Cumprindo o papel de extensão e incidência social para além
do universo acadêmico, o Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural da
UFSM lançou no último sábado (1º) o Programa Agricultuar. O lançamento ocorreu
durante o evento que marcou os 25 anos de existência do Feirão Colonial,
iniciativa do Projeto Esperança/Cooesperança. O projeto é um dos parceiros do Agricultuar,
que também tem a parceria do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e da Empresa
de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS).
De acordo com a coordenadora do programa, professora Gisele
Guimarães, o objetivo da iniciativa é promover ações de educação, comunicação e
assessoria técnica no Feirão Colonial envolvendo feirantes e consumidores, com
o apoio dos estudantes e professores da universidade. “Queremos construir
espaços de debates, formações e planejamento em conjunto com as famílias
agricultoras. A proposta ainda é realizar diversas atividades, como palestras,
oficinas e rodas de conversa, pautadas pelo conceito e aspectos da soberania
alimentar, patrimônio cultural, o saber fazer das famílias agricultoras, questões
de gênero e consumo consciente”, ressalta a professora.
Essa primeira etapa do programa terá duração de um ano e
contará com o envolvimento de alunos da graduação e pós-graduação da UFSM de
diversas áreas, como extensão rural, zootecnia, veterinária, agronomia,
engenharia florestal, pedagogia e comunicação. “Os estudantes, em conjunto com
as famílias agricultoras que comercializam no feirão, também tentarão resolver
alguns gargalos e demandas já colocados pelos agricultores e agricultoras, como
questões no âmbito da legislação, vigilância sanitária, marketing e
apresentação dos produtos”, explica a professa Gisele.
O lançamento ainda contou com a presença do reitor da UFSM,
Paulo Burmann, e dos estudantes de graduação e pós-graduação envolvidos com o programa.
Feirão Colonial –
Com 25 anos de existência, o feirão é um espaço de comercialização direta de
produtos da agricultura familiar, povos tradicionais e grupos de empreendedores
rurais. Está vinculado ao Projeto Esperança/Cooesperança, da Cáritas Diocesana
de Santa Maria. São cerca de 70 famílias que comercializam todos os sábados
pela manhã e nas quartas-feiras, das 17 às 21h. Ao público são ofertados diversos
produtos, como hortigranjeiros, panificados, conservas, embutidos, queijo, mel,
ervas, plantas medicinais, artesanato e plantas ornamentais. O feirão acontece
no Centro de Referência
Com informações do
jornalista Daniel Ferreira
Foto: Bernardo
Rodrigues da Silva
