Os principais avanços e conquistas obtidos pela UFSM nos últimos dois anos foram divulgados pela administração central no último sábado (12). A apresentação do Relatório de Gestão 2014/2015 e Perspectivas para 2016/2017 reuniu lideranças políticas, incluindo prefeitos e deputados, representantes de entidades de classe, empresários, pró-reitores, diretores de centros, imprensa, entre outros.
A partir das 9h, os convidados fizeram um tour pelo campus central em três ônibus. Em um dos veículos, o reitor, Paulo Afonso Burmann, repassou informações sobre as principais obras em andamento, como a do prédio que vai abrigar o Departamento de Registro e Controle Acadêmico (Derca), o novo bloco para moradia estudantil e blocos para salas de aula. “Apesar das dificuldades, as obras não pararam”, afirmou, referindo-se ao corte de 30% no orçamento destinado às universidades federais.
Durante o roteiro, em breves paradas, Burmann relatou sobre projetos a serem executados, como os de melhorias nas paradas de ônibus e ampliação da pista multiuso, e explicou a situação de obras inconclusas, a exemplo da Central de UTIs do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Nesses casos, em geral, o atraso se deve a questões relacionadas a licitações ou à previsão financeira das empresas contratadas.
Também foram apontadas, durante o trajeto, obras de expansão no ensino técnico, tanto no Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism) quanto no Colégio Politécnico, os laboratórios mantidos em parceria com a Petrobras, a futura Casa da Comunicação e o prédio que vai abrigar o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), em parceria com o Ibama. Na Estrada do Pains, Burmann lembrou que a Universidade retomou as discussões com vistas ao asfaltamento da via, beneficiando a comunidade como um todo.
Números comprovam avanços
Após parada para visitação ao Centro de Convenções, que deve ser finalizado ainda neste ano, os convidados acompanharam a apresentação do relatório no DTG Noel Guarani.
Mais do que apresentar números, Burmann fez um relato sobre o que a Universidade está fazendo nas mais diferentes áreas e sua importância não apenas para o meio acadêmico, mas para a comunidade em geral. “Estamos em construção, este é um processo contínuo”, ressaltou, destacando a importância de a sociedade se inteirar sobre a UFSM. “A Universidade pertence à comunidade”, enfatizou.
Entre os desafios dos últimos dois anos, o reitor foi aplaudido ao lembrar da implantação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), processo que gerou críticas, mas que agora atinge índices positivos, como 95% de preenchimento de vagas, sendo 44% de Santa Maria, além de ampliar o acesso inclusivo e democrático ao ensino superior. Mesmo iniciante no processo, a UFSM já serve de exemplo para outras instituições que planejam aderir ao Sisu.
Também citou a implantação do campus de Cachoeira do Sul e a reestruturação dos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. “Tudo foi planejado e discutido”, disse. Ações que facilitaram o dia a dia da comunidade acadêmica também foram destacadas, a exemplo do transporte circular no campus central e do transporte intercampi.
Pontos polêmicos também foram abordados, como a instalação da Comissão da Verdade. “A Universidade tem compromisso com a democracia”, afirmou.
Burmann ainda fez referência à Estatuinte, que está sendo discutida pela comunidade acadêmica, ao Descubra UFSM e ao Viva o Campus, um dos 604 projetos de extensão em andamento, que estimula a comunidade a se empoderar do espaço do campus.
Em relação às obras apresentadas durante o tour, o relatório apontou a construção de 15 mil m² desde 2014. Os números apontam também o aumento de 90,9% nas patentes de invenção depositadas e nos convênios internacionais – foram 250 convênios assinados só em 2015, com 140 instituições estrangeiras.
Quanto aos indicadores de qualidade, em 2014 o Índice Geral de Curso (IGC) voltou a crescer, e vem se mantendo acima da média das demais instituições. Atual 16ª no ranking das universidades brasileiras, a intenção é ficar entre as cinco maiores, segundo Burmann. “Temos potencial para estarmos num patamar ainda superior ao que estamos”, afirmou. Os conceitos médios dos cursos de mestrado e doutorado também cresceram na atual gestão (13% e 67%, respectivamente).
No geral, Burmann avaliou que, passados dois anos, aproximadamente 60% do plano de gestão foi atingido. Entre os planos para o próximo biênio, investimentos expressivos em tecnologia da informação e em assistência estudantil, por exemplo. “Em termos de moradia estudantil, vamos experimentar um salto importante nos próximos dois anos”, afirmou, ainda durante o tour.
Convidados destacaram importância da iniciativa
No espaço para manifestações, membros da comunidade acadêmica, políticos e empresários destacaram a importância da iniciativa da administração de apresentar um balanço parcial das ações e as perspectivas.
A diretora do Centro de Educação (CE), Helenise Sangoi Antunes, considerou “um momento histórico”, enquanto o prefeito de Cachoeira do Sul, Neiron Viegas, deu conta da relevância da Instituição para as comunidades nas quais está inserida. “O município nunca mais será o mesmo após a implantação da Universidade”, afirmou.
A superintendente do Husm, Elaine Resener, fez um breve relato dos avanços obtidos após a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), destacando a importância do Husm enquanto hospital universitário público e gratuito. A possibilidade de que a UFSM, por meio da Ebserh, assuma também a gestão do Hospital Regional, foi saudada em outras manifestações.
Burmann voltou a ressaltar a relevância do diálogo com os diferentes setores econômicos. “Precisamos da comunidade para que a Universidade siga atendendo aos seus anseios”, disse.
Por fim, destacou a importância do trabalho de toda a equipe, agradeceu aos servidores pelo empenho e fez menção especial ao vice-reitor, Paulo Bayard, considerado essencial para o êxito da gestão. Após, foi servido almoço aos convidados.





