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Licenciatura em Física da UFSM amplia ações de extensão com escolas públicas

Alunos do Ensino Médio do Instituto Estadual Padre Caetano participaram de atividades inseridas na nova Proposta Pedagógica Curricular



Alunos fizeram observação com equipamento do Planetário

O novo currículo para o curso de Licenciatura em Física da UFSM teve início neste ano e trouxe uma nova disciplina: Planejamento de Ensino e Extensão. Nessa disciplina, os alunos, além de terem que fazer um planejamento de atividades de ensino, elaboram um planejamento de extensão. Desta forma, trazem para dentro da Universidade estudantes de escolas públicas da comunidade de Santa Maria.

Planejamento de Ensino e Extensão está prevista para os alunos do 5° semestre e, de acordo com a estrutura curricular, tem como programa a construção de aulas guiadas pelos parâmetros curriculares descritos nos documentos oficiais. As ações organizadas pela turma têm o objetivo de dar aos alunos do curso a experiência de planejar e avaliar práticas extensionistas. “A nova Proposta Pedagógica Curricular (PPC) atende à exigência da curricularização da extensão”, conta Inés Prieto Schmidt Sauerwein, responsável pela disciplina.

“Os alunos têm a vivência de ter esse contato com outros alunos, de perceber que eles, que a gente, tem que sair dos muros da Universidade e ter essa interação com os alunos da Educação Básica”, relata Inés.

De acordo com ela, atividades extensionistas já eram desenvolvidas por professores do curso de Licenciatura em Física antes dessa disciplina ser implementada. O que muda agora é que há uma carga horária destinada para atividades de extensão dentro de algumas disciplinas regulamentadas pela nova Proposta Pedagógica Curricular desta licenciatura.

Observação também foi feita com lunetas confeccionadas pelos próprios alunos

Primeira turma

A primeira atividade da disciplina foi realizada na quinta-feira (11), no Planetário. Participaram da ação 23 alunos da 3ª série do Ensino Médio do Instituto Estadual Padre Caetano. Com eles vieram os professores Guilherme Santos, de Filosofia, Paola Jardim, de Física, e Thanara Christo, de Biologia.

O Departamento de Física do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) disponibilizou transporte de ida e volta dos estudantes e professores até a Universidade e também recursos para a compra de materiais para a oficina, em que os alunos construíram lunetas. As lentes foram cedidas pelo Planetário. 

A manhã de atividades foi dividida em duas partes. Na primeira, os estudantes tiveram uma sessão no Planetário. Após, eles foram divididos em grupos e, no entorno do Planetário, construíram suas lunetas, com o auxílio dos quatros alunos da turma de Física. Nesse momento, cada um pôde experimentar como era observar o céu através de um telescópio profissional. “Para comparar as diferenças. O que a gente consegue observar com a luneta que eles construíram e o que conseguem observar com aquele outro instrumento [o telescópio]”, comentou Inés.

A estudante Evilyn da Silva Quevedo comentou que sua parte favorita foi a oportunidade que teve de colocar em prática o que aprendeu. Sua colega Rayssa Braga Santos da Costa contou que aprendeu que algumas estrelas vistas de longe aparentam ser uma só quando na verdade são duas.

O  Instituto Estadual Padre Caetano tem turmas de Ensino Fundamental e Médio e fica localizado no bairro Patronato. “A escola apoiou a ideia e todos ficaram muito satisfeitos com o convite. A UFSM e o Instituto Estadual Pe. Caetano têm uma parceria de longa data, desde a primeira edição do Pibid/Capes, em 2007”, comenta Inés.

“As ações de extensão da Universidade são bem importantes, inclusive para a gente fazer um elo mais forte entre universidade e escolas públicas. E pra gurizada é importante poder ver de forma prática conteúdos que são mais teóricos”, relata o professor Guilherme.

Para a professora da escola Paola Jardim, a prática é muito importante, pois além de adquirirem conhecimento, os alunos interagem com o que aprendem. “Na escola a gente está com problema de conseguir um espaço para fazer esse experimentos, então a gente acaba fazendo pequenas demonstrações, coisas que tu não consegues ir muito além com poucos recursos”, relata Paola.

Oficina de produção de lunetas fez parte da atividade

Já a professora Thanara explicou que, em sua área, trabalha a formação do universo com os alunos, e salientou a importância de eles terem contato com a prática. “Eles verem que a gente não fica só no livro, que a gente consegue ver as coisas acontecendo de verdade. A oficina de construção do material didático também foi importante para eles verem que não são só coisas caras, que a gente consegue fazer com material alternativo”, comentou Thanara.

UFSM em parceria com a comunidade 

Atividades de extensão dão a oportunidade de ligar a Universidade com a comunidade ao seu redor. Para Inés o primordial é a interação da Universidade com as escolas de Educação Básica. “A Universidade é pública, então ela tem que atender ao público onde ela está inserida. O público onde ela está inserida, para o curso de licenciatura, são as escolas de Educação Básica da região”, explica Inés.

A professora Paola destacou a importância do contato da Universidade com as escolas públicas: “Reforça muito o trabalho que a gente desenvolve com tanta dificuldade. É muito importante usar esses espaços”. 

Thanara também comentou a importância dessa interação, de os alunos saírem um pouco do espaço que é a sala de aula e conhecerem algo diferente. “Talvez isso desperte alguns interesses que eles nem sabem que tinham”, afirma.

Após esta primeira atividade dentro da nova Proposta Pedagógica Curricular, outras ações serão realizadas com diferentes escolas. Segundo Inés, a próxima atividade já está prevista para o final de junho, com alunos do Ensino Fundamental. 

Texto e fotos: Gabriel Escobar, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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