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Com o uso da tecnologia, a UFSM visita o passado e resgata a origem dos dinossauros

Paleontólogo Dr. Flávio Pretto do CAPPA/UFSM reconstruindo digitalmente o esqueleto do dinossauro Bagualosaurus agudoensis através de modelos virtuais.

Em um dos projetos do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM), chamado “Tomografia computadorizada e modelagem tridimensional aplicadas ao estudo de vertebrados extintos”, são realizadas pesquisas sobre técnicas de tomografia computadorizada, que são responsáveis pela geração de modelos tridimensionais dos fósseis. Estas pesquisas resgatam informações sobre a anatomia dos fósseis localizados, bem como informações paleobiológicas. 

A tomografia computadorizada aplicada ao estudo dos vertebrados extintos possibilita a manipulação virtual dos modelos tridimensionais dos fósseis, o que possibilita a preservação dos modelos originais. Além disso, através dos modelos e simulações computacionais, também é possível recriar os movimentos dos animais extintos e entender como estes se locomoviam. Este campo de pesquisa, que tem promovido significativos avanços em estudos da área da paleontologia, leva o nome de “Morfologia Digital”.  

Tipos de tomógrafos a serem utilizados no projeto. A) Tomógrafo médico convencional (CT-Scan) (clínica particular em Porto Alegre). B) Microtomográfo (µCT-Scan) (Universidade Federal do Paraná). Fonte: Leonardo Kerber.

Coordenado pelo Prof. Dr. Leonardo Kerber, o projeto conta com a participação dos paleontólogos do CAPPA/UFSM e alunos de pós-graduação em Biodiversidade Animal da universidade. O projeto possui apoios externos, como a clínica DIX – Diagnóstico por Imagem de Santa Maria/RS, que permite a utilização de seus tomógrafos para os fins do projeto. Este grande empenho que envolve o projeto, possibilitando a aproximação entre universidade e sociedade, estimula a pesquisa e suas tecnologias e também fomenta o desenvolvimento científico/tecnológico no interior do estado do Rio Grande do Sul. 

A partir deste projeto, trabalhos científicos já foram finalizados e outros estão em andamento, que foram e ou estão sendo publicados em periódicos de grande circulação entre os acadêmicos da área. Além disso, há trabalhos para serem submetidos em 2019.

Apesar do projeto já ter colhido muitos frutos e mostrado suas competências, Leonardo comenta que “utilizar metodologias que empregam tecnologia é sempre um desafio, uma vez que normalmente estas exigem recursos.” Assim, buscar financiamento é fundamental para a manutenção destas pesquisas. Até o momento, dois projetos já foram contemplados, sendo um deles em âmbito internacional pela Paleontological Society, Sepkoski Grants Committee, intitulado “In the shadow of early dinosaurs” – CT-Scanning a small non-mammaliaform cynodont from the Upper Triassic of southern Brazil: insights on its internal anatomy and its relevance for the understanding of the origin of the mammalian brain (2018-2019).

Uma das grandes expectativas do coordenador para o projeto é que este se consolide como linha de pesquisa, além de firmar alianças  e a atualização constante sobre os estudos. “Como essa área está em constante crescimento, é de vital importância nos mantermos atualizados, e para isso, é importante que futuramente possamos buscar parcerias com outras instituições nacionais e internacionais”, falou ele.

 

Mostra Paleontológica: aberta para visitação de segunda a sábado, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h. Faça o agendamento de turmas pelo telefone: (55) 3269-1022.

Texto por: J. Antônio de Souza Buere, acadêmico de Comunicação Social – Produção Editorial e bolsista do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE

Edição: Wellington Gonçalves, relações públicas do Núcleo de Divulgação Institucional do CCNE