
O Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) realizou, nesta quarta-feira (25), o primeiro dia do “CCSH Study Summit”. No hall do prédio 74C, o evento, em sua terceira edição, reúne projetos de extensão, grupos de pesquisa, empresas juniores e outras iniciativas acadêmicas da universidade.
“O evento amplia um pouco a visão dos nossos estudantes de sair daqueles projetos e cursos que eles já conhecem, e buscar coisas novas”, afirma a chefe da Subdivisão de Comunicação do CCSH, Carolina Schneider Bender. Segundo ela, a proposta é para aproximar os universitários de iniciativas em diversas áreas, possibilitando o diálogo sobre experiências e a troca de informações com as equipes.
Embora idealizado por universitários e servidores do Centro, o evento não se limita apenas a iniciativas das Ciências Sociais e Humanas. “A gente quer ações que criem oportunidades para os nossos alunos, então projetos de outros centros também são super bem-vindos”, revela Bender. Nesse sentido, a programação também traz novidades nesta edição, como o showcase de Produtos Técnicos e Tecnológicos (PTT), que apresenta soluções desenvolvidas nos programas de pós-graduação, e o meetup de projetos voltados a temáticas envolvendo mulheres, criando um espaço de diálogo em referência ao Dia Internacional da Mulher.

Quem faz acontecer
Entre as 29 iniciativas que integram o evento, o “Paralelo 33”, na sua terceira participação, apresenta ao público a proposta que orienta suas atividades. Voltado ao estudo do Sul Global, o grupo se baseia em uma perspectiva teórica que aborda vivências sociais, culturais, políticas e econômicas da América Latina, África e Ásia.
“É importante tanto para expor o que a gente faz, quanto para conhecer outras ideias e pessoas”, afirma Cauê Santos, vice-presidente do projeto e estudante de Relações Internacionais, destacando o evento como um espaço de troca e conexão. “O atrativo do Paralelo é para quem quer aprender a ter uma visão crítica”, completa o estudante, ressaltando um dos princípios centrais do projeto.
Vinculada ao curso de Administração, a empresa júnior “Objetiva Jr.” tem 32 anos de experiência na vivência empresarial, com foco na atuação prática junto a clientes reais. “Poder ter contato com os estudantes, especialmente os que estão começando, é muito positivo, porque muitos ainda estão confusos sobre o que podem fazer na universidade, e o evento oferece uma visão mais prática dos projetos de extensão”, ressalta Gabriel Mello, presidente executivo da empresa júnior e estudante de Administração. Para ele, o Study Summit amplia o contato com os estudantes, contribui para atrair novos integrantes e fortalece o networking entre as iniciativas. O projeto também se destaca pela diversidade, com a participação de membros de diferentes cursos.
Com uma proposta voltada à promoção do direito à literatura no sistema prisional, o projeto “Livros que Livram” destaca seu caráter humanitário ao participar do evento. A iniciativa busca levar leitura a pessoas privadas de liberdade, contribuindo para a remição de pena e, principalmente, para a dignidade humana. “A literatura pode trazer um respiro, uma fuga e, especialmente, uma transformação na vida do apenado”, aponta Otávio Maziero, membro do projeto e estudante de Direito. Ele também evidenciou o impacto social do projeto, tanto para a comunidade que circula no evento quanto para a formação acadêmica dos integrantes.
Estudantes descobrem novas oportunidades

iniciativas acadêmicas estiveram presentes no primeiro dia do evento
A percepção dos estudantes que visitaram o evento reforça a proposta de aproximação com o público. Para a caloura de Jornalismo Giulya Araujo, o “Study Summit” contribui para ampliar o conhecimento sobre os projetos. “Descobri um podcast de Relações Internacionais que eu não conhecia. Foi bem legal porque consegui bater um papo com o pessoal do projeto “, revela.
Ao circular pelos estandes do evento, a estudante Julia Portella, do curso de Ciências Contábeis, destacou a facilidade ao acesso das informações no contato direto com os projetos. “Hoje em dia, a comunicação normalmente é pelo Instagram. O pessoal divulga edital, divulga projeto e fica difícil achar cada um. Vindo aqui, conversando com quem está participando desses projetos, a gente já consegue saber na hora sobre o que se trata”, comentou. Assim, o evento se consolida como um espaço de descoberta, troca e conexão dentro da universidade.

Programação continua nesta quinta-feira (26)
Estará presente no meetup de projetos nesta quinta-feira (26) o grupo GIDH (Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos), que se destaca pela promoção de debates sobre igualdade de gênero, raça e classe dentro e fora da universidade.
Para a coordenadora, Mariana Selister Gomes, o “Study Summit” representa um espaço de visibilidade e articulação para o projeto. “É um espaço importante para conhecimento e troca, onde também novos integrantes possam vir a participar do GIDH, assim como de outros projetos que vão estar sendo apresentados, debatidos e conversados”, afirmou. Além das atividades de extensão, o grupo também apresenta a cartilha “Berta Lutz: Direitos Humanos e Direitos das Mulheres”, que será levada às escolas.
O “CCSH Study Summit” segue nesta quinta-feira (26), das 9h às 17h, com mais um dia de oportunidades para troca de experiências e aprendizados para os universitários. Confira a lista completa de projetos e mais informações no Instagram oficial do CCSH (@ccsh.ufsm).
Texto: Giovanna Felkl, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Gabriele Mendes, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista