Na tarde de
segunda-feira (21), os representantes das Casas dos Estudantes e do DCE se
reuniram com o reitor, Paulo Afonso Burmann, para discutir demandas acadêmicas
referentes às políticas de assistência estudantil. Também estiveram presentes
na reunião o pró-reitor de Assuntos Estudantis, João Batista Paiva, e a
pró-reitora substituta, Jane Dalla Corte.
Os estudantes
elencaram como importantes as questões referentes ao atendimento médico dentro
do campus para os moradores das casas. Além disso, discutiu-se na reunião o
problema das vagas nas casas, estratégias para realocar os acadêmicos que estão
alojados no Centro de Eventos e também sobre o atendimento no Restaurante
Universitário.
Neste último ponto,
debateu-se sobre os problemas estruturais que enfrentam os RUs, além da
possibilidade de isenção do valor das refeições para alunos com Benefício
Socioeconômico.
As necessidades em
saúde
Os estudantes
elencaram como questões prioritárias as melhorias em saúde, porque dentro do
campus não existe estrutura que atenda, especificamente, às necessidades dos
moradores das casas. Segundo o reitor, uma ambulância está sendo licitada, e a
Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) está providenciando um concurso para
a contratação de uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros e
técnicos em enfermagem.
A princípio, segundo
Burmann, a projeção é que o posto funcione diariamente por 12 horas, que devem
ser encaixadas num período do dia em que o número de ocorrências é maior. Essa
equipe deverá ser alocada numa área do Centro de Convenções que tenha, além da
equipe, uma sala de exames e todos os equipamentos necessários à disposição.
Além disso, reforçou
Burmann, outro encaminhamento que está sendo dado, em conjunto com o Husm, é a
articulação com a Unidade Básica de Saúde do Bairro Camobi para o atendimento
dos acadêmicos. “Essa UBS seria a referência dos nossos atendimentos para o hospital,
com apontamentos referentes a exames, internações e outros procedimentos”,
reiterou.
Busca por mais vagas
para morar
Para Burmann, “do
ponto de vista da segurança, não existe um grave problema, porque os 110
estudantes instalados no Centro de Eventos estão dentro do campus, com
vigilância. O problema é a segurança da habitação em si, porque os locais em
que estão habitados esses estudantes não são próprios para isso”, diz.
O reitor ressaltou
que a Universidade está sendo cobrada quanto ao Programa de Prevenção Contra
Incêndio (PPCI) e também referente à Vigilância Sanitária, o que demanda
medidas urgentes referentes à questão da moradia. Ainda que com resistência por
parte dos estudantes, Burmann pediu compreensão, já que “uma das medidas que
está sendo discutida e estudada é a locação de moradias no entorno do campus,
em zonas que ofereçam segurança”.
Mesmo em meio a uma
grande crise, as obras no campus não estão paradas e 68 novas vagas de moradia
têm previsão de entrega por parte das empreiteiras encarregadas ainda para
2016. “Paralelamente existem mais três blocos em licitação, um que já está
licitado e em obras, dois que estão encaminhados para serem licitados e, ainda,
existe a moradia dos indígenas”, afirmou o reitor.
Na reunião,
tratou-se também das questões referentes às moradias no campus de Frederico
Westphalen, que, segundo o reitor, ainda não apresentam problemas no sentido de abrigar a demanda de estudantes existente. Já em Cachoeira do Sul, segundo Burmann, deverão ser
entregues os prédios de apartamentos até o final do ano.
Questões referentes
ao Restaurante Universitário
O atraso nas obras
de ampliação da cozinha, segundo o reitor, é o que tem prejudicado um pouco o
serviço do Restaurante Universitário. Existe a previsão de que outra empresa
assuma as obras, que estão paradas. Enquanto isso, a Universidade estuda
licitar, a partir de certa altura do ano, as refeições que serão servidas no RU
2.
Os acadêmicos
solicitaram que a Universidade subsidie totalmente a alimentação daqueles que
forem atendidos pelo BSE. Assim, a refeição, que custa R$ 0,50, passaria a ser
gratuita para os alunos com o Benefício. “Nós andamos avaliando e entendemos
que isso é possível de ser resolvido”, destacou o reitor.
O custo de produção
de uma refeição é de aproximadamente R$ 8,00. Segundo o reitor, medidas para
combater o desperdício de alimentos e, portanto, de dinheiro público, precisam
ser tomadas. Uma delas seria a obrigatoriedade de agendamento de todas as
refeições por parte dos estudantes, da mesma forma como aconteceu nas férias.
Os representantes
das Casas e do DCE pediram, no entanto, que houvesse uma medida para frear o
desperdício que não fosse punitiva.
Além disso,
conversou-se na reunião sobre a necessidade de aliviar o fluxo nos
restaurantes. Por isso, ficou para outra reunião a apresentação de ideias que
possam resultar na diminuição de filas nos RUs.
Um trabalho mútuo
entre estudantes e a Instituição
Ao final da reunião,
o reitor ressaltou a importância de um olhar institucional, comprometido com o
crescimento da Universidade. “Nós precisamos da cobrança de vocês, estudantes.
Precisamos que vocês nos apontem os problemas. Mas precisamos, também, dessa
parceria para que resolvamos os problemas conjuntamente”, disse Burmann.
Também foi destacada
a importância das políticas de permanência. “A gente precisa atender os
estudantes que aqui chegam sem gerarmos neles uma frustração. Caso contrário,
estaremos utilizando uma lógica perversa”, afirmou o reitor, que pediu aos
representantes do DCE e das Casas uma leitura realista da conjuntura econômica
da Instituição.
Texto e fotos: Germano Molardi, acadêmico
de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
