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Incubadora social: um projeto da Universidade para a sociedade



Desde o final do ano passado, a Incubadora Social é assunto em toda a Universidade. Para quem ainda não conhece, trata-se de um projeto da Pró-reitoria de Extensão da UFSM, que tem o objetivo de agregar ações oriundas da sociedade, ou seja, de pessoas que não passam pela Universidade e quem está em situação de vulnerabilidade social.

A ideia da Incubadora como programa é ser uma alternativa aos empreendedores da cidade de Santa Maria, da região e, mais tarde, do estado, ao tradicional elemento de constituição de uma empresa. Segundo o pró-reitor de Extensão, João Rodolpho Amaral Flores, “é muito complicado desenvolver empresas ‘pequenas’ dentro do mercado, até porque 70% ou 80% delas nascem e desaparecem. Essas pessoas que estamos ajudando são aquelas que vivem de forma alternativa na comunidade”, explica. A ideia da Incubadora Social é distinta da Incubadora Tecnológica, já que nesta última atuam empresários já consolidados, ou jovens empresários que passaram pela Universidade e que vieram constituir uma empresa, que tem mercado profissional já garantido e se submetem as regras da legislação pra conseguir uma empresa e fazer ela funcionar.

Segundo Flores, a Incubadora Social parte do princípio de que todos nós temos um conhecimento muito grande dentro da comunidade, que é o conhecimento que predomina no mundo, a tecnologia social. É aquele conhecimento que, muitas vezes, é do carpinteiro, marceneiro, cozinheiro, pedreiro, comerciário, da dona de casa, que não passam pela Universidade, mas geram um produto. E esse produto, muitas vezes, pode atender a demanda do mercado. E pode ser uma alternativa de sobrevivência para uma pessoa, uma família ou um grupo de pessoas.

No entanto, a intenção do projeto é ser voltado para um grupo de pessoas. “Nós pretendemos que a Incubadora Social, ao longo do tempo, venha constituir pequenas cooperativas, que vão se especializar em um determinado objeto. Esse objeto é um produto. Ou seja, um grupo que vai trabalhar com alimentos, outro com adereços e enfeites, com a produção de erva-mate, ou com alimentos alternativos”, ressalta o pró-reitor.

A seleção para os projetos que queriam ingressar na Incubadora foi feita no final do ano. Já a fase de pré-incubação será, de acordo com o cronograma, de março de 2013 até março de 2014. Nessa fase, seis projetos titulares e cinco suplentes participarão de um trabalho de preparo para entender o que é uma incubadora, qual o potencial do produto e a possibilidade de crescimento no futuro. “Estar dentro da Incubadora Social significa estar dentro da Universidade, fazendo cursos de formação, qualificação, trabalho em laboratórios para avaliar o produto, além de participar de eventos na cidade ou fora”, explica.

A Incubadora Social conta com três linhas de atuação, escolhidas levando em conta as características da cidade de Santa Maria. É composta por empreendedorismo cultural, já que Santa Maria é amplamente conhecida pela produção cultural; agroindústria familiar, pela grande demanda de alimentos e pela contribuição que cursos da UFSM dão para excelência da produção desses produtos; e economia popular e solidária, tendo em vista o histórico da cidade com o cooperativismo.

“A Incubadora é um desafio que visa mudar paradigmas dentro da Universidade. Nós vamos aprender mais com a sociedade do que ensinar a sociedade. Nós vamos receber os produtos da sociedade e tentar contribuir para que este produto tenha uma validade social. Nós vamos produzir para o mercado”, ressalta João Rodolpho.

Para o projeto da Incubadora, há equipes técnicas de incubação. Já na fase de seleção das propostas, participaram professores, alunos e servidores da Universidade que montaram uma equipe e avaliaram cada um dos projetos. Isso significa que quem vai dar todo o acompanhamento são alunos da graduação de semestres avançados com amplo conhecimento sobre aquele produto, alunos da pós-graduação, que vem desenvolvendo suas teses e dissertações na área específica, e professores e técnico-administrativos. Para cada projeto, pode ser necessário formar equipes com colaboradores de vários cursos. Serão equipes disciplinares e multidisciplinares.

O processo de incubação está previsto para iniciar em março deste ano. Primeiramente, haverá um curso de formação entre alunos e servidores para preparação, para depois poder atuar junto às pessoas.

Abaixo, você pode conferir a listagem de projetos aprovados para incubação:

– Construindo o futuro: Fábrica de instrumentos musicais da Orquestra de Percussão Cuíca, coordenado por J. Everton Rozzini.

– Birô de Empreendedorismo Cultural, coordenado por Rose Carneiro.

– Pão e Ponto, coordenado por Maria Cristina Meirelles.

– Santa Maria Feita à Mão, coordenado por Carmem Spiazzi Nascimento.

– Grupo de Mulheres Artesãs, coordenado por Cleuza Rejane dos Santos Xavier.

– CCI Vila Carolina, coordenado por Vânia Colares.

Foto: Luciele Oliveira – Acadêmica de Jornalismo.

Repórter: Andréa Ortis – Acadêmica de Jornalismo.

Edição: Lucas Durr Missau.

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