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Professora pesquisa medicamento mais eficiente contra a dor



Professora Gabriela TrevisanA
professora Gabriela Trevisan, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da
UFSM, é uma das vencedoras da 11ª edição do Prêmio “Para mulheres na ciência“, da L’Oreal Brasil, em parceria com a Unesco e com a Academia
Brasileira de Ciências. O projeto de pesquisa da professora, que concorreu com
400 candidatas, se propõe a descobrir medicamentos eficientes para aliviar as
dores que acometem pessoas com esclerose múltipla, doença autoimune em que o
próprio corpo destrói células do cérebro e da medula espinhal.

Gabriela
investiga se a proteína TRPA1, encontrada em membranas neuronais e em outras
células do sistema nervoso, quando inflamada, levaria a dores constantes na
cabeça e nos músculos. O objetivo é desenvolver fármacos que bloqueiem a ação
da proteína.

A temática
da dor está presente nos estudos de Gabriela desde que ingressou na UFSM como
acadêmica do curso de Farmácia, em 2005, e iniciou um estágio na área de
bioquímica. Desde então, se somam 11 anos de pesquisas, mais uma vez reconhecidas.
Em 2014, a
pesquisadora recebeu o Prêmio Capes de Tese pelo estudo da mesma proteína, a
TRPA1, porém, em ataques agudos de gota, doença que causa inflamações nas
articulações.

A proteína
está presente em diversas patologias. A cientista explica que a escolha da esclerose
múltipla para concorrer ao Prêmio “Para mulheres na ciência” se deve à
escassez de estudos acerca das dores, que comprometem a qualidade de vida do
paciente. A maior parte dos estudos se volta aos problemas motores. Além disso,
a doença afeta principalmente as mulheres.

“Talvez,
com nosso projeto, consigamos desenvolver novos fármacos para tratar a dor,
bloqueando a proteína. Já observamos que ela é importante para outros tipos de
dores, testamos em outros trabalhos para dor trigeminal, que é um tipo de dor
que afeta o rosto, enxaqueca. Outros grupos trabalham com a dor na diabetes.
Então, é um alvo que está sendo bastante estudado. Possivelmente, dentro de
poucos anos, irão surgir fármacos para a TRPA1. Se mostrarmos que ela está
envolvida na esclerose múltipla, poderemos testar em pacientes e desenvolver.
Essa fase é bem inicial, não sabemos quanto tempo vai demorar para chegar na
clínica”, comenta a professora, que participa do concurso pela terceira vez e
irá converter o valor do prêmio em equipamentos para a pesquisa.

Prêmio incentiva a presença feminina na comunidade científica

O Prêmio
L’Oreal objetiva incentivar a presença feminina na comunidade científica
mundial, que hoje é composta por apenas 30% de mulheres. O concurso é feito por
meio de três programas: o internacional, o nacional e o International Rising
Sciense. O programa internacional, L’Oreal-Unesco For Women in Science, premia cinco
pesquisadoras, uma de cada região do mundo, com uma bolsa-auxílio de US$ 100
mil.

O programa
nacional é composto por premiações locais em 115 países há 11 anos. As
vencedoras são contempladas com bolsas para darem andamento às suas pesquisas.
No Brasil, sete cientistas recebem R$ 50 mil para a pesquisa.

O programa
Internacional Rising Science é o mais recente, foi criado em 2014 para
intensificar a conexão entre os programas regionais e o internacional, com o
objetivo de tornar as jovens pesquisadoras internacionalmente reconhecidas. São
eleitas 15 cientistas por ano, de cinco regiões do mundo, para receber uma
bolsa de 15 mil euros.

Existe a
possibilidade de Gabriela vencer também nos programas internacionais, pois
essas informações ainda não foram divulgadas. A premiação será no dia 20 de
outubro, no Rio de Janeiro.

Texto e fotos: Paola Brum,
acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti

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