que eles sejam compreendidos, confiáveis e acionáveis. O roteiro é complexo, mas viável. Precisamos: (1) mapear vulnerabilidades comunicacionais nos territórios; (2) Identificar quem não recebe, não entende ou não consegue responder aos avisos; (3) Formar lideranças e mediadores locais antes da crise; (4) Cocriar protocolos simples com as comunidades; (5) Produzir mensagens acessíveis para diferentes públicos e situações;  (6) Monitorar dúvidas, boatos e desinformação em tempo real. Em eventos extremos, comunicar bem é parte da capacidade pública de salvar vidas.”</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #003366"><strong>Não basta emitir alertas!</strong></span></h3>
<p><br />Em contextos de eventos extremos e desastres não basta emitir alertas. É preciso construir confiança antes da crise, traduzir informações técnicas em linguagem acessível, reconhecer vulnerabilidades dos territórios, fortalecer redes locais e criar condições reais para que as pessoas possam agir e se proteger. Alertas são indispensáveis. Mas, sozinhos, não bastam. Entre a informação emitida e a ação possível, existe um caminho que passa pela escuta, pela mediação, pela presença institucional, pelo enfrentamento da desinformação e pela construção cotidiana de vínculos de confiança.<br /><br /></p>
<p> <a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/eventos-e-cursos">Relembre alguns eventos da área realizados nos últimos meses.</a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA) publica sessão especial sobre Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/10/revista-desenvolvimento-e-meio-ambiente-dma-publica-sessao-especial-sobre-comunicacao-de-riscos-e-desastres-socioambientais</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:13:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=632</guid>
						<description><![CDATA[A edição 67 da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMADE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresenta uma sessão especial dedicada a pesquisas sobre Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais.   Editado pelas professoras Eloisa Beling Loose (UFRGS) e Luciana R. Londe (Cemaden), o [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright size-full wp-image-634" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/cover_issue_3949_pt_BR-1-e1781114965851.png" alt="" width="500" height="604" />A edição 67 da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMADE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresenta uma sessão especial dedicada a pesquisas sobre <strong>Comunicação de Riscos e Desastres Socioambientais</strong>.</p>
<pre> </pre>
<p>Editado pelas professoras Eloisa Beling Loose (UFRGS) e Luciana R. Londe (Cemaden), o dossiê tem como propósito reunir e estimular os estudos orientados para a comunicação de riscos e desastres, especialmente sob a compreensão de que são permeados por relações entre sociedade e natureza.</p>
<pre> </pre>
<p>A edição teve a participação de autores de todas as regiões brasileiras e de outros países (Chile, Argentina, Espanha e Estados Unidos), contando com diversas vozes a fim de debater a comunicação de riscos de forma multidisciplinar. <strong>Os artigos e relatos de experiências publicados revelam interfaces com capacidades organizacionais, saúde, percepção de riscos, discussão de nomenclaturas, povos tradicionais, educação ambiental climática, entre outros temas</strong>.</p>
<p> </p>
<p>Para Loose e Londe, “este dossiê reúne, em certa medida, um diagnóstico do caráter multifacetado e em desenvolvimento dos estudos orientados para melhor comunicar riscos e desastres. Essa variedade de olhares é um convite que as editoras estendem a todos os leitores interessados para que conheçam mais sobre os desafios e as potencialidades da área”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acesse a edição especial <a href="https://revistas.ufpr.br/made/issue/view/3949">aqui</a>.</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seminário Internacional na PUCRS inova ao reunir pesquisadores, comunidades e gestores públicos em torno do tema da Comunicação de Risco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/06/02/seminario-internacional-na-pucrs-inova-ao-reunir-pesquisadores-comunidades-e-gestores-publicos-em-torno-do-tema-da-comunicacao-de-risco</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:37:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=630</guid>
						<description><![CDATA[Com o tema Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos, o evento reuniu pesquisadores nacionais e internacionais, estudantes, autoridades, e lideranças e moradores de territórios de Porto Alegre atingidos pelas inundações de 2024.   O Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PPGCom/PUCRS) realizou, entre os dias 26 e 28 de maio, o 1º Seminário Internacional [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><em><img class="alignright size-full wp-image-609" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/1776951093069-e1777898371420.jpg" alt="" width="580" height="225" />Com o tema </em><em>Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos, o evento reuniu pesquisadores nacionais e internacionais, estudantes, autoridades, e lideranças e moradores de territórios de Porto Alegre atingidos pelas inundações de 2024.</em></p>
<p> </p>
<p>O Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PPGCom/PUCRS) realizou, entre os dias 26 e 28 de maio, o 1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais, docentes, estudantes, lideranças comunitárias, moradores do bairro Sarandi e autoridades para debater o papel estratégico da comunicação no enfrentamento de eventos extremos. Com o tema <em>Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos</em>, o encontro propôs ampliar o diálogo entre academia e sociedade, apontando caminhos para o fortalecimento da prevenção e da resposta a desastres.</p>
<p> </p>
<h3>"É possível e necessário que a pesquisa acadêmica ultrapasse os muros das universidades para criar soluções junto às comunidades."</h3>
<p> </p>
<p>Para a decana da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da PUCRS, professora Rosângela Florczak, o Seminário nasceu da vontade de ampliar o debate sobre comunicação e construir metodologias que articulem a ética do cuidado na gestão de riscos. "Foi um momento muito importante, foi o ápice de uma parceria que já vem sendo desenvolvida há quase dois anos com a comunidade do Bairro Sarandi, em Porto Alegre. Ao longo desse tempo, percebemos que é possível e necessário que a pesquisa acadêmica ultrapasse os muros das universidades para criar soluções junto às comunidades”,  destacou Rosângela, que também coordena o Grupo Cuidar_Com.</p>
<p> </p>
<p>A abertura foi marcada pela presença da pesquisadora Norma Valêncio (UFSCar), referência em Sociologia dos Desastres, que abordou as vulnerabilidades socioambientais e as desigualdades e injustiças reveladas em contextos de crise. Na sequência, o pesquisador e fundador da Hopeful, startup que trabalha com educação em desastres, Abner Willian Quintino de Freitas, e a professora Maria Isabel Bellini (PUCRS) trouxeram reflexões sobre gestão de riscos, calamidades e organização comunitária diante de eventos extremos nos estados do Rio Grande do Sul e do Amazonas.</p>
<p> </p>
<p>O segundo dia aprofundou os debates com uma perspectiva internacional e interdisciplinar. A filósofa Fabienne Brugère, professora da Université Paris 8 e uma das principais pensadoras  sobre ética do cuidado, articulou o cuidado como categoria de resposta a catástrofes. A pesquisadora Cora Quinteros (UTFPR), integrante de redes internacionais ligadas à ONU para redução de riscos, apresentou reflexões sobre comunicação pública do clima, tema de sua tese premiada pela USP em 2024. Já a fotógrafa investigativa e pesquisadora Julia Pontés (Universidade do Tennessee) trouxe ao debate a estética dos desastres e a política do olhar diante do colapso ambiental.</p>
<p> </p>
<p>Também participou do segundo dia de evento a professora Karla Palma (Universidad de Chile), pesquisadora associada ao Centro de Investigación Interdisciplinaria en Riesgo, Resiliencia y Recuperación ante Desastres (CIGIDEN) e especialista na intersecção entre comunicação, natureza e comunidades em zonas de risco, em painel que teve mediação da professora Eloisa Loose (UFRGS). Para Karla, a raridade de um espaço como este evidencia sua relevância: "É fundamental para poder encontrar outros pesquisadores que trabalham sobre a comunicação de risco. Porque não é usual que esse tema  seja o centro do debate."</p>
<p> </p>
<h3>O conhecimento produzido nas comunidades afetadas é parte indispensável de qualquer estratégia efetiva de proteção coletiva.</h3>
<p> </p>
<p>O seminário ainda reservou espaço para as vozes que viveram o evento extremo de 2024 de perto. O painel <em>Saberes Locais para Proteção Coletiva </em>reuniu lideranças comunitárias em torno de experiências de enfrentamento e organização territorial. Participaram do painel a Bia da Ilha, representante da comunidade da Ilha da Pintada, João Rocha, gestor da Fundação Pão dos Pobres, e o professor Paulo Sérgio da Silva, vice-diretor da EMEB Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha. O debate evidenciou que o conhecimento produzido nas comunidades afetadas é parte indispensável de qualquer estratégia efetiva de proteção coletiva.</p>
<p> </p>
<p>À noite, a programação incluiu ainda três oficinas voltadas para alunos da Escola Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha, ministradas pelas palestrantes. Com duração de uma hora e meia cada, os encontros promoveram uma reflexão sobre como a perspectiva do cuidado pode atravessar as experiências pedagógicas e organizacionais e os modos de acolhimento em sala de aula.</p>
<p> </p>
<p>No terceiro e último dia, o seminário saiu do campus da PUCRS e levou os debates ao bairro Sarandi. A primeira parada foi a Escola Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha, parceira do evento e situada em uma das regiões afetadas pelas inundações de 2024. A mudança de espaço traduziu, na prática, um dos princípios centrais do encontro: aproximar a produção acadêmica das comunidades e buscar cocriar soluções em articulação com diferentes atores. "É necessário que a gente construa coletivamente nossa memória, que a gente dialogue sobre as possibilidades, que a gente compreenda a importância dessa articulação em rede", destacou o vice-diretor Paulo.</p>
<p> </p>
<p>A segunda parada foi no Quilombo dos Machado. O líder comunitário Rogério Machado, o Jamaica, recebeu pesquisadores. Lembrando a história do território, uma das maiores comunidades quilombolas do Brasil em número de pessoas, com 1.623 moradores distribuídos em 243 famílias e mais de 75 anos de existência, Jamaica contou sobre o protagonismo do Quilombo durante as enchentes de 2024: "Fomos o primeiro movimento social de todo o Sarandi a fazer esse trabalho. Fomos os primeiros a começar e os últimos a sair", afirma.</p>
<p> </p>
<h3>"O microfone trocou de mãos. Ele saiu da academia e foi para a comunidade".</h3>
<p> </p>
<p>A professora Rosângela Florczak sintetizou o impacto social da iniciativa: "O microfone trocou de mãos. Ele saiu da academia e foi para a comunidade". Esse impacto se fez sentir também entre os jovens presentes. A estudante Francine, 15 anos, que viveu de perto as inundações no bairro Sarandi, destacou: "O que mais me marcou foi quando a palestrante francesa nomeou de catástrofe o evento que teve aqui em Porto Alegre. Eu posso falar com convicção, porque na minha rua, eu e minha mãe ajudamos várias pessoas a evacuarem de suas casas."</p>
<p>O evento foi uma iniciativa do do Grupo de Pesquisa Cuidar_Com, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da PUCRS, em parceria com a Escola Municipal de Educação Básica Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha e a Cátedra Fulbright da PUCRS, com apoio da CAPES, FAPERGS e SECOM/RS.</p>
<p> </p>
<h3><img class="alignright size-full wp-image-631" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-01-at-17.38.53-e1780403687865.jpeg" alt="" width="500" height="333" /><strong>Manifesto público</strong></h3>
<p> </p>
<p>Após as discussões e atividades, ao final do evento, foi lançado um manifesto público reiterando o papel da cultura do cuidado como norteadora da comunicação de risco enquanto política pública. Leia abaixo na íntegra: </p>
<p><em>"Comunicação de risco é cuidado. É cuidado com as pessoas, suas vidas, vulnerabilidades, realidades, histórias, pertencimentos, sonhos. É dignidade.</em></p>
<p><em>Comunicação de risco não é a ferramenta, é a própria estratégia de sobrevivência.</em></p>
<p><em>Ao poder público propomos a escuta sensível, a disponibilidade legítima de dialogar com vozes historicamente silenciadas e que são ao mesmo tempo protagonistas de sua história, e da história que precisamos construir juntos.</em></p>
<p><em>As soluções não são dadas, mas podem ser construídas. Para isso, as relações de confiança entre governos e sociedade precisam ser resgatadas, reconstruídas, fortalecidas. Confiança não é infraestrutura. Se o investimento financeiro é um pressuposto, o seu sentido só se realiza quando conecto com aquilo que é humano, sensível, relacional. O cuidado que vislumbramos se dá na relação horizontal, coletiva, diversa. Isso é urgente. </em></p>
<p><em>O conhecimento acadêmico precisa descer do pedestal. Compreender a realidade é caminhar ao lado de saberes locais. É no diálogo com os saberes ancestrais, tradicionais e comunitários que acontece a transformação social. Precisamos sair da comodidade de descrever e analisar a realidade do outro sem estabelecer a relação com o outro.</em></p>
<p><em>É crucial respeitar e construir caminhos com as comunidades locais, compreendendo o sentido dado ao risco pela experiência de cada território. A academia deve colaborar com esse processo e ser auto vigilante em seu suposto lugar de poder.</em></p>
<p><em>A comunicação de risco se realiza na cocriação, na troca, em rede. Na potência dessa união entre escola e universidade. No cuidado mútuo e coletivo.</em></p>
<p><em>A humanidade persiste e resiste no vínculo. Vínculo não é o cuidado para, é o cuidado com. Esse é o sentido que propomos para a comunicação de risco.</em></p>
<p><em>Uma comunicação que valoriza a experiência social aliada ao conhecimento técnico, e que prioriza a prevenção e não só o alerta. Uma informação que de fato comunique o que fazer e como agir.</em></p>
<p><em>A comunicação que cuida não enxerga a vulnerabilidade como uma relação hierárquica de poder.</em></p>
<p><em>O desastre de maio de 2024 permanece na memória das pessoas, no cotidiano das casas e das ruas. Muitos daqueles que sofreram e sofrem invisibilizados ainda buscam ser vistos, mesmo que algumas marcas sejam invisíveis.</em></p>
<p><em>Há mesmo toda essa resiliência esperançosa?</em></p>
<p><em>E os gatilhos de um próximo evento extremo já estão sendo acionados. Estamos preparados?</em></p>
<p><em>Acreditamos que é possível cocriar estratégias de comunicação e proteção coletiva. Esse é o propósito do Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, realizado pelo Grupo Cuidar_Com junto ao Seminário de Movimentos Sociais da Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha. </em></p>
<p><em>Os encontros destes três dias foram o ponto de partida em direção a cultura do cuidado que desejamos, como norteadora da comunicação de risco enquanto política pública nesse mundo tão complexo e desafiador, em que precisamos resistir e re-existir, cuidando uns dos outros".</em></p>
<p>Bairro Sarandi –  Porto Alegre (RS), 27 de maio de 2026.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da Resiliência à Antifragilidade nas Crises</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/29/da-resiliencia-a-antifragilidade-nas-crises</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:44:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=628</guid>
						<description><![CDATA[Por Ana Flavia Bello (CEO da Cosafe Latam, Mestra em Administração Estratégica pela PUC/PR)   Vivemos globalmente um contexto de “policrises”, com cenários diversos em choque: desastres climáticos, crimes cibernéticos, tensões geopolíticas, guerras, gerando crises reputacionais, informacionais, rupturas de cadeias produtivas, entre outros impactos. Hoje em dia, as crises não só acontecem com maior frequência, como também [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Ana Flavia Bello</strong> (CEO da Cosafe Latam, Mestra em Administração Estratégica pela PUC/PR)</p>
<p> </p>
<p>Vivemos globalmente um contexto de “policrises”, com cenários diversos em choque: desastres climáticos, crimes cibernéticos, tensões geopolíticas, guerras, gerando crises reputacionais, informacionais, rupturas de cadeias produtivas, entre outros impactos.</p>
<p>Hoje em dia, as crises não só acontecem com maior frequência, como também escalam em uma velocidade exponencial! Em minutos, uma falha operacional, um vídeo feito por IA ou um post fake que viraliza, podem desencadear impactos reputacionais globais e a longo prazo.</p>
<p>Diante da complexidade e velocidade das transformações mundiais, <strong>ser resiliente já não basta. </strong></p>
<p>Segundo Nassim Nicholas Taleb, em seu livro “Antifrágil – Coisas que se beneficiam com o caos”, existem sistemas que não apenas resistem aos desarranjos, mas melhoram por causa deles.</p>
<p> </p>
<h4><strong>O que significa ser antifrágil?</strong></h4>
<p> </p>
<p>Enquanto o frágil quebra sob pressão e o resiliente tem a habilidade de, após a pressão, retornar ao estado anterior, o antifrágil tem o diferencial de <strong>evoluir diante do ocorrido.</strong></p>
<p>É possível fazer um paralelo desta ideia com a própria vida na Terra, como maior exemplo de antifragilidade natural: extinções em massa, mudanças climáticas e eventos extremos não destruíram a vida como sistema. Eliminaram o que era frágil e não ajustado, e abriram espaço para novas formas de adaptação e evolução, aumentando a diversidade e a complexidade ao longo do tempo. <strong>A vida, portanto, evoluiu por meio da desordem, não apesar dela.</strong></p>
<p>Trazendo o tema para a gestão, o erro seria tratar organizações complexas como máquinas, quando na verdade funcionam mais como organismos. No ambiente corporativo, isso significa abandonar a ideia de controle absoluto e aceitar a incerteza como parte estrutural da operação e do negócio. E mais do que isso: <strong>entender as (inevitáveis) crises como oportunidade de aprendizado para crescimento!</strong></p>
<p>As organizações consideradas antifrágeis entendem que pequenos erros, falhas controladas e simulações são essenciais para desenvolver “musculatura” diante do inesperado. É por isso que propor treinamentos periódicos, que formulam cenários próximos da realidade, envolvendo todos os times necessários, são essenciais para criar essa cultura.</p>
<p>A tolerância ao erro também é muito importante. Empresas que tentam eliminar qualquer erro, acabam se tornando limitadas (sem espaço para criatividade e inovação) e frágeis.</p>
<p><strong>Na prática, isso exige:</strong></p>
<ul>
<li>Instituir uma cultura de reporte, com abertura e flexibilidade;</li>
<li>Conceder autonomia para as equipes;</li>
<li>Expor-se controladamente ao risco;</li>
<li>Realizar simulados frequentes;</li>
<li>Fazer estruturadas análises pós-crise, para captação e aplicação de Lições Aprendidas;</li>
<li>Descentralizar a tomada de decisão;</li>
<li>Adaptar-se constantemente.</li>
</ul>
<p>Com isso, a lógica muda: enquanto <strong>o resiliente corrige os erros para retornar à normalidade, o antifrágil aprende e evolui.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>O problema da falsa previsibilidade e os impactos do uso da IA </strong></h4>
<p> </p>
<p>Outro ponto crítico é a ilusão de controle criada pela tentativa obsessiva de prever o futuro. Isso cria uma falsa sensação de controle e leva à negligência na preparação organizacional. <strong>O antifrágil aceita a incerteza como parte estrutural do sistema.</strong></p>
<p>Pequenos eventos podem gerar consequências sistêmicas! Por isso, organizações antifrágeis não concentram esforços em prever crises, mas em preparar-se para o improvável (e extremo), para o pior cenário, em reduzir vulnerabilidades estruturais, criar diferentes caminhos de contenção, resposta e restabelecimento.</p>
<p>Com a rápida expansão do uso de IA, os riscos desconhecidos crescem, a dinâmica das crises torna-se ainda mais acelerada, intensa e refinada.</p>
<p>Por outro lado, se a organização domina o uso de IA se beneficia da tecnologia ao implantar rastreamentos e monitoramentos inteligentes e avançados, em tempo real, detectar padrões e sinais precocemente, simular diferentes cenários e adaptar muito rapidamente a comunicação de crise e as respostas.</p>
<p>Assim pode-se imaginar que <em>“<strong>Não é a tecnologia que vai definir o futuro, mas as escolhas humanas diante do inesperado.”</strong></em></p>
<p> </p>
<h4><strong>Comunicação de crise: confiança e legitimidade</strong></h4>
<p> </p>
<p>Neste mundo novo a Comunicação também precisa ser antifrágil.</p>
<p>O estudo Edelman Trust Barometer de 2026 mostrou que vivemos uma época de insularidade, caracterizada por uma crise de confiança que faz com que as pessoas se isolem cada vez mais e só se sintam seguros entre aqueles que refletem suas próprias visões.</p>
<p>Como então ser antifrágil, usando uma crise a favor de sua imagem, sem ser ou parecer oportunista? O erro mais comum é tentar “capitalizar” a crise rapidamente, o que destrói a confiança. Quando há dor, impacto social ou perda de credibilidade, qualquer tentativa prematura de transformar a crise em narrativa positiva possivelmente soará oportunista perante os públicos de interesse.</p>
<p>A lógica antifrágil na comunicação de crises pressupõe uma resposta tão consistente e ancorada em ações concretas e relevantes, que o fortalecimento da imagem se torna consequência. Portanto, o fortalecimento da reputação não deve ser declarado, mas percebido ao longo do tempo.</p>
<p><strong>Antes de qualquer posicionamento institucional, a organização precisa:</strong></p>
<ol>
<li>reconhecer o problema com transparência;</li>
<li>assumir responsabilidades, quando aplicável;</li>
<li>proteger pessoas, antes da marca e dos outros ativos;</li>
<li>agir concretamente, e não só comunicar;</li>
<li>só então comunicar aprendizados e mudanças reais.</li>
</ol>
<p> </p>
<p>Reputação não se reconstrói apenas com discurso. A confiança cresce quando os públicos percebem evidências consistentes de evolução. É fundamental, portanto, a criação de um novo modelo mental para a Gestão de Crises. Se até então o foco estava em prever, controlar, evitar e conter. Hoje, o novo paradigma exige preparar, absorver, adaptar e evoluir.</p>
<h4> </h4>
<h4><strong><span style="color: #000000">Pergunta: Conseguiremos ser antifrágeis diante das próximas crises?</span></strong></h4>
<h4> </h4>
<p>_______</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>EDELMAN. <strong>Edelman Trust Barometer 2026</strong>. 26ª edição. [S.l.]: Edelman, 2026. Disponível em: https://www.edelman.com/trust/2026-trust-barometer. Acesso em: 29 maio 2026.</p>
<p>TALEB, Nassim Nicholas. <strong>Antifrágil</strong>: coisas que se beneficiam com o caos. Tradução de Renato Marques. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020. 616 p. ISBN 978-85-470-0108-7.</p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A bolsa da Dior e a crise do luxo: Quando o bastidor contradiz a vitrine</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/29/a-bolsa-da-dior-e-a-crise-do-luxo-quando-o-bastidor-contradiz-a-vitrine</link>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:09:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=627</guid>
						<description><![CDATA[Por Bianca Persici Toniolo  (Doutora em Ciências da Comunicação, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom)   A crise envolvendo a Dior Korea não é apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. É um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confiança e controle [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Bianca Persici Toniolo</strong>  (Doutora em Ciências da Comunicação, professora na Universidade da Beira Interior e investigadora no LabCom)</p>
<p> </p>
<p>A crise envolvendo a Dior Korea não é apenas uma disputa sobre o conserto de uma bolsa. É um caso exemplar sobre o que acontece quando uma marca de luxo vende exclusividade, confiança e controle artesanal, mas é percebida como tendo operado com opacidade. Segundo o <em><a href="http://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729">Korea JoongAng Daily</a></em>, a Christian Dior Couture Korea enfrenta uma queixa criminal após uma cliente descobrir que a sua bolsa Dior de edição limitada teria sido reparada por uma oficina local na Coreia. Segundo a denúncia, a cliente teria sido informada de que o item seria enviado para a sede da marca em Paris. A reclamação menciona suspeitas de fraude e dano à propriedade. A cliente também reportou o caso à <em>Fair Trade Commission</em> por suposta violação da legislação de rotulagem e publicidade.</p>
<p>O detalhe mais sensível está no desencontro entre a promessa e a prática. A bolsa, comprada em 2016 por cerca de 7 milhões de won (mais de 4,5 mil dólares), foi apresentada como a única daquele modelo importada para a Coreia. Depois de oito anos de uso, algumas miçangas se soltaram. A cliente levou o produto à Dior em dezembro de 2024 e, após uma espera de aproximadamente 14 meses, recebeu a bolsa de volta em fevereiro de 2026. O problema ganhou outro significado quando a cliente viu, em março, um vídeo nas redes sociais de uma oficina coreana mostrando o reparo da peça. A própria Dior teria reconhecido que a bolsa não foi enviada a Paris, mas reparada por uma empresa terceirizada local.</p>
<p> </p>
<h3><strong style="color: revert;font-size: revert">"Uma crise não é apenas o evento em si, </strong><strong style="color: revert;font-size: revert">mas a percepção negativa construída em torno dele".</strong></h3>
<p> </p>
<p>É aqui que o episódio deixa de ser um problema operacional e se transforma em crise de comunicação. Uma crise não é apenas o evento em si, mas a percepção negativa construída em torno dele. Coombs (2010, 2022) sustenta que a crise tem natureza perceptiva, isto é, se os <em>stakeholders</em> interpretam determinada situação como crise, a organização já está em crise. Crise é uma situação de alteração, desequilíbrio e incerteza, distinta do risco porque deixa de ser uma possibilidade e passa a ser um evento concreto com potencial de ameaça à organização (Coombs &amp; Holladay, 2005; Fraustino &amp; Liu, 2017).</p>
<p>Nesse caso da Dior, o dano não está na terceirização do reparo. Terceirizar, por si só, não seria necessariamente ilegítimo. O ponto crítico é a alegação de que a cliente foi levada a acreditar que a bolsa passaria pelo circuito simbólico de Paris, pelo centro imaginário de autoridade, <em>savoir-faire</em> e autenticidade da <em>maison</em>. No mercado de luxo, Paris não é apenas uma localização geográfica, é um enquadramento de valor, um <em>frame</em>.</p>
<p>Quando uma marca diz “Paris”, ela comunica tradição exclusividade. Quando o consumidor descobre que “Paris” significava, na prática, uma oficina local terceirizada — e ainda por meio de um vídeo nas redes sociais —, o <em>frame</em> corporativo colapsa. A narrativa pretendida pela empresa, centrada em <em>expertise</em> e cuidado, passa a ser disputada pela narrativa a do engano e da quebra de confiança.</p>
<p>Esse é exatamente o tipo de disputa de enquadramentos que a teoria do <em>framing</em> ajuda a compreender. Goffman (1974) entende os <em>frames</em> como esquemas de interpretação que permitem às pessoas reconhecer “o que está acontecendo” em uma situação social. Entman (1993), por sua vez, define o enquadramento midiático como a seleção e a ênfase de certos aspectos da realidade para definir problemas, causas, julgamentos morais e soluções. No caso da Dior Korea, a empresa poderia tentar enquadrar o episódio como uma falha pontual de atendimento pós-venda. Já a cliente, a imprensa e os órgãos reguladores tendem a enquadrá-lo como uma possível violação de confiança e de direitos do consumidor.</p>
<p>A diferença entre esses enquadramentos definirá a gravidade reputacional do caso. Nijkrake, Gosselt e Gutteling (2015) mostram que empresas e mídia frequentemente disputam narrativas durante uma crise. Enquanto as organizações tendem a usar tons neutros ou positivos, a cobertura midiática costuma enfatizar responsabilidade, conflito e culpa. Mason (2019) também observa que os <em>frames</em> midiáticos podem ampliar atribuições negativas de responsabilidade e afetar a reputação organizacional. Essa lógica ajuda a explicar por que a “bolsa da Dior” deixou de ser apenas uma demanda privada de assistência técnica e passou a circular como possível caso de engano ao consumidor.</p>
<p>De acordo com a <em>Situational Crisis Communication Theory</em> (SCCT), de Coombs (2007), a atribuição de responsabilidade é decisiva para escolher a estratégia de resposta. Crises do tipo “vítima” geram baixa atribuição de responsabilidade; crises “acidentais” geram responsabilidade moderada; crises “preveníveis”, associadas a negligência ou ação intencional, produzem alta atribuição de responsabilidade (Coombs, 2007; Toniolo &amp; Gonçalves, 2020). Se a investigação confirmar que houve promessa explícita de reparo em Paris sem que esse procedimento fosse cumprido, a Dior terá dificuldade em sustentar um enquadramento de acidente operacional. O caso se aproximaria do <em>cluster</em> prevenível, no qual a resposta mais adequada envolve explicação, reparação, compensação e mudança de procedimento.</p>
<p>A tentação das marcas de luxo, diante de crises como essa, é reduzir o caso a uma exceção administrativa, mas essa estratégia é perigosa. No ambiente digital, uma exceção pode ser interpretada como sintoma. Coombs e Holladay (2012) chamam atenção para as <em>paracrises</em>, que são desafios ou erros no ambiente digital que precisam ser administrados publicamente antes que se transformem em crises completas. Valentini, Romenti e Kruckeberg (2017) e Austin, Liu e Jin (2012) também mostram que as redes sociais redefiniram o sentido de rapidez na comunicação de crise, porque permitem circulação imediata de interpretações, indignações e contranarrativas.</p>
<p> </p>
<h3><strong>"Em comunicação de crise, essa diferença é enorme. Transparência não é falar depois de ser exposto. Transparência é reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada".</strong></h3>
<p> </p>
<p>Foi justamente uma postagem em rede social que, segundo a imprensa coreana, permitiu à cliente identificar a oficina que teria reparado sua bolsa. Ou seja, a crise não foi descoberta pela transparência da marca, mas pela visibilidade acidental de um terceiro. Esse ponto é central. A Dior não perdeu o controle da narrativa apenas porque teria terceirizado um serviço. Perdeu porque a descoberta pública parece ter ocorrido fora de seus próprios canais. A informação não foi oferecida pela empresa; foi encontrada pela consumidora.</p>
<p>Em comunicação de crise, essa diferença é enorme. Transparência não é falar depois de ser exposto. Transparência é reduzir a assimetria antes que ela seja denunciada. Holland, Seltzer e Kochigina (2021) mostram que a transparência aumenta a credibilidade organizacional, especialmente quando a organização é percebida como responsável pelo evento. Rudolph-Cleff et al. (2022) também destacam que a comunicação eficaz em crise deve ser aberta, honesta e rápida. No caso Dior, a percepção pública tende a ser agravada justamente porque a comunicação parece ter sido reativa, não proativa.</p>
<p>O caso também revela uma fragilidade estrutural do luxo contemporâneo. Marcas globais vendem narrativas de artesanato, tradição e excepcionalidade, mas operam em redes transnacionais complexas, com terceirizações, fornecedores, representantes locais e fluxos de pós-venda pouco visíveis ao consumidor. Essa distância entre narrativa e operação é uma zona de risco. Sádaba, Sanmiguel e Gárgoles (2019) e Khan e Richards (2021), ao discutirem crises na moda, mostram que determinados episódios deixam de ser percebidos como incidentes isolados e passam a questionar modelos produtivos inteiros, como ocorreu após o desabamento do prédio Rana Plaza (Savar, Bangladesh), em 2013, onde funcionavam diversas fábricas de <em>fast fashion</em>, matando mais de 1 mil pessoas. Na ocasião, a atenção pública se deslocou das marcas com fábricas no edifício para a opacidade da cadeia global de produção.</p>
<p>A bolsa da Dior não tem a dimensão humana ou sistêmica do Rana Plaza, evidentemente, mas aponta para a mesma vulnerabilidade comunicacional caracterizada pela opacidade da cadeia de valor. A diferença é que, aqui, a cadeia de valor não aparece na produção, mas no pós-venda. E isso é particularmente relevante para marcas de luxo. O relacionamento com o consumidor de alto padrão não termina na compra; ele se prolonga no cuidado, na manutenção, no reparo, na restauração e na promessa de permanência. Uma bolsa de edição limitada não é percebida apenas como objeto de uso; é um investimento emocional, um capital simbólico e, em alguns casos, patrimônio material.</p>
<p> </p>
<h3><strong>"A resposta esperada da Dior deveria ir além de uma nota protocolar".</strong></h3>
<p> </p>
<p>De acordo com a reportagem, a oficina de reparo também é acusada de ter deslocado elementos decorativos externos da bolsa sem autorização da cliente. Nesse ponto, o problema material e o problema simbólico se encontram, levando a cliente questionar também se a peça continua sendo aquilo que a marca prometeu que ela era. Alterar seus elementos decorativos sem consentimento — como a denúncia afirma ter ocorrido com as miçangas — representa uma interferência na autenticidade da peça.</p>
<p>Por isso, a resposta esperada da Dior deveria ir além de uma nota protocolar. Uma estratégia de reconstrução, compatível com crises de maior atribuição de responsabilidade, exigiria reconhecer claramente o que aconteceu, explicar quem decidiu pela terceirização, esclarecer se houve falha individual ou procedimento institucional, informar onde a bolsa ficou durante os 14 meses, indicar se outros consumidores foram afetados, reparar materialmente a cliente e rever publicamente as regras de autorização para reparos. Coombs (2015) classifica estratégias de reconstrução, como compensação e pedido de desculpas, como respostas adequadas quando a organização precisa reconstruir ativos reputacionais.</p>
<p>Do ponto de vista da comunicação interna, o caso também sugere uma falha de alinhamento entre promessa comercial, protocolo de atendimento e execução operacional. Políticas formais, procedimentos operacionais padrão, auditorias e monitoramento digital são instrumentos essenciais para evitar gestão fragmentada e falhas de comunicação. Se um funcionário promete Paris, mas o fluxo operacional envia a peça a uma oficina local, há pelo menos uma ruptura entre discurso e processo. E toda ruptura desse tipo, em marcas de reputação global, é uma crise em potencial.</p>
<p>O caso Dior Korea, portanto, mostra que a reputação das marcas de luxo está cada vez menos protegida pelo prestígio histórico e cada vez mais exposta à verificação pública. Um vídeo de oficina pode fazer mais pela verdade percebida do que uma campanha global cuidadosamente produzida. Em tempos de redes sociais, o bastidor também comunica. E, quando o bastidor contradiz a vitrine, a vitrine perde autoridade.</p>
<p>_______</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>An, S., &amp; Gower, K. (2009). How do the news media frame crises? A content analysis of crisis news coverage. <em>Public Relations Review, 35</em>(2), 107–112. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2009.01.010">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2009.01.010</a></p>
<p>Austin, L., Liu, B. F., &amp; Jin, Y. (2012). How audiences seek out crisis information: Exploring the social-mediated crisis communication model. <em>Journal of Applied Communication Research</em>, <em>40</em>(2), 188–207.</p>
<p>Ban, Z., &amp; Lovari, A. (2021). Rethinking crisis dynamics from the perspective of online publics: A case study of Dolce &amp; Gabbana’s China crisis. <em>Public Relations Inquiry, 10</em>(3), 311–331. <a href="https://doi.org/10.1177/2046147X211026854">https://doi.org/10.1177/2046147X211026854</a></p>
<p>Coombs, W. T. (2007). Protecting organization reputations during a crisis: The development and application of Situational Crisis Communication Theory. <em>Corporate Reputation Review, 10</em>, 163–176. <a href="https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1550049">https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1550049</a></p>
<p>Coombs, W. T. (2015). <em>Ongoing Crisis Communication: Planning, Managing, and Responding</em>. Sage.</p>
<p>Coombs, W. T., &amp;Holladay, S. (2012). The paracrisis: The challenges created by publicly managing crisis prevention, <em>Public Relations Review, 38</em>(3),  <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.04.004">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2012.04.004</a></p>
<p>Entman, R. M. (1993). Framing: Toward clarification of a fractured paradigm. <em>Journal of Communication, 43</em>(4), 51–58. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1460-2466.1993.tb01304.x">https://doi.org/10.1111/j.1460-2466.1993.tb01304.x</a></p>
<p>Fraustino, J. D., &amp; Liu, B. F. (2017). Toward more audience-oriented approaches to crisis communication and social media research. In L. Austin &amp; Y. Jin (Eds.), <em>Crisis communication and social media</em> (pp. 130-140). Routledge.</p>
<p>Goffman, E. (1974). <em>Frame Analysis: An Essay on the Organization of Experience</em>. Northeastern University Press.</p>
<p>Holland, D., Seltzer, T., &amp; Kochigina, A. Practicing transparency in a crisis: Examining the combined effects of crisis type, response, and message transparency on organizational perceptions, <em>Public Relations Review, 47</em>(2), 102017.  <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2021.102017">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2021.102017</a></p>
<p>Korea JoongAng Daily. (2026, 20 de maio). <em>Dior Korea faces criminal complaint over alleged outsourced repair of limited-edition handbag</em>. <a href="https://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729">https://koreajoongangdaily.joins.com/news/2026-05-20/business/industry/Dior-Korea-faces-criminal-complaint-over-alleged-outsourced-repair-of-limitededition-handbag/2596729</a></p>
<p>Mason, A. (2019). Media frames and crisis events: Understanding the impact on corporate reputations, responsibility attributions, and negative affect. <em>International Journal of Business Communication, 56</em>(3), 414–431. <a href="https://doi.org/10.1177/2329488416648951">https://doi.org/10.1177/2329488416648951</a></p>
<p>Nijkrake, J., Gosselt, J., &amp; Gutteling, J. (2015). Competing frames and tone in corporate communication versus media coverage during a crisis. <em>Public Relations Review, 41</em>(1), 80–88. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2014.10.010">https://doi.org/10.1016/j.pubrev.2014.10.010</a></p>
<p>Rudolph-Cleff, A., Knodt, M, Schulze, J, &amp; Engel, A. (2022).  Crisis communication in a blackout scenario: An assessment considering socio-spatial parameters and the vulnerabilities of the population. <em>International Journal of Disaster Risk Reduction, 72</em>, 102856. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ijdrr.2022.102856">https://doi.org/10.1016/j.ijdrr.2022.102856</a></p>
<p>Sádaba, T., Sanmiguel, P., &amp; Gárgoles, P. (2019). Communication Crisis in Fashion: From the Rana Plaza Tragedy to the Bravo Tekstil Factory Crisis. In N. Kalbaska, T. Sádaba, F. Cominelli, &amp; L. Cantoni (Eds.), <em>Fashion Communication in the Digital Age</em>. FACTUM 2019. Springer, Cham. <a href="https://doi.org/10.1007/978-3-030-15436-3_24">https://doi.org/10.1007/978-3-030-15436-3_24</a></p>
<p>Tachkova, E.R., &amp; Coombs, W.T. (2022). <em>Communicating in Extreme Crises: Lessons from the Edge.</em> Routledge. <a href="https://doi.org/10.4324/9781003094661">https://doi.org/10.4324/9781003094661</a></p>
<p>Toniolo, B. P., &amp; Gonçalves, G. (2020). Quando o emissor é a mensagem: a comunicação de Marcelo Rebelo de Sousa nos incêndios de 2017. <em>Comunicação e Sociedade</em>, 69–88. <a href="https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2020).2741">https://doi.org/10.17231/comsoc.0(2020).2741</a></p>
<p>Valentini, C., Romenti, S., &amp; Kruckeberg, D. (2017). Handling crisis in social media. In L. Austin &amp; Y. Jin, <em>Social Media and Crisis Communication</em> (57-67). Routledge.</p>
<p>______</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Caso Flávio Bolsonaro ensina o que não fazer em uma crise de imagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/22/caso-flavio-bolsonaro-ensina-o-que-nao-fazer-em-uma-crise-de-imagem</link>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:16:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=626</guid>
						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training) O caso Flávio Bolsonaro expõe como erros básicos de gestão de crise e comunicação pública podem transformar uma controvérsia política em um processo acelerado de desgaste de imagem. Não são apenas as empresas que, muitas vezes, precisam adotar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>O caso Flávio Bolsonaro expõe como erros básicos de gestão de crise e comunicação pública podem transformar uma controvérsia política em um processo acelerado de desgaste de imagem</strong>.</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não são apenas as empresas que, muitas vezes, precisam adotar estratégias claras e bem definidas de gestão de crise para preservar sua reputação e garantir a continuidade de seus negócios. Personalidades públicas — artistas, políticos, acadêmicos e influenciadores — também podem enfrentar episódios que afetam profundamente sua imagem perante a Opinião Pública.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nessas situações, é comum que a figura pública tente reduzir sua exposição midiática temporariamente, buscando diminuir a pressão e reorganizar sua comunicação. A estratégia procura criar tempo para reavaliar posicionamentos e construir respostas mais consistentes. Nem todos, porém, adotam esse caminho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esse parece ser o caso do senador Flávio Bolsonaro, do PL/RJ e pré-candidato na corrida para o Palácio do Planalto. Desde o início das revelações envolvendo o chamado “caso Master”, o parlamentar negou conhecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, vieram a público áudios divulgados pelo <em>The Intercept</em> e depois pelos demais veículos de imprensa, mostrando conversas telefônicas entre ambos sobre questões financeiras relacionadas, em tese, à produção do filme <em>Dark Horse</em>, obra inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os valores mencionados nas reportagens — superiores a R$ 135 milhões — chamaram atenção pela dimensão considerada incomum para os padrões do cinema nacional. Questionado inicialmente, o senador negou a existência da conversa e criticou o jornalista responsável pela pergunta. Mais tarde, diante da divulgação dos áudios, retornou aos microfones para tentar explicar os fatos, mas encontrou dificuldades para sustentar a narrativa inicial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sob a ótica profissional da gestão de crise, percebe-se uma sucessão de erros estratégicos elementares. Em situações de alta exposição pública, especialmente envolvendo personagens já associados a episódios controversos – rachadinhas, milicias, mansões, chocolates etc.-, torna-se indispensável a existência de uma equipe especializada em gerenciamento de crise, preparada para: antecipar cenários; mapear vulnerabilidades; produzir respostas técnicas; reduzir danos reputacionais; alinhar discurso e narrativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Antes de negar publicamente qualquer informação, o ideal seria compreender exatamente quais documentos, provas ou registros estavam em posse da imprensa. Somente depois de avaliar o alcance da revelação e definir uma linha de comunicação coerente é que deveria ocorrer o pronunciamento público.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A crise ganhou novas proporções quando o senador admitiu ter visitado Daniel Vorcaro em São Paulo após a prisão do ex-banqueiro. Segundo sua versão, o encontro teria ocorrido para encerrar relações financeiras ligadas ao projeto cinematográfico. A declaração gerou novos questionamentos públicos, especialmente sobre a necessidade de um encontro presencial com um “personagem tóxico” para a sua imagem pública, diante da existência de meios digitais formais para esse tipo de tratativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Do ponto de vista técnico, o caso revela um erro clássico de gestão de crise: respostas fragmentadas, reativas e contraditórias. Em crises reputacionais, versões alteradas sucessivamente tendem a ampliar a desconfiança da Opinião Pública e aumentar o desgaste político.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro aspecto importante envolve a ausência de centralização da comunicação entre os envolvidos no projeto. Integrantes da produção do filme inicialmente negaram vínculos financeiros com Vorcaro, mas posteriormente admitiram sua participação como investidor. Esse desencontro de versões enfraqueceu ainda mais a credibilidade dos envolvidos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em gestão de crise, uma das primeiras providências recomendadas é reunir todos os atores diretamente ligados ao episódio para levantar integralmente os fatos conhecidos, avaliar riscos futuros e construir uma estratégia única de comunicação. O objetivo não é apenas responder à imprensa, mas evitar contradições públicas que alimentem novas ondas de desgaste.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A imprensa, exercendo seu papel de fiscalização e representação do interesse público, passou então a formular uma série de questionamentos decorrentes das revelações: Qual era exatamente a relação financeira entre os envolvidos? Qual o destino dos recursos mencionados? Por que houve negativas iniciais sobre vínculos posteriormente confirmados? Qual era a estrutura financeira internacional do projeto audiovisual? Existem impactos políticos ou eleitorais decorrentes dessas relações? Em crises dessa natureza, respostas superficiais costumam ser insuficientes. A Opinião Pública tende a exigir explicações coerentes, transparentes e verificáveis.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro fator que amplia a tensão é o fato de que as investigações ainda estão em andamento, com análise de materiais eletrônicos apreendidos pelas autoridades. Em situações assim, profissionais de gestão de crise trabalham não apenas com o impacto presente, mas também com cenários futuros e possíveis novas revelações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ao final, o caso reforça uma das principais lições da comunicação de crise contemporânea: em ambientes de hiperexposição digital e cobertura jornalística contínua, improviso, negação precipitada e contradições públicas costumam amplificar o dano reputacional. Transparência estratégica, preparação prévia e alinhamento narrativo seguem sendo pilares fundamentais para qualquer figura pública que enfrente situações de elevada pressão midiática.</p>
<p>____</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sujou: a confusão da crise da Ypê</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/19/sujou-a-confusao-da-crise-da-ype</link>
				<pubDate>Tue, 19 May 2026 19:00:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=619</guid>
						<description><![CDATA[Por Carolina Frazon Terra (Doutora em Ciências da Comunicação, Professora na USP)   Desde 7 de maio até o último dia 15, assistimos o vai-e-vem da fabricante de produtos de limpeza, Ypê, com a Anvisa. De um lado, a empresa se defendendo e dizendo que possuía laudos e certificações externas que garantiam a segurança de seus produtos. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Carolina Frazon Terra</strong> (<span class="OYPEnA text-decoration-none text-strikethrough-none">Doutora em Ciências da Comunicação, Professora na USP</span>)</p>
<p> </p>
<p>Desde 7 de maio até o último dia 15, assistimos o vai-e-vem da fabricante de produtos de limpeza, Ypê, com a Anvisa. De um lado, a empresa se defendendo e dizendo que possuía laudos e certificações externas que garantiam a segurança de seus produtos. De outro, a Anvisa demonstrando que haviam sido constatadas bactérias em lotes com finais 1 de alguns dos vários produtos da marca.</p>
<p>Entre suspensão de fabricação, proibição de venda de produtos, centenas de matérias na imprensa e comentários nas redes sociais, quem mais saiu no prejuízo foi o consumidor e explico o porquê.</p>
[caption id="attachment_621" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-621" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-1-Noticias-sobre-Ype-1-e1779216332792.jpg" alt="" width="900" height="889" /> Fig. 1 - Notícia sobre Ypê. Fonte: Google Notícias, 18 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>Vale ressaltar, também, que muitas das pessoas acabaram por polarizar a crise, encontrando razões político-ideológicas para contestar a proibição de venda e o uso dos produtos contaminados. Houve quem bebesse detergente Ypê. Houve quem lavasse o frango na pia com o mesmo produto (não faça isso em casa!). Houve quem manifestasse apoio incondicional à marca, mesmo diante de comprovações de sujidade na fábrica de Amparo/SP, maquinários enferrujados, restos de produtos em recipientes imundos, contaminação comprovada por bactérias e assim por diante.</p>
<p>A Ypê lançou <strong>9 comunicados à imprensa e à sociedade</strong>, que podem ser vistos pelo Instagram da marca.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_622" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-622" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-2-Comunicados-Ype-Insta-1024x548.jpg" alt="" width="1024" height="548" /> Fig. 2 - Comunicados emitidos pela Ypê . Fonte: Instagram @ypeoficial[/caption]
<p> </p>
<p>Em algum deles, solicitava que o consumidor preenchesse um formulário para pedir restituição dos valores gastos com os produtos dos lotes contaminados e os devolvesse. Depois, negou que ressarciria o consumidor, mas voltou atrás, segundo <a href="https://iclnoticias.com.br/ype-recua-retoma-reembolso-produtos-suspensos/">matéria no ICL</a>, em 16 de maio, e em outros veículos.</p>
[caption id="attachment_623" align="alignright" width="300"]<img class="size-medium wp-image-623" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-3-Carol-Terra-e1779216683540-300x289.jpeg" alt="" width="300" height="289" /> Fig. 3 - Produtos Ypê do lote final 1. Fonte: Carolina Terra (acervo pessoal).[/caption]
<p>Entre idas e vindas, a gente que é consumidor está cansado de ler comunicados, de preencher formulários, de tentar contato com o SAC e não conseguir e de não saber se teremos ressarcimento pelo prejuízo. Eu sou uma dessas.</p>
<p>E quem não quer os produtos perigosos para a saúde? E quando a confiança na marca foi abalada? Como reconstruir?</p>
<p>Do ponto de vista de gerenciamento da crise, os comunicados periódicos da Ypê foram um acerto, isto é, comunicações frequentes e satisfação ao consumidor. No entanto, as decisões desencontradas, a briga com a imprensa e a falta de funcionamento dos canais oficiais são considerados um desastre.</p>
<p>As correções feitas na fábrica também são uma demonstração de <a href="https://www.instagram.com/p/DYN2f7bAJ_H/?img_index=3">intenção de melhoria</a>. Na minha opinião, uma das primeiras ações de correção que deveriam ter sido feitas e comunicadas. Convites aos jornalistas de diversos veículos para visitar a planta industrial também foram feitos e são corretos nesse tipo de situação.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_624" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-624" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-4-Amparo-e1779216996617.jpg" alt="" width="900" height="901" /> Fig. 4- Post sobre a fábrica de Amparo (SP). Fonte: Instagram @oficialype, 12 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>A <a href="https://www.instagram.com/anvisaoficial/p/DYXd0j6j1Ye/?img_index=2">Anvisa</a> se mostrou irredutível em relação aos pedidos (mesmo os judiciais) sobre o uso dos produtos. Ela NÃO recomenda!</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_625" align="aligncenter" width="900"]<img class="size-full wp-image-625" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Fig-5-Anvisa-e1779217167673.jpg" alt="" width="900" height="662" /> Fig 5 - Alerta da Anvisa sobre os produtos com risco sanitário. Fonte: Instagram @anvisaoficial, 15 mai. 2026.[/caption]
<p> </p>
<p>Onde está o erro então? Na minha opinião, na indecisão se recolhe ou não, se reembolsa ou não. Diante de tantos prejuízos reputacionais, não seria melhor recolher os lotes em pontos de fácil acesso aos consumidores e permitir a troca por outros produtos?</p>
<p>Se a empresa tivesse recolhido tudo, penso que a confiança já teria sido restabelecida. Seguimos com os nossos prejuízos pessoais e com um gosto amargo na boca depois dessa.</p>
<p>__________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Notas frias não salvam reputações</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/11/notas-frias-nao-salvam-reputacoes</link>
				<pubDate>Tue, 12 May 2026 00:31:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)   O confronto público entre a Química Amparo e a Anvisa revela os limites da comunicação jurídica em tempos de crise de imagem Há tempos uma crise de imagem não suscita tanta discussão pública como o caso que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>João Fortunato </strong>(Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)</p>
<p> </p>
<p><strong><em>O confronto público entre a Química Amparo e a Anvisa revela os limites da comunicação jurídica em tempos de crise de imagem</em></strong></p>
<p>Há tempos uma crise de imagem não suscita tanta discussão pública como o caso que opõe a Química Amparo, fabricante de produtos da marca Ypê – detergente, lava-roupa e desinfetante - dos mais utilizados pelos consumidores brasileiros, e a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que determinou a suspensão da fabricação e a retirada dos produtos das gôndolas, além do recolhimento dos lotes já comercializados. A Agência alega risco sanitário, detectado durante fiscalização de rotina, quando foram constatados problemas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica nos produtos, o que pode colocar em risco a saúde dos consumidores.</p>
<p>O que se viu depois que o caso se tornou público, foi uma troca de notas e comunicados visando conquistar os corações e mentes dos consumidores. Aparentemente, a empresa não conseguiu sensibilizar a maioria da opinião pública, que ainda balança bandeiras em favor da agência reguladora. A ciência, resta claro, está levando vantagem sobre as diferentes narrativas que surgiram na boca de terceiros, como alguns políticos e consumidores, que enxergam motivação ideológica na decisão da Anvisa.</p>
<p>Vale lembrar que apenas diretor-presidente da Anvisa e os membros de sua diretoria são indicados pelo presidente da República, todos para um mandato de cinco anos. Já o corpo técnico, assim como os das demais agências reguladoras, é formado por profissionais concursados e altamente qualificados, que raramente é alterado qualquer que seja a mudança de comando.</p>
<p>A reputação da Química Amparo está sendo chamuscada, não há dúvidas, mas não pela ação da Anvisa, que cumpre o seu papel na defesa da saúde pública. As imagens levadas ao ar por diferentes programas de televisão, mas principalmente pelo Fantástico, da Rede Globo, o de maior audiência do País, afundou de vez as narrativas da empresa. Aquelas imagens de equipamentos enferrujados, reaproveitamento de produtos descartados, tanques malconservados etc. foi como um míssil acertando um porta-aviões. O bate-boca apenas serviu para manter o caso em evidência na mídia, o que vem desgastando ainda mais a imagem pública da Ypê. </p>
<p>Um profissional competente em comunicação e gestão de crises de imagem teria estancado a sangria assim que o primeiro alerta da Anvisa aos consumidores veio a público. Um porta-voz bem treinado deveria representar a empresa e explicar a ocorrência a opinião pública. Sem atritar com a decisão da agência reguladora. Afinal, o caso toca a saúde dos consumidores, o que já deixa a empresa em uma posição bastante sensível. Por esta razão, a Química Amparo deveria “apoiar” a retirada dos lotes de produtos suspeitos do mercado, dizer que era um caso localizado, que estava atuando como parceira da Anvisa na investigação e que tomaria, imediatamente, todas as providências para corrigir de vez o problema. Isso tudo em respeito aos seus consumidores e à sua história, de há quase 80 anos como fabricante de produtos eficazes e seguros. Desta forma, chamaria para si a responsabilidade de “porta-voz” do caso.   </p>
<p>Faltou empatia e solidariedade à Química Amparo. Tanto que não é raro ler nas redes sociais depoimentos raivosos consumidores descontentes com a atitude defensiva da empresa. Alguns dizem que a empresa apenas se preocupa com o seu faturamento, que não está nem aí com os consumidores. Trata-se de um exagero, porém, quando expresso publicamente em redes sociais, este exagero ganha corpo, gera engajamento e, principalmente, compartilhamento, o que é muito ruim para a imagem e os negócios da empresa.</p>
<p>Especialistas em comunicação e gestão de crise que acompanham de perto este caso, encontram nele argumentos interessantes que, bem trabalhados, poderiam ser usados em favor da empresa. Deveriam ter separados os pontos mais sensíveis e definidos mensagens-chaves para eles, que deveriam ser colocados a público na pessoa de um porta-voz, não por meio de notas frias, aparentemente redigidas pelo jurídico.</p>
<p>Todas as pessoas são divididas em “dois lados” consumidores: um consome produtos e ouve o que o marketing fala; o outro, consome ideias, ouve o   institucional. Ambos os tipos interagem o tempo todo. Aliás, é deste diálogo interior que nascem os hoje populares “cancelamentos”. Foi o lado consumidor de ideias que se sensibilizou com o alerta da Anvisa e fez com que o lado consumidor – temporariamente - rachasse a marca Ypê. Era com este lado do consumidor que a Química Amparo também deveria falar.</p>
<p>Um profissional de comunicação de crise teria preparado statements para “falar” com este lado do consumidor, desenvolveria um plano estratégico para lidar com a imprensa e redes sociais. Nesse plano, o porta-voz seria um elemento crucial no processo. Afinal, não é segredo, ele é a face humana e voz da empresa e, nestas horas de crise, é ele quem a opinião pública quer ouvir para medir o seu tom, seus gestos e olhares. É por meio do porta-voz que a população sabe se a empresa está ou não dizendo a verdade. Notas e comunicados não têm este poder!</p>
<p>____</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores</strong>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>2 anos da maior catástrofe climática do Estado do Rio Grande do Sul: aprendizados e contribuições para o debate e para a ação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/11/2-anos-da-maior-catastrofe-climatica-do-estado-do-rio-grande-do-sul-aprendizados-e-contribuicoes-para-o-debate-e-para-a-acao</link>
				<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:24:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=614</guid>
						<description><![CDATA[Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_615" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-615" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Sao-Sebastiao-do-Cai-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778503833595.jpg" alt="" width="600" height="400" /> São Sebastião do Caí (RS). Duda Fortes / ZH 2024.[/caption]
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><strong>Maio remete ao período da maior catástrofe climática registrada no Rio Grande do Sul, em 2024. </strong></p>
<p>A reflexão sobre a memória desses acontecimentos é fundamental para transformar a experiência vivida em aprendizados — tanto pessoais quanto técnicos — de modo a evitar que situações semelhantes se repitam. Nesse sentido, olhar para o ocorrido também permite identificar legados de gestão, contribuindo para o aperfeiçoamento e o fortalecimento de práticas mais eficazes de enfrentamento. Embora os eventos climáticos extremos não possam ser controlados, é possível mitigar seus impactos e construir resiliência por meio de processos estruturados de prevenção, preparação, prontidão e capacidade de resposta diante de crises graves, como a que ocorreu no estado. Nesse contexto, a comunicação assume papel estratégico e indispensável.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>O protagonismo da comunicação desde a prevenção</strong></span></h3>
<p> </p>
<p>Comunicar em uma sociedade marcada por riscos exige mais do que simplesmente informar, alertar ou avisar. Não se trata apenas do uso de tecnologias digitais de monitoramento de alertas e da transmissão de informações. O processo comunicacional nesse contexto também se estabelece a partir de fontes institucionais confiáveis, tanto do governo quanto da mídia, de comunicação pública que vai além de campanhas de informação, assim como de cobertura midiática responsável, que contribui na educação para riscos de desastres e agenda o debate sobre os riscos e as consequências da crise climática. Sem esse esforço coletivo, abre-se espaço para medo, dúvidas, desconfiança e desinformação. Para isso, a comunicação precisa ser contínua, não restrita ao momento da crise, levando em conta fontes oficiais e legitimadas de referência. Dessa forma, gera segurança e constrói confiança ao longo do tempo junto à população.</p>
<p>Tendo em vista o cenário de incertezas, o papel estratégico da comunicação ganha destaque, impondo ainda mais responsabilidade aos profissionais da área. Comunicar em contextos de crises e desastres pressupõe ainda mais planejamento, coordenação/cooperação e conhecimento sobre os interlocutores envolvidos. Situações críticas também impõem agilidade, proximidade e assertividade no que se refere à comunicação, garantindo que as mensagens cheguem e sejam compreensíveis pelas pessoas. De pouco adianta infraestrutura digital (site, redes sociais, SMS e aplicativos) sofisticada se ela não for capaz de possibilitar a ação em caso de crise indicando rotas de fuga, orientações de locais seguros como abrigos previamente preparados, além de como chegar até lá e o que levar.</p>
<p>Só que para isso é preciso, antes, escuta e envolvimento da população. A comunicação deve ser construída com a participação das comunidades em situação de risco, através de pesquisas e em diálogo com elas, reconhecendo suas vivências e necessidades específicas. A comunicação necessita chegar antes, na prevenção e na preparação, pois apenas no momento crítico não é suficiente. Provavelmente este tenha sido um dos principais aprendizados trazidos pelos acontecimentos de maio de 2024 no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Por reconhecer a centralidade da comunicação também nestes momentos críticos, o OBCC vem, desde então, participando ativamente e fomentando discussões em torno do tema, seja em eventos seja a partir dos conteúdos disponibilizados no portal do Observatório. A seguir, destacamos algumas das entrevistas com especialistas, orientações para a sociedade, artigos e notícias publicadas no portal, que se somam a publicações e iniciativas desenvolvidas por diferentes instituições no âmbito da comunicação e de outras áreas, compondo um conjunto colaborativo de produções.</p>
<p> </p>
<h3><span style="color: #0000ff"><strong>Contribuições do OBCC para o debate e para a ação</strong></span></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Entrevistas com especialistas</strong></p>
<p>Considerando que a gestão de riscos, de crises e de desastres se trata de um esforço inter e multidisciplinar, no período subsequente aos eventos climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul, o OBCC realizou seis entrevistas com especialistas brasileiros de diferentes áreas de conhecimento para debater sobre o tema. Acesse e leia as contribuições dos convidados:</p>
<p>Entrevista 1 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/sabrina-ribas-defesa-civil-rs"><strong> Ten. Sabrina Ribas</strong></a>, Coordenadora de Comunicação Social da Casa Militar- Subchefia de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul. </p>
<p>Entrevista 2 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/maicon-bock-secom-rs"><strong> Maicon Bock</strong></a>, Ex-secretário-adjunto de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Entrevista 3 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-roberto-de-abreu-bruno-fiocruz"><strong> Dr. Paulo Roberto de Abreu Bruno</strong></a>, Tecnologista em Saúde Pública na Fiocruz.</p>
<p>Entrevista 4 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/abner-de-freitas-hopeful"><strong> Abner de Freitas</strong></a>, Fundador da Hopeful - startup para Educação em desastres.</p>
<p>Entrevista 5 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/odir-dellagostin-fapergs"><strong> Dr. Odir Dellagostin</strong></a>, Diretor-Presidente da Fapergs.</p>
<p>Entrevista 6 -<a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/paulo-marchiori-buss"><strong> Dr. Paulo Marchiori Buss</strong></a>, Professor Emérito da Fiocruz e membro titular da Academia Nacional de Medicina.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_616" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-616" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Bairro-Mathias-Velho-em-Canoas-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507604790.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Bairro Mathias Velho em Porto Alegre (RS). Duda Fortes / ZH 2024[/caption]
<p><strong>Orientações para a sociedade </strong></p>
<p><strong>                                                              </strong></p>
<p>Com a finalidade de indicar caminhos para auxiliar na gestão de desastres, elencamos sugestões voltadas à população, às organizações públicas e privadas, governos e aos veículos de comunicação para ação em casos de tempestades, incêndios florestais, deslizamentos de encostas, tornados, ciclones, inundações e enchentes. Elas partem de uma abordagem comunicacional e também levam em conta perspectivas interdisciplinares para tomada de atitudes e decisões.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/17/orientacoes-para-a-sociedade-no-contexto-de-eventos-climaticos-extremos-atualizacao"><strong>Orientações para a sociedade no contexto de eventos climáticos extremos</strong></a></p>
<p> </p>
<p><strong>Artigos publicados no portal</strong></p>
<p>Com o intuito de reunir múltiplas vozes, o OBCC se consolidou como um espaço aberto para a colaboração de especialistas, professores e pesquisadores de diversas áreas. Nesse ambiente, experiências, reflexões e boas práticas de gestão ganham visibilidade e se transformam em oportunidades de troca de ideias, contribuindo para a construção de novos conhecimentos e soluções inovadoras diante da atual conjuntura. Veja a seguir:</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/06/01/inundacao-de-maio-de-2024-um-ano-depois-licoes-avancos-e-desafios">Inundação de maio de 2024, um ano depois: lições, avanços e desafios</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/17/comunicacao-de-risco-ja">Comunicação de risco já</a> – por Jorn. Sílvia Marcuzzo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado-2">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a> – por Grupo de Pesquisa Cuidar_Com (PUCRS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/26/tres-crises-globais-e-o-futuro-da-humanidade">Três crises globais e o futuro da humanidade</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/10/02/autoridade-do-clima-em-clima-de-autoridade">Autoridade do Clima em Clima de Autoridade</a> – por Ten. Leonardo Siqueira Alves dos Passos (Corpo de Bombeiros Militar – RS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/19/sobre-a-chamada-fadiga-da-compaixao-a-cobertura-de-desastres-e-o-papel-jornalistico-em-cenarios-de-crise">Sobre a chamada fadiga da compaixão, a cobertura de desastres e o papel jornalístico em cenários de crise</a> – por Filipe Barrado Ferreira (Mineração Morro do Ipê)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/06/saude-mental-e-atencao-psicossocial-no-contexto-das-enchentes-no-rio-grande-do-sul">Saúde Mental e Atenção Psicossocial no Contexto das Enchentes no Rio Grande do Sul</a> – por Beatriz Schmidt et.al. (FURG)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/10/comunicacao-de-riscos-em-desastres">Comunicação de risco em desastres</a> – por Profª Drª Ana Karin Nunes (UFRGS)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/03/14/a-maior-de-todas-as-crises-esta-em-andamento">A maior de todas as crises está em andamento</a> – por Jorn. João Fortunato</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/07/08/blumenau-uma-cidade-resiliente-a-inundacoes">Blumenau: uma cidade resiliente a inundações</a> – por Ana Flavio de Bello Rodrigues (Cosafe)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/06/27/comunicacao-de-risco-em-saude-unica-estrategias-integradas-para-a-gestao-de-crises-e-emergencias">Comunicação de Risco em Saúde Única: Estratégias Integradas para a Gestão de Crises e Emergências</a> – por Luís Felipe Sardenberg (OPAS/OMS) e Gustavo Buss (Fiocruz)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/crises-como-a-do-rio-grande-do-sul-quem-se-importa">Crises como a do Rio Grande do Sul, quem se importa?</a> – por Adv. Otávio Novo</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/13/as-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-o-luto-coletivo">As enchentes no Rio Grande do Sul e o luto coletivo</a> – por Psic. Helena Bornhorst</p>
<p> </p>
<p><strong>Notícias publicadas</strong></p>
<p> </p>
<p>Nos últimos dois anos, o OBCC tem divulgado mapeamentos, textos e iniciativas voltadas à comunicação e à gestão em cenários de crise. As notícias do portal buscam mostrar como a pesquisa científica, a comunicação e diferentes áreas do conhecimento são fundamentais para enfrentar situações críticas. Abaixo seguem algumas das notícias que marcaram esse período:</p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/15/mapeamento-do-obcc-mostra-a-producao-academica-brasileira-na-area-da-comunicacao-relacionada-a-crise-climatica">Mapeamento do OBCC mostra a produção acadêmica brasileira na área da comunicação relacionada à crise climática</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/20/15-textos-para-pensar-o-desastre-climatico-no-rs-sob-a-perspectiva-comunicacional">15 textos para pensar o desastre climático no RS sob a perspectiva comunicacional</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/05/29/10-textos-para-pensar-sobre-gestao-de-crise-a-partir-das-enchentes-no-rs">10 textos para pensar sobre gestão de crise a partir das enchentes no RS</a> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/11/obcc-compoe-guia-de-integridade-da-informacao-no-contexto-da-crise-climatica-no-rio-grande-do-sul">OBCC compõe Guia de Integridade da Informação no contexto da crise climática no RS</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/09/obcc-participa-em-porto-alegre-do-summit-em-mudancas-climaticas">OBCC participa em Porto Alegre do Summit em Mudanças Climáticas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/06/um-ano-depois-das-inundacoes-e-preciso-recordar-comunicacao-e-ciencia-e-precisa-de-cuidado">Um ano depois das inundações, é preciso recordar: comunicação é ciência e precisa de cuidado</a></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Publicações e iniciativas desenvolvidas no âmbito da comunicação</strong></p>
<p> </p>
<p>Desde 2024, diferentes instituições têm desenvolvido iniciativas e publicações relevantes no campo da comunicação de risco, comunicação de crise e crise climática. Essas ações incluem congressos, capacitações, pesquisas, relatórios técnicos, protocolos, guias de referência, entre outros. A seguir, reunimos alguns destaques que podem inspirar novas ações e estimular debates sobre o tema, especialmente diante dos desafios que ainda persistem para o enfrentamento às incertezas do cenário atual.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/11/20/lancamento-de-e-book-ufrgs-ufsm-manual-para-a-cobertura-jornalistica-dos-desastres-climaticos">+</a> <strong>Manual para a cobertura jornalística dos desastres climáticos</strong> – UFSM/UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2024/08/07/governo-federal-lanca-sistema-de-alertas-contra-desastres-defesa-civil-alerta-exibira-advertencia-na-tela-dos-celulares-da-populacao-em-risco">+</a> <strong>Alerta <em>Cell Broadcast</em></strong> – Defesa Civil</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/18/pesquisa-do-ibge-revela-dados-sobre-uso-de-sistemas-de-alerta-planos-de-contingencia-e-ferramentas-de-comunicacao-no-rs">+</a> <strong>Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC 2024)</strong> – IBGE</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/09/08/defesa-civil-do-rs-lanca-pesquisa-sobre-percepcao-de-riscos-de-desastres-pela-populacao">+</a> <strong>Pesquisa Percepção de Risco de Desastres pela População Gaúcha</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/07/07/estudo-da-aberje-analisa-papel-da-comunicacao-com-empregados-diante-de-desastres-climaticos">+</a> <strong>Comunicação com Empregados no enfrentamento aos desastres climáticos</strong>: Aprendizados e possíveis caminhos – Aberje</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/05/05/estudo-da-ana-aponta-a-comunicacao-de-risco-como-uma-das-fragilidades-no-contexto-do-desastre-climatico-no-rs-em-2024">+</a> <strong>As enchentes no Rio Grande do Sul: lições, desafios e caminhos para um futuro resiliente </strong>– Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/10/08/defesa-civil-rs-realiza-1o-ciclo-de-palestras-sobre-comunicacao-de-riscos-de-desastres">+</a> <strong>1º Ciclo de Palestras sobre Comunicação de Riscos de Desastres</strong> - Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/04/07/comunicacao-na-para-sociedade-de-risco-e-o-tema-do-xix-congresso-abrapcorp">+</a> <strong>XIX Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas</strong>: Comunicação na/para Sociedade de Risco - Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/16/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres-livro-apresenta-conceitos-de-forma-didatica-a-fim-de-popularizar-termos-tecnicos">+</a> <strong>Ebook 100 coisas para saber sobre riscos e desastres</strong> - UFRN/UFABC/Cemaden</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/08/29/grupo-de-pesquisa-da-pucrs-lanca-podcast-sobre-comunicacao-crises-e-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Grupo de Pesquisa lança podcast sobre comunicação, crises e cultura do cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://brasil.un.org/pt-br/304997-guia-de-integridade-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-contexto-da-crise-clim%C3%A1tica-no-rio-grande-do-sul">+</a> <strong>Guia de Integridade da Informação no Contexto da Crise Climática no RS</strong> – Fiocruz/ONU/Embrapa/SecomRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/03/16/lancamento-e-book-lancado-pela-abrapcorp-discute-o-papel-da-comunicacao-na-sociedade-de-risco">+</a> <strong>Ebook Comunicação na/para Sociedade de Risco</strong> – Abrapcorp</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2025/11/10/primeiro-coloquio-cuidar_com-reune-pesquisa-e-vozes-comunitarias-em-dialogo-sobre-cultura-do-cuidado">+</a> <strong>Colóquio Cuidar_Com: Comunicação e cuidado em tempos de eventos extremos</strong>: pesquisa e prática em diálogo – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/12/protocolo-meteorologico-da-ufrgs-norteia-gestao-de-alertas-para-eventos-climaticos">+</a> <strong>Protocolo Meteorológico para Eventos Climáticos</strong> – UFRGS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/01/09/defesa-civil-rs-implementa-sistema-de-acessibilidade-nas-comunicacoes-de-risco-para-pessoas-com-daltonismo">+</a> <strong>Sistema de acessibilidade Color ADD para comunicação de risco</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2026/05/06/12-coisas-que-voce-pode-aprender-ouvindo-o-podcast-clima-de-crise">+</a> <strong>Podcast Clima de Crise</strong> – UFSM</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/30/defesa-civil-rs-promove-capacitacao-em-comunicacao-de-risco">+</a> <strong>1ª Edição da Capacitação em Comunicação de Risco para Municípios</strong> – Defesa Civil RS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/04/seminario-internacional-de-comunicacao-de-risco-e-cultura-do-cuidado-abre-inscricoes-na-pucrs">+</a> <strong>1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado</strong> – PUCRS</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/08/marcas-da-chuva-pesquisadores-da-ufsm-lancam-serie-documental-sobre-catastrofe-de-2024">+</a> <strong>Marcas da Chuva: pesquisadores lançam série documental sobre catástrofe de 2024</strong> – UFSM</p>
<p> </p>
<p><strong>_______</strong></p>
[caption id="attachment_617" align="alignright" width="600"]<img class="size-full wp-image-617" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/Eldorado-do-Sul-RS-Duda-Fortes-Zero-Hora-2024-e1778507982718.jpg" alt="" width="600" height="400" /> Eldorado do Sul (RS). Duda Fortes / Zero Hora 2024[/caption]
<p><strong>A catástrofe climática de 2024 no Rio Grande do Sul                                          </strong></p>
<p>Durante o fim de abril e o começo de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na região. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Caí, Gravataí, Jacuí, Pardo, Sinos e Taquari, além do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a água invadisse os municípios e áreas no entorno. De acordo com a última atualização da Defesa Civil, <strong>478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos municípios gaúchos), sendo mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas, o que resultou em 185 mortes, mais de 800 feridos e 23 pessoas desaparecidas.</strong> Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre.</p>
<p><strong>Esse episódio foi considerado a maior catástrofe climática da história do RS e seus impactos são sentidos até hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, logística e saúde mental.</strong> A partir deste caso ficaram explícitas várias falhas, a exemplo de comunicação de risco precária, reduzida percepção de risco pela população e gestão pública ineficiente. No período, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo científico e do fenômeno da desinformação orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanitária e a ação por parte da população afetada.</p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Marcas da Chuva: pesquisadores da UFSM lançam série documental sobre catástrofe de 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/08/marcas-da-chuva-pesquisadores-da-ufsm-lancam-serie-documental-sobre-catastrofe-de-2024</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:01:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=611</guid>
						<description><![CDATA[Produção relata inundações sob o ponto de vista de moradores de municípios da Quarta Colônia, na região central do RS.    Lançada em maio deste ano, a série documental &#8220;Marcas da Chuva&#8221; narra histórias de famílias da Quarta Colônia que enfrentaram desafios durante as chuvas de maio de 2024. A série faz parte dos projetos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_612" align="alignright" width="240"]<img class="size-medium wp-image-612" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/image-240x300.jpeg" alt="" width="240" height="300" /> Cartaz oficial Marcas da Chuva[/caption]
<p><strong><em>Produção relata inundações sob o ponto de vista de moradores de municípios da Quarta Colônia, na região central do RS. </em></strong></p>
<p> </p>
<p dir="ltr">Lançada em maio deste ano, a série documental "<strong>Marcas da Chuva</strong>" narra histórias de famílias da Quarta Colônia que enfrentaram desafios durante as chuvas de maio de 2024. A série faz parte dos projetos Governança e Multidimensionalidade dos Riscos Climáticos, financiado pela Fapergs, e Comunicação de Proximidade, financiado pelo PROEXT/CAPES, e produzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>
<p dir="ltr"> </p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“<strong>Trata-se de um esforço de registro da memória e sua lição de resiliência, testemunho da desafiadora relação humana com o ambiente</strong>”, define Ada Silveira, coordenadora do projeto e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros episódios já estão no ar, nas redes sociais do projeto, com novos episódios todas as segundas e quintas-feiras. A data escolhida para a estreia, 04 de maio, marca os dois anos do início das inundações de 2024 na região.</p>
<p dir="ltr">“A resiliência social começa quando entendemos a dimensão do risco e dos danos de se enfrentar um desastre como as inundações que vivenciamos em nossa região. E dar voz ao relato de pessoas que viveram isso na pele e foram profundamente marcadas é uma forma de levar essa sensibilização ao público. Além disso, contar essas histórias, muitas vezes esquecidas em meio a tantos desastres enfrentados no Estado no mesmo período, é uma forma de lembrar que a Quarta Colônia também foi severamente afetada”, explica Dafne Pedroso, diretora da série.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">São mais de 12 entrevistas distribuídas em dez episódios com cerca de seis minutos de duração. Cada episódio conta a história de um morador ou família dos municípios de Silveira Martins, Nova Palma, Agudo, Faxinal do Soturno, Restinga Sêca e Dona Francisca, além de um episódio final que conta com relatos de toda a equipe que participou da construção da série.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">“O mergulho nas histórias foi intenso. Estar imersa por horas e dias em cada uma destas tragédias foi um grande desafio. Ouvir e relatar o sentimento dos moradores ao passarem por um desastre, contando sobre suas perdas e medos, foi angustiante, mas também uma enorme responsabilidade”, relata Camila Pereira, diretora de produção.</p>
<p dir="ltr"> </p>[caption id="attachment_613" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-613" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/image-1-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" /> Alguns moradores perderam familiares, casas, mobília, documentos e recordações de família, como o servidor público aposentado Romeu Lemes, de Silveira Martins. Três mortes foram registradas na Quarta Colônia: em Pinhal Grande, São João do Polêsine e Silveira Martins | Foto: Rafael Bald (UFSM).[/caption]<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span style="color: #0000ff"><strong>Os projetos</strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Governança e multidimensionalidade dos riscos climáticos</strong>:<strong> abordagem multidisciplinar em Comunicação de proximidade, Interpretação geopatrimonial e Economia Ecológica aplicada aos Geoparques Unesco no Rio Grande do Sul</strong> é um projeto do Poscom/UFSM, financiado pela Fapergs através de edital para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento voltado a desastres climáticos. Sob coordenação das professoras Ada Cristina Machado Silveira, Laura Storch e Marlise Dal Forno, o projeto faz parte de parceria entre a UFSM e as universidades Unipampa e UFRGS.</p>
<p dir="ltr">Já o projeto <strong>Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia</strong>, financiado pelo PROEXT CAPES, busca promover a integração entre a universidade e a comunidade da Quarta Colônia. Entre os principais objetivos do projeto coordenado pela professora Aline Dalmolin, estão o levantamento da malha de comunicação local, o fortalecimento do sistema de alerta e protocolos comunicacionais e ações voltadas à educomunicação, visando combater a desinformação climática.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span style="color: #0000ff"><strong>Assista aos dois primeiros episódios:</strong></span></p>
<ul>
<li><b>Primeiro episódio, no Youtube: </b><a href="https://youtu.be/1_klC3Yecu4?si=VZk2lEjU-qik0lBS" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/1_klC3Yecu4?si%3DVZk2lEjU-qik0lBS&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw17n06BbHrnILeTEEPUSovQ">https://youtu.be/1_<wbr />klC3Yecu4?si=VZk2lEjU-qik0lBS</a></li>
<li><b>Segundo episódio, no Youtube:</b> <a href="https://youtu.be/sGAOW0MHTuY?si=qZPy1It0XMpLb5J2" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/sGAOW0MHTuY?si%3DqZPy1It0XMpLb5J2&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw2rlnPxsOd3_OumrLdiaOob">https://youtu.be/<wbr />sGAOW0MHTuY?si=<wbr />qZPy1It0XMpLb5J2</a></li>
</ul>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr">_________</p>
<p dir="ltr"><strong>Serviço - Série Marcas da Chuva</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>O quê</strong>: série documental que narra as enchentes de 2024 a partir de histórias de famílias da Quarta Colônia</p>
<p dir="ltr"><strong>Quando</strong>: todas as segundas e quintas-feiras, a partir de 04 de maio.</p>
<p dir="ltr"><strong>Onde:</strong> Instagram <a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade/&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw3xvgVYWfbC2d0RuvbvdU6R">@comunicacaodeproximidade</a> / Facebook <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=61565910815730" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/profile.php?id%3D61565910815730&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw3JaDbgiyFcJmywCykQBaNe">Comunicação de proximidade</a> / Youtube <a href="https://www.youtube.com/@Comunica%C3%A7%C3%A3odeProximidadeUFSM" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/@Comunica%25C3%25A7%25C3%25A3odeProximidadeUFSM&amp;source=gmail&amp;ust=1778345041341000&amp;usg=AOvVaw1E5haVYAqk4wOMvxH-gDKd">@ComunicaçãodeProximidadeUFSM</a></p>
<div align="left"> </div>
<p dir="ltr">Fonte: Projeto Governança e Multidimensionalidade dos Riscos Climáticos (Poscom/UFSM)</p>
<p dir="ltr">Jornalistas responsáveis: Dafne Reis Pedroso da Silva, Ana Luiza Dutra e Gabriele Bordin.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Do furo à blindagem: a ascensão do Jornalismo como gestão de risco reputacional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/05/do-furo-a-blindagem-a-ascensao-do-jornalismo-como-gestao-de-risco-reputacional</link>
				<pubDate>Tue, 05 May 2026 19:03:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Tânia Teixeira Pinto, PhD. | Professora de Gerenciamento de Crise e Reputação da Faculdade Cásper Líbero   O lançamento de “O Diabo Veste Prada 2” transcende a mera expectativa de uma sequência cinematográfica; ele se posiciona como um comentário cultural incisivo sobre as dinâmicas em constante mutação do jornalismo contemporâneo. Longe de ser apenas uma [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Por <strong>Tânia Teixeira Pinto</strong>, PhD. | Professora de Gerenciamento de Crise e Reputação da Faculdade Cásper Líbero</p>
<p> </p>
<p>O lançamento de “O Diabo Veste Prada 2” transcende a mera expectativa de uma sequência cinematográfica; ele se posiciona como um comentário cultural incisivo sobre as dinâmicas em constante mutação do jornalismo contemporâneo. Longe de ser apenas uma continuação da icônica saga de Andy Sachs e Miranda Priestly no efervescente mundo da moda, o filme emerge como um espelho perspicaz das transformações profundas que a indústria da informação enfrenta. Em um cenário onde as mídias tradicionais enfrentam desafios sem precedentes – desde a diminuição de tiragens e audiências até a pressão por monetização em plataformas digitais e a ascensão vertiginosa das redes sociais como fontes primárias de notícias – o filme ilumina duas lições fundamentais que moldam a profissão: a reputação como o novo epicentro do poder e a imperativa necessidade do jornalista em cultivar uma marca pessoal distintiva.</p>
<p> </p>
<p><strong>Reputação é o novo poder: a ascensão do Jornalismo como gestão de risco reputacional</strong></p>
<p>No intrincado universo de “O Diabo Veste Prada 2”, a reputação é apresentada não apenas como um atributo desejável, mas como um ativo estratégico inestimável e uma fonte inquestionável de poder. O filme habilmente demonstra como o jornalismo, em sua forma mais elevada e ética, pode ser instrumentalizado não somente para a disseminação de informações, mas também para a meticulosa gestão da imagem e a mitigação de riscos reputacionais de figuras proeminentes e conglomerados empresariais. A credibilidade, forjada na apuração rigorosa, na verificação de fatos e na apresentação imparcial das informações, emerge como o pilar central para a construção e sustentação de uma reputação inabalável.</p>
<p>Em um ecossistema midiático caracterizado pela fragmentação, pela velocidade estonteante da informação e pela proliferação de notícias falsas e desinformação, a capacidade de um veículo de comunicação ou de um profissional de imprensa de manter a integridade e a objetividade torna-se um diferencial competitivo crucial. A gestão de risco reputacional, tradicionalmente confinada aos domínios das relações públicas e da comunicação corporativa, agora se integra intrinsecamente à prática jornalística. A narrativa do filme, ao retratar Miranda Priestly navegando pelas turbulentas águas do declínio do jornalismo impresso e pela crescente influência de magnatas da tecnologia que frequentemente priorizam o lucro e o engajamento sobre a ética e a qualidade da informação, ressalta a importância vital de uma reputação sólida em tempos de incerteza, escrutínio público incessante e a constante ameaça de crises de imagem.</p>
<p>O filme sugere que, em um mundo onde a confiança é um bem escasso e a atenção do público é disputada a cada segundo, a reputação de um jornalista ou de uma publicação pode ser o fator determinante para a sua sobrevivência e relevância. A capacidade de influenciar a percepção pública e de moldar narrativas torna-se uma forma de poder que pode ser tão ou mais impactante do que o poder econômico ou político. A gestão proativa da reputação, portanto, não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para o jornalismo que busca manter sua autoridade, seu impacto na sociedade e sua própria existência. A crise de credibilidade que assola muitas instituições jornalísticas hoje é um testemunho da fragilidade da reputação quando não é diligentemente protegida e cultivada. O filme, ao que parece, captura essa tensão, mostrando como os personagens precisam adaptar suas estratégias para preservar o que lhes resta de influência e poder.</p>
<p> </p>
<p><strong>Jornalista hoje também precisa ser uma marca pessoal: além da apuração e da escrita</strong></p>
<p>A revolução digital redefiniu radicalmente o perfil e as exigências do jornalista moderno. A mera excelência técnica – a habilidade de apurar com precisão, escrever com clareza e construir uma rede de fontes confiáveis – embora ainda essencial, já não é suficiente para garantir o sucesso ou mesmo a empregabilidade. “O Diabo Veste Prada 2” enfatiza uma nova e premente demanda sobre os profissionais da área: a necessidade de performar, aparecer e engajar com o público. O jornalista contemporâneo é, de fato, uma marca em si mesmo, compelido a cultivar sua própria audiência e a projetar sua visibilidade para assegurar sua relevância e prosperidade profissional.</p>
<p>A jornada de Andy Sachs, que retorna à revista Runway em um momento de profunda crise editorial, e a ascensão meteórica de Emily Charlton como uma executiva de alto escalão no setor de luxo, servem como metáforas para a nova realidade do jornalismo. Elas ilustram que a visibilidade, a capacidade de influenciar e a construção de uma identidade pública são tão cruciais quanto o talento jornalístico intrínseco. Em um panorama de orçamentos cada vez mais restritos, demissões em massa e a obsessão por métricas de engajamento e cliques, a edificação de uma marca pessoal robusta permite ao jornalista não apenas sobreviver às adversidades do mercado, mas também se destacar, ampliar seu alcance e exercer sua influência de maneira mais eficaz.</p>
<p>Isso implica em uma presença estratégica e ativa em plataformas digitais, na participação qualificada em debates públicos, na curadoria de conteúdo que ressoa com sua audiência e na criação de narrativas que transcendem os formatos tradicionais. A construção de uma marca pessoal forte permite ao jornalista estabelecer uma conexão direta e autêntica com seu público, transformando-o em um formador de opinião e em uma fonte de informação confiável e reconhecível. Em última análise, a marca pessoal se torna um diferencial competitivo, uma garantia de empregabilidade e uma plataforma para a inovação e a experimentação no campo jornalístico. O jornalista que consegue construir uma audiência fiel e engajada não apenas fortalece sua própria posição, mas também agrega valor à instituição para a qual trabalha, ou mesmo cria sua própria plataforma independente. A capacidade de se comunicar diretamente com o público, sem intermediários, é um poder que os jornalistas de gerações anteriores não possuíam, e que agora se torna um pilar fundamental para a sustentabilidade da carreira.</p>
<p> </p>
<p><strong>O cenário do Jornalismo refletido em “O Diabo Veste Prada 2”</strong></p>
<p>O filme, ao que tudo indica, não se esquiva de abordar as duras realidades do mercado editorial. A luta de Miranda Priestly para manter a relevância da Runway em meio ao declínio das revistas impressas e a crescente dominância digital é um reflexo direto da crise que muitos veículos de comunicação enfrentam. A menção a demissões, orçamentos enxutos e a influência de bilionários da tecnologia que buscam remodelar a mídia à sua imagem e semelhança, são elementos que ressoam com a realidade atual. A pressão por métricas de resultados e a necessidade de “performar” não são apenas desafios para os personagens, mas para toda a indústria. A forma como Andy Sachs e Emily Charlton se adaptam a este novo cenário, cada uma à sua maneira, oferece um vislumbre das estratégias de sobrevivência e sucesso.</p>
<p> </p>
<p><strong>Conclusão aprofundada: o futuro do Jornalismo em um mundo em transformação</strong></p>
<p>“O Diabo Veste Prada 2” vai além do entretenimento, oferecendo uma análise perspicaz das complexidades e desafios que o jornalismo enfrenta na segunda década do século XXI. Ao explorar temas como a gestão de risco reputacional, a credibilidade como ativo inestimável e a imperatividade da marca pessoal para o jornalista, o filme não apenas cativa, mas também incita uma reflexão profunda sobre o futuro da profissão. Em um mundo saturado de informações e onde a atenção do público é um recurso cada vez mais escasso, a reputação inabalável e uma marca pessoal autêntica emergem como os pilares essenciais para a relevância, a sustentabilidade e o sucesso duradouro no jornalismo.</p>
<p>O filme nos lembra que, embora o glamour e a superficialidade possam dominar o cenário da moda, os princípios de integridade, adaptabilidade e a busca incessante pela verdade continuam sendo a essência de um jornalismo impactante e significativo. A capacidade de se reinventar, de abraçar novas ferramentas e de entender as expectativas de um público em constante evolução será o que definirá os jornalistas e as organizações de mídia que prosperarão nesta nova era. A mensagem final é clara: o jornalismo, para sobreviver e florescer, precisa se adaptar, valorizar sua reputação e capacitar seus profissionais a serem não apenas contadores de histórias, mas também marcas confiáveis em um mar de informações. A relevância não será mais ditada apenas pela instituição, mas também pela força e autenticidade da voz individual do jornalista.</p>
<p> </p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<p>Nogueira, E. (2026).  Realidades que “O Diabo Veste Prada 2” mostra sobre a evolução do jornalismo. LinkedIn. Disponível em: <a href="https://pt.linkedin.com/posts/ellen-nogueira-6332067_-realidades-que-o-diabo-veste-prada-2-activity-7456888972905074688-KXU_">https://pt.linkedin.com/posts/ellen-nogueira-6332067_-realidades-que-o-diabo-veste-prada-2-activity-7456888972905074688-KXU_</a> </p>
<p>____________</p>
<p><strong>Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.</strong></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado abre inscrições na PUCRS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/05/04/seminario-internacional-de-comunicacao-de-risco-e-cultura-do-cuidado-abre-inscricoes-na-pucrs</link>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:41:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para o 1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, que será realizado de 26 a 28 de maio, na PUCRS. O evento também recebe submissões de resumos para o 2º Colóquio Científico Cuidar_Com, que integra a programação. Promovido pelo Grupo de Pesquisa Cuidar_Com, vinculado ao Programa de [&hellip;]]]></description>
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<p><em><img class="alignright size-full wp-image-609" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/05/1776951093069-e1777898371420.jpg" alt="" width="580" height="225" /></em>Estão abertas as inscrições para o 1º Seminário Internacional de Comunicação de Risco e Cultura do Cuidado, que será realizado de 26 a 28 de maio, na PUCRS. O evento também recebe submissões de resumos para o 2º Colóquio Científico Cuidar_Com, que integra a programação.</p>
<p>Promovido pelo Grupo de Pesquisa Cuidar_Com, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da PUCRS, o seminário reúne pesquisadores, docentes, estudantes de pós-graduação, gestores públicos e lideranças comunitárias para discutir o papel da comunicação de risco no enfrentamento de eventos extremos.</p>
<p>Com o tema <em>Inovações comunitárias para a proteção coletiva em eventos extremos</em>, a proposta é ampliar o diálogo entre academia e sociedade, apontando caminhos para o desenvolvimento de metodologias que fortaleçam a prevenção, a resposta social e a redução dos impactos de desastres.</p>
<p>A programação reúne palestrantes nacionais e internacionais, como Fabienne Brugère (Universidade Paris 8), Karla Palma (Universidad de Chile), Norma Valencio (UFSCar), Raquel Recuero (UFPel), Cora Quiteros (UTFPR) e Maria Isabel Bellini (PUCRS), em diálogo direto e horizontal com lideranças comunitárias como Mãe Bia (Ilha da Pintada), Jamaica (Quilombo dos Machado), João Rocha (Fundação Pão dos Pobres) e Paulo Sérgio da Silva (Sarandi), valorizando saberes territoriais e experiências vividas.</p>
<p>O seminário é realizado em parceria com a Escola Municipal Liberato Salzano, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, território diretamente impactado pelas inundações de 2024, consideradas o maior desastre hidrológico da história do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Como parte da programação, ocorre também o 2º Colóquio Científico Cuidar_Com. Todos os inscritos para o Seminário podem submeter, até o dia 11 de maio, resumos científicos para apresentação presencial ou remota.</p>
<p>O evento conta com o apoio da Fapergs, por meio do Edital de Apoio a Eventos Científicos, além do Programa Fulbright e do Proext-Capes.</p>
<p>Mais informações e inscrições: <u><a href="https://app.ciente.studio/seminariocuidarcom">https://app.ciente.studio/seminariocuidarcom</a></u></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Defesa Civil RS promove capacitação em comunicação de risco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/30/defesa-civil-rs-promove-capacitacao-em-comunicacao-de-risco</link>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:48:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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						<description><![CDATA[A Defesa Civil RS promove no dia 4 de maio a 1ª Edição da Capacitação em Comunicação de Risco para Municípios. O evento ocorrerá na UFN, em Santa Maria, das 9h30 às 18h15. A capacitação é voltada a gestores e agentes de proteção e defesa civil, profissionais de Comunicação que integram as Coordenadorias Municipais de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright size-full wp-image-607" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-28-at-18.37.20-e1777571139333.jpeg" alt="" width="500" height="750" />A Defesa Civil RS promove no dia 4 de maio a 1ª Edição da Capacitação em Comunicação de Risco para Municípios. O evento ocorrerá na UFN, em Santa Maria, das 9h30 às 18h15.<br /><br />A capacitação é voltada a gestores e agentes de proteção e defesa civil, profissionais de Comunicação que integram as Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, profissionais de Comunicação das Prefeituras Municipais, imprensa e comunidade acadêmica.<br /><br />O curso tem como finalidade capacitar a esfera municipal do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil em conceitos e boas práticas de comunicação de risco para sua aplicação eficaz nas fases de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação.<br /><br />Durante o evento, também será lançada a cartilha "Boas Práticas em Comunicação de Risco", material que será disponibilizado aos participantes.<br /><br />Esta edição do curso é direcionada aos municípios da região de Santa Maria, pertencentes a 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil. Futuramente, a capacitação será ofertada também em outras regiões.</p>
<p>Inscrições no <a href="https://www.defesacivil.rs.gov.br/inscricoes-abertas-para-a-1-edicao">link</a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“100 coisas para saber sobre riscos e desastres”: livro apresenta conceitos de forma didática a fim de popularizar termos técnicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/2026/04/16/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres-livro-apresenta-conceitos-de-forma-didatica-a-fim-de-popularizar-termos-tecnicos</link>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:49:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/institucional/observatorio-crise/?p=603</guid>
						<description><![CDATA[No âmbito do projeto Cidades Sem Risco &#8211; Aprender Para Prevenir, o livro “100 coisas para saber sobre riscos e desastres” tem como objetivo popularizar informações desta área para quem não tem conhecimento especializado no assunto, sendo um material com características comuns à divulgação científica e à educação voltada para redução de riscos de desastres. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignright size-full wp-image-604" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/880/2026/04/100-e1776368884307.jpg" alt="" width="350" height="554" />No âmbito do projeto Cidades Sem Risco - Aprender Para Prevenir, o livro “<a href="https://georisco.ufrn.br/download/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres/">100 coisas para saber sobre riscos e desastres</a>” tem como objetivo <strong>popularizar informações desta área para quem não tem conhecimento especializado no assunto</strong>, sendo um material com características comuns à divulgação científica e à educação voltada para redução de riscos de desastres.</p>
<p> </p>
<p>A ideia é facilitar a compreensão acerca de termos técnicos e, ao mesmo tempo, por meio das perguntas que denominam as seções, fomentar a <strong>compreensão sobre o trabalho dos pesquisadores</strong> que se dedicam à prevenção dos riscos de desastres.</p>
<p> </p>
<p>A explicação dos conceitos é <strong>baseada na literatura interdisciplinar da área</strong> (apresentada ao final de cada capítulo), mas, mais que um glossário ou guia para descomplicar o entendimento da área, esta publicação foi pensada para aproximar o tema de pessoas com pouco repertório científico. Por isso, o esforço em exemplificar situações e tentar <strong>trazer para o cotidiano da população a conversa</strong> tão necessária sobre riscos. Afinal, como já estimam os cientistas, a intensificação das mudanças climáticas aumentará a frequência e força das ameaças desencadeadoras de desastres.</p>
<p> </p>
<p>A proposta é baseada nas experiências que atravessam o <strong>Projeto Multirrisco</strong> (institucionalmente chamado “Aprimoramento da gestão local de riscos ambientais-urbanos para cenários multirrisco frente à emergência climática: instrumentos inovadores e participação social”), uma iniciativa de pesquisa interinstitucional entre Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com financiamento da Capes e do CNPq, e a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Natal, Rio Grande do Norte, documento técnico que contribui com a política local de gestão de riscos e é impulsionada pelo Governo Federal.</p>
<p> </p>
<p>Acesse e baixe o livro <a href="https://georisco.ufrn.br/download/100-coisas-para-saber-sobre-riscos-e-desastres/">aqui</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        