Maior projeto de transferência de conhecimento científico aplicado para aumentar a sustentabilidade e o lucro do produtor de flores da história do Brasil, o Flores para Todos está com sua 17ª fase em andamento de Norte a Sul do Brasil. O projeto visa formar agricultores no cultivo profissional de flores com técnicas internacionais de produção sustentável, com o mínimo impacto ambiental e com o máximo de lucro para suas famílias.
As espécies de flores que estão sendo cultivadas neste semestre são statice, girassol de corte e dália de corte. Desde o início do ano até agora, o cultivo da statice já teve o acréscimo de 13 produtores e de duas universidades em 13 municípios no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso; o girassol de corte teve sete novos produtores, além de uma escola do campo e uma universidade, e participou de duas feiras nacionais do agronegócio em 11 municípios gaúchos; já a dália de corte ganhou espaço em três novos produtores e 23 instituições de ensino, pesquisa e extensão em 26 locais de 13 estados brasileiros.
Liderado pela Equipe PhenoGlad da UFSM e coordenado por Equipes PhenoGlad em diferentes regiões do Brasil, este é o nono ano do projeto, que iniciou em 2018. Segundo o professor Nereu Augusto Streck, coordenador nacional do Flores para Todos, a floricultura brasileira cresceu no Brasil nos últimos 10 anos com uma contribuição significativa dos produtores formados pelo projeto.
“Nestes nove anos ajudamos o agro das flores com a criação de empresas familiares dentro das propriedades, em especial nas pequenas propriedades, que passaram a gerar renda, trabalho, emprego e pagam impostos a partir do comércio das flores”, explica. “Estamos muito orgulhosos dos nossos produtores, pois eles conquistaram independência financeira com as flores, especialmente as mulheres, que vêm se destacando no protagonismo da produção de flores”, acrescenta o professor.