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​El Niño e La Niña causam mudanças hídricas no RS



Estudo publicado na Revista Ciência e Natura, do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), aborda as
anomalias do balanço hídrico no Rio Grande do Sul, mais especificamente nos
anos de 1987 e 1999, relacionando-o ao balanço hídrico climatológico para o
estado no período de 1977 a
2006.

Analisando também os impactos dos
eventos El Niño, de 1987, e La
Niña, ocorrido em 1999 no Estado, as alunas Morgana Vaz da
Silva, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Cláudia Rejane Jacondino de
Campos e Luciana Barros
Pinto, da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), conseguiram detectar o efeito
desses eventos no regime hídrico, as épocas e regiões do Rio Grande do Sul onde
houve déficits e excesso de água.

Para o cálculo, foram utilizados dados de
temperatura média do ar e precipitação pluviométrica, que foram obtidas no
Instituto Nacional de Meteorologia. Os balanços hídricos foram calculados pelo
método proposto por Thornthwaite e Mather, e a evapotranspiração (que são
perdas de água para o solo e das plantas para a atmosfera), pelo método
Thornthwaite.

No estudo, ficou claro que a atuação do El Niño
Oscilação Sul (Enos) influenciou no regime hídrico do RS dos anos analisados.
No ano de 1987, sob a atuação do El Niño, o extremo sul do RS apresentou baixa
disponibilidade hídrica ao longo de todo o ano, sendo mais úmido que o normal
na maior parte do estado. Já em 1999, com a ação do La Niña, o ano foi mais seco do
que a normal climatológica de 1977
a 2006 e as áreas norte e noroeste do Estado tiveram um
excedente hídrico.

Também foi observado que, nos anos de ocorrência
dos fenômenos El Niño e La Niña,
o Rio Grande do Sul apresentou uma significativa variabilidade espacial da
precipitação pluvial, de forma diferenciada, dependendo da época do ano e da
região. Por este motivo, estudos nesta área são de grande importância, pois a
maior parte da economia do estado é voltada à produção agrícola, que é
totalmente dependente da disponibilidade de água e, consequentemente, sofre
diretamente com os impactos dos excessos e déficits hídricos.

O estudo foi publicado no volume 36 – N°1 da
Revista Ciência e Natura (janeiro a abril de 2014), que pode ser conferida aqui

Vanessa Gonzaga Noronha – colaboradora de
Jornalismo na Revista Ciência e Natura

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