As frutas e hortaliças precisam
de tratamento adequado mesmo após sua colheita, pois, no momento em que são
cortadas, essas plantas sofrem uma série de alterações. Já existem alternativas
que visam aumentar a vida útil de frutas e hortaliças dispostas em prateleiras
de feiras e supermercados. E é em torno dessa temática que a Prof. Dr. Marta
Weber do Canto, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos, vem
direcionando seus estudos.
Marta possui Doutorado em Frutas
e Hortaliças pela Unicamp. Ministra a disciplina de Tecnologia de Frutas e
Hortaliças, para o curso de Tecnologia em Alimentos, e também a de Tecnologia
de Produtos de Origem Vegetal, para a Agronomia. Essa última disciplina é
dividida em três temáticas: bebidas, tecnologia em óleos e tecnologia em frutas
e hortaliças. Em meio a isso, a professora desenvolveu interesses em avançar
estudos na área e expandi-los para além da sala de aula.
A pesquisadora trabalha com as
temáticas de frutas e hortaliças minimamente processadas e acondicionadas em
atmosfera modificada, e a inclusão de revestimento comestível aos produtos. Um
exemplo é a cera comestível que envolve a maçã, a qual, ao mesmo tempo que
protege a fruta, também pode ser degustada. Ela ressalta que essas alternativas
já existem e são eficientes, porém, na região sul do país ainda apresentam-se
escassas.
Dessa forma, Marta pretende
colocar em prática para o próximo ano um projeto que realize pesquisas na
tentativa de auxiliar produtores e consumidores a terem um melhor
aproveitamento dos produtos. Entre as principais temáticas a serem pautadas
estão estudar a adição de agentes antimicrobianos e antioxidantes, visando
aumentar a vida útil das plantas; abreviar o tempo de preparo dos alimentos
para o consumo, em vista de homens e mulheres que trabalham fora e têm pouco
tempo para preparar as refeições; e ampliar o número de produtos minimamente
processados ou com atmosfera modificada na região sul do país.
Marta ainda explica que as perdas
pós-colheita no Brasil são muito expressivas e que os produtores precisam ser
alertados sobre a maneira de lidar com as frutas e hortaliças após a colheita.
Ela afirma que o ato de jogar e pressionar as plantas em caixas é um erro frequente
que causa grave danificação. Mantê-las em ambientes com baixas temperaturas (3
a 5°C) logo após a colheita também é tarefa essencial para a conservação das
plantas. “Os produtores teriam mais valor agregado ao produto e, com isso,
frutas e hortaliças teriam maior vida de prateleira”, afirma.
O projeto “Possibilidade de aumento da vida de frutas e hortaliças minimamente
processadas” já está elaborado e Marta pretende colocá-lo em andamento quando
receber aportes financeiros, que são esperados para 2015. Inicialmente, o
projeto deverá se centrar em pesquisas aprofundadas na área para depois
tornar-se prático e poder auxiliar produtores e consumidores de frutas e
hortaliças. Marta espera contar com a participação de estudantes de graduação
da UFSM e realizar trabalhos em Santa Maria e região.
Caso algum produtor apresente
interesse em receber auxílio no tratamento de suas plantas, este pode entrar em
contato com Marta Weber do Canto, no Campus Sede da UFSM, Centro de Ciências
Rurais (CCR), prédio 43, Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos,
sala 4216.
Texto: Claudine Friedrich
