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​Simpósio abordou a fauna silvestre em seus mais diversos aspectos



Minicurso sobre falcoaria foi um dos destaques da programação

De quinta-feira (27) a sábado
(29), aconteceu o 6° Simpósio Gaúcho de Animais Selvagens, cujas atividades
foram desenvolvidas, em sua maioria, no Auditório Flávio Miguel Schneider,
localizado no campus de Santa Maria. O evento contou com minicursos e palestras
com médicos veterinários, zootecnistas, engenheiros ambientais e também
biólogos. Mais de 70 acadêmicos prestigiaram as atividades do simpósio.

Organizado pelo Núcleo de Estudos
e Pesquisa em
Animais Selvagens (Nepas), o evento ocorre de dois em dois
anos, com o objetivo de aprofundar os conhecimentos acadêmicos a respeito da
sobrevivência dos animais silvestres. Estudantes de toda a universidade puderam
participar.

No primeiro dia do simpósio,
ocorreram quatro minicursos: falcoaria como forma de controle de pragas
urbanas, uso da bioacústica em trabalhos com primatas, homeopatia em animais
silvestres, e contenção e semiologia em animais silvestres. Os minicursos
contaram com atividades ao ar livre. Já os próximos dois dias do evento se
concentraram em palestras no auditório.

Na sexta-feira (28), foram
tratados assuntos como legislação ambiental, criação de mamíferos órfãos
(cuidados com hidratação, manipulação e alimentação), nutrição (destacando
saúde, bem-estar e longevidade de aves), gestão ambiental nas rodovias BR-116 e
BR-392, movimentação de elefantes marinhos e manejo de psitacídeos.

Entre as palestras, um dos temas
destacados foram viroses emergentes em animais selvagens. Durante a conferência,
o médico veterinário Helton Fernandes dos Santos, da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, falou sobre as principais viroses que circulam no mundo –
como a provocada pelo ebola, a chikungunya e a síndrome respiratória do Oriente
Médio (Mers) – e tratou das relações que elas têm com animais silvestres.

No sábado (29), a programação
voltou-se para o manejo da fauna silvestre em centros urbanos, acupuntura aplicada
a estes animais, educação ambiental, reintrodução de macacos-prego na natureza,
fauna silvestre no Rio Grande do Sul e reprodução de grandes felídeos em
cativeiro (levando em conta a Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional). Destacou-se
também um levantamento epidemiológico de enfermidades em javalis.         

Texto: Claudine Friedrich, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

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