A deflagração de greve dos professores é a pauta de debates na UFSM, na próxima semana. O tema estará em deliberação na segunda, 13, a partir das 13h30, no Auditório do Centro de Educação (Audimax, no prédio 16), no campus de Santa Maria. A deflagração de um movimento paredista também será avaliada em três outros locais:
Quarta, 15 de julho, às 9h, em Palmeira das Missões, no auditório do prédio da Finep;
Quarta, 15 de julho, às 15h, em Frederico Westphalen, no Centro de Convivência dos Servidores.
Quinta, 16 de julho, às 15h, na Sala 3, no prédio do campus da UFSM em Cachoeira do Sul.
Para o presidente da Sedufsm, professor Adriano Figueiró, o momento é fundamental para o debate sobre a greve. Primeiro, por que o movimento, que iniciou no dia 28 de maio, com 19 Instituições Federais (IFE) e que hoje já atinge 39, aproximadamente 60% do total de IFE, tem se fortalecido. Em segundo lugar, em função da intransigência do governo no processo negocial.
Enquanto os servidores reivindicam uma pauta unitária de 20 itens, que inclui um reajuste em parcela única de 27,3%, o Ministério do Planejamento apresentou uma resposta apenas à questão salarial, propondo 21,3% parcelado em quatro anos, o que foi considerado inaceitável por todas as categorias de servidores, tendo em vista que o percentual, além de não cobrir as perdas inflacionárias passadas, gerará mais arrocho nos próximos anos.
Cortes e prioridade política
Na análise de Figueiró, outros elementos se somam no atual cenário. Um deles se refere aos cortes drásticos que estão sendo feitos nas universidades federais. A rubrica de custeio das IFE foi enxugada em 10%, a de investimento terá um corte de aproximadamente 48% e, esta semana, mais outra notícia acachapante, o corte na parte de custeio da pós-graduação, informada pela Capes às universidades.
O presidente da Sedufsm enfatiza que o problema do governo não é a falta de recursos, mas de opção política, que é de viés privatista. Figueiró cita que no ano de 2004, primeiro mandato de Lula, o investido no ensino privado através do Fies equivaleu a R$ 1,6 bilhão. Já o investimento no ensino superior federal correspondeu a R$ 2,6 bilhões. Em 2015, as prioridades se inverteram: o Fies recebeu R$ 15 bilhões, enquanto as IFE receberam R$ 9,5 bilhões, e com esse valor sob cortes.
Texto: Fritz R. Nunes
Imagem: J. Adams Propaganda
Assessoria de imprensa da Sedufsm
