Estudo realizado na
UFSM pela doutoranda Daiana Temp e pela doutora Marlise Bartholomei-Santos com
o principal objetivo de identificar os conhecimentos de genética e suas
relações apresentados pelos alunos após um ano do conteúdo ser estudado nas
escolas, revelou uma deficiência no ensino de genética para alunos do Ensino
Médio de escolas das redes públicas e privadas da cidade. O estudo foi publicado
na revista Ciência e Natura, do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).
Para chegar a esta
conclusão, elas elaboraram um questionário com perguntas que abordavam os
principais conteúdos de genética. O questionário foi aplicado em uma escola da
rede privada de ensino e outra pública estadual. Os nomes das escolas não foram
revelados, com isso foram nomeadas como A e B, respectivamente. 154 alunos,
matriculados no terceiro ano do Ensino médio, participaram da pesquisa, que foi
realizada no segundo semestre de 2013.
Os questionários
continham 12 questões, adaptadas de diversas provas de vestibulares, que
buscavam identificar os conhecimentos que os alunos possuem relacionados à
genética, estudados no Ensino Médio. Ao corrigir os questionários, constatou-se
que os alunos apresentavam concepções errôneas quanto à genética como herança
de DNA mitocondrial, produção de clones e transgênicos, projeto genoma humano e
relação entre genótipo, fenótipo e meio ambiente.
A pesquisa também
mostrou que existe uma falta de eficiência no ensino, já que o fato de o aluno
memorizar o conteúdo é o suficiente para garantir sua nota e, consequentemente,
passar de ano – o que resulta no possível esquecimento dos conceitos
trabalhados em sala de aula.
O estudo ainda enfatiza
a importância do ensino de genética, pois o conhecimento adquirido faz-nos
entender melhor sobre alguns assuntos, como escolher cosméticos que apresentam
em sua embalagem a sigla DNA; sobre a legalização ou não do estudo de
células-tronco; sobre quando perguntamos quando a criança nasce mais parecida com
um de seus pais. Por isso, o artigo deixa claro a necessidade de que o ensino
seja revisto para que os alunos tenham acesso a conhecimentos corretos.
O artigo publicado na
Revista Ciência e Natura volume 36 – N°3 (setembro a dezembro de 2014) pode ser
conferido aqui.
Vanessa Gonzaga Noronha
– colaboradora da Revista Ciência e Natura
