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UFSM participa de ação para integrar detentas e filhos



Na última
sexta-feira (8), ocorreu a primeira fase do Projeto Inspira, que tem como objetivo
aproximar detentas de seus filhos. A iniciativa é de uma parceria entre a
Polícia Federal (PF), a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e
a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com a percepção de que quase
todas as mulheres do presídio são mães e que dependem de algum familiar para
levar as crianças ao presídio. Os reencontros são adiados em função de
dificuldades financeira e de locomoção.

Nesta
etapa do projeto, dez detentas do Presídio Regional de Santa Maria foram
escolhidas para encontrarem com os filhos, 17 crianças com idades entre 2 e 12
anos, no Centro de Convivência e Treinamento da Polícia Federal. Assistentes
sociais buscaram as crianças nos colégios e as levaram para as mães ansiosas,
enquanto Banda da 3ª Divisão do Exército tocava.

Durante
o dia, atividades de integração foram coordenadas pelos alunos da Escola de
Palhaços da UFSM, por pedagogas, psicólogas, enfermeiras e assistentes sociais.
No período da tarde, alunos e professores do curso de Odontologia ensinaram às
mães e aos filhos as técnicas de escovação e de cuidados. Ainda houve
distribuição de kits de higiene bucal e de materiais escolares.

A
pós-graduanda Nathiele da Silva, 21 anos, que cursa Gestão Educacional, disse
que o objetivo é aproximar mães e filhos, para que pudessem brincar juntos. A
estudante contou que é a primeira vez que participa de um atividade como esta e
que a experiência a ajudará a pensar em como auxiliar estudantes na mesma
situação.

A
pró-reitora de Extensão da UFSM, professora Teresinha Heck, contou que, no
semestre passado, o delegado Getúlio de Vargas, chefe da Delegacia da PF,
procurou a universidade com a preocupação de auxiliar a restabelecer o vínculo afetivo
das apenadas com seus filhos. A professora explicou que as mulheres presas são
duplamente penalizadas: primeiro, pelo crime, e segundo, por haver um
rompimento da ligação com a família. Teresinha não imaginava que a ação tomasse
uma proporção grande, pois são poucas iniciativas voltadas para a cidadania da
população carcerária.

Outra
demanda que surgiu foi o atendimento odontológico, e, para isso, residentes do
curso de Odontologia foram contatados e elaboraram uma maneira de realizar o
atendimento fora do espaço, por meio do uso de kits de higiene bucal.

O
reencontro

Caren
Viviane Palmeira Mello, presa há 5 anos, disse que a ideia é ótima, pois elas
nunca tiveram uma oportunidade de estar com os filhos e de brincar. Por estar
há um ano e meio sem ver os filhos, o momento estava maravilhoso. Caren conta
que soube há um mês do encontro com os filhos e mal conseguiu dormir de tanta
expectativa.

O delegado da
penitenciária regional, Anderson Prochnow, disse que os critérios para a
seleção das detentas foi uma avaliação do comportamento, do perfil e o tempo
que não viam as crianças. Sete das dez selecionadas não tinham contato com os
filhos há mais de um ano. Prochnow afirmou, ainda, que novas edições ao longo
do ano com detentas diferentes devem ser realizadas.

A realização do
projeto foi possível devido ao apoio da Vara de Execuções Criminais (VEC), que
permitiu a saída temporária das detentas e destinou verbas de penas
alternativas como acordos e multas judiciais para o dia. Outros órgãos que
apoiaram o evento foram Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária
Federal, Exército, Receita Federal, Centro de Especialidades Odontológicas da
Prefeitura de Santa Maria e Vigillare.

Texto e fotos: Gabriela Pagel, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM

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