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Peça teatral ambientada na ditadura uruguaia será apresentada na sexta-feira

Antonio Pedrazzi dirige Joaquín Denicolay, ator de origem uruguaia e sobrinho do personagem que interpreta no espetáculo



Nesta sexta-feira (21), às 18h, será apresentada no Ateliê da Estação a peça “Nunca Más: Uma História Real”, que rememora, de modo intimista, episódios conturbados da vida de um personagem preso pela ditadura uruguaia na década de 1970. A representação teatral baseia-se em depoimentos de familiares, pesquisa na internet e documentos oficiais. A dramaturgia é de Antonio Pedrazzi (que também é o diretor da peça) e Joaquín Denicolay, ator de origem uruguaia e sobrinho do personagem que interpreta no espetáculo. A apresentação, que tem entrada gratuita, é uma atividade da disciplina Ateliê de Criação de Cena: Direção Teatral e Dramaturgia, do curso de Artes Cênicas UFSM. Os professores orientadores são Arthur Belloni e Vanessa Corso.

Antonio compartilhou a inspiração para a criação da peça: “no princípio, escrevi uma história fictícia de um personagem uruguaio, em um contexto de ditadura. Convidei o ator Joaquín Denicolay para que trabalhássemos juntos, ele aceitou. Durante o processo, descobrimos a história real de Hilian, um familiar de Joaquín, que esteve preso e desaparecido durante a ditadura uruguaia. Começamos a pesquisar e encontramos muito mais do que imaginávamos. A peça é, também, sobre o processo de criação, entre arquivos disponíveis e investigação da memória do que é sensível”.

Além disso, o estudante de artes cênicas ainda contou sobre sua trajetória como diretor. “Já fui diretor de teatro em peças com público fechado e com convidados externos à UFSM. Portanto, essa é a primeira vez que irei apresentar um trabalho feito inteiramente para o público externo, aberto ao público. No dia 21 de novembro de 2025, no Ateliê da Estação, Joaquín apresentará, além da peça teatral, uma pesquisa de todo este semestre, feita com nossa dedicação, além de entrevistas e constante apoio de sua família, que vive no Uruguai”, disse.

De acordo com Antonio, a produção do espetáculo contou com um longo processo de pesquisa. “O processo foi movido por uma investigação constante, em sala de ensaio, com improvisações e jogos teatrais, e fora de sala, em meio a pesquisa documental sobre o Uruguai da década de 1970/80 e período da ditadura. Durante a produção, contamos com pesquisas já realizadas e, também, entramos em contato com instituições, como a Faculdade de Ciências Humanas e Educação, da Universidade da República do Uruguai (UdelaR) e o Grupo Cálice, da UFSM”, revelou.

O Ateliê da Estação localiza-se na Vila Belga, na Rua Manoel Ribas, 1900 (perto da esquina com a Avenida Rio Branco), ao lado da Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (Emai).

Com informações de Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

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