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Ditaduras e democracias em análise



Reunindo pesquisadores brasileiros, espanhóis
e portugueses, o Congresso Internacional Brasil/Portugal: Ditaduras, Transições
e Democracias discutiu, de segunda (6) a sexta-feira (10), os processos de
ditadura e construções democráticas vividos e vivenciados no Brasil e
em Portugal. Durante
o evento, realizado no CCSH, foram analisados temas como Estado Novo, o golpe
civil-militar de 1964, o Salazarismo, repressão, a descolonização, o papel dos meios
de comunicação, a transição política e redemocratização.

Portugal viveu uma ditadura de 48 anos,
dividida entre a Ditadura Nacional (1926-1933) e o Salazarismo (1933-1974).
Antonio de Oliveira Salazar, principal figura do regime autoritário acontecido
no país luso, morreu em 1970. No entanto, o regime durou mais quatro anos, até
a deflagração da revolução que ficou conhecida como a Revolução dos Cravos.

No Brasil, o Estado Novo teve início em
1937, anunciado por Getúlio Vargas através das rádios. Em 1938, já com eleições
marcadas, o governo delatou a existência do Plano Cohen, que pretendia
instituir no Brasil o comunismo. Foi um período de despotismo, autoritarismo e
também de censura, terminado em 1945.

Dezenove anos depois do fim do Estado
Novo, o país se viu novamente instável politicamente. Com a renúncia de Jânio
Quadros, em
1961, a
Constituição garantia a Jango que ele assumisse o governo. No entanto, mais uma
vez o estigma do comunismo foi pautado pela oposição, porque João Goulart,
mesmo tendo uma política econômica conservadora, propunha as reformas de base.
Goulart governou de
1961 a
1964, ano em que aconteceu o golpe civil-militar, que durou até 1985 e deu vida
a mais uma fase obscura da história brasileira, cheia de mortes,
desaparecimentos, torturas.

“É triste ouvir jovens que nasceram após
1985, que têm menos de 30 anos, passado todo esse tempo, reivindicarem a volta
a um passado recente que tantas marcas deixou na sociedade brasileira,
principalmente em relação às formas autoritárias que nós temos nas
Instituições, nas escolas, a cultura do medo”, ressalta o professor do Programa
de Pós-Graduação em História da UFSM Diorge Konrad.

A democracia não deve ser somente
política, mas também social, econômica. Em países como o Brasil, as transições
democráticas chegam a demorar décadas para se consolidarem. Para que isso seja
possível, “o acesso universal à informação, ao conhecimento, aos bens que a
sociedade produz é o que precisamos para ela se consolidar. O direito universal
à informação e ao conhecimento fortalece a memória sobre o passado. Se você não
conhece a história, a tua memória é fugidia e tende às vezes a chamar o
autoritarismo como uma solução do problema”, reforça Diorge.

O congresso foi uma parceria do Programa de Pós-Graduação em História
com a Unidade Descentralizada de Educação Superior da UFSM
em Silveira Martins
(Udesm) e com a Universidade de Coimbra (Portugal). As conferências, minicursos
e comunicações integradas contaram com a participação de 19 conferencistas e
painelistas.

Germano
Molardi – acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

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