
O Formula UFSM estabeleceu um novo marco na história das competições de protótipos de carros ao atingir o menor tempo de aceleração já registrado por uma equipe no Brasil na Fórmula SAE que ocorreu durante os dias 30/07 a 01/08 em Piracicaba/SP. Ao percorrer 75 metros em apenas 3,706 segundos, o protótipo Ares FU-25, projetado por estudantes da UFSM e apresentado ao público recentemente, passa a liderar o ranking continental de desempenho na principal competição acadêmica da modalidade.
O resultado foi validado em ambiente oficial de competição, conforme os critérios técnicos da organização da Fórmula SAE, e posiciona a equipe da UFSM como referência em inovação e alta performance no continente americano. Apenas uma equipe austríaca detém tempo superior a UFSM no cenário mundial. O novo tempo de aceleração pode significar também um recorde continental; entretanto, a informação ainda não foi confirmada pela organização da competição.
A competição
A Fórmula SAE (FSAE) é uma competição internacional de engenharia para estudantes universitários, organizada pela Society of Automotive Engineers (SAE), que reúne estudantes de engenharia de diversas universidades do mundo. O desafio é projetar, construir e competir com protótipos de carros de corrida, aplicando conhecimentos técnicos, inovação e trabalho em equipe. No Brasil, a Fórmula SAE é reconhecida como a maior competição estudantil na área de mobilidade automotiva.
A prova de aceleração, na qual a equipe UFSM bateu o recorde, avalia o tempo que o veículo leva para percorrer um trecho de 75 metros, medindo sua capacidade de aceleração rápida e desempenho dinâmico. Cada equipe pode fazer duas tomadas com cada um dos dois pilotos inscritos para a prova, totalizando quatro tentativas. A prova demonstra a eficiência do motor, a tração, a aerodinâmica e a leveza do veículo, fatores que influenciam diretamente o desempenho nas pistas.
Formula UFSM

O Formula UFSM é uma equipe de competição de protótipos automobilísticos baseada no Centro de Tecnologia (CT) da universidade. Fundado em 2010 sob coordenação do professor Mário Martins, do Departamento de Engenharia Mecânica, e co-orientação dos professores Fernando Bayer, do CTISM, Roberto Hausen, do Departamento de Expressão Gráfica, e Ronaldo Glufke, do Departamento de Desenho Industrial. Ao longo de sua trajetória, a equipe conquistou posições de destaque no cenário nacional. Em 2011, tornou-se a primeira equipe da região Sul a ficar no Top 10 nacional da Fórmula SAE Brasil, alcançando o 8º lugar. Em 2012, foi vice-campeã da competição nacional, o que lhe permitiu representar o Brasil na etapa internacional em Lincoln, nos Estados Unidos.
Formado por estudantes de diferentes cursos da UFSM, o Formula UFSM tem sua sede no Centro de Tecnologia e é responsável por todas as etapas do projeto, desde o planejamento e modelagem até a construção e testes do veículo. A presente conquista é fruto de anos de pesquisa aplicada, inovação tecnológica e trabalho multidisciplinar.
Relato dos participantes

O acadêmico Luiz Coelho, estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe durante a temporada, ressalta que a conquista é fruto de um esforço coletivo e antigo: “Dá muito orgulho falar que a UFSM tem o carro mais rápido do Brasil. O recorde veio como uma recompensa por todo o trabalho árduo que foi feito durante muitos anos”.
O protótipo Ares foi conduzido nas provas por dois pilotos. Patrick Barcelos, acadêmico de engenharia elétrica e piloto da prova de aceleração, destaca que “Ares foi fruto da integração de todo o pessoal da equipe, todos os subsistemas trabalharam em conjunto. Eu acho que foi o diferencial desse projeto em específico”, “Nosso carro ter sido recordista foi indescritível, foi um espelho do nosso esforço e empenho com o projeto ”, diz Guilherme Moraes, acadêmico de tecnólogo de fabricação mecânica que também foi piloto da prova de aceleração.
Com o recorde nacional, a Universidade Federal de Santa Maria reforça sua posição de destaque na engenharia, evidenciando a excelência da formação técnica e o potencial transformador da pesquisa desenvolvida no ambiente acadêmico.
Texto por Lia Guerreiro, acadêmica de jornalismo, com supervisão da Subdivisão de Comunicação do CT/UFSM
Fotos: Gabriela Mendes
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