Ir para o conteúdo UFSM Ir para o menu UFSM Ir para a busca no portal Ir para o rodapé UFSM
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área Restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

Saiba como está o Silveira um ano após sua “auposentadoria”

Cão que virou fenômeno nas redes sociais agora vive rotina mais tranquila e regrada após adoção



Silveira tomando sol em seu novo lar

Um ano após virar fenômeno nas redes sociais e conquistar o carinho da comunidade acadêmica, Silveira Podrão vive uma rotina bem diferente daquela que o tornou conhecido no campus da UFSM. Hoje adotado, o cão ganhou alimentação controlada, acompanhamento veterinário contínuo e um espaço confortável para descansar, mudanças importantes para a saúde de um animal idoso que passou anos vivendo livremente pela Universidade.

Com cerca de 10 anos de idade, Silveira já apresentou diversos problemas de saúde comuns a cães idosos e de vida livre, como artrose, problemas de pele, incluindo a necessidade de retirada de nódulos e dificuldades digestivas. Ele também teve episódios de gastroenterite e, atualmente, segue em acompanhamento no Hospital Universitário de Medicina Veterinária da UFSM.

Novos hábitos saudáveis

Com mais de 43 kg no período em que vivia no campus, Silveira passou a seguir uma rotina alimentar regrada após a adoção. Desde o início do programa nutricional, sua alimentação passou a ser controlada, com ração específica e sachês indicados para sua condição de saúde. Agora, com acompanhamento contínuo, ele está pesando 35 kg.

De acordo com a professora Fabiana Stecca, coordenadora do Projeto Zelo, uma das razões que levaram Silveira a desenvolver uma lesão no fígado foi a alimentação desregrada que recebia no campus, já que muitas pessoas ofereciam frituras e outros alimentos inadequados.

Dias de “auposentado” e período de adaptação

Depois de dez anos vivendo no campus e circulando por diferentes espaços da Universidade, Silveira foi adotado em meados de julho de 2025. Segundo Fabiana, ele passou por um período de adaptação, já que agora mora em uma casa que conta, inclusive, com outros cães. “Ele é rápido para ter as suas preferências e decidir de quem gosta mais para brincar, mas tem um espaço grande para transitar. Ao mesmo tempo, é muito territorialista: sabe qual é o seu espaço, sua casinha, e nós preservamos isso”, conta a professora.

Na mudança do campus para o novo lar, foram levados os objetos que ele já utilizava na UFSM, como brinquedos e uma das caminhas que ganhou de admiradores durante o período de maior fama. “Era a única cama em que ele cabia na época, inclusive. Mas é claro que a vida dele é diferente. Antes, a cama que ele conhecia aqui no campus ficava no hall da União Universitária, onde muitas vezes pegava vento e frio”, explica Fabiana.

Relembre o caso

“Auposentado”, Silveira curte dias de folga

A figura ilustre que habitou o campus sede da UFSM por dez anos foi reconhecida nacionalmente a partir de uma postagem no X (antigo Twitter), em 19 de maio de 2025. A publicação alcançou milhares de visualizações e compartilhamentos, além de render diversos memes e homenagens. Naquele dia, o termo “Silveira” esteve entre os assuntos mais comentados do Brasil na rede social.

Na UFSM, Silveira já era querido pela comunidade acadêmica. Conhecido por ser um cão dócil e estar sempre circulando pelo campus, recebia carinho de estudantes, servidores e visitantes. Em 2025, no auge da fama, foi oficialmente reconhecido como Pró-Reitor de Assuntos Caninos pelo então reitor Luciano Schuch.

Desde então, Silveira recebeu muitos mimos, parcerias e reportagens especiais. No Instagram, o carisma do cão também conquistou seguidores de todo o país e ampliou a visibilidade do trabalho dos voluntários que cuidam dos animais do campus.

Projeto Zelo

O Projeto Zelo é uma iniciativa de educação para proteção animal vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM. O projeto é responsável pelos cuidados de Silveira e de outros aproximadamente 80 animais que vivem no campus.

Atuando desde 2014, o Zelo enfrenta diariamente os desafios do abandono animal, já que o campus ainda é um ponto frequente de descarte irresponsável de cães e gatos. Fabiana ressalta que, apesar da história de Silveira ter muitos aspectos positivos, também houve momentos difíceis, já que ele próprio foi vítima de abandono. “É importante reforçar para a comunidade em geral que não é fácil a vida de um cão que mora em um campus universitário, porque essa é uma realidade que encontramos no Brasil inteiro”, destaca a professora.

O sonho dos integrantes do projeto agora é que todos os animais atendidos pelo Zelo tenham a mesma oportunidade de encontrar um lar, assim como aconteceu com Silveira. “O nosso papel é educar e conscientizar para reduzir o abandono. Esse é o nosso sonho”, afirma Fabiana.

Para manter a estrutura de atendimento, o projeto conta com doações e com o apoio da comunidade. Além do brechó solidário localizado no Colégio Politécnico, na sala C9, o público também pode adquirir ecobags, adesivos e bottons com a identidade do projeto. Toda a renda arrecadada é revertida para os cuidados com os animais.

As contribuições podem ser feitas por Pix (chave: fabiana@ufsm.br), com qualquer valor, ou por meio de doações de roupas, calçados, ração, medicamentos e outros itens.

Texto: Ellen Schawade, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Arquivo pessoal de Fabiana
Edição: Mariana Henriques, jornalista

Divulgue este conteúdo:
https://ufsm.br/r-1-72912

Publicações Recentes