Ir para o conteúdo UFSM Ir para o menu UFSM Ir para a busca no portal Ir para o rodapé UFSM
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

UFSM sedia exposição de fotos que homenageia vítimas de feminicídio no RS

Iniciativa da Assembleia Legislativa tem como objetivo fortalecer o debate acerca de políticas de prevenção contra violências de gênero



Abertura oficial ocorreu na manhã de quinta-feira (5)

“Nós precisamos mostrar, mostrar e mostrar. Essa é a nossa tarefa”, é o que pontuou a reitora da UFSM, Martha Adaime, durante a cerimônia de abertura da mostra itinerante “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”, na manhã de quinta-feira (5). A exposição, instalada no hall do prédio da Reitoria, apresenta banners que retratam vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul.

O evento contou com a presença da deputada estadual Stela Farias (PT), autora da proposta que deu origem à iniciativa. “Nós fomos procurados por uma mãe, que veio e disse ‘minha filha foi morta, foi arrancada de nós. Eu queria que vocês levassem a memória da minha filha junto com vocês’. Daí, pensamos na exposição itinerante”, comentou.

O intuito é dar visibilidade a histórias marcadas pela violência para que elas não sejam esquecidas e, sobretudo, para que não se repitam. Ao apresentar os rostos e as trajetórias das vítimas, a exposição busca sensibilizar o público e reforçar a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção e enfrentamento ao feminicídio. 

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário atual: somente em 2026, o Rio Grande do Sul já registra 20 mulheres assassinadas, o que evidencia a urgência de ações que combatam o feminicídio e promovam a proteção das mulheres. Por meio da exposição, dados e estatísticas são transformados em narrativas que ressaltam a dimensão humana da violência de gênero. 

Reitora destacou a importância de debater a causa feminina

Primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da UFSM,  a professora Martha Adaime destacou o papel da Universidade na promoção de debates acerca da causa feminina. Para ela, a Instituição deve se consolidar como um espaço permanente de reflexão e enfrentamento desse tipo de violência.

“A Universidade cada vez mais precisa abrir esse espaço. Não só no mês de março, mas sempre. Que os nossos docentes possam estar preparados para falar sobre violência de gênero sem medo”, afirmou.

A mostra vem sendo executada pela Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Na UFSM, ela permanece aberta à visitação no hall da Reitoria até esta sexta (6).

Texto: Camille Moraes, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Pedro Pereira, jornalista
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

Divulgue este conteúdo:
https://ufsm.br/r-1-72135

Publicações Recentes